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A disseminação acelerada de modelos de linguagem como o ChatGPT nos ambientes
escolares instalou um diagnóstico que se repete com variações mínimas entre professores,
gestores e formuladores de políticas públicas: os alunos estão terceirizando seus trabalhos,
redigindo ensaios com um comando de voz e resolvendo exercícios com a colagem de
enunciados em interfaces de inteligência artificial.
À primeira vista, isso parece configurar uma epidemia de preguiça intelectual e
desonestidade acadêmica em massa. No entanto, uma investigação mais detida revela que o
alarme em torno da tecnologia oculta um mal-estar muito anterior e muito mais estrutural, que
diz respeito ao fim do próprio trabalho escolar.
A educação básica institucional, ao organizar-se como transmissão de um repertório fixo de
dados, fórmulas, datas, nomes e classificações, converteu o ato de aprender em uma sequência
previsível de operações de memorização e reprodução cujo significado raramente é interrogado
pelos próprios sujeitos do processo.
Esse modelo, que o educador Paulo Freire já criticava na década de 1960, chamando-o de
‘educação bancária’, é evidentemente muito anterior à inteligência artificial. Mas opera, na
prática, também como um algoritmo. Estabelece um circuito fechado de depósito, arquivamento
e devolução de informações, onde muitas vezes o aprendizado real não se faz presente.
[...] O essencial é deslocar o eixo do trabalho pedagógico da memorização e da repetição
para a experiência reflexiva. Isso implica substituir as tarefas que se esgotam na reprodução de
informações por desafios que mobilizem a capacidade de formular perguntas, de interpretar
contextos e de construir argumentos.
[...] Assim, por mais que a IA por muitas vezes atrapalhe o aprendizado, ela não está
fazendo nada mais do que tornar mais evidentes as precariedades já existentes da nossa
educação. O que está em jogo não é apenas o uso ou a proibição da inteligência artificial, mas a
decisão ética e política sobre a finalidade social da educação, do ensino fundamental à pós-
graduação.
ARÃO, Cristian. IA nas escolas: uso de tecnologia na sala de aula expõe limites do ensino baseado na memorização. The Conversation Brasil. Disponível em: https://theconversation.com/ia-nas-escolas-evidencia-precariedades-ja-existentes-da-educacao-mas-pode-ser-oportunidade-de-mudanca-288883. Acesso em 15 ago. 2026.
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escolares instalou um diagnóstico que se repete com variações mínimas entre professores,
gestores e formuladores de políticas públicas: os alunos estão terceirizando seus trabalhos,
redigindo ensaios com um comando de voz e resolvendo exercícios com a colagem de
enunciados em interfaces de inteligência artificial.
À primeira vista, isso parece configurar uma epidemia de preguiça intelectual e
desonestidade acadêmica em massa. No entanto, uma investigação mais detida revela que o
alarme em torno da tecnologia oculta um mal-estar muito anterior e muito mais estrutural, que
diz respeito ao fim do próprio trabalho escolar.
A educação básica institucional, ao organizar-se como transmissão de um repertório fixo de
dados, fórmulas, datas, nomes e classificações, converteu o ato de aprender em uma sequência
previsível de operações de memorização e reprodução cujo significado raramente é interrogado
pelos próprios sujeitos do processo.
Esse modelo, que o educador Paulo Freire já criticava na década de 1960, chamando-o de
‘educação bancária’, é evidentemente muito anterior à inteligência artificial. Mas opera, na
prática, também como um algoritmo. Estabelece um circuito fechado de depósito, arquivamento
e devolução de informações, onde muitas vezes o aprendizado real não se faz presente.
[...] O essencial é deslocar o eixo do trabalho pedagógico da memorização e da repetição
para a experiência reflexiva. Isso implica substituir as tarefas que se esgotam na reprodução de
informações por desafios que mobilizem a capacidade de formular perguntas, de interpretar
contextos e de construir argumentos.
[...] Assim, por mais que a IA por muitas vezes atrapalhe o aprendizado, ela não está
fazendo nada mais do que tornar mais evidentes as precariedades já existentes da nossa
educação. O que está em jogo não é apenas o uso ou a proibição da inteligência artificial, mas a
decisão ética e política sobre a finalidade social da educação, do ensino fundamental à pós-
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinada Adjetiva
- MorfologiaPronomesPronomes Possessivos
- MorfologiaPronomesPronomes Relativos
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escolares instalou um diagnóstico que se repete com variações mínimas entre professores,
gestores e formuladores de políticas públicas: os alunos estão terceirizando seus trabalhos,
redigindo ensaios com um comando de voz e resolvendo exercícios com a colagem de
enunciados em interfaces de inteligência artificial.
À primeira vista, isso parece configurar uma epidemia de preguiça intelectual e
desonestidade acadêmica em massa. No entanto, uma investigação mais detida revela que o
alarme em torno da tecnologia oculta um mal-estar muito anterior e muito mais estrutural, que
diz respeito ao fim do próprio trabalho escolar.
A educação básica institucional, ao organizar-se como transmissão de um repertório fixo de
dados, fórmulas, datas, nomes e classificações, converteu o ato de aprender em uma sequência
previsível de operações de memorização e reprodução cujo significado raramente é interrogado
pelos próprios sujeitos do processo.
Esse modelo, que o educador Paulo Freire já criticava na década de 1960, chamando-o de
‘educação bancária’, é evidentemente muito anterior à inteligência artificial. Mas opera, na
prática, também como um algoritmo. Estabelece um circuito fechado de depósito, arquivamento
e devolução de informações, onde muitas vezes o aprendizado real não se faz presente.
[...] O essencial é deslocar o eixo do trabalho pedagógico da memorização e da repetição
para a experiência reflexiva. Isso implica substituir as tarefas que se esgotam na reprodução de
informações por desafios que mobilizem a capacidade de formular perguntas, de interpretar
contextos e de construir argumentos.
[...] Assim, por mais que a IA por muitas vezes atrapalhe o aprendizado, ela não está
fazendo nada mais do que tornar mais evidentes as precariedades já existentes da nossa
educação. O que está em jogo não é apenas o uso ou a proibição da inteligência artificial, mas a
decisão ética e política sobre a finalidade social da educação, do ensino fundamental à pós-
graduação.
ARÃO, Cristian. IA nas escolas: uso de tecnologia na sala de aula expõe limites do ensino baseado na memorização. The Conversation Brasil. Disponível em: https://theconversation.com/ia-nas-escolas-evidencia-precariedades-ja-existentes-da-educacao-mas-pode-ser-oportunidade-de-mudanca-288883. Acesso em 15 ago. 2026.
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escolares instalou um diagnóstico que se repete com variações mínimas entre professores,
gestores e formuladores de políticas públicas: os alunos estão terceirizando seus trabalhos,
redigindo ensaios com um comando de voz e resolvendo exercícios com a colagem de
enunciados em interfaces de inteligência artificial.
À primeira vista, isso parece configurar uma epidemia de preguiça intelectual e
desonestidade acadêmica em massa. No entanto, uma investigação mais detida revela que o
alarme em torno da tecnologia oculta um mal-estar muito anterior e muito mais estrutural, que
diz respeito ao fim do próprio trabalho escolar.
A educação básica institucional, ao organizar-se como transmissão de um repertório fixo de
dados, fórmulas, datas, nomes e classificações, converteu o ato de aprender em uma sequência
previsível de operações de memorização e reprodução cujo significado raramente é interrogado
pelos próprios sujeitos do processo.
Esse modelo, que o educador Paulo Freire já criticava na década de 1960, chamando-o de
‘educação bancária’, é evidentemente muito anterior à inteligência artificial. Mas opera, na
prática, também como um algoritmo. Estabelece um circuito fechado de depósito, arquivamento
e devolução de informações, onde muitas vezes o aprendizado real não se faz presente.
[...] O essencial é deslocar o eixo do trabalho pedagógico da memorização e da repetição
para a experiência reflexiva. Isso implica substituir as tarefas que se esgotam na reprodução de
informações por desafios que mobilizem a capacidade de formular perguntas, de interpretar
contextos e de construir argumentos.
[...] Assim, por mais que a IA por muitas vezes atrapalhe o aprendizado, ela não está
fazendo nada mais do que tornar mais evidentes as precariedades já existentes da nossa
educação. O que está em jogo não é apenas o uso ou a proibição da inteligência artificial, mas a
decisão ética e política sobre a finalidade social da educação, do ensino fundamental à pós-
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ARÃO, Cristian. IA nas escolas: uso de tecnologia na sala de aula expõe limites do ensino baseado na memorização. The Conversation Brasil. Disponível em: https://theconversation.com/ia-nas-escolas-evidencia-precariedades-ja-existentes-da-educacao-mas-pode-ser-oportunidade-de-mudanca-288883. Acesso em 15 ago. 2026.
Assinale a alternativa cuja palavra contém sufixo de mesmo valor semântico do sufixo presente em "escolar" (linha 09).
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redigindo ensaios com um comando de voz e resolvendo exercícios com a colagem de
enunciados em interfaces de inteligência artificial.
À primeira vista, isso parece configurar uma epidemia de preguiça intelectual e
desonestidade acadêmica em massa. No entanto, uma investigação mais detida revela que o
alarme em torno da tecnologia oculta um mal-estar muito anterior e muito mais estrutural, que
diz respeito ao fim do próprio trabalho escolar.
A educação básica institucional, ao organizar-se como transmissão de um repertório fixo de
dados, fórmulas, datas, nomes e classificações, converteu o ato de aprender em uma sequência
previsível de operações de memorização e reprodução cujo significado raramente é interrogado
pelos próprios sujeitos do processo.
Esse modelo, que o educador Paulo Freire já criticava na década de 1960, chamando-o de
‘educação bancária’, é evidentemente muito anterior à inteligência artificial. Mas opera, na
prática, também como um algoritmo. Estabelece um circuito fechado de depósito, arquivamento
e devolução de informações, onde muitas vezes o aprendizado real não se faz presente.
[...] O essencial é deslocar o eixo do trabalho pedagógico da memorização e da repetição
para a experiência reflexiva. Isso implica substituir as tarefas que se esgotam na reprodução de
informações por desafios que mobilizem a capacidade de formular perguntas, de interpretar
contextos e de construir argumentos.
[...] Assim, por mais que a IA por muitas vezes atrapalhe o aprendizado, ela não está
fazendo nada mais do que tornar mais evidentes as precariedades já existentes da nossa
educação. O que está em jogo não é apenas o uso ou a proibição da inteligência artificial, mas a
decisão ética e política sobre a finalidade social da educação, do ensino fundamental à pós-
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ARÃO, Cristian. IA nas escolas: uso de tecnologia na sala de aula expõe limites do ensino baseado na memorização. The Conversation Brasil. Disponível em: https://theconversation.com/ia-nas-escolas-evidencia-precariedades-ja-existentes-da-educacao-mas-pode-ser-oportunidade-de-mudanca-288883. Acesso em 15 ago. 2026.
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enunciados em interfaces de inteligência artificial.
À primeira vista, isso parece configurar uma epidemia de preguiça intelectual e
desonestidade acadêmica em massa. No entanto, uma investigação mais detida revela que o
alarme em torno da tecnologia oculta um mal-estar muito anterior e muito mais estrutural, que
diz respeito ao fim do próprio trabalho escolar.
A educação básica institucional, ao organizar-se como transmissão de um repertório fixo de
dados, fórmulas, datas, nomes e classificações, converteu o ato de aprender em uma sequência
previsível de operações de memorização e reprodução cujo significado raramente é interrogado
pelos próprios sujeitos do processo.
Esse modelo, que o educador Paulo Freire já criticava na década de 1960, chamando-o de
‘educação bancária’, é evidentemente muito anterior à inteligência artificial. Mas opera, na
prática, também como um algoritmo. Estabelece um circuito fechado de depósito, arquivamento
e devolução de informações, onde muitas vezes o aprendizado real não se faz presente.
[...] O essencial é deslocar o eixo do trabalho pedagógico da memorização e da repetição
para a experiência reflexiva. Isso implica substituir as tarefas que se esgotam na reprodução de
informações por desafios que mobilizem a capacidade de formular perguntas, de interpretar
contextos e de construir argumentos.
[...] Assim, por mais que a IA por muitas vezes atrapalhe o aprendizado, ela não está
fazendo nada mais do que tornar mais evidentes as precariedades já existentes da nossa
educação. O que está em jogo não é apenas o uso ou a proibição da inteligência artificial, mas a
decisão ética e política sobre a finalidade social da educação, do ensino fundamental à pós-
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ARÃO, Cristian. IA nas escolas: uso de tecnologia na sala de aula expõe limites do ensino baseado na memorização. The Conversation Brasil. Disponível em: https://theconversation.com/ia-nas-escolas-evidencia-precariedades-ja-existentes-da-educacao-mas-pode-ser-oportunidade-de-mudanca-288883. Acesso em 15 ago. 2026.
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enunciados em interfaces de inteligência artificial.
À primeira vista, isso parece configurar uma epidemia de preguiça intelectual e
desonestidade acadêmica em massa. No entanto, uma investigação mais detida revela que o
alarme em torno da tecnologia oculta um mal-estar muito anterior e muito mais estrutural, que
diz respeito ao fim do próprio trabalho escolar.
A educação básica institucional, ao organizar-se como transmissão de um repertório fixo de
dados, fórmulas, datas, nomes e classificações, converteu o ato de aprender em uma sequência
previsível de operações de memorização e reprodução cujo significado raramente é interrogado
pelos próprios sujeitos do processo.
Esse modelo, que o educador Paulo Freire já criticava na década de 1960, chamando-o de
‘educação bancária’, é evidentemente muito anterior à inteligência artificial. Mas opera, na
prática, também como um algoritmo. Estabelece um circuito fechado de depósito, arquivamento
e devolução de informações, onde muitas vezes o aprendizado real não se faz presente.
[...] O essencial é deslocar o eixo do trabalho pedagógico da memorização e da repetição
para a experiência reflexiva. Isso implica substituir as tarefas que se esgotam na reprodução de
informações por desafios que mobilizem a capacidade de formular perguntas, de interpretar
contextos e de construir argumentos.
[...] Assim, por mais que a IA por muitas vezes atrapalhe o aprendizado, ela não está
fazendo nada mais do que tornar mais evidentes as precariedades já existentes da nossa
educação. O que está em jogo não é apenas o uso ou a proibição da inteligência artificial, mas a
decisão ética e política sobre a finalidade social da educação, do ensino fundamental à pós-
graduação.
ARÃO, Cristian. IA nas escolas: uso de tecnologia na sala de aula expõe limites do ensino baseado na memorização. The Conversation Brasil. Disponível em: https://theconversation.com/ia-nas-escolas-evidencia-precariedades-ja-existentes-da-educacao-mas-pode-ser-oportunidade-de-mudanca-288883. Acesso em 15 ago. 2026.
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração CoordenadaOrações Coordenadas Sindéticas
- SintaxeConectivos
- SemânticaSinônimos e Antônimos
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
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gestores e formuladores de políticas públicas: os alunos estão terceirizando seus trabalhos,
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enunciados em interfaces de inteligência artificial.
À primeira vista, isso parece configurar uma epidemia de preguiça intelectual e
desonestidade acadêmica em massa. No entanto, uma investigação mais detida revela que o
alarme em torno da tecnologia oculta um mal-estar muito anterior e muito mais estrutural, que
diz respeito ao fim do próprio trabalho escolar.
A educação básica institucional, ao organizar-se como transmissão de um repertório fixo de
dados, fórmulas, datas, nomes e classificações, converteu o ato de aprender em uma sequência
previsível de operações de memorização e reprodução cujo significado raramente é interrogado
pelos próprios sujeitos do processo.
Esse modelo, que o educador Paulo Freire já criticava na década de 1960, chamando-o de
‘educação bancária’, é evidentemente muito anterior à inteligência artificial. Mas opera, na
prática, também como um algoritmo. Estabelece um circuito fechado de depósito, arquivamento
e devolução de informações, onde muitas vezes o aprendizado real não se faz presente.
[...] O essencial é deslocar o eixo do trabalho pedagógico da memorização e da repetição
para a experiência reflexiva. Isso implica substituir as tarefas que se esgotam na reprodução de
informações por desafios que mobilizem a capacidade de formular perguntas, de interpretar
contextos e de construir argumentos.
[...] Assim, por mais que a IA por muitas vezes atrapalhe o aprendizado, ela não está
fazendo nada mais do que tornar mais evidentes as precariedades já existentes da nossa
educação. O que está em jogo não é apenas o uso ou a proibição da inteligência artificial, mas a
decisão ética e política sobre a finalidade social da educação, do ensino fundamental à pós-
graduação.
ARÃO, Cristian. IA nas escolas: uso de tecnologia na sala de aula expõe limites do ensino baseado na memorização. The Conversation Brasil. Disponível em: https://theconversation.com/ia-nas-escolas-evidencia-precariedades-ja-existentes-da-educacao-mas-pode-ser-oportunidade-de-mudanca-288883. Acesso em 15 ago. 2026.
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escolares instalou um diagnóstico que se repete com variações mínimas entre professores,
gestores e formuladores de políticas públicas: os alunos estão terceirizando seus trabalhos,
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enunciados em interfaces de inteligência artificial.
À primeira vista, isso parece configurar uma epidemia de preguiça intelectual e
desonestidade acadêmica em massa. No entanto, uma investigação mais detida revela que o
alarme em torno da tecnologia oculta um mal-estar muito anterior e muito mais estrutural, que
diz respeito ao fim do próprio trabalho escolar.
A educação básica institucional, ao organizar-se como transmissão de um repertório fixo de
dados, fórmulas, datas, nomes e classificações, converteu o ato de aprender em uma sequência
previsível de operações de memorização e reprodução cujo significado raramente é interrogado
pelos próprios sujeitos do processo.
Esse modelo, que o educador Paulo Freire já criticava na década de 1960, chamando-o de
‘educação bancária’, é evidentemente muito anterior à inteligência artificial. Mas opera, na
prática, também como um algoritmo. Estabelece um circuito fechado de depósito, arquivamento
e devolução de informações, onde muitas vezes o aprendizado real não se faz presente.
[...] O essencial é deslocar o eixo do trabalho pedagógico da memorização e da repetição
para a experiência reflexiva. Isso implica substituir as tarefas que se esgotam na reprodução de
informações por desafios que mobilizem a capacidade de formular perguntas, de interpretar
contextos e de construir argumentos.
[...] Assim, por mais que a IA por muitas vezes atrapalhe o aprendizado, ela não está
fazendo nada mais do que tornar mais evidentes as precariedades já existentes da nossa
educação. O que está em jogo não é apenas o uso ou a proibição da inteligência artificial, mas a
decisão ética e política sobre a finalidade social da educação, do ensino fundamental à pós-
graduação.
ARÃO, Cristian. IA nas escolas: uso de tecnologia na sala de aula expõe limites do ensino baseado na memorização. The Conversation Brasil. Disponível em: https://theconversation.com/ia-nas-escolas-evidencia-precariedades-ja-existentes-da-educacao-mas-pode-ser-oportunidade-de-mudanca-288883. Acesso em 15 ago. 2026.
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Pesquisadores americanos afirmam ter usado inteligência artificial para projetar vírus
totalmente novos, que são completamente funcionais e capazes de se replicar em laboratório.
[...] As ferramentas de IA estão avançando rapidamente e já foram usadas para desenvolver
novos antibióticos. Mas isso é relativamente simples em comparação com a criação de um novo
vírus totalmente do zero.
"Este é um próximo passo na complexidade que a IA generativa pode projetar. Esta é a
primeira vez que a IA generativa foi usada para projetar um genoma completo, algo que pode se
replicar e ter outras funções dentro das células... isso foi um território novo para nós", disse
Brian Hie, professor da Universidade Stanford, à BBC.
A tecnologia funciona de forma semelhante a grandes modelos de linguagem, como o
ChatGPT, que preveem sequências de texto. Neste caso, os modelos de IA, conhecidos como
Evo1 e Evo2, preveem a linguagem da biologia em vez de palavras. Os modelos de IA foram
treinados com códigos genéticos de vírus, bactérias, plantas e pessoas. Em seguida, foram
refinados para produzir um tipo de vírus, conhecido como bacteriófago, que infecta apenas
espécies específicas de bactérias.
[...] O desenvolvimento de novos fagos pode levar a novas formas de tratar infecções que
se tornaram resistentes a antibióticos. [...] Mas já surgiram preocupações de que a mesma
tecnologia possa ser usada maliciosamente para criar novas doenças. [...] Hie argumenta que as
medidas de proteção já existentes contribuem muito para "garantir que a tecnologia seja usada
para o bem".
Adaptado de: GALLAGHER, James. Como novos vírus criados por IA podem mudar a ciência (apesar de causarem preocupação). BBC News. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c62xvgjz4xxo. Acesso em 12 ago. 20
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