Segundo a
análise de Milton Santos sobre a globalização, o espaço
geográfico se torna um mosaico de diferentes temporalidades,
onde coexistem lugares dotados de alta densidade técnica e
informacional (espaço luminoso) e áreas com baixa integração
aos fluxos globais (espaço opaco), gerando o que o autor
denominou de 'globalização como fábula, como perversidade e
como possibilidade'.