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Foram encontradas 40 questões.

2519063 Ano: 2016
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: RHS Consult
Orgão: Câm. Cerquilho-SP
Leia o texto a seguir para responder a questão
Após demissão, professora denuncia transfobia em colégio particular de SP
Julia Zanolli
Luiza Coppieters começou a dar aulas no colégio Anglo-Leonardo da Vinci, em São Paulo, quando ainda era Luiz, ou professor Luizão, como era conhecida pelos alunos.
Apesar do apoio de boa parte dos alunos, ela afirma ter sido vítima de diversas formas de discriminação depois de assumir publicamente sua transexualidade. Após ser demitida sem justa causa da instituição, Luiza decidiu entrar com uma ação no Ministério Público do Trabalho.
A ação será movida com apoio de várias entidades, dentre elas o Sindicado dos Advogados de São Paulo e a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABLGBT).
No relato abaixo, a professora Luiza Coppieters fala sobre sua relação com o colégio e o processo de demissão.
"Venho registrar com profunda tristeza e indignação a discriminação ocorrida comigo, professora de Filosofia do Ensino Médio do Colégio Leonardo da Vinci, ao ser injustamente dispensada ao retornar de licença saúde, cuja patologia foi desencadeada por problemas no ambiente de trabalho.
Explico.
(...)
Trata-se de escola renomada, com várias unidades e que presta ensino de qualidade aos alunos.
No início do contrato de trabalho, sequer existia no âmbito da escola a disciplina de Filosofia, pois como o foco é voltado para o vestibular, centram o ensino na área de Exatas.
Aos poucos, com muita dedicação, fui conquistando meu espaço e a disciplina de Filosofia ganhou peso e destaque, a ponto de em 2014 contratarem um plantonista para auxiliar os alunos. Ou seja, a matéria pode ser aplicada com o mesmo rigor e alcançou o mesmo status de dificuldade que uma matéria de exatas – algo incomum em qualquer escola.
(...)
Sempre fui muito participativa e envolvida com as atividades da escola, desenvolvendo vários trabalhos, montando e coordenando grupos de debates, visando a formação humana e crítica dos alunos, de modo a propiciar e divulgar meu conhecimento, e, sobretudo, contribuir no desenvolvimento de cidadãos conscientes e participativo.
No final de 2012, comecei o tratamento com hormônios, pois cheguei ao limite da minha existência e do sofrimento, de modo que senti a necessidade de assumir minha identidade feminina.
Como tinha receio da reação da escola e da família, usava roupas para esconder o corpo em mudança pela hormonização, pois já sentia o fantasma da discriminação e preconceito.
Em 2013, minha aparência estava se transformando, as pessoas percebiam o emagrecimento e mudança no modo de vestir – recebendo sempre muitos elogios. Passei a usar camisas e não mais camisetas, além de uma camiseta modeladora de elástico, tentando esconder a transição do corpo.
O reconhecimento profissional sempre foi algo que me motivou. Em 2013 fui paraninfo da turma do 3º ano. Sempre participei das reuniões de planejamento, conselhos de classe, enfim trabalhava com prazer, até decidir por assumir minha condição de transexual/feminina.
Em 2014, comecei a contar para os colegas e professores mais próximos o momento de transformação que estava passando.
Em abril de 2014, a notícia de minha transformação chegou à direção da escola e soube, em junho de 2014, que os proprietários, por evidente preconceito, já pediram minha demissão.
(...)
A relação que era harmônica até o início da exposição da minha transição passou a ser difícil, pois existia pressão psicológica, ameaça velada de dispensa: eu deveria ser perfeita, não poderia errar, não podia discutir nada relativo a gênero ou sexualidade.
(...)
Os alunos - cerca de 400 do primeiro ao terceiro colegial - compreenderam perfeitamente a situação e se sensibilizaram, manifestando irrestrito apoio em redes sociais. Mas não foi suficiente para vencer o preconceito dos diretores da escola, o que aos poucos foi minando minha estrutura psíquica e emocional.
(...)
Em março de 2015 o site Catraca Livre fez uma reportagem em quadrinhos (“Minha professora é trans, e daí?”) com minha história e depoimentos de alunos, que compartilharam com total apoio e carinho a minha condição e ao meu valor como professora.
Entretanto nada venceu o preconceito da direção da escola, que havia reduzindo minha carga horária e salário, imaginando que eu não suportaria e pediria demissão. A redução de aulas e de salário ocorreu sem o meu consentimento e ao arrepio da lei. Houve uma conversa com o coordenador geral em que reforcei que não aceitava a redução salarial e ele, a contragosto pois ia contra o histórico da instituição, disse que não reduziria. No entanto, em março, quando entra em vigência o salário das aulas de2015, tive a surpresa da redução.
Em virtude da situação ocorrida passei a desenvolver quadros depressivos, inclusive com tentativa de suicídio diante do preconceito e discriminação ocorrida no ambiente de trabalho.
Devido ao quadro depressivo instalado (síndrome do pânico),precisei me afastar temporariamente do trabalho. Todavia, às vésperas do meu retorno às aulas, fui comunicada de que estava sendo dispensada sem justa causa e que deveria assinar o aviso prévio.
Aqui fica registrada a minha indignação contra o preconceito e discriminação de que fui vítima e solicito providências, pois entendo não ser correta a postura dos dirigentes da escola.Durante todo o período em que trabalhei, aproximadamente6 anos, fui profissional digna e responsável, independente de minha identidade de gênero.
Depois de assumir a condição de mulher transexual passei aser vítima de assédio moral, sendo clara a discriminação que desaguou na dispensa efetuada, na modalidade “sem justa causa”. Entretanto está clara a “causa’ da dispensa: ser transexual.
Prof. Luiza Coppieters".
(Fonte: https://catracalivre.com.br/geral/cidadania/indicacao/apos-demissao-professora-denuncia-transfobia-em-colegio-particular-de-sp/ - Adaptado)
Valendo-se do relato da professora na matéria acima, podemos caracterizar transfobia como:
 

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2518712 Ano: 2016
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: RHS Consult
Orgão: Câm. Cerquilho-SP
Leia o texto abaixo para responder a questão.
Coleta Seletiva
O que é coleta seletiva?
Coleta seletiva é a coleta diferenciada de resíduos que foram previamente separados segundo a sua constituição ou composição. Ou seja, resíduos com características similares são selecionados pelo gerador (que pode ser o cidadão, uma empresa ou outra instituição) e disponibilizados para a coleta separadamente.
De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a implantação da coleta seletiva é obrigação dos municípios e metas referentes à coleta seletiva fazem parte do conteúdo mínimo que deve constar nos planos de gestão integrada de resíduos sólidos dos municípios.
Por que separar os resíduos sólidos urbanos?
Cada tipo de resíduo tem um processo próprio de reciclagem. Na medida em que vários tipos de resíduos sólidos são misturados, sua reciclagem se torna mais cara ou mesmo inviável, pela dificuldade de separá-los de acordo com sua constituição ou composição. O processo industrial de reciclagem de uma lata de alumínio, por exemplo, é diferente da reciclagem de uma caixa de papelão.
Por este motivo, a Política Nacional de Resíduos Sólidos estabeleceu que a coleta seletiva nos municípios brasileiros deve permitir, no mínimo, a segregação entre resíduos recicláveis secos e rejeitos. Os resíduos recicláveis secos são compostos, principalmente, por metais (como aço e alumínio), papel, papelão, tetrapak, diferentes tipos de plásticos e vidro. Já os rejeitos, que são os resíduos não recicláveis, são compostos principalmente por resíduos de banheiros (fraldas, absorventes, cotonetes...) e outros resíduos de limpeza.
Há, no entanto, uma outra parte importante dos resíduos que são os resíduos orgânicos, que consistem em restos de alimentos e resíduos de jardim (folhas secas, podas...). É importante que os resíduos orgânicos não sejam misturados com outros tipos de resíduos, para que não prejudiquem a reciclagem dos resíduos secos e para que os resíduos orgânicos possam ser reciclados e transformados em adubo de forma segura em processos simples como a compostagem. Por este motivo, alguns estabelecimentos e municípios tem adotado a separação dos resíduos em três frações: recicláveis secos, resíduos orgânicos e rejeitos.
Quando esta coleta mínima existe, os resíduos recicláveis secos coletados são geralmente transportados para centrais ou galpões de triagem de resíduos, onde os resíduos são separados de acordo com sua composição e posteriormente vendidos para a indústria de reciclagem. Os resíduos orgânicos são tratados para geração de adubo orgânico e os rejeitos são enviados para aterros sanitários.
Como funciona a coleta seletiva?
As formas mais comuns de coleta seletiva hoje existentes no Brasil são a coleta porta-a-porta e a coleta por Pontos de Entrega Voluntária (PEVs). A coleta porta-a-porta pode ser realizada tanto pelo prestador do serviço público de limpeza e manejo dos resíduos sólidos (público ou privado) quanto por associações ou cooperativas de catadores de materiais recicláveis. É o tipo de coleta em que um caminhão ou outro veículo passa em frente às residências e comércios recolhendo os resíduos que foram separados pela população.
Já os pontos de entrega voluntária consistem em locais situados estrategicamente próximos de um conjunto de residências ou instituições para entrega dos resíduos segregados e posterior coleta pelo poder público.
Qual a diferença entre Coleta Seletiva e Logística Reversa?
A logística reversa é a obrigação dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de determinados tipos de produtos (como pneus, pilhas e baterias, lâmpadas fluorescentes...) de estruturar sistemas que retornem estes produtos ao setor empresarial, para que sejam reinseridos no ciclo produtivo ou para outra destinação ambientalmente adequada.
Enquanto a coleta seletiva é uma obrigação dos titulares dos serviços de manejo de resíduos sólidos (poder público), a logística reversa é uma obrigação principalmente do setor empresarial pois, em geral, tratam-se de resíduos perigosos.
Em novembro de 2015, o Governo Federal assinou com representantes do setor empresarial e dos catadores de materiais recicláveis o acordo setorial para a logística reversa de embalagens em geral. Este é um acordo no qual osetor empresarial responsável pela produção, distribuição ecomercialização de embalagens de papel e papelão, plástico,alumínio, aço, vidro, ou ainda pela combinação destesmateriais assumiu o compromisso nacional de cumprir metasanuais progressivas de reciclagem destas embalagens.
Em sua fase inicial de implantação (24 meses) esse sistema priorizará o apoio a cooperativas de catadores de materiais recicláveis e a instalação de pontos de entrega voluntaria de embalagens em grandes lojas do comércio. O sistema também traz a possibilidade de integração com a coleta seletiva municipal, nesses casos devem ser feitos acordos específicos entre o setor empresarial e os serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos dentro da área de abrangência do acordo setorial e os operadores do sistema de logística reversa.
(Fonte: http://www.mma.gov.br/cidades-sustentaveis/residuos-solidos/catadores-de-materiais-reciclaveis/reciclagem-e-reaproveitamento)
A logística reversa é uma atribuição, principalmente
 

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2517923 Ano: 2016
Disciplina: Matemática
Banca: RHS Consult
Orgão: Câm. Cerquilho-SP

Dentre 140 pessoas entrevistadas, entre elas homens e mulheres, 70 falam apenas Espanhol, 40 falam apenas Francês e 30 falam ambas as línguas, Espanhol e Francês. Sabendo que 45,7% de todos os entrevistados que falam Francês é homem, qual é a probabilidade de se selecionar, ao acaso, entre os entrevistados, uma mulher que fala Francês?

 

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2517345 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: RHS Consult
Orgão: Câm. Cerquilho-SP
Leia a letra da música “Cálice”, de Chico Buarque e Gilberto Gil, e o trecho do artigo publicado sobre a mesma canção para responder a questão.
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta
Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa
De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade
Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém me esqueça
Afasta de mim esse cálice!
Chico Buarque e a censura no Brasil pós 1964
Sabemos que Chico ao longo de sua carreira e através de suas canções, insatisfeito com a realidade do Brasil, procurou denunciar as desigualdades sociais e as injustiças vividas pela sociedade brasileira da época, compondo músicas de protesto, para alertar as pessoas mais atentas. Porém, sempre era necessário encaminhar suas canções à censura para que fossem aprovadas, em razão de suas composições sempre serem vetadas.
Cálice é uma canção com muitas metáforas, a partir das quais Chico Buarque e Gilberto Gil contam sobre a situação em que a sociedade vivia durante a ditadura militar. Na canção expressam o desejo de se livrar das desigualdades sociais no Brasil. Eles ainda abordam a questão do envolvimento de políticos com as mortes ocorridas nesse período, e denunciam os métodos de tortura e repressão aos quais eram submetidas as vítimas a fim de silenciá-las, uma vez que reagiam contra as imposições feitas pelo governo Militar.
Chico se viu obrigado a recorrer a tudo que fosse preciso, para ludibriar a censura, inclusive a pseudônimos, como Julinho da Adelaide e Leonel Paiva, [...] além de compor músicas com duplo sentido, pois assim seria mais fácil passar pela censura e ter a aprovação das canções.
(Adaptado de: AMARAL, Roberto Antonio Penedo. SOUSA, Nalva Lopes de. Afasta de mim esse cálice! Chico Buarque e a censura no Brasil pós 1964. Revista vozes dos Vales, MG. Nº02, 2012.)
As vozes não caladas na canção Cálice - uma perspectiva bakhtiniana
Os primeiros versos da letra, “Pai, afasta de mim esse cálice/De vinho tinto de sangue”, e que também voltam como refrão, apresentam uma outra voz, representada pela igreja Católica, com uma analogia entre a Paixão de Cristo e o drama vivenciado pela população. Esses versos poderiam fazer referência à agonia de Jesus no calvário [...]. Somente nesses versos, é possível identificar a voz dos autores, a voz da igreja Católica e a voz do povo, numa tentativa de enfrentar e calar as vozes do regime. Um cálice deve armazenar algo em seu interior, mas se considerarmos os textos bíblicos, o conteúdo será o próprio sangue de Cristo.
(OLIVEIRA, F. K. As vozes não caladas na canção Cálice - uma perspectiva bakhtiniana. X Semana de Extensão, Pesquisa e Pós-graduação SEPesq – 20 a 24 de outubro de 2014).
Do trecho que diz silêncio na cidade não se escuta, é possível depreender:
 

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2517275 Ano: 2016
Disciplina: Direito Financeiro
Banca: RHS Consult
Orgão: Câm. Cerquilho-SP
A aprovação do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e do orçamento anual de um município depende:
 

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2517180 Ano: 2016
Disciplina: Matemática
Banca: RHS Consult
Orgão: Câm. Cerquilho-SP
Em uma pesquisa socioeconômica sobre transporte particular, perguntou-se a cada um dos 600 entrevistados: Quantos carros há em sua casa?
Confira os resultados na tabela abaixo:
Número de carros Respostas Porcentagem (%)
0 98 16
1 343 57
2 120 20
3 ou mais 39 7
Sabendo que os resultados dessa amostra representam uma população com um número maior de domicílios do que o entrevistado, qual seria o número de casas em que há 3 carros ou mais, se for considerada uma população com 720.000 domicílios?
 

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2516614 Ano: 2016
Disciplina: Matemática
Banca: RHS Consult
Orgão: Câm. Cerquilho-SP
Assinale a alternativa que corresponde à expressão:
!$ (x+1).(x+3)^2- (x+1).(2x-7)^2 \over (x +1) !$
 

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2516210 Ano: 2016
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: RHS Consult
Orgão: Câm. Cerquilho-SP
Considere uma sequência numérica !$ x_1,x_2,...,x_n !$ que é definida por:
!$ { \begin{cases} x_1= \large {2\over 3}\\ x_2=1\\ x_n= x_{n -1} - x_{n -2} \end {cases}} !$
Sabendo disso, assinale a alternativa que corresponde ao elemento !$ x_6 !$:
 

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2515491 Ano: 2016
Disciplina: Matemática
Banca: RHS Consult
Orgão: Câm. Cerquilho-SP
Sabendo que a razão entre os lados de dois quadrados é !$ {2 \over 5} , !$ assinale a alternativa que corresponde à razão entre as áreas destes mesmos quadrados:
 

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2515341 Ano: 2016
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: RHS Consult
Orgão: Câm. Cerquilho-SP
Leia o texto a seguir para responder a questão.
“Ontem me mataram”, a carta em memória das duas viajantes assassinadas no Equador
Dois homens confessaram ter matado as argentinas Marina Menegazzo e María José Coni
Texto viral estimula a levantar a voz contra a violência contra as mulheres
As turistas argentinas Marina Menegazzo e María José Coni sumiram em Montañita (Equador) no fim de fevereiro. O Equador e a Argentina assistiram horrorizados, primeiro, ao desaparecimento das jovens, depois à descoberta dos cadáveres, e finalmente à confissão de dois homens que asseguraram ter matado as mulheres com golpes.
Guadalupe Acosta, uma estudante de Comunicação do Paraguai, expressou a indignação de muitos com uma carta aberta que viralizou nas redes sociais.
Está escrita em primeira pessoa, apesar de não falar por ela. Ayer me mataron (Ontem me mataram) foi compartilhada mais de meio milhão de vezes pelo menos desde terça-feira, dia 1º. O texto convida a levantar a voz contra o machismo e a violência contra as mulheres:
Ontem me mataram.
Neguei-me a deixar que me tocassem e com um pau arrebentaram meu crânio. Me deram uma facada e me deixaram morrer sangrando.
Como lixo, me colocaram em um saco de plástico preto, enrolada com fita adesiva, e fui jogada em uma praia, onde horas mais tarde me encontraram.
Mas, pior do que a morte, foi a humilhação que veio depois.
A partir do momento que viram meu corpo inerte, ninguém se perguntou onde estava o imbecil que acabou com meus sonhos, minhas esperanças, minha vida.
Não, preferiram começar a me fazer perguntas inúteis. A mim, podem imaginar? Uma morta, que não pode falar, que não pode se defender.
Que roupa estava usando?
Por que estava sozinha?
Como uma mulher quer viajar sem companhia?
Você se enfiou em um bairro perigoso. Esperava o quê?
Questionaram meus pais, por me darem asas, por deixarem que eu fosse independente, como qualquer ser humano. Disseram a eles que com certeza estávamos drogadas e procuramos, que alguma coisa fizemos, que deviam ter nos vigiado.
E só morta entendi que para o mundo eu não sou igual um homem. Que morrer foi minha culpa, que sempre vai ser. Enquanto que se o título dissesse “foram mortos dois jovens viajantes” as pessoas estariam oferecendo suas condolências e, com seu falso e hipócrita discurso de falsa moral, pediriam pena maior para os assassinos.
Mas, por ser mulher, é minimizado. Torna-se menos grave porque, claro, eu procurei. Fazendo o que queria, encontrei o que merecia por não ser submissa, por não querer ficar em casa, por investir meu próprio dinheiro em meus sonhos. Por isso e por muito mais, me condenaram.
E sofri, porque já não estou aqui. Mas você está. E é mulher. E tem de aguentar que continuem esfregando em você o mesmo discurso de “fazer-se respeitar”, de que é culpa sua que gritem que querem pegar/lamber/chupar algum de seus genitais na rua por usar um short com 40 graus de calor, de que se viaja sozinha é uma “louca” e muito seguramente se aconteceu alguma coisa, se pisotearam seus direitos, você é que procurou.
Peço a você que por mim e por todas as mulheres que foram caladas, silenciadas, que tiveram sua vida e seus sonhos ferrados, levante a voz. Vamos brigar, eu ao seu lado, em espírito, e prometo que um dia seremos tantas que não haverá uma quantidade de sacos plásticos suficiente para nos calar.
A indignação pelo ocorrido está se expandindo para vários países da América Latina, enquanto os familiares das vítimas colocam em dúvida a versão oficial das autoridades equatorianas, segundo a qual os dois detidos pelo crime as conheceram e as levaram a uma casa onde supostamente cometeram os crimes. O presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou que, se a lei permitir e se for o desejo das famílias, o país aceitará a possibilidade de que médicos legais da Argentina investiguem o assassinato das duas turistas daquele país.
Ontem me mataram denuncia a culpabilização da mulher por ser vítima de violência de gênero: “Questionaram meus pais, por me darem asas, por deixarem que eu fosse independente, como qualquer ser humano. Ao ser mulher, (o crime.) é minimizado. Torna-se menos grave, porque, claro, eu procurei. Fazendo o que queria, encontrei o que merecia por não ser submissa, por não querer ficar em casa, por investir meu próprio dinheiro em meus sonhos”, denuncia.
Em seu perfil na rede social, Guadalupe Acosta também promove um evento do Facebook que convoca as pessoas a se manifestarem no centro de Assunção (Paraguai) pedindo “verdade e justiça” para as turistas argentinas e denunciar a violência contra as mulheres.
(Fonte: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/03/02/interna cional/ 1456911848_192026.html - adaptado)
Sobre o uso das mídias sociais para mobilização, podemos entender o termo viralizar como efeito midiático, que, através da ampla divulgação espontânea, atinge a população sobre determinada causa ou assunto. De acordo com o artigo, podemos afirmar que o(a):
 

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