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Leia o texto a seguir e responda à questão.
ELOQUÊNCIA SINGULAR
Mal iniciara seu discurso, o deputado embatucou:
– Senhor Presidente: eu não sou daqueles que...
O verbo ia para o singular ou para o plural? Tudo indicava o plural. No entanto, podia perfeitamente ser o singular.
– Não sou daqueles que...
Não sou daqueles que recusam...No plural soava melhor. Mas era preciso precaver-se contra essas armadilhas da linguagem – que recusa? – ele que tão facilmente caía nelas, e era logo massacrado por um aparte. Não sou daqueles que... Resolveu ganhar tempo:
– ...embora perfeitamente cônscio das minhas altas responsabilidades, como representante do povo nesta Casa, não sou...
Daqueles que recusa, evidentemente. Como é que podia ter pensado no plural? Era um desses casos que os gramáticos registram nas suas questiúnculas de português; ia para o singular, não tinha dúvida. Idiotismo de linguagem, devia ser – daqueles que, em momentos de extrema gravidade, como este que o Brasil atravessa...
(...)
– Muito embora...sabendo perfeitamente...os imperativos de minha consciência cívica...senhor Presidente...e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...
– Muito embora...sabendo perfeitamente...os imperativos de minha consciência cívica...senhor Presidente...e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...
O Presidente voltou a adverti-lo de que seu tempo se esgotara. Não havia mais por que fugir:
– Senhor Presidente, meus nobres colegas!
Resolveu arrematar de qualquer maneira. Encheu o peito e desfechou:
– Em suma: não sou daqueles. Tenho dito.
Houve um suspiro de alívio em todo o plenário, as palmas romperam. Muito bem!Muito bem! O orador foi vivamente cumprimentado.
(Fernando Sabino – A companheira de viagem, crônicas, Editora do Autor, 1965, adaptado)
“...e era logo massacrado por um aparte.” - o pronome átono está corretamente empregado na frase:
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A forma verbal são completa adequadamente a lacuna na alternativa:
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ESTRANHAMENTO E ADAPTAÇÃO
A nossa vida, do nascimento até pelo menos o fim da adolescência, é constituída por uma sequência de mudanças que vai deixando um rastro de lembranças quase sempre sentidas como desconforto.
Sabemos que poucas crianças aceitam o sabor salgado com facilidade. A passagem do líquido para o sólido é amenizada pelos mingaus; a introdução do alimento pastoso intermedeia e facilita essa transição.
O incômodo de algumas passagens pode deixar marcas menos acentuadas, principalmente quando geram ampliação de horizontes.
Por exemplo, ninguém aprende a andar sem perder o equilíbrio e cair várias vezes. Em compensação, enxergamos mais longe na posição vertical para a qual estamos nos preparando.
Aprender a ler também pode ser desagradável, mas tem a promessa de fazer a criança entender os garranchos que estão nos livros.
(Ana Verônica Mautner, Folha de S. Paulo, 12 de julho de 2011)
“...alimento pastoso intermedeia...” – dentre os verbos apresentados abaixo, não segue o modelo de conjugação de intermediar a dupla de verbos:
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Leia a quadra abaixo, de autoria do poeta Manuel Bandeira.
“Foi para vós que ontem colhi, senhora,
este ramo de flores que ora envio
Não no houvesse colhido, e o vento e o frio
tê-las-iam crestado antes da aurora”
este ramo de flores que ora envio
Não no houvesse colhido, e o vento e o frio
tê-las-iam crestado antes da aurora”
Considerando a relação semântico-gramatical que se estabelece entre o penúltimo e o último verso da quadra, pode-se considerar implícito o conector:
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Leia o texto a seguir e responda à questão.
ELOQUÊNCIA SINGULAR
Mal iniciara seu discurso, o deputado embatucou:
– Senhor Presidente: eu não sou daqueles que...
O verbo ia para o singular ou para o plural? Tudo indicava o plural. No entanto, podia perfeitamente ser o singular.
– Não sou daqueles que...
Não sou daqueles que recusam...No plural soava melhor. Mas era preciso precaver-se contra essas armadilhas da linguagem – que recusa? – ele que tão facilmente caía nelas, e era logo massacrado por um aparte. Não sou daqueles que... Resolveu ganhar tempo:
– ...embora perfeitamente cônscio das minhas altas responsabilidades, como representante do povo nesta Casa, não sou...
Daqueles que recusa, evidentemente. Como é que podia ter pensado no plural? Era um desses casos que os gramáticos registram nas suas questiúnculas de português; ia para o singular, não tinha dúvida. Idiotismo de linguagem, devia ser – daqueles que, em momentos de extrema gravidade, como este que o Brasil atravessa...
(...)
– Muito embora...sabendo perfeitamente...os imperativos de minha consciência cívica...senhor Presidente...e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...
– Muito embora...sabendo perfeitamente...os imperativos de minha consciência cívica...senhor Presidente...e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...
O Presidente voltou a adverti-lo de que seu tempo se esgotara. Não havia mais por que fugir:
– Senhor Presidente, meus nobres colegas!
Resolveu arrematar de qualquer maneira. Encheu o peito e desfechou:
– Em suma: não sou daqueles. Tenho dito.
Houve um suspiro de alívio em todo o plenário, as palmas romperam. Muito bem!Muito bem! O orador foi vivamente cumprimentado.
(Fernando Sabino – A companheira de viagem, crônicas, Editora do Autor, 1965, adaptado)
O sinal de dois pontos tem a mesma função representada em “– Em suma: não sou daqueles” (l. 28) na frase:
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ESTRANHAMENTO E ADAPTAÇÃO
A nossa vida, do nascimento até pelo menos o fim da adolescência, é constituída por uma sequência de mudanças que vai deixando um rastro de lembranças quase sempre sentidas como desconforto.
Sabemos que poucas crianças aceitam o sabor salgado com facilidade. A passagem do líquido para o sólido é amenizada pelos mingaus; a introdução do alimento pastoso intermedeia e facilita essa transição.
O incômodo de algumas passagens pode deixar marcas menos acentuadas, principalmente quando geram ampliação de horizontes.
Por exemplo, ninguém aprende a andar sem perder o equilíbrio e cair várias vezes. Em compensação, enxergamos mais longe na posição vertical para a qual estamos nos preparando.
Aprender a ler também pode ser desagradável, mas tem a promessa de fazer a criança entender os garranchos que estão nos livros.
(Ana Verônica Mautner, Folha de S. Paulo, 12 de julho de 2011)
O “rigor gramatical”, conforme Bechara (2000, pág. 569), quanto à regência, estaria respeitado caso se substituísse o primeiro verbo da expressão “intermedeia e facilita” por:
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No segmento “Por muito tempo achei, assim como muitos, que a questão de cidadania se resolveria por meio de um melhor nível médio de educação” (Folha de São Paulo, 25/08/2011), a concordância está correta. Mas apresenta-se incorreta em:
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ELOQUÊNCIA SINGULAR
Mal iniciara seu discurso, o deputado embatucou:
– Senhor Presidente: eu não sou daqueles que...
O verbo ia para o singular ou para o plural? Tudo indicava o plural. No entanto, podia perfeitamente ser o singular.
– Não sou daqueles que...
Não sou daqueles que recusam...No plural soava melhor. Mas era preciso precaver-se contra essas armadilhas da linguagem – que recusa? – ele que tão facilmente caía nelas, e era logo massacrado por um aparte. Não sou daqueles que... Resolveu ganhar tempo:
– ...embora perfeitamente cônscio das minhas altas responsabilidades, como representante do povo nesta Casa, não sou...
Daqueles que recusa, evidentemente. Como é que podia ter pensado no plural? Era um desses casos que os gramáticos registram nas suas questiúnculas de português; ia para o singular, não tinha dúvida. Idiotismo de linguagem, devia ser – daqueles que, em momentos de extrema gravidade, como este que o Brasil atravessa...
(...)
– Muito embora...sabendo perfeitamente...os imperativos de minha consciência cívica...senhor Presidente...e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...
– Muito embora...sabendo perfeitamente...os imperativos de minha consciência cívica...senhor Presidente...e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...
O Presidente voltou a adverti-lo de que seu tempo se esgotara. Não havia mais por que fugir:
– Senhor Presidente, meus nobres colegas!
Resolveu arrematar de qualquer maneira. Encheu o peito e desfechou:
– Em suma: não sou daqueles. Tenho dito.
Houve um suspiro de alívio em todo o plenário, as palmas romperam. Muito bem!Muito bem! O orador foi vivamente cumprimentado.
(Fernando Sabino – A companheira de viagem, crônicas, Editora do Autor, 1965, adaptado)
O par de palavras que apresenta acentuação correta, segundo o Acordo Ortográfi co, é:
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ELOQUÊNCIA SINGULAR
Mal iniciara seu discurso, o deputado embatucou:
– Senhor Presidente: eu não sou daqueles que...
O verbo ia para o singular ou para o plural? Tudo indicava o plural. No entanto, podia perfeitamente ser o singular.
– Não sou daqueles que...
Não sou daqueles que recusam...No plural soava melhor. Mas era preciso precaver-se contra essas armadilhas da linguagem – que recusa? – ele que tão facilmente caía nelas, e era logo massacrado por um aparte. Não sou daqueles que... Resolveu ganhar tempo:
– ...embora perfeitamente cônscio das minhas altas responsabilidades, como representante do povo nesta Casa, não sou...
Daqueles que recusa, evidentemente. Como é que podia ter pensado no plural? Era um desses casos que os gramáticos registram nas suas questiúnculas de português; ia para o singular, não tinha dúvida. Idiotismo de linguagem, devia ser – daqueles que, em momentos de extrema gravidade, como este que o Brasil atravessa...
(...)
– Muito embora...sabendo perfeitamente...os imperativos de minha consciência cívica...senhor Presidente...e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...
– Muito embora...sabendo perfeitamente...os imperativos de minha consciência cívica...senhor Presidente...e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...
O Presidente voltou a adverti-lo de que seu tempo se esgotara. Não havia mais por que fugir:
– Senhor Presidente, meus nobres colegas!
Resolveu arrematar de qualquer maneira. Encheu o peito e desfechou:
– Em suma: não sou daqueles. Tenho dito.
Houve um suspiro de alívio em todo o plenário, as palmas romperam. Muito bem!Muito bem! O orador foi vivamente cumprimentado.
(Fernando Sabino – A companheira de viagem, crônicas, Editora do Autor, 1965, adaptado)
A expressão “Tenho dito”, proferida pelo deputado, equivale gramaticalmente ao:
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Leia a quadra abaixo, de autoria do poeta Manuel Bandeira.
“Foi para vós que ontem colhi, senhora,
este ramo de flores que ora envio
Não no houvesse colhido, e o vento e o frio
tê-las-iam crestado antes da aurora”
este ramo de flores que ora envio
Não no houvesse colhido, e o vento e o frio
tê-las-iam crestado antes da aurora”
Quanto ao emprego de expressões e às relações gramaticais estabelecidas na quadra apresentada, é incorreto afirmar que:
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