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Uma startup de saúde digital desenvolveu um aplicativo para monitoramento de saúde mental que utiliza análise de padrões de comportamento digital para detectar sinais precoces de depressão e ansiedade. O aplicativo coleta dados de localização geográfica, padrões de uso do smartphone, análise de texto de mensagens e posts em redes sociais (mediante integração com API), dados de sensores de movimento para detectar alterações na atividade física, bem como informações relacionadas a qualidade do sono por meio de dispositivos conectados. Quando o algoritmo identifica padrões indicativos de risco à saúde mental, o sistema automaticamente agenda consultas com profissionais de saúde parceiros e compartilha relatórios detalhados com esses profissionais, incluindo análise comportamental e recomendações de tratamento. A empresa argumenta que o tratamento é necessário para proteção da vida e saúde dos usuários, dispensando consentimento específico em situações de emergência psiquiátrica identificadas pelo algoritmo.
Para que o tratamento descrito seja realizado em conformidade com a LGPD, de acordo com a natureza dos dados envolvidos e com as finalidades de saúde, a hipótese legal mais adequada e as condições que devem ser observadas são
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Um hospital universitário desenvolve pesquisa científica relacionada à predisposição genética a doenças cardiovasculares coletando amostras biológicas e dados genômicos de pacientes voluntários. O estudo envolve a análise de sequenciamento genético completo, histórico familiar de doenças, dados socioeconômicos, informações quanto ao estilo de vida, crenças religiosas que influenciam hábitos alimentares e dados biométricos faciais para correlação com fenótipos específicos. A pesquisa utiliza técnicas de pseudonimização reversível, mantendo chave criptográfica que permite a reidentificação dos participantes para acompanhamento longitudinal. Os dados são compartilhados na rede internacional de pesquisadores mediante acordo de cooperação científica, mas alguns países participantes não possuem legislação específica acerca da proteção de dados genéticos.
Tendo em vista as categorias de dados envolvidas e as especificidades do tratamento para pesquisa científica previstas na LGPD, assinale a alternativa que classifica corretamente os dados e identifica as principais obrigações legais aplicáveis.
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Uma multinacional brasileira, do setor financeiro, possui subsidiárias em diversos países e utiliza uma plataforma de computação em nuvem híbrida para processar dados dos clientes. A empresa coleta dados de usuários brasileiros por meio de aplicativo móvel desenvolvido por subsidiária argentina, e o processamento inicial ocorre em servidores localizados em outro país, com posterior transferência para data centers no Brasil, para análise de risco de crédito. Adicionalmente, a empresa compartilha dados anonimizados com parceiros comerciais europeus para desenvolvimento de produtos financeiros inovadores, utilizando técnicas de machine learning que, segundo auditoria independente, permitem a reidentificação dos titulares em 15% dos casos quando combinadas com bases de dados públicas.
Considerando a complexidade da operação descrita e os critérios de aplicabilidade territorial da LGPD, bem como as disposições acerca de transferência internacional e anonimização, assinale a alternativa que apresenta a análise jurídica mais precisa.
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Texto para responder às questões de 3 a 5.
A ideia de que as tecnologias digitais são ferramentas imparciais, livres de viés ou ideologia é desmontada à medida que autores demonstram como os fluxos de dados seguem padrões de dominação histórica, em que determinadas populações são sistematicamente invisibilizadas, exploradas ou controladas. O colonialismo de dados não apenas captura informações, mas reconfigura subjetividades e impõe novas formas de dependência tecnológica. No contexto da governança algorítmica, os corpos racializados, já historicamente alvos da necropolítica e da vigilância colonial, passam a ser modelados e disciplinados por sistemas automatizados que operam sob uma lógica extrativista e racializada. Há autores que não apenas desconstroem a ilusão da neutralidade tecnológica, mas também evidenciam o papel da tecnologia como um instrumento de poder, operando como um novo mecanismo de dominação algorítmica global, no qual os processos de colonialismo e racismo são automatizados e sofisticados sob o verniz da inovação digital.
ARAÚJO, Júlio; FAUSTINO, Deivison; LIPPOLD, Walter. Colonialismo digital: por uma crítica hacker-fanoniana. Disponível em:<https://periodicos.unb.br/index.php/les/article/view/57281/42901>. Acesso em: 15 jul. 2025, com adaptações.

Disponível em: https://umbrasil.com/charges/?c-charge-03022018. Acesso em: 16 jul. 2025.
Considerando a charge e o texto anterior, é correto afirmar que entre eles se estabelece uma relação
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- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de TextoReorganização e Reescrita de Orações e Períodos
Texto para responder às questões de 3 a 5.
A ideia de que as tecnologias digitais são ferramentas imparciais, livres de viés ou ideologia é desmontada à medida que autores demonstram como os fluxos de dados seguem padrões de dominação histórica, em que determinadas populações são sistematicamente invisibilizadas, exploradas ou controladas. O colonialismo de dados não apenas captura informações, mas reconfigura subjetividades e impõe novas formas de dependência tecnológica. No contexto da governança algorítmica, os corpos racializados, já historicamente alvos da necropolítica e da vigilância colonial, passam a ser modelados e disciplinados por sistemas automatizados que operam sob uma lógica extrativista e racializada. Há autores que não apenas desconstroem a ilusão da neutralidade tecnológica, mas também evidenciam o papel da tecnologia como um instrumento de poder, operando como um novo mecanismo de dominação algorítmica global, no qual os processos de colonialismo e racismo são automatizados e sofisticados sob o verniz da inovação digital.
ARAÚJO, Júlio; FAUSTINO, Deivison; LIPPOLD, Walter. Colonialismo digital: por uma crítica hacker-fanoniana. Disponível em:<https://periodicos.unb.br/index.php/les/article/view/57281/42901>. Acesso em: 15 jul. 2025, com adaptações.
“O colonialismo de dados não apenas captura informações, mas reconfigura subjetividades e impõe novas formas de dependência tecnológica.”
Sem prejuízo para a correção gramatical, a coesão e os sentidos do texto, assinale a alternativa que indica corretamente a reescritura do trecho apresentado.
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Texto para responder às questões 6 e 7.
A relação entre gêneros discursivos e complexidade textual é intrínseca, pois cada gênero, ao se adaptar às convenções que lhe são impostas, apresenta níveis de complexidade específicos. Assim, quando pensamos em produção automatizada de textos por LLM (larges language models), a questão que se coloca é saber não apenas o nível de proficiência dessas ferramentas em produzir conteúdo que seja coerente e adequado às normas linguísticas, mas também a capacidade de se adaptar ao nível de complexidade textual exigida pelo gênero do discurso a ser gerado.
ANTONELLI, André Luis. Desafios de grandes modelos de linguagem generativa na reprodução de complexidade textual: um estudo com editoriais jornalísticos. Texto Livre, Belo Horizonte - MG, v. 18, p. 658530, 2025. Disponível em: <https://pefiodicos.ufmg.br/index.php/textolivre/article/view/58530/48333>. Acesso em: 16 jul. 2025, com adaptações.
A vírgula empregada logo após
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Texto para responder às questões 6 e 7.
A relação entre gêneros discursivos e complexidade textual é intrínseca, pois cada gênero, ao se adaptar às convenções que lhe são impostas, apresenta níveis de complexidade específicos. Assim, quando pensamos em produção automatizada de textos por LLM (larges language models), a questão que se coloca é saber não apenas o nível de proficiência dessas ferramentas em produzir conteúdo que seja coerente e adequado às normas linguísticas, mas também a capacidade de se adaptar ao nível de complexidade textual exigida pelo gênero do discurso a ser gerado.
ANTONELLI, André Luis. Desafios de grandes modelos de linguagem generativa na reprodução de complexidade textual: um estudo com editoriais jornalísticos. Texto Livre, Belo Horizonte - MG, v. 18, p. 658530, 2025. Disponível em: <https://pefiodicos.ufmg.br/index.php/textolivre/article/view/58530/48333>. Acesso em: 16 jul. 2025, com adaptações.
Com relação ao emprego do sinal indicativo de crase, assinale a alternativa correta.
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Texto para responder às questões de 3 a 5.
A ideia de que as tecnologias digitais são ferramentas imparciais, livres de viés ou ideologia é desmontada à medida que autores demonstram como os fluxos de dados seguem padrões de dominação histórica, em que determinadas populações são sistematicamente invisibilizadas, exploradas ou controladas. O colonialismo de dados não apenas captura informações, mas reconfigura subjetividades e impõe novas formas de dependência tecnológica. No contexto da governança algorítmica, os corpos racializados, já historicamente alvos da necropolítica e da vigilância colonial, passam a ser modelados e disciplinados por sistemas automatizados que operam sob uma lógica extrativista e racializada. Há autores que não apenas desconstroem a ilusão da neutralidade tecnológica, mas também evidenciam o papel da tecnologia como um instrumento de poder, operando como um novo mecanismo de dominação algorítmica global, no qual os processos de colonialismo e racismo são automatizados e sofisticados sob o verniz da inovação digital.
ARAÚJO, Júlio; FAUSTINO, Deivison; LIPPOLD, Walter. Colonialismo digital: por uma crítica hacker-fanoniana. Disponível em:<https://periodicos.unb.br/index.php/les/article/view/57281/42901>. Acesso em: 15 jul. 2025, com adaptações.
“Há autores que não apenas desconstroem a ilusão da neutralidade tecnológica, mas também evidenciam o papel da tecnologia como um instrumento de poder, operando como um novo mecanismo de dominação algorítmica global, no qual os processos de colonialismo e racismo são automatizados e sofisticados sob o verniz da inovação digital.”
Considerando os aspectos linguísticos do trecho, assinale a alternativa correta.
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Texto para responder às questões 1 e 2.
– Um robô é infinitamente mais confiável que uma babá humana. Na verdade, Robbie foi construído com uma única finalidade: ser o companheiro de uma criancinha. Toda a sua “mentalidade” foi construída com esse propósito. Para ele, é impossível não ser fiel, dedicado e gentil. Ele é uma máquina, uma máquina construída assim. É mais do que se pode dizer dos humanos. [...]
— Na época em que compramos Robbie, tivemos uma longa conversa sobre a Primeira Lei da Robótica. Você sabe que, para um robô, é impossível ferir um ser humano; que muito antes que algo possa dar errado a ponto de alterar a Primeira Lei, um robô ficaria completamente inoperante. É uma impossibilidade matemática. [...] A chance de qualquer coisa que seja dar errado com Robbie não é maior do que a chance de você ou eu de repente ficarmos loucos.
ASIMOV, Isaac, Eu, robô [livro eletrônico]. Tradução de Aline Storto Pereira. São Paulo: Aleph, 2015 482 Kb; ePUB, loc. 198.
Dados os sentidos do texto, assinale a alternativa que representa uma dedução, por coesão textual, para o conceito da “Primeira Lei da Robótica”.
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Texto para responder às questões 1 e 2.
– Um robô é infinitamente mais confiável que uma babá humana. Na verdade, Robbie foi construído com uma única finalidade: ser o companheiro de uma criancinha. Toda a sua “mentalidade” foi construída com esse propósito. Para ele, é impossível não ser fiel, dedicado e gentil. Ele é uma máquina, uma máquina construída assim. É mais do que se pode dizer dos humanos. [...]
— Na época em que compramos Robbie, tivemos uma longa conversa sobre a Primeira Lei da Robótica. Você sabe que, para um robô, é impossível ferir um ser humano; que muito antes que algo possa dar errado a ponto de alterar a Primeira Lei, um robô ficaria completamente inoperante. É uma impossibilidade matemática. [...] A chance de qualquer coisa que seja dar errado com Robbie não é maior do que a chance de você ou eu de repente ficarmos loucos.
ASIMOV, Isaac, Eu, robô [livro eletrônico]. Tradução de Aline Storto Pereira. São Paulo: Aleph, 2015 482 Kb; ePUB, loc. 198.
No fragmento apresentado, para defender a confiabilidade do robô Robbie, a personagem se vale de um método discursivo predominantemente
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