Segundo Alexandre Matos, no texto “Da escavação ao
museu – caminhos da escavação”(2007), os trabalhos
arqueológicos serão com certeza a maior fonte de ingresso
de acervos nos museus portugueses, e raro é o caso de um
museu que não disponha de uma coleção, por menor que
seja, de Arqueologia, inclusive os museus municipais.
Preocupado com isto, o autor apresenta reflexões e
propostas para gestão da informação sobre coleções
arqueológicas em museus, a saber:
O estudo de indústrias líticas, quando voltado ao exame da
sucessão de gestos técnicos envolvidos na produção e no
uso dos artefatos, pode englobar a análise das denominadas
Unidades Tecno-Funcionais (UTFs). A figura a seguir
mostra um instrumento lítico confeccionado em arenito
silicificado, recuperado no nível arqueológico 16 do abrigo
GO-JA-01, escavado por Pedro I. Schmitz na região de
Serranópolis, sudoeste de Goiás.
Segundo Andrés Zarankin (2002), a construção das
relações sociais por meio de discursos materiais é uma
estratégia eficiente de reprodução de poder, sendo a
arquitetura um discurso material. Na análise de estruturas
arquitetônicas, a Arqueologia tem aplicado alguns modelos
de análise morfológico-espacial, visando traçar estudos
comparativos entre diferentes edificações. Considere a
figura a seguir, que mostra a análise de uma escola.