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(...)

— (...) Chegaste aos teus vinte e um anos. Estás homem, Janjão, longos bigodes, alguns namoros...

— Papai...

— Fecha aquela porta; vou dizer-te coisas importantes. Vinte e um anos, algumas apólices, um diploma; podes entrar no parlamento, na magistratura, na imprensa, na lavoura, na indústria, no comércio, nas letras ou nas artes. Qualquer que seja a profissão da tua escolha, o meu desejo é que te faças grande e ilustre, ou, pelo menos, notável; que te levantes acima da obscuridade comum. (...)

— Creia que lhe agradeço; mas... que ofício?

— Nenhum me parece mais útil do que o de medalhão; foi o sonho da minha mocidade. Acabo, porém, como vês, somente com as esperanças que deposito em ti. (...)

— O verdadeiro medalhão começa a manifestar-se entre os quarenta e cinco e cinquenta anos.

— ...

— Uma vez na carreira, deves pôr todo o cuidado nas ideias que houveres de nutrir para uso alheio e próprio. O melhor será não as ter absolutamente...

— Mas quem lhe diz que eu...

— Tu, meu filho, se me não engano, pareces dotado da perfeita inópia mental, conveniente ao uso deste nobre ofício. Pode acontecer, porém, que, com a idade, venhas a ser afligido de algumas ideias próprias; nesse caso, será necessário aparelhar fortemente o espírito.

— Mas um tal obstáculo é invencível.

— O único meio é lançar mão de um regime debilitante: ler compêndios de retórica, ouvir certos discursos etc.; para esse fim, deves evitar as livrarias, mas, de quando em quando, elas serão de grande conveniência para falares do boato do dia; de um contrabando, de qualquer coisa: verás que muitos dos leitores, estimáveis cavalheiros, repetir-te-ão as mesmas opiniões, e uma tal monotonia é saudável. Com tal regime, durante — suponhamos — dois anos, reduzes o intelecto, por mais pródigo que seja, ao equilíbrio comum.

— Isto é o diabo! Não poder adornar o estilo, de quando em quando...

— Podes empregar figuras expressivas e máximas; sentenças latinas; frases feitas, fórmulas consagradas pelos anos e incrustadas na memória individual e pública. De resto, o ofício te irá ensinando os elementos dessa arte difícil de pensar o pensado...

Machado de Assis. Teoria do medalhão. In: Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994, v. II (com adaptações).

No que se refere à linguagem, à tipologia textual, às ideias e aos aspectos gramaticais do texto ao lado — Teoria do Medalhão, de Machado de Assis —, julgue o item.

Se o autor do texto tivesse optado por empregar, no último período do texto, uma construção com verbos na voz passiva, o período poderia ter sido corretamente reescrito da seguinte forma: De resto, os elementos dessa arte difícil de se pensar o pensado te irá sendo ensinado pelo ofício...

 

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(...)

— (...) Chegaste aos teus vinte e um anos. Estás homem, Janjão, longos bigodes, alguns namoros...

— Papai...

— Fecha aquela porta; vou dizer-te coisas importantes. Vinte e um anos, algumas apólices, um diploma; podes entrar no parlamento, na magistratura, na imprensa, na lavoura, na indústria, no comércio, nas letras ou nas artes. Qualquer que seja a profissão da tua escolha, o meu desejo é que te faças grande e ilustre, ou, pelo menos, notável; que te levantes acima da obscuridade comum. (...)

— Creia que lhe agradeço; mas... que ofício?

— Nenhum me parece mais útil do que o de medalhão; foi o sonho da minha mocidade. Acabo, porém, como vês, somente com as esperanças que deposito em ti. (...)

— O verdadeiro medalhão começa a manifestar-se entre os quarenta e cinco e cinquenta anos.

— ...

— Uma vez na carreira, deves pôr todo o cuidado nas ideias que houveres de nutrir para uso alheio e próprio. O melhor será não as ter absolutamente...

— Mas quem lhe diz que eu...

— Tu, meu filho, se me não engano, pareces dotado da perfeita inópia mental, conveniente ao uso deste nobre ofício. Pode acontecer, porém, que, com a idade, venhas a ser afligido de algumas ideias próprias; nesse caso, será necessário aparelhar fortemente o espírito.

— Mas um tal obstáculo é invencível.

— O único meio é lançar mão de um regime debilitante: ler compêndios de retórica, ouvir certos discursos etc.; para esse fim, deves evitar as livrarias, mas, de quando em quando, elas serão de grande conveniência para falares do boato do dia; de um contrabando, de qualquer coisa: verás que muitos dos leitores, estimáveis cavalheiros, repetir-te-ão as mesmas opiniões, e uma tal monotonia é saudável. Com tal regime, durante — suponhamos — dois anos, reduzes o intelecto, por mais pródigo que seja, ao equilíbrio comum.

— Isto é o diabo! Não poder adornar o estilo, de quando em quando...

— Podes empregar figuras expressivas e máximas; sentenças latinas; frases feitas, fórmulas consagradas pelos anos e incrustadas na memória individual e pública. De resto, o ofício te irá ensinando os elementos dessa arte difícil de pensar o pensado...

Machado de Assis. Teoria do medalhão. In: Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994, v. II (com adaptações).

No que se refere à linguagem, à tipologia textual, às ideias e aos aspectos gramaticais do texto ao lado — Teoria do Medalhão, de Machado de Assis —, julgue o item.

O segmento “foi um sonho da minha mocidade” é um termo explicativo acerca da fase de ocorrência da expressão “o [ofício] de medalhão”.

 

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(...)

— (...) Chegaste aos teus vinte e um anos. Estás homem, Janjão, longos bigodes, alguns namoros...

— Papai...

— Fecha aquela porta; vou dizer-te coisas importantes. Vinte e um anos, algumas apólices, um diploma; podes entrar no parlamento, na magistratura, na imprensa, na lavoura, na indústria, no comércio, nas letras ou nas artes. Qualquer que seja a profissão da tua escolha, o meu desejo é que te faças grande e ilustre, ou, pelo menos, notável; que te levantes acima da obscuridade comum. (...)

— Creia que lhe agradeço; mas... que ofício?

— Nenhum me parece mais útil do que o de medalhão; foi o sonho da minha mocidade. Acabo, porém, como vês, somente com as esperanças que deposito em ti. (...)

— O verdadeiro medalhão começa a manifestar-se entre os quarenta e cinco e cinquenta anos.

— ...

— Uma vez na carreira, deves pôr todo o cuidado nas ideias que houveres de nutrir para uso alheio e próprio. O melhor será não as ter absolutamente...

— Mas quem lhe diz que eu...

— Tu, meu filho, se me não engano, pareces dotado da perfeita inópia mental, conveniente ao uso deste nobre ofício. Pode acontecer, porém, que, com a idade, venhas a ser afligido de algumas ideias próprias; nesse caso, será necessário aparelhar fortemente o espírito.

— Mas um tal obstáculo é invencível.

— O único meio é lançar mão de um regime debilitante: ler compêndios de retórica, ouvir certos discursos etc.; para esse fim, deves evitar as livrarias, mas, de quando em quando, elas serão de grande conveniência para falares do boato do dia; de um contrabando, de qualquer coisa: verás que muitos dos leitores, estimáveis cavalheiros, repetir-te-ão as mesmas opiniões, e uma tal monotonia é saudável. Com tal regime, durante — suponhamos — dois anos, reduzes o intelecto, por mais pródigo que seja, ao equilíbrio comum.

— Isto é o diabo! Não poder adornar o estilo, de quando em quando...

— Podes empregar figuras expressivas e máximas; sentenças latinas; frases feitas, fórmulas consagradas pelos anos e incrustadas na memória individual e pública. De resto, o ofício te irá ensinando os elementos dessa arte difícil de pensar o pensado...

Machado de Assis. Teoria do medalhão. In: Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994, v. II (com adaptações).

No que se refere à linguagem, à tipologia textual, às ideias e aos aspectos gramaticais do texto ao lado — Teoria do Medalhão, de Machado de Assis —, julgue o item.

Fica provado, no diálogo apresentado, que “algumas apólices, um diploma” legitimam a atuação das elites nacionais, que, no entanto, estão afastadas do poder político, porque aderiram ao ofício de medalhão.

 

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— (...) Chegaste aos teus vinte e um anos. Estás homem, Janjão, longos bigodes, alguns namoros...

— Papai...

— Fecha aquela porta; vou dizer-te coisas importantes. Vinte e um anos, algumas apólices, um diploma; podes entrar no parlamento, na magistratura, na imprensa, na lavoura, na indústria, no comércio, nas letras ou nas artes. Qualquer que seja a profissão da tua escolha, o meu desejo é que te faças grande e ilustre, ou, pelo menos, notável; que te levantes acima da obscuridade comum. (...)

— Creia que lhe agradeço; mas... que ofício?

— Nenhum me parece mais útil do que o de medalhão; foi o sonho da minha mocidade. Acabo, porém, como vês, somente com as esperanças que deposito em ti. (...)

— O verdadeiro medalhão começa a manifestar-se entre os quarenta e cinco e cinquenta anos.

— ...

— Uma vez na carreira, deves pôr todo o cuidado nas ideias que houveres de nutrir para uso alheio e próprio. O melhor será não as ter absolutamente...

— Mas quem lhe diz que eu...

— Tu, meu filho, se me não engano, pareces dotado da perfeita inópia mental, conveniente ao uso deste nobre ofício. Pode acontecer, porém, que, com a idade, venhas a ser afligido de algumas ideias próprias; nesse caso, será necessário aparelhar fortemente o espírito.

— Mas um tal obstáculo é invencível.

— O único meio é lançar mão de um regime debilitante: ler compêndios de retórica, ouvir certos discursos etc.; para esse fim, deves evitar as livrarias, mas, de quando em quando, elas serão de grande conveniência para falares do boato do dia; de um contrabando, de qualquer coisa: verás que muitos dos leitores, estimáveis cavalheiros, repetir-te-ão as mesmas opiniões, e uma tal monotonia é saudável. Com tal regime, durante — suponhamos — dois anos, reduzes o intelecto, por mais pródigo que seja, ao equilíbrio comum.

— Isto é o diabo! Não poder adornar o estilo, de quando em quando...

— Podes empregar figuras expressivas e máximas; sentenças latinas; frases feitas, fórmulas consagradas pelos anos e incrustadas na memória individual e pública. De resto, o ofício te irá ensinando os elementos dessa arte difícil de pensar o pensado...

Machado de Assis. Teoria do medalhão. In: Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994, v. II (com adaptações).

No que se refere à linguagem, à tipologia textual, às ideias e aos aspectos gramaticais do texto ao lado — Teoria do Medalhão, de Machado de Assis —, julgue o item.

Sendo os substantivos que compõem a enumeração entre as linhas 3 e 4 núcleos do complemento da forma verbal “entrar”, seria mantida a correção gramatical do texto caso a combinação da preposição em com o artigo o fosse empregada apenas no primeiro núcleo — “no parlamento” —, sendo suprimida nos demais núcleos.

 

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— (...) Chegaste aos teus vinte e um anos. Estás homem, Janjão, longos bigodes, alguns namoros...

— Papai...

— Fecha aquela porta; vou dizer-te coisas importantes. Vinte e um anos, algumas apólices, um diploma; podes entrar no parlamento, na magistratura, na imprensa, na lavoura, na indústria, no comércio, nas letras ou nas artes. Qualquer que seja a profissão da tua escolha, o meu desejo é que te faças grande e ilustre, ou, pelo menos, notável; que te levantes acima da obscuridade comum. (...)

— Creia que lhe agradeço; mas... que ofício?

— Nenhum me parece mais útil do que o de medalhão; foi o sonho da minha mocidade. Acabo, porém, como vês, somente com as esperanças que deposito em ti. (...)

— O verdadeiro medalhão começa a manifestar-se entre os quarenta e cinco e cinquenta anos.

— ...

— Uma vez na carreira, deves pôr todo o cuidado nas ideias que houveres de nutrir para uso alheio e próprio. O melhor será não as ter absolutamente...

— Mas quem lhe diz que eu...

— Tu, meu filho, se me não engano, pareces dotado da perfeita inópia mental, conveniente ao uso deste nobre ofício. Pode acontecer, porém, que, com a idade, venhas a ser afligido de algumas ideias próprias; nesse caso, será necessário aparelhar fortemente o espírito.

— Mas um tal obstáculo é invencível.

— O único meio é lançar mão de um regime debilitante: ler compêndios de retórica, ouvir certos discursos etc.; para esse fim, deves evitar as livrarias, mas, de quando em quando, elas serão de grande conveniência para falares do boato do dia; de um contrabando, de qualquer coisa: verás que muitos dos leitores, estimáveis cavalheiros, repetir-te-ão as mesmas opiniões, e uma tal monotonia é saudável. Com tal regime, durante — suponhamos — dois anos, reduzes o intelecto, por mais pródigo que seja, ao equilíbrio comum.

— Isto é o diabo! Não poder adornar o estilo, de quando em quando...

— Podes empregar figuras expressivas e máximas; sentenças latinas; frases feitas, fórmulas consagradas pelos anos e incrustadas na memória individual e pública. De resto, o ofício te irá ensinando os elementos dessa arte difícil de pensar o pensado...

Machado de Assis. Teoria do medalhão. In: Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994, v. II (com adaptações).

No que se refere à linguagem, à tipologia textual, às ideias e aos aspectos gramaticais do texto ao lado — Teoria do Medalhão, de Machado de Assis —, julgue o item.

Pela leitura do trecho “De resto, o ofício te irá ensinando os elementos dessa arte difícil de pensar o pensado”, percebe-se a intenção do autor do texto de mostrar que a sociedade da época representava um engodo no que diz respeito a pressupostos acerca da racionalidade e do conhecimento.

 

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749217 Ano: 2013
Disciplina: TI - Banco de Dados
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: BACEN
CREATE TABLE Pessoa
(
Id int NULL,
Matricula int NOT NULL,
Nome varchar(255) NOT NULL,
DataNascimento date NULL)
CREATE TABLE EnderecoPessoa
(Id int NOT NULL,
TipoEndereco char (1) NOT NULL,
Endereco varchar(255),
Cidade char(55),
UF varchar (2)
)
Considerando os scripts acima para criação das Tabelas Pessoa e EnderecoPessoa, julgue os itens seguintes.

Para criar uma chave primária composta na Tabela Pessoa, deve-se executar o seguinte comando.
ALTER TABLE Pessoa ADD CONSTRAINT pk_PessoaID PRIMARY KEY (Id, Matricula)
 

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749216 Ano: 2013
Disciplina: TI - Banco de Dados
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: BACEN
CREATE TABLE Pessoa
(
Id int NULL,
Matricula int NOT NULL,
Nome varchar(255) NOT NULL,
DataNascimento date NULL)
CREATE TABLE EnderecoPessoa
(Id int NOT NULL,
TipoEndereco char (1) NOT NULL,
Endereco varchar(255),
Cidade char(55),
UF varchar (2)
)
Considerando os scripts acima para criação das Tabelas Pessoa e EnderecoPessoa, julgue o item seguinte.

O comando abaixo insere corretamente apenas um registro na tabela Pessoa.
INSERT INTO Pessoa (Id,Matricula) VALUES (1,287)
 

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749214 Ano: 2013
Disciplina: TI - Banco de Dados
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: BACEN
CREATE TABLE Pessoa
(
Id int NULL,
Matricula int NOT NULL,
Nome varchar(255) NOT NULL,
DataNascimento date NULL)
CREATE TABLE EnderecoPessoa
(Id int NOT NULL,
TipoEndereco char (1) NOT NULL,
Endereco varchar(255),
Cidade char(55),
UF varchar (2)
)
Considerando os scripts acima para criação das Tabelas Pessoa e EnderecoPessoa, julgue o item seguinte.

Considerando que o campo Id na tabela Pessoa esteja corretamente configurado como chave primária simples, para se criar uma chave estrangeira entre as tabelas Pessoa e EnderecoPessoa, deve-se executar o comando a seguir.
ALTER TABLE EnderecoPessoa ADD CONSTRAINT fk_Endereco_Pessoa FOREIGN KEY (P_id) REFERENCES Pessoa (Id)
 

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749208 Ano: 2013
Disciplina: TI - Ciência de Dados e BI
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: BACEN
Com relação à inteligência de negócios, julgue o item subsecutivo.

Árvores de decisão e regras de associação são exemplos de algoritmos de data mining.
 

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749207 Ano: 2013
Disciplina: TI - Banco de Dados
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: BACEN
CREATE TABLE Pessoa
(
Id int NULL,
Matricula int NOT NULL,
Nome varchar(255) NOT NULL,
DataNascimento date NULL)
CREATE TABLE EnderecoPessoa
(Id int NOT NULL,
TipoEndereco char (1) NOT NULL,
Endereco varchar(255),
Cidade char(55),
UF varchar (2)
)
Considerando os scripts acima para criação das Tabelas Pessoa e EnderecoPessoa, julgue o item seguinte.

O comando abaixo seleciona os cinco primeiros caracteres da coluna Nome da tabela Pessoa.
SELECT MID(Nome,1,5) FROM Pessoa
 

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