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Nós, obsoletos
Nenhuma notícia me animou tanto, nos últimos tempos, quanto a da volta do disco de vinil.
O vinil tinha sido declarado morto, definitivamente acabado, com a chegada do CD. Continuava à venda em nichos obscuros das lojas de disco, apenas para colecionadores de antiguidades e outros tipos esquisitos.
Mas aconteceu o seguinte: descobriram que as gravações em vinil eram superiores, em matéria de fidelidade sonora, às gravações digitais. Algo a ver com a reprodução dos harmônicos, não me peça detalhes.
E mais: concluíram que a desvantagem mais evidente do vinil em comparação com o CD, o ruído de superfície, o chiado da agulha no sulco, na verdade é uma vantagem, faz parte do seu charme.
As pessoas não sabiam bem o que estava faltando no CD e de repente se deram conta: faltava o chiado. Faltavam o poc da sujeira no disco e o crec-crec do arranhão.
Dizem que já se chegou ao cúmulo de acrescentar um chiado em gravações em CD, para simular o ruído de uma agulha lavrando um sulco inexistente. Não sei.
O que interessa a nós, obsoletos, no resgate do vinil é a perspectiva que ele nos traz do desagravo. Eu já tinha me resignado à obsolescência.
Como o disco de vinil, existia apenas como objeto de curiosidade e comiseração: sem telefone celular, sem nada nos bolsos que me informe instantaneamente as cotações na bolsa de Tóquio, a temperatura em Moscou e a raiz quadrada de 117 enquanto toca uma música e me faz uma massagem, sem nenhum outro uso para meu laptop além de escrever estes textos, mandar e receber e-mails e, vá lá, colar do Google, um homem, enfim, com saudade das pequenas cerimônias humanas do passado, como a de levar um rolinho de filme para ser revelado na loja.
E agora surge esse exemplo de regeneração para a nossa espécie, a dos relegados pela técnica. Ainda voltaremos ao convívio dos nossos contemporâneos sem precisar esconder que não temos tuiter.
Os discos de vinil saíram do seu nicho e hoje ocupam espaços respeitáveis, em contraste com os CDs, que perdem espaço. Também podemos sair do pequeno espaço da nossa resistência e proclamar que os anúncios do nosso fim foram prematuros e ainda temos alguma utilidade.
É só nos explicarem algumas coisas. O que quer dizer a tecla "Num Lock" no computador, por exemplo?
Luís Fernando Verissimo
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/09/26/nos-obsoletos-327604.asp
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/09/26/nos-obsoletos-327604.asp
No enunciado “Faltavam o poc da sujeira no disco e o crec-crec do arranhão”, o sujeito é
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Antônio tinha economizado certa quantia da qual tirou R$ 200,00 para emprestar ao seu irmão, gastou a terça parte do que restou, e ainda ficou com R$ 300,00. Qual era o valor da economia de Antônio?
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Millôr Fernandes
Quando os eruditos descobriram a língua, ela já estava completamente pronta pelo povo. Os eruditos tiveram apenas que proibir o povo de falar errado.
No princípio era o verbo. Defectivo, naturalmente.
Como não é machista, sempre que a frase tem maioria de mulheres o autor usa o pronome feminino [comentando a frase: "Ivan Pinheiro Machado, com as editoras Fernanda Veríssimo e Jó Saldanha tomaram para elas próprias..."].
Entre o porque e o por quê há mais bobagem gramatical do que sabedoria semântica.
Por quê? É filosofia. Porque é pretensão.
Está bem, lingüista, se dois é ambos, por que três não é trampos?
As palavras nascem saudáveis e livres, crescem vagabundas e elásticas, vivem informes, informais e dinâmicas. Morrem quando contraem o câncer do significado definitivo e são recolhidas ao CTI dos dicionários.
Devemos ser gratos aos portugueses. Se não fossem eles estaríamos até hoje falando tupi-guarani, uma língua que não entendemos.
É evidente que no princípio foi a interjeição, insopitável pelo espanto diante do fogo, do raio. Depois foi o substantivo para designar a pedra e a chuva. E logo o adjetivo, que fazia tanta falta para ofensas. Mas eles continuam insistindo em que no princípio era o verbo.
Que língua, a nossa!
A palavra oxítona é proparoxítona.
Extraído do livro:
Millôr definitivo: a bíblia do caos.
Porto Alegre: LP&M, 2000. 524 p.
Disponível em: <http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=10877>.
Millôr definitivo: a bíblia do caos.
Porto Alegre: LP&M, 2000. 524 p.
Disponível em: <http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=10877>.
Há metáfora em
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Nós, obsoletos
Nenhuma notícia me animou tanto, nos últimos tempos, quanto a da volta do disco de vinil.
O vinil tinha sido declarado morto, definitivamente acabado, com a chegada do CD. Continuava à venda em nichos obscuros das lojas de disco, apenas para colecionadores de antiguidades e outros tipos esquisitos.
Mas aconteceu o seguinte: descobriram que as gravações em vinil eram superiores, em matéria de fidelidade sonora, às gravações digitais. Algo a ver com a reprodução dos harmônicos, não me peça detalhes.
E mais: concluíram que a desvantagem mais evidente do vinil em comparação com o CD, o ruído de superfície, o chiado da agulha no sulco, na verdade é uma vantagem, faz parte do seu charme.
As pessoas não sabiam bem o que estava faltando no CD e de repente se deram conta: faltava o chiado. Faltavam o poc da sujeira no disco e o crec-crec do arranhão.
Dizem que já se chegou ao cúmulo de acrescentar um chiado em gravações em CD, para simular o ruído de uma agulha lavrando um sulco inexistente. Não sei.
O que interessa a nós, obsoletos, no resgate do vinil é a perspectiva que ele nos traz do desagravo. Eu já tinha me resignado à obsolescência.
Como o disco de vinil, existia apenas como objeto de curiosidade e comiseração: sem telefone celular, sem nada nos bolsos que me informe instantaneamente as cotações na bolsa de Tóquio, a temperatura em Moscou e a raiz quadrada de 117 enquanto toca uma música e me faz uma massagem, sem nenhum outro uso para meu laptop além de escrever estes textos, mandar e receber e-mails e, vá lá, colar do Google, um homem, enfim, com saudade das pequenas cerimônias humanas do passado, como a de levar um rolinho de filme para ser revelado na loja.
E agora surge esse exemplo de regeneração para a nossa espécie, a dos relegados pela técnica. Ainda voltaremos ao convívio dos nossos contemporâneos sem precisar esconder que não temos tuiter.
Os discos de vinil saíram do seu nicho e hoje ocupam espaços respeitáveis, em contraste com os CDs, que perdem espaço. Também podemos sair do pequeno espaço da nossa resistência e proclamar que os anúncios do nosso fim foram prematuros e ainda temos alguma utilidade.
É só nos explicarem algumas coisas. O que quer dizer a tecla "Num Lock" no computador, por exemplo?
Luís Fernando Verissimo
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/09/26/nos-obsoletos-327604.asp
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A palavra destacada não é um pronome em:
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O valor desembolsado para registrar a patente de invenção de um produto da indústria química Amazônia LTDA deverá ser contabilizado como
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A empresa Amazônia LTDA, por usar o limite do cheque especial, apresenta saldo credor na conta Banco Conta Movimento. A classificação correta dessa conta é
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Um Servidor de nível fundamental da PMA tem salário base de R$ 510,00 e o Regime Jurídico Único dessa Prefeitura estabelece que o servidor terá direito à gratificação natalina, no mês de dezembro, no valor correspondente a 1/12 avos da remuneração mensal, por mês de exercício naquele ano.
Um servidor de nível fundamental recém-contratado pela PMA, pretende guardar a décima sétima parte do seu salário base por mês para comprar um celular que custa R$ 240,00. Durante quantos meses ele terá que fazer essa economia?
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O tipo de cabo mais indicado para conectar o microfone ao equipamento de sonorização denominase
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A ação de ajustar grave, médio e agudo em um sistema de som com o objetivo de reduzir as frequências que estão em excesso no ambiente chama-se
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A apresentação de projeto de lei que cabe ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Ministério Público e aos cidadãos é uma iniciativa
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