Como toda lenda, é impossível dizer com exatidão como
surgiu a história da Perna Cabeluda. O primeiro registro
é de uma matéria que surgiu na edição de 10 de
dezembro de 1975 do Diário de Pernambuco, o jornal
mais antigo em circulação na América Latina. A
manchete anunciava: Perna fantasma surge em moradia
de Tiúma. Publicada sem assinatura de repórter, a
notícia relatava que um homem chamado José Luís
Borges (seria ele o célebre escritor argentino?) havia
visto "uma perna caminhar pelas paredes" da casa onde
morava com o filho, Wanderley Borges, no bairro de
Tiúma, em São Lourenço da Mata, a cerca de 50 km do
Recife. Apavorados, pai e filho chamaram dois médiuns,
um padre e um pastor protestante para tentar afastar a
maldição, além de estarem dispostos a abandonar a
residência caso as "visagens" continuassem. O episódio,
de acordo com a matéria, provocou "um rebuliço no
município".
(Disponível em:
https://piaui.folha.uol.com.br/lenda-perna-cabeluda-agente-secreto/.
Acesso em 10 nov. 2025. Adaptado.)
I. No texto há predomínio de dois tempos verbais: pretérito perfeito e pretérito imperfeito, ambos no modo indicativo, considerando os fatos a que eles se referem em sua certeza de acontecimento.
II. Em "A manchete anunciava", o verbo está no pretérito imperfeito do indicativo e exprime, para o leitor, a ideia de um fato passado, mas não concluído, dando uma ideia de continuidade. O mesmo ocorre em: "seria ele o célebre escritor argentino?".
III. Em "além de estarem dispostos a abandonar a residência caso as 'visagens' continuassem", a escolha pelo pretérito do subjuntivo para a conjugação do verbo continuar se dá porque, nesse contexto, apesar de a ação estar localizada no passado, ela se refere a uma possibilidade, a uma hipótese.
É correto o que se afirma em:
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