À luz das abordagens contemporâneas da
psicologia da personalidade e das neurociências
sociais, compreende-se que a empatia, enquanto
disposição afetivo-cognitiva para perceber e
responder adequadamente aos estados emocionais
alheios, possui fundamentos neurobiológicos e
temperamentos que, em grande parte, são
determinados geneticamente e moldados nos
primeiros anos de vida. Assim, embora seja possível
desenvolver habilidades sociais correlatas por meio
de treinamentos e práticas profissionais, a empatia
autêntica — como traço profundo de personalidade
— é considerada predominantemente inata, estando
fora do alcance de uma modificação substancial por
meio de intervenções técnicas pontuais.