Foram encontradas 244 questões.
- SintaxeTermos Essenciais da OraçãoPredicadoTransitividadeVerbos Intransitivos
- SintaxeTermos Essenciais da OraçãoPredicadoTransitividadeVerbos Transitivos
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 12.
Amor borbulhante
O humor salva o casamento, desde que venha com doçura.
Quem você ama tem esse poder de desarmar a sua raiva. Não resisto à candura, ao carinho imprevisto. Minha esposa têm essa habilidade ninja de converter as minhas reclamações em momentos românticos.
Vive me acalmando e me amaciando com os seus ataques de fofura.
Eu fico sem reação, ilhado no pedestal da cólera. Eu perco a vontade de brigar, de disparar uma discussão de relacionamento.
No Natal do ano passado, ela me deu um tênis de corrida. Fez toda uma propaganda de que ele era impermeável, não molhava, resistiria ao aguaceiro do verão em Belo Horizonte.
Realizei a sua estreia não numa academia, não numa esteira, não nas andanças pelo parque, mas no cinema.
Nos filmes, sempre compro um balde de pipoca, o maior que existir, metade doce e metade salgada. E dividimos. É nossa transgressão consentida à dieta, com aqueles copos gigantes de refrigerante.
Sou o responsável por carregar a bandeja. No momento de me sentar, pedi que ela segurasse um pouco para me ajeitar. Ela pegou tudo, desajeitada, equilibrando-se com a bolsa.
Eu me acomodei, ela inventou de me alcançar o balde de pipoca primeiro, esquecendo o contrapeso que ele exercia aos refrigerantes no canto da bandeja, que viraram em cima de mim.
Tomei um banho de duas Cocas. A camisa e a bermuda ficaram encharcadas. Pingava Coca-Cola da minha cabeça. Eu podia ser bebido de canudinho.
A vontade era xingá-la até seus ancestrais mais remotos. Se ela tinha culpa ou não, não importava. Eu queria um responsável por todo o grude em meu corpo.
Ela limpou as minhas sobrancelhas e disse com uma voz suave, tranquilizadora:
− Que bom! Já testamos o seu tênis. Ele é impermeável, percebeu? Não entrou refrigerante nele.
Eu tive que rir. Deixei o ar-condicionado me secar.
Foi um grande teste para o tênis e para o nosso amor.
Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado
https://www.otempo.com.br/opniao/fabricio-carpinejar/amor-borbulhant-1.3318258
No trecho "No Natal do ano passado, ela me deu um tênis de corrida", a transitividade do verbo "deu" está corretamente classificada como verbo:
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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 12.
Amor borbulhante
O humor salva o casamento, desde que venha com doçura.
Quem você ama tem esse poder de desarmar a sua raiva. Não resisto à candura, ao carinho imprevisto. Minha esposa têm essa habilidade ninja de converter as minhas reclamações em momentos românticos.
Vive me acalmando e me amaciando com os seus ataques de fofura.
Eu fico sem reação, ilhado no pedestal da cólera. Eu perco a vontade de brigar, de disparar uma discussão de relacionamento.
No Natal do ano passado, ela me deu um tênis de corrida. Fez toda uma propaganda de que ele era impermeável, não molhava, resistiria ao aguaceiro do verão em Belo Horizonte.
Realizei a sua estreia não numa academia, não numa esteira, não nas andanças pelo parque, mas no cinema.
Nos filmes, sempre compro um balde de pipoca, o maior que existir, metade doce e metade salgada. E dividimos. É nossa transgressão consentida à dieta, com aqueles copos gigantes de refrigerante.
Sou o responsável por carregar a bandeja. No momento de me sentar, pedi que ela segurasse um pouco para me ajeitar. Ela pegou tudo, desajeitada, equilibrando-se com a bolsa.
Eu me acomodei, ela inventou de me alcançar o balde de pipoca primeiro, esquecendo o contrapeso que ele exercia aos refrigerantes no canto da bandeja, que viraram em cima de mim.
Tomei um banho de duas Cocas. A camisa e a bermuda ficaram encharcadas. Pingava Coca-Cola da minha cabeça. Eu podia ser bebido de canudinho.
A vontade era xingá-la até seus ancestrais mais remotos. Se ela tinha culpa ou não, não importava. Eu queria um responsável por todo o grude em meu corpo.
Ela limpou as minhas sobrancelhas e disse com uma voz suave, tranquilizadora:
− Que bom! Já testamos o seu tênis. Ele é impermeável, percebeu? Não entrou refrigerante nele.
Eu tive que rir. Deixei o ar-condicionado me secar.
Foi um grande teste para o tênis e para o nosso amor.
Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado
https://www.otempo.com.br/opniao/fabricio-carpinejar/amor-borbulhant-1.3318258
No trecho "No Natal do ano passado, ela me deu um tênis de corrida", a vírgula empregada após "No Natal do ano passado" indica:
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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 12.
Amor borbulhante
O humor salva o casamento, desde que venha com doçura.
Quem você ama tem esse poder de desarmar a sua raiva. Não resisto à candura, ao carinho imprevisto. Minha esposa têm essa habilidade ninja de converter as minhas reclamações em momentos românticos.
Vive me acalmando e me amaciando com os seus ataques de fofura.
Eu fico sem reação, ilhado no pedestal da cólera. Eu perco a vontade de brigar, de disparar uma discussão de relacionamento.
No Natal do ano passado, ela me deu um tênis de corrida. Fez toda uma propaganda de que ele era impermeável, não molhava, resistiria ao aguaceiro do verão em Belo Horizonte.
Realizei a sua estreia não numa academia, não numa esteira, não nas andanças pelo parque, mas no cinema.
Nos filmes, sempre compro um balde de pipoca, o maior que existir, metade doce e metade salgada. E dividimos. É nossa transgressão consentida à dieta, com aqueles copos gigantes de refrigerante.
Sou o responsável por carregar a bandeja. No momento de me sentar, pedi que ela segurasse um pouco para me ajeitar. Ela pegou tudo, desajeitada, equilibrando-se com a bolsa.
Eu me acomodei, ela inventou de me alcançar o balde de pipoca primeiro, esquecendo o contrapeso que ele exercia aos refrigerantes no canto da bandeja, que viraram em cima de mim.
Tomei um banho de duas Cocas. A camisa e a bermuda ficaram encharcadas. Pingava Coca-Cola da minha cabeça. Eu podia ser bebido de canudinho.
A vontade era xingá-la até seus ancestrais mais remotos. Se ela tinha culpa ou não, não importava. Eu queria um responsável por todo o grude em meu corpo.
Ela limpou as minhas sobrancelhas e disse com uma voz suave, tranquilizadora:
− Que bom! Já testamos o seu tênis. Ele é impermeável, percebeu? Não entrou refrigerante nele.
Eu tive que rir. Deixei o ar-condicionado me secar.
Foi um grande teste para o tênis e para o nosso amor.
Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado
https://www.otempo.com.br/opniao/fabricio-carpinejar/amor-borbulhant-1.3318258
No trecho "No momento de me sentar, pedi que ela segurasse um pouco para me ajeitar", a palavra "que" pertence à classe gramatical de:
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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 12.
Amor borbulhante
O humor salva o casamento, desde que venha com doçura.
Quem você ama tem esse poder de desarmar a sua raiva. Não resisto à candura, ao carinho imprevisto. Minha esposa têm essa habilidade ninja de converter as minhas reclamações em momentos românticos.
Vive me acalmando e me amaciando com os seus ataques de fofura.
Eu fico sem reação, ilhado no pedestal da cólera. Eu perco a vontade de brigar, de disparar uma discussão de relacionamento.
No Natal do ano passado, ela me deu um tênis de corrida. Fez toda uma propaganda de que ele era impermeável, não molhava, resistiria ao aguaceiro do verão em Belo Horizonte.
Realizei a sua estreia não numa academia, não numa esteira, não nas andanças pelo parque, mas no cinema.
Nos filmes, sempre compro um balde de pipoca, o maior que existir, metade doce e metade salgada. E dividimos. É nossa transgressão consentida à dieta, com aqueles copos gigantes de refrigerante.
Sou o responsável por carregar a bandeja. No momento de me sentar, pedi que ela segurasse um pouco para me ajeitar. Ela pegou tudo, desajeitada, equilibrando-se com a bolsa.
Eu me acomodei, ela inventou de me alcançar o balde de pipoca primeiro, esquecendo o contrapeso que ele exercia aos refrigerantes no canto da bandeja, que viraram em cima de mim.
Tomei um banho de duas Cocas. A camisa e a bermuda ficaram encharcadas. Pingava Coca-Cola da minha cabeça. Eu podia ser bebido de canudinho.
A vontade era xingá-la até seus ancestrais mais remotos. Se ela tinha culpa ou não, não importava. Eu queria um responsável por todo o grude em meu corpo.
Ela limpou as minhas sobrancelhas e disse com uma voz suave, tranquilizadora:
− Que bom! Já testamos o seu tênis. Ele é impermeável, percebeu? Não entrou refrigerante nele.
Eu tive que rir. Deixei o ar-condicionado me secar.
Foi um grande teste para o tênis e para o nosso amor.
Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado
https://www.otempo.com.br/opniao/fabricio-carpinejar/amor-borbulhant-1.3318258
No trecho "É nossa transgressão consentida à dieta, com aqueles copos gigantes de refrigerante", a ocorrência do sinal indicativo de crase em "à dieta" justifica-se pela:
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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 12.
Amor borbulhante
O humor salva o casamento, desde que venha com doçura.
Quem você ama tem esse poder de desarmar a sua raiva. Não resisto à candura, ao carinho imprevisto. Minha esposa têm essa habilidade ninja de converter as minhas reclamações em momentos românticos.
Vive me acalmando e me amaciando com os seus ataques de fofura.
Eu fico sem reação, ilhado no pedestal da cólera. Eu perco a vontade de brigar, de disparar uma discussão de relacionamento.
No Natal do ano passado, ela me deu um tênis de corrida. Fez toda uma propaganda de que ele era impermeável, não molhava, resistiria ao aguaceiro do verão em Belo Horizonte.
Realizei a sua estreia não numa academia, não numa esteira, não nas andanças pelo parque, mas no cinema.
Nos filmes, sempre compro um balde de pipoca, o maior que existir, metade doce e metade salgada. E dividimos. É nossa transgressão consentida à dieta, com aqueles copos gigantes de refrigerante.
Sou o responsável por carregar a bandeja. No momento de me sentar, pedi que ela segurasse um pouco para me ajeitar. Ela pegou tudo, desajeitada, equilibrando-se com a bolsa.
Eu me acomodei, ela inventou de me alcançar o balde de pipoca primeiro, esquecendo o contrapeso que ele exercia aos refrigerantes no canto da bandeja, que viraram em cima de mim.
Tomei um banho de duas Cocas. A camisa e a bermuda ficaram encharcadas. Pingava Coca-Cola da minha cabeça. Eu podia ser bebido de canudinho.
A vontade era xingá-la até seus ancestrais mais remotos. Se ela tinha culpa ou não, não importava. Eu queria um responsável por todo o grude em meu corpo.
Ela limpou as minhas sobrancelhas e disse com uma voz suave, tranquilizadora:
− Que bom! Já testamos o seu tênis. Ele é impermeável, percebeu? Não entrou refrigerante nele.
Eu tive que rir. Deixei o ar-condicionado me secar.
Foi um grande teste para o tênis e para o nosso amor.
Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado
https://www.otempo.com.br/opniao/fabricio-carpinejar/amor-borbulhant-1.3318258
No trecho "Realizei a sua estreia não numa academia, não numa esteira, não nas andanças pelo parque, mas no cinema", a palavra "estreia" está grafada corretamente de acordo com o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Sobre a regra de acentuação gráfica aplicada a essa palavra, é correto afirmar que:
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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 12.
O cobiçado busto de Platão
Não se deve aceitar encomenda de amigos e familiares em viagens.
Jamais vai relaxar de verdade.
Em nossa estada na Grécia, minha esposa assumiu uma missão: comprar um busto em gesso do pensador Platão para sua prima Maria Dulce Reis. Doutora em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2007). Acima, só o seu filho Otávio.
Beatriz não tinha como negar. Afinal, Dulce nunca pedira nada.
Em Atenas, entramos em várias lojinhas de lembranças e souvernirs locais. Eu sentia que iríamos percorrer a cidade inteira em busca do tesouro.
Eu dizia:
— Compre logo! Garanta logo! Depois não vai ter mais oportunidade de vir aqui.
Ou ela achava Platão grande demais, ou pequeno demais. Ou feio demais, ou chique demais.
Minha preocupação era apenas não errar a pessoa. Afinal, todos os expoentes da Grécia Antiga se parecem.
Um erro assim custaria caro, tínhamos que evitar. Não daria para retornar a Atenas, devolver o item e solicitar o cidadão certo.
Foi tamanho o pânico na idealização do presente que deixamos para escolher nas praias de Mykonos e Santorini. Só que lá não havia nada de bustos, de pensadores, de Acrópole.
Bateu o desespero. E agora?
Recomendei que Beatriz relaxasse. Certamente localizaríamos o produto no aeroporto de Atenas.
No nosso embarque, porém, quando não mais conseguiríamos reverter a situação, não existia Platão nas prateleiras do comércio do terminal internacional.
Partimos para o Plano B: trazer qualquer coisa de Platão: chaveiro, ímã, camiseta, bloco de notas, caneta, lápis. Compramos de tudo e raciocinamos: funcionaria como o equivalente a um busto.
Não é que Beatriz esqueceu a sacola no bagageiro do avião em nossa conexão?
Arrasada com o fracasso da expedição, Beatriz não desistiu. Tentou uma última cartada: adquirir o busto de Platão pela internet, no Mercado Livre. Mentiria que era da Grécia.
Com a lupa da malandragem, ampliou imagem por imagem das ofertas. Buscava uma estátua que não tivesse o nome em português. Se possível, uma com a inscrição como em Atenas, nos artigos para turista:
"Pláton". Não precisava ser o original .
Quando finalmente chegou o pacote, ela percebeu que se tratava de um boneco de plástico, não de gesso, feito em impressora 3D, com as linhas pontilhadas no rosto. E, para piorar, estava escrito em letras garrafais: PLATÃO.
Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/7/26/o-cobicado-busto-de-platao
Sobre o tom e os recursos utilizados no texto de Fabrício Carpinejar, analise as afirmativas a seguir.
I. O tom humorístico é construído a partir do exagero das situações e da ironia, como na descrição da busca desesperada por um busto de Platão.
II. A linguagem informal e leve é contraposta à seriedade do tema filosófico, criando um efeito cômico que aproxima o leitor.
III. A narrativa utiliza descrições detalhadas para criticar o consumismo e a superficialidade nas relações de amizade e parentesco.
IV. A escolha de um busto de Platão como presente é simbólica e reflete a busca pelo conhecimento profundo em um mundo de superficialidades.
Assinale a alternativa correta.
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- OrtografiaPontuaçãoDois-pontos
- OrtografiaPontuaçãoPonto de Exclamação e Interrogação
- OrtografiaPontuaçãoVírgula
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 12.
O cobiçado busto de Platão
Não se deve aceitar encomenda de amigos e familiares em viagens.
Jamais vai relaxar de verdade.
Em nossa estada na Grécia, minha esposa assumiu uma missão: comprar um busto em gesso do pensador Platão para sua prima Maria Dulce Reis. Doutora em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2007). Acima, só o seu filho Otávio.
Beatriz não tinha como negar. Afinal, Dulce nunca pedira nada.
Em Atenas, entramos em várias lojinhas de lembranças e souvernirs locais. Eu sentia que iríamos percorrer a cidade inteira em busca do tesouro.
Eu dizia:
— Compre logo! Garanta logo! Depois não vai ter mais oportunidade de vir aqui.
Ou ela achava Platão grande demais, ou pequeno demais. Ou feio demais, ou chique demais.
Minha preocupação era apenas não errar a pessoa. Afinal, todos os expoentes da Grécia Antiga se parecem.
Um erro assim custaria caro, tínhamos que evitar. Não daria para retornar a Atenas, devolver o item e solicitar o cidadão certo.
Foi tamanho o pânico na idealização do presente que deixamos para escolher nas praias de Mykonos e Santorini. Só que lá não havia nada de bustos, de pensadores, de Acrópole.
Bateu o desespero. E agora?
Recomendei que Beatriz relaxasse. Certamente localizaríamos o produto no aeroporto de Atenas.
No nosso embarque, porém, quando não mais conseguiríamos reverter a situação, não existia Platão nas prateleiras do comércio do terminal internacional.
Partimos para o Plano B: trazer qualquer coisa de Platão: chaveiro, ímã, camiseta, bloco de notas, caneta, lápis. Compramos de tudo e raciocinamos: funcionaria como o equivalente a um busto.
Não é que Beatriz esqueceu a sacola no bagageiro do avião em nossa conexão?
Arrasada com o fracasso da expedição, Beatriz não desistiu. Tentou uma última cartada: adquirir o busto de Platão pela internet, no Mercado Livre. Mentiria que era da Grécia.
Com a lupa da malandragem, ampliou imagem por imagem das ofertas. Buscava uma estátua que não tivesse o nome em português. Se possível, uma com a inscrição como em Atenas, nos artigos para turista:
"Pláton". Não precisava ser o original .
Quando finalmente chegou o pacote, ela percebeu que se tratava de um boneco de plástico, não de gesso, feito em impressora 3D, com as linhas pontilhadas no rosto. E, para piorar, estava escrito em letras garrafais: PLATÃO.
Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/7/26/o-cobicado-busto-de-platao
No texto de Fabrício Carpinejar, a pontuação desempenha um papel fundamental na construção do tom humorístico e na organização das ideias. Assinale a alternativa que explica corretamente o uso da pontuação em um trecho da narrativa.
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- SintaxeTermos Essenciais da OraçãoPredicadoTransitividadeVerbos Intransitivos
- SintaxeTermos Essenciais da OraçãoPredicadoTransitividadeVerbos Transitivos
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 12.
O cobiçado busto de Platão
Não se deve aceitar encomenda de amigos e familiares em viagens.
Jamais vai relaxar de verdade.
Em nossa estada na Grécia, minha esposa assumiu uma missão: comprar um busto em gesso do pensador Platão para sua prima Maria Dulce Reis. Doutora em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2007). Acima, só o seu filho Otávio.
Beatriz não tinha como negar. Afinal, Dulce nunca pedira nada.
Em Atenas, entramos em várias lojinhas de lembranças e souvernirs locais. Eu sentia que iríamos percorrer a cidade inteira em busca do tesouro.
Eu dizia:
— Compre logo! Garanta logo! Depois não vai ter mais oportunidade de vir aqui.
Ou ela achava Platão grande demais, ou pequeno demais. Ou feio demais, ou chique demais.
Minha preocupação era apenas não errar a pessoa. Afinal, todos os expoentes da Grécia Antiga se parecem.
Um erro assim custaria caro, tínhamos que evitar. Não daria para retornar a Atenas, devolver o item e solicitar o cidadão certo.
Foi tamanho o pânico na idealização do presente que deixamos para escolher nas praias de Mykonos e Santorini. Só que lá não havia nada de bustos, de pensadores, de Acrópole.
Bateu o desespero. E agora?
Recomendei que Beatriz relaxasse. Certamente localizaríamos o produto no aeroporto de Atenas.
No nosso embarque, porém, quando não mais conseguiríamos reverter a situação, não existia Platão nas prateleiras do comércio do terminal internacional.
Partimos para o Plano B: trazer qualquer coisa de Platão: chaveiro, ímã, camiseta, bloco de notas, caneta, lápis. Compramos de tudo e raciocinamos: funcionaria como o equivalente a um busto.
Não é que Beatriz esqueceu a sacola no bagageiro do avião em nossa conexão?
Arrasada com o fracasso da expedição, Beatriz não desistiu. Tentou uma última cartada: adquirir o busto de Platão pela internet, no Mercado Livre. Mentiria que era da Grécia.
Com a lupa da malandragem, ampliou imagem por imagem das ofertas. Buscava uma estátua que não tivesse o nome em português. Se possível, uma com a inscrição como em Atenas, nos artigos para turista:
"Pláton". Não precisava ser o original .
Quando finalmente chegou o pacote, ela percebeu que se tratava de um boneco de plástico, não de gesso, feito em impressora 3D, com as linhas pontilhadas no rosto. E, para piorar, estava escrito em letras garrafais: PLATÃO.
Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/7/26/o-cobicado-busto-de-platao
Com base no texto de Fabrício Carpinejar, analise a transitividade verbal da forma "localizaríamos" na frase "Certamente localizaríamos o produto no aeroporto de Atenas" e assinale a alternativa que apresenta corretamente sua classificação.
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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 12.
O cobiçado busto de Platão
Não se deve aceitar encomenda de amigos e familiares em viagens.
Jamais vai relaxar de verdade.
Em nossa estada na Grécia, minha esposa assumiu uma missão: comprar um busto em gesso do pensador Platão para sua prima Maria Dulce Reis. Doutora em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2007). Acima, só o seu filho Otávio.
Beatriz não tinha como negar. Afinal, Dulce nunca pedira nada.
Em Atenas, entramos em várias lojinhas de lembranças e souvernirs locais. Eu sentia que iríamos percorrer a cidade inteira em busca do tesouro.
Eu dizia:
— Compre logo! Garanta logo! Depois não vai ter mais oportunidade de vir aqui.
Ou ela achava Platão grande demais, ou pequeno demais. Ou feio demais, ou chique demais.
Minha preocupação era apenas não errar a pessoa. Afinal, todos os expoentes da Grécia Antiga se parecem.
Um erro assim custaria caro, tínhamos que evitar. Não daria para retornar a Atenas, devolver o item e solicitar o cidadão certo.
Foi tamanho o pânico na idealização do presente que deixamos para escolher nas praias de Mykonos e Santorini. Só que lá não havia nada de bustos, de pensadores, de Acrópole.
Bateu o desespero. E agora?
Recomendei que Beatriz relaxasse. Certamente localizaríamos o produto no aeroporto de Atenas.
No nosso embarque, porém, quando não mais conseguiríamos reverter a situação, não existia Platão nas prateleiras do comércio do terminal internacional.
Partimos para o Plano B: trazer qualquer coisa de Platão: chaveiro, ímã, camiseta, bloco de notas, caneta, lápis. Compramos de tudo e raciocinamos: funcionaria como o equivalente a um busto.
Não é que Beatriz esqueceu a sacola no bagageiro do avião em nossa conexão?
Arrasada com o fracasso da expedição, Beatriz não desistiu. Tentou uma última cartada: adquirir o busto de Platão pela internet, no Mercado Livre. Mentiria que era da Grécia.
Com a lupa da malandragem, ampliou imagem por imagem das ofertas. Buscava uma estátua que não tivesse o nome em português. Se possível, uma com a inscrição como em Atenas, nos artigos para turista:
"Pláton". Não precisava ser o original .
Quando finalmente chegou o pacote, ela percebeu que se tratava de um boneco de plástico, não de gesso, feito em impressora 3D, com as linhas pontilhadas no rosto. E, para piorar, estava escrito em letras garrafais: PLATÃO.
Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/7/26/o-cobicado-busto-de-platao
Assinale a alternativa que apresenta uma justificativa incorreta para a acentuação das palavras em destaque.
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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 12.
O cobiçado busto de Platão
Não se deve aceitar encomenda de amigos e familiares em viagens.
Jamais vai relaxar de verdade.
Em nossa estada na Grécia, minha esposa assumiu uma missão: comprar um busto em gesso do pensador Platão para sua prima Maria Dulce Reis. Doutora em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2007). Acima, só o seu filho Otávio.
Beatriz não tinha como negar. Afinal, Dulce nunca pedira nada.
Em Atenas, entramos em várias lojinhas de lembranças e souvernirs locais. Eu sentia que iríamos percorrer a cidade inteira em busca do tesouro.
Eu dizia:
— Compre logo! Garanta logo! Depois não vai ter mais oportunidade de vir aqui.
Ou ela achava Platão grande demais, ou pequeno demais. Ou feio demais, ou chique demais.
Minha preocupação era apenas não errar a pessoa. Afinal, todos os expoentes da Grécia Antiga se parecem.
Um erro assim custaria caro, tínhamos que evitar. Não daria para retornar a Atenas, devolver o item e solicitar o cidadão certo.
Foi tamanho o pânico na idealização do presente que deixamos para escolher nas praias de Mykonos e Santorini. Só que lá não havia nada de bustos, de pensadores, de Acrópole.
Bateu o desespero. E agora?
Recomendei que Beatriz relaxasse. Certamente localizaríamos o produto no aeroporto de Atenas.
No nosso embarque, porém, quando não mais conseguiríamos reverter a situação, não existia Platão nas prateleiras do comércio do terminal internacional.
Partimos para o Plano B: trazer qualquer coisa de Platão: chaveiro, ímã, camiseta, bloco de notas, caneta, lápis. Compramos de tudo e raciocinamos: funcionaria como o equivalente a um busto.
Não é que Beatriz esqueceu a sacola no bagageiro do avião em nossa conexão?
Arrasada com o fracasso da expedição, Beatriz não desistiu. Tentou uma última cartada: adquirir o busto de Platão pela internet, no Mercado Livre. Mentiria que era da Grécia.
Com a lupa da malandragem, ampliou imagem por imagem das ofertas. Buscava uma estátua que não tivesse o nome em português. Se possível, uma com a inscrição como em Atenas, nos artigos para turista:
"Pláton". Não precisava ser o original .
Quando finalmente chegou o pacote, ela percebeu que se tratava de um boneco de plástico, não de gesso, feito em impressora 3D, com as linhas pontilhadas no rosto. E, para piorar, estava escrito em letras garrafais: PLATÃO.
Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/7/26/o-cobicado-busto-de-platao
Com base no texto "O cobiçado busto de Platão", assinale a alternativa em que a concordância verbal está incorreta, considerando a norma culta da Língua Portuguesa.
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