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4114926 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha
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Considere o texto a seguir para responder a questão

 

TEXTO 4

 

Furto de Flor

 

INSCRIÇÃO: FURTEI UMA FLOR daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.

 

Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

 

Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me: - Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!

 

ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis.

Rio de Janeiro: José Olympio, 1981, p.80.

 

De acordo com a leitura do texto, o tipo de sujeito presente na oração “Furtei uma flor daquele jardim (…)” é:

 

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