A equipe de Atenção Primária à Saúde acompanha a família Souza, residente em uma comunidade urbana com alto índice de doenças crônicas e baixa adesão ao tratamento.
• Pai (68 anos): hipertenso há 15 anos, diabético tipo 2, insuficiência renal leve, faz uso diário de hidroclorotiazida, metformina, estatina e AAS; apresenta PA de 155/100 mmHg; relata esquecimento frequente da medicação e sintomas leves de hipotensão ocasional.
• Mãe (65 anos): hipertensa controlada com IECA, PA 140/80 mmHg, mas com histórico de tosse persistente e artrite, usando analgésicos esporadicamente.
• Filho (35 anos): saudável, mas envolvido no cuidado da família.
Durante visitas domiciliares, a equipe identifica:
• Uso simultâneo de múltiplos medicamentos (polifarmácia) com risco de interações e eventos adversos;
• Dificuldade da família em organizar horários e adesão às medicações;
• Necessidade de orientação sobre riscos, monitoramento e ajuste terapêutico, integrando MCCP, EPS e coordenação multiprofissional.
Considerando diretrizes atuais de tratamento da HAS, MCCP, abordagem familiar, EPS e polifarmácia na APS, qual deverá ser a conduta mais adequada para esta família?