Paciente do sexo feminino, 42 anos, iniciou acompanhamento endocrinológico em decorrência de queda de cabelo e unhas fracas. Após pesquisar na internet, começou a tomar, por conta própria, suplementação de biotina em altas doses (10.000 µg/dia) há cerca de três semanas. Ela realizou uma bateria de exames solicitados pelo endocrinologista, incluindo TSH, T4 livre, troponina, hormônio paratireoide (PTH) e dosagens de vitamina D. Quando os resultados chegaram, alguns valores estavam incompatíveis com o quadro clínico, especialmente o TSH, que estava extremamente baixo, e a troponina, que estava dentro da normalidade – apesar de a paciente ter relatado dor torácica recente, necessitando, inclusive, de avaliação hospitalar. O laboratório entrou em contato para investigar possível interferência analítica.
Com base nesse contexto, é correto afirmar que os exames mais suscetíveis à interferência causada pelo uso de biotina em altas doses são