Juscelino, brasileiro, casado sob o regime de comunhão
parcial de bens, ingressou com ação de rescisão de contrato de
promessa de compra e venda de imóvel, que havia sido assinado
somente por ele, sem o conhecimento do seu cônjuge virago, não
tendo havido o registro do compromisso de compra e venda.
Alegou, na petição inicial, que estava enfrentando grave
dificuldade financeira, decorrente da crise económica derivada da
pandemia de covid-19, e que se havia tomado impossível
prosseguir honrando com o regular pagamento das prestações
contratuais. Na sentença, o processo foi extinto sem resolução do
mérito, porque o autor, a despeito de ter sido intimado a
promover a inclusão do seu cônjuge virago no feito, quedou-se
inerte. Assim, o juiz, entendendo se tratar de litisconsorte
necessário e verificando a ausência do colegitimado no polo
ativo, determinou a extinção do feito por falta de pressuposto
processual de constituição válida do processo, consoante o
art. 485, inciso IV, do CPC. Na situação hipotética anterior, segundo o CPC e o entendimento
jurisprudencial do STJ, a decisão do juiz foi
Um cidadão ajuizou ação declaratória, cumulada com
pedido liminar, em desfavor da União, com o propósito de
compelir o referido ente a nomeá-lo para cargo público,
considerando que havia sido aprovado na terceira colocação entre
as quatro vagas disponibilizadas no edital do certame, cujo prazo
de validade era de dois anos, e que já havia transcorrido um ano e dez meses da sua aprovação, tendo sido nomeado apenas o
primeiro colocado, razão pela qual buscou a tutela jurisdicional
para que fossem deferidos os seguintes pedidos: (a)
liminarmente, sua nomeação imediata e o sobrestamento do
prazo de validade do concurso enquanto perdurasse a ação; e (b)
no mérito, a confirmação da liminar, com a garantia da sua
nomeação e posse, uma vez ter participado regularmente do
concurso e obtido êxito na aprovação dentro das vagas ofertadas.
Após a apresentação de defesa pelo ente público, o magistrado
emitiu pronunciamento sobre o pedido liminar pleiteado, tendo
indeferido o pleito, sob a justificativa de não ter verificado
elementos que evidenciassem a probabilidade do direito nem ter
visto configurado o perigo de dano ou risco ao resultado útil do
processo. Contra essa decisão, o autor apresentou recurso de
agravo de instrumento, repetindo os argumentos lançados na
petição inicial. A respeito dessa situação hipotética, assinale a opção correta
conforme o entendimento firmado no Superior Tribunal de
Justiça (STJ).
De acordo com o Código de Processo Civil (CPC), julgue os
seguintes itens, acerca do julgamento conforme o estado do
processo.
I O juiz poderá decidir parcialmente o mérito unicamente
quando um ou mais dos pedidos formulados mostrar-se
incontroverso.·
lI Caberá agravo de instrumento contra a decisão parcial de
mérito.
III Quando um ou mais dos pedidos formulados, ou parte deles,
mostrar-se incontroverso e(ou) estiver em condições de
imediato julgamento, haverá o pronunciamento judicial
antecipado parcial do mérito da causa
IV A questão parcialmente resolvida poderá ser suscitada em
preliminar de apelação eventualmente interposta contra a
decisão final de mérito.
Em fiscalização executada pelo Instituto Brasileiro do
Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA),
foi constatado dano em área sobreposta à floresta amazônica em
determinado município do estado do Mato Grosso. No momento
da ação fiscalizatória, foi lavrado auto de infração contra a
empresa Sigma M.E., pelo desmatamento de 1.350 hectares de
floresta amazônica sem autorização do órgão ambiental
competente. Diante da constatação efetiva da autoria e
materialidade do dano ambiental, o IBAMA pretende ajuizar
ação civil pública, com o objetivo de que a empresa ré seja
proibida de explorar a área desmatada indicada na petição inicial,
bem como de que haja a indisponibilidade dos bens da infratora,
com a suspensão de benefícios ou incentivos fiscais e creditícios
e a averbação da existência da ação civil pública à margem da
matrícula imobiliária da empresa ré. Considerando essa situação hipotética, julgue os próximos itens,
quanto à legitimidade do IBAMA para ajuizar a ação civil
pública em questão. I Por se tratar de ação para tutelar direito difuso, o IBAMA não
possui legitimidade ativa extraordinária para promover a ação
civil pública em matéria ambiental, pois a legitimidade
extraordinária para tanto é excepcional e condicionada a
expressa previsão legal nesse sentido. lI O IBAMA possui legitimidade ativa para propor o
·ajuizamento da ação civil pública, pois, além de a defesa do
meio ambiente ser concernente a todas as pessoas de direito
público da Federação, o IBAMA é entidade autárquica
constituída com a finalidade de executar a Política Nacional
do Meio Ambiente, por conseguinte possui legitimidade para
propor ações civis públicas de cunho ambiental. III Por se tratar de ação para tutelar direito difuso e defender e
preservar, para as presentes e futuras gerações, o meio
ambiente ecologicamente equilibrado, essencial à sadia
qualidade de vida, apenas o Ministério Público tem
legitimidade para ingressar com a referida ação. IV Por fiscalizar as atividades nocivas ao meio ambiente, o
IBAMA tem interesse jurídico suficiente para exercer o poder
de polícia ambiental, no entanto tal competência não lhe
confere legitimidade para o ajuizamento da ação civil pública,
devendo-se buscar a responsabilidade ambiental por meio das
vias ordinárias. Assinale a opção correta.
A CF consagra às universidades autonomia didático-científica,
administrativa e de gestão financeira e patrimonial. A esse
respeito, assinale a opção correta de acordo com a jurisprudência
do STF.
Considerando o entendimento do STF a respeito da cobrança de
taxa de matrícula ou de mensalidade por universidades públicas
nos cursos de graduação e pós-graduação lato sensu
(especialização), assinale a opção correta.
A Lei n.º 13.463/2017 contém dispositivo com a seguinte
redação: "Ficam cancelados os precatórios e as RPV federais
expedidos e cujos valores não tenham sido levantados pelo
credor e estejam depositados há mais de dois anos em instituição
financeira oficial". Ao examinar a constitucionalidade desse
dispositivo normativo em sede de controle concentrado de
constitucionalidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu
que tal previsão é
No que diz respeito à proteção das comunidades indígenas e à
preservação dos seus direitos, a legislação preconiza I utilizar a cooperação, o espírito de iniciativa e as qualidades
pessoais do indígena, em vista da melhoria de suas condições
de vida e da sua integração no processo de desenvolvimento. II garantir a posse permanente das terras que habitam,
reconhecendo-lhes o direito ao usufruto exclusivo das
riquezas naturais e de todas as utilidades naquelas terras
existentes, desde que não estejam sobrepostas a nenhum
imóvel registrado em cartório nem a área de interesse
público. IlI prestar assistência aos índios e às comunidades indígenas
ainda não integrados à comunhão nacional. IV assegurar aos índios a possibilidade de livre escolha dos seus
meios de vida e subsistência, bem como garantir a
permanência voluntária no seu hábitat, proporcionando-lhes
ali recursos para seu desenvolvimento e progresso. Assinale a opção correta.
A redação original do art. 243, caput, da CF determinava a
imediata expropriação das glebas de qualquer região do país
onde fossem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas,
impondo sua destinação ao assentamento de colonos e ao cultivo
de produtos alimentícios e de medicamentos, sem qualquer
indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções
previstas em lei. A Emenda Constitucional (EC) n.º 81/2014
alterou a redação original do art. 243 da CF, incluindo a
expropriação, para fins de reforma agrária e de programas de
habitação popular, das propriedades rurais e urbanas utilizadas
para a exploração de trabalho escravo, impondo o confisco a
fundo especial de todo bem de valor econômico apreendido em
decorrência da referida prática. Entretanto, desde a edição da EC
n.º 81/2014, ainda não foi editada lei federal que regulamente a
nova redação do art. 243 da CF. Por essa razão, o Ministério
Público Federal ingressou, perante o STF, com