Insônia atinge 73 milhões de brasileiros
Mariana Varella
Para a maioria da população, em especial a das grandes cidades, dormir 8 horas por noite é luxo. O ritmo agitado da vida urbana e o estresse do dia a dia nos levam a dormir cada vez pior. Não à toa, a insônia é a queixa mais comum entre as pessoas com distúrbios de sono, seguida do ronco e da apneia.
Segundo a Associação Brasileira do Sono (ABS), 73 milhões de brasileiros sofrem de insônia. O pneumologista Maurício da Cunha Bagnato, integrante da Unidade de Medicina do Sono do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, afirmou que cerca de 30% a 40% dos indivíduos sofrerão de insônia em alguma fase da vida.
Insônia não é mera inconveniência; é um distúrbio associado ao aumento do risco de morte, doença cardiovascular, depressão, obesidade, dislipidemia (presença de índices elevados de gordura no sangue), hipertensão, fadiga e ansiedade. Nos quadros crônicos, está associada a acidentes automobilísticos, domésticos e no trabalho. A insônia pode ser caracterizada tanto pela dificuldade em pegar no sono como para voltar a dormir após despertares no meio da madrugada.
A insônia inicial, isto é, quando a pessoa custa a pegar no sono ao se deitar, está mais relacionada ao estresse e à ansiedade e atinge as pessoas que não conseguem se desvencilhar dos problemas na hora de dormir, ficam pensando neles e, com isso, estragam o início do sono. O despertar precoce, que ocorre no meio da noite, está mais associado à depressão. Segundo o Dr. Bagnato, “por uma série de mecanismos biológicos a pessoa até consegue dormir logo, mas 3 ou 4 horas depois desperta e vai amargar algumas horas de insônia”, esclarece o médico.
Fonte: https://drauziovarella.uol.com.br/neurologia/insonia-2/ - adaptado
Assinale a alternativa que apresenta a sílaba tônica, ou seja, a sílaba mais forte da palavra “ansiedade”.