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2863428 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Fernandópolis-SP
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Cobrança de mensalidade em universidade pública poderia vir pelo IR

No Brasil, certas discussões são eternas. Nesse rol, está a cobrança de mensalidades em universidades públicas. Sou a favor da cobrança, mas não creio que a verei em vida. Faz parte dos assuntos que se tornaram tão ideologizados que o debate fica travado. Às vezes, nessas situações, reapresentar a ideia sob uma nova roupagem pode derrubar as resistências. Dizem que a essência da diplomacia é encontrar novos “frames” (enquadramentos) para problemas velhos.

Acho que há um mecanismo desses para a questão das universidades.

A meu ver a cobrança seria justa, porque o título universitário costuma conferir a seu detentor um significativo aumento de renda. Médicos e engenheiros ganham entre 15 e 20 vezes mais do que a mediana salarial do país. E isso ao longo de toda a vida laboral. Usar dinheiro dos impostos para financiar a formação desses profissionais configura um indefensável subsídio dos mais pobres para os mais ricos.

Daí não decorre que introduzir as mensalidades seja simples. Muitos alunos não têm condições de pagar. Criar uma burocracia universitária encarregada de descobrir quem pode parece péssima ideia. E universidades públicas costumam fazer pesquisa e manter hospitais universitários. São atividades caras, de modo que as mensalidades cobririam só parte do orçamento. Para muitos, nem vale a pena gastar energia com a cobrança.

Uma fórmula para superar esses impasses é trocar a cobrança durante o curso por um compromisso futuro. Pessoas que tenham cursado universidades públicas se comprometeriam a pagar, durante um tempo, um adicional de Imposto de Renda (IR) para ressarcir o erário. A vantagem desse sistema é que ele dispensa o exercício quase metafísico de separar os que podem dos que não podem e é adoravelmente progressivo. Ele pegaria só os estudantes que viessem a experimentar sucesso profissional a ponto de pagar IR.

(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/ 2022/06/ cobranca

-de- mensalidade-em-universidade-publica-poderia- -vir-pelo-ir.shtml. 14.06.2022. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a frase está redigida em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal e nominal.

 

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2863427 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Fernandópolis-SP
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Cobrança de mensalidade em universidade pública poderia vir pelo IR

No Brasil, certas discussões são eternas. Nesse rol, está a cobrança de mensalidades em universidades públicas. Sou a favor da cobrança, mas não creio que a verei em vida. Faz parte dos assuntos que se tornaram tão ideologizados que o debate fica travado. Às vezes, nessas situações, reapresentar a ideia sob uma nova roupagem pode derrubar as resistências. Dizem que a essência da diplomacia é encontrar novos “frames” (enquadramentos) para problemas velhos.

Acho que há um mecanismo desses para a questão das universidades.

A meu ver a cobrança seria justa, porque o título universitário costuma conferir a seu detentor um significativo aumento de renda. Médicos e engenheiros ganham entre 15 e 20 vezes mais do que a mediana salarial do país. E isso ao longo de toda a vida laboral. Usar dinheiro dos impostos para financiar a formação desses profissionais configura um indefensável subsídio dos mais pobres para os mais ricos.

Daí não decorre que introduzir as mensalidades seja simples. Muitos alunos não têm condições de pagar. Criar uma burocracia universitária encarregada de descobrir quem pode parece péssima ideia. E universidades públicas costumam fazer pesquisa e manter hospitais universitários. São atividades caras, de modo que as mensalidades cobririam só parte do orçamento. Para muitos, nem vale a pena gastar energia com a cobrança.

Uma fórmula para superar esses impasses é trocar a cobrança durante o curso por um compromisso futuro. Pessoas que tenham cursado universidades públicas se comprometeriam a pagar, durante um tempo, um adicional de Imposto de Renda (IR) para ressarcir o erário. A vantagem desse sistema é que ele dispensa o exercício quase metafísico de separar os que podem dos que não podem e é adoravelmente progressivo. Ele pegaria só os estudantes que viessem a experimentar sucesso profissional a ponto de pagar IR.

(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/ 2022/06/ cobranca

-de- mensalidade-em-universidade-publica-poderia- -vir-pelo-ir.shtml. 14.06.2022. Adaptado)

Assinale a alternativa em que todas as palavras extraídas do texto são acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.

 

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2863426 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Fernandópolis-SP
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Cobrança de mensalidade em universidade pública poderia vir pelo IR

No Brasil, certas discussões são eternas. Nesse rol, está a cobrança de mensalidades em universidades públicas. Sou a favor da cobrança, mas não creio que a verei em vida. Faz parte dos assuntos que se tornaram tão ideologizados que o debate fica travado. Às vezes, nessas situações, reapresentar a ideia sob uma nova roupagem pode derrubar as resistências. Dizem que a essência da diplomacia é encontrar novos “frames” (enquadramentos) para problemas velhos.

Acho que há um mecanismo desses para a questão das universidades.

A meu ver a cobrança seria justa, porque o título universitário costuma conferir a seu detentor um significativo aumento de renda. Médicos e engenheiros ganham entre 15 e 20 vezes mais do que a mediana salarial do país. E isso ao longo de toda a vida laboral. Usar dinheiro dos impostos para financiar a formação desses profissionais configura um indefensável subsídio dos mais pobres para os mais ricos.

Daí não decorre que introduzir as mensalidades seja simples. Muitos alunos não têm condições de pagar. Criar uma burocracia universitária encarregada de descobrir quem pode parece péssima ideia. E universidades públicas costumam fazer pesquisa e manter hospitais universitários. São atividades caras, de modo que as mensalidades cobririam só parte do orçamento. Para muitos, nem vale a pena gastar energia com a cobrança.

Uma fórmula para superar esses impasses é trocar a cobrança durante o curso por um compromisso futuro. Pessoas que tenham cursado universidades públicas se comprometeriam a pagar, durante um tempo, um adicional de Imposto de Renda (IR) para ressarcir o erário. A vantagem desse sistema é que ele dispensa o exercício quase metafísico de separar os que podem dos que não podem e é adoravelmente progressivo. Ele pegaria só os estudantes que viessem a experimentar sucesso profissional a ponto de pagar IR.

(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/ 2022/06/ cobranca

-de- mensalidade-em-universidade-publica-poderia- -vir-pelo-ir.shtml. 14.06.2022. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o emprego da vírgula na frase escrita a partir do texto está em conformidade com a norma-padrão de pontuação.

 

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2863425 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Fernandópolis-SP
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Cobrança de mensalidade em universidade pública poderia vir pelo IR

No Brasil, certas discussões são eternas. Nesse rol, está a cobrança de mensalidades em universidades públicas. Sou a favor da cobrança, mas não creio que a verei em vida. Faz parte dos assuntos que se tornaram tão ideologizados que o debate fica travado. Às vezes, nessas situações, reapresentar a ideia sob uma nova roupagem pode derrubar as resistências. Dizem que a essência da diplomacia é encontrar novos “frames” (enquadramentos) para problemas velhos.

Acho que há um mecanismo desses para a questão das universidades.

A meu ver a cobrança seria justa, porque o título universitário costuma conferir a seu detentor um significativo aumento de renda. Médicos e engenheiros ganham entre 15 e 20 vezes mais do que a mediana salarial do país. E isso ao longo de toda a vida laboral. Usar dinheiro dos impostos para financiar a formação desses profissionais configura um indefensável subsídio dos mais pobres para os mais ricos.

Daí não decorre que introduzir as mensalidades seja simples. Muitos alunos não têm condições de pagar. Criar uma burocracia universitária encarregada de descobrir quem pode parece péssima ideia. E universidades públicas costumam fazer pesquisa e manter hospitais universitários. São atividades caras, de modo que as mensalidades cobririam só parte do orçamento. Para muitos, nem vale a pena gastar energia com a cobrança.

Uma fórmula para superar esses impasses é trocar a cobrança durante o curso por um compromisso futuro. Pessoas que tenham cursado universidades públicas se comprometeriam a pagar, durante um tempo, um adicional de Imposto de Renda (IR) para ressarcir o erário. A vantagem desse sistema é que ele dispensa o exercício quase metafísico de separar os que podem dos que não podem e é adoravelmente progressivo. Ele pegaria só os estudantes que viessem a experimentar sucesso profissional a ponto de pagar IR.

(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/ 2022/06/ cobranca

-de- mensalidade-em-universidade-publica-poderia- -vir-pelo-ir.shtml. 14.06.2022. Adaptado)

A expressão destacada na frase – ... ele dispensa o exercício quase metafísico de separar os que podem dos que não podem... – exprime, em sentido

 

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2863424 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Fernandópolis-SP
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Cobrança de mensalidade em universidade pública poderia vir pelo IR

No Brasil, certas discussões são eternas. Nesse rol, está a cobrança de mensalidades em universidades públicas. Sou a favor da cobrança, mas não creio que a verei em vida. Faz parte dos assuntos que se tornaram tão ideologizados que o debate fica travado. Às vezes, nessas situações, reapresentar a ideia sob uma nova roupagem pode derrubar as resistências. Dizem que a essência da diplomacia é encontrar novos “frames” (enquadramentos) para problemas velhos.(a)

Acho que há um mecanismo desses para a questão das universidades.

A meu ver a cobrança seria justa, porque o título universitário costuma conferir a seu detentor um significativo aumento de renda. Médicos e engenheiros ganham entre 15 e 20 vezes mais do que a mediana salarial do país.(b) E isso ao longo de toda a vida laboral. Usar dinheiro dos impostos para financiar a formação desses profissionais configura um indefensável subsídio(c) dos mais pobres para os mais ricos.

Daí não decorre que introduzir as mensalidades seja simples. Muitos alunos não têm condições de pagar. Criar uma burocracia universitária encarregada de descobrir quem pode parece péssima ideia. E universidades públicas costumam fazer pesquisa e manter hospitais universitários.(d) São atividades caras, de modo que as mensalidades cobririam só parte do orçamento. Para muitos, nem vale a pena gastar energia com a cobrança.

Uma fórmula para superar esses impasses é trocar a cobrança durante o curso por um compromisso futuro. Pessoas que tenham cursado universidades públicas se comprometeriam a pagar, durante um tempo, um adicional(e) de Imposto de Renda (IR) para ressarcir o erário. A vantagem desse sistema é que ele dispensa o exercício quase metafísico de separar os que podem dos que não podem e é adoravelmente progressivo. Ele pegaria só os estudantes que viessem a experimentar sucesso profissional a ponto de pagar IR.

(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/ 2022/06/ cobranca

-de- mensalidade-em-universidade-publica-poderia- -vir-pelo-ir.shtml. 14.06.2022. Adaptado)

No contexto, expressa a ideia de possibilidade a forma verbal destacada em:

 

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2863423 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Fernandópolis-SP
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Cobrança de mensalidade em universidade pública poderia vir pelo IR

No Brasil, certas discussões são eternas. Nesse rol, está a cobrança de mensalidades em universidades públicas. Sou a favor da cobrança, mas não creio que a verei em vida. Faz parte dos assuntos que se tornaram tão ideologizados que o debate fica travado. Às vezes, nessas situações, reapresentar a ideia sob uma nova roupagem pode derrubar as resistências. Dizem que a essência da diplomacia é encontrar novos “frames” (enquadramentos) para problemas velhos.

Acho que há um mecanismo desses para a questão das universidades.

A meu ver a cobrança seria justa, porque o título universitário costuma conferir a seu detentor um significativo aumento de renda. Médicos e engenheiros ganham entre 15 e 20 vezes mais do que a mediana salarial do país. E isso ao longo de toda a vida laboral. Usar dinheiro dos impostos para financiar a formação desses profissionais configura um indefensável subsídio dos mais pobres para os mais ricos.

Daí não decorre que introduzir as mensalidades seja simples. Muitos alunos não têm condições de pagar. Criar uma burocracia universitária encarregada de descobrir quem pode parece péssima ideia. E universidades públicas costumam fazer pesquisa e manter hospitais universitários. São atividades caras, de modo que as mensalidades cobririam só parte do orçamento. Para muitos, nem vale a pena gastar energia com a cobrança.

Uma fórmula para superar esses impasses é trocar a cobrança durante o curso por um compromisso futuro. Pessoas que tenham cursado universidades públicas se comprometeriam a pagar, durante um tempo, um adicional de Imposto de Renda (IR) para ressarcir o erário. A vantagem desse sistema é que ele dispensa o exercício quase metafísico de separar os que podem dos que não podem e é adoravelmente progressivo. Ele pegaria só os estudantes que viessem a experimentar sucesso profissional a ponto de pagar IR.

(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/ 2022/06/ cobranca

-de- mensalidade-em-universidade-publica-poderia- -vir-pelo-ir.shtml. 14.06.2022. Adaptado)

Ao assumir uma posição quanto à cobrança nas universidades públicas, o autor o faz sob o argumento de que

 

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2863422 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Fernandópolis-SP
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Cobrança de mensalidade em universidade pública poderia vir pelo IR

No Brasil, certas discussões são eternas. Nesse rol, está a cobrança de mensalidades em universidades públicas. Sou a favor da cobrança, mas não creio que a verei em vida. Faz parte dos assuntos que se tornaram tão ideologizados que o debate fica travado. Às vezes, nessas situações, reapresentar a ideia sob uma nova roupagem pode derrubar as resistências. Dizem que a essência da diplomacia é encontrar novos “frames” (enquadramentos) para problemas velhos.

Acho que há um mecanismo desses para a questão das universidades.

A meu ver a cobrança seria justa, porque o título universitário costuma conferir a seu detentor um significativo aumento de renda. Médicos e engenheiros ganham entre 15 e 20 vezes mais do que a mediana salarial do país. E isso ao longo de toda a vida laboral. Usar dinheiro dos impostos para financiar a formação desses profissionais configura um indefensável subsídio dos mais pobres para os mais ricos.

Daí não decorre que introduzir as mensalidades seja simples. Muitos alunos não têm condições de pagar. Criar uma burocracia universitária encarregada de descobrir quem pode parece péssima ideia. E universidades públicas costumam fazer pesquisa e manter hospitais universitários. São atividades caras, de modo que as mensalidades cobririam só parte do orçamento. Para muitos, nem vale a pena gastar energia com a cobrança.

Uma fórmula para superar esses impasses é trocar a cobrança durante o curso por um compromisso futuro. Pessoas que tenham cursado universidades públicas se comprometeriam a pagar, durante um tempo, um adicional de Imposto de Renda (IR) para ressarcir o erário. A vantagem desse sistema é que ele dispensa o exercício quase metafísico de separar os que podem dos que não podem e é adoravelmente progressivo. Ele pegaria só os estudantes que viessem a experimentar sucesso profissional a ponto de pagar IR.

(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/ 2022/06/ cobranca

-de- mensalidade-em-universidade-publica-poderia- -vir-pelo-ir.shtml. 14.06.2022. Adaptado)

Para o autor, a cobrança de mensalidade em universidades públicas

 

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2863421 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Fernandópolis-SP
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Trompas de Falópio estão out, tubas uterinas, in

Foi há pouco mais de dez anos. De repente, médicos de dezesseis países reuniram-se em São Paulo e anunciaram que, depois de insanos estudos, 6 mil partes do corpo humano tinham sido rebatizadas com novos nomes oficiais. E o resultado é que nunca mais tivemos dor de ouvido. Só dor de orelhas.

Eles descobriram que, por uma série de motivos – não me pergunte quais –, muitos dos nomes antigos já não serviam. E foram bem claros: só os nomes estavam mudando, mas as funções continuavam as mesmas. Ah, bom! A velha orelha, portanto, continuava a ser orelha, própria para levar um puxão ou carregar um brinco – mas teria de ser chamada de orelha externa. E o ouvido, subitamente evaporado dos dicionários médicos, passava a ser orelha interna.

Outro que dançou nessa revolução da nomenclatura foi o cotovelo, que, coitado, foi rebatizado como cúbito. Donde, no caso de alguma namorada o ter mandado passear nos últimos dez anos, você não teve dor de cotovelo, mas dor de cúbito. Só que, em alguns casos de mudança de nome, os cientistas tiveram que fazer um ajuste, e este foi um deles – porque já havia no braço um osso chamado cúbito. Pois deixou de chamar-se. O antigo cúbito passou a chamar-se ulna, a fim de liberar espaço para o novo cúbito, que aposentou o cotovelo.

(Ruy Castro. O leitor Apaixonado: prazeres à luz do abajur.

São Paulo: Companhia das letras, 2009. Excerto adaptado)

Outro que dançou nessa revolução da nomenclatura foi o cotovelo, que, coitado, foi rebatizado como cúbito. Donde, no caso de alguma namorada o ter mandado passear nos últimos dez anos, você não teve dor de cotovelo, mas dor de cúbito. Só que, em alguns casos de mudança de nome, os cientistas tiveram que fazer um ajuste, e este foi um deles...

No contexto, a expressão destacada na frase – Só que, em alguns casos de mudança de nome... – introduz uma oração cujo sentido é de

 

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2863420 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Fernandópolis-SP
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Trompas de Falópio estão out, tubas uterinas, in

Foi há pouco mais de dez anos. De repente, médicos de dezesseis países reuniram-se em São Paulo e anunciaram que, depois de insanos estudos, 6 mil partes do corpo humano tinham sido rebatizadas com novos nomes oficiais. E o resultado é que nunca mais tivemos dor de ouvido. Só dor de orelhas.

Eles descobriram que, por uma série de motivos – não me pergunte quais –, muitos dos nomes antigos já não serviam. E foram bem claros: só os nomes estavam mudando, mas as funções continuavam as mesmas. Ah, bom! A velha orelha, portanto, continuava a ser orelha, própria para levar um puxão ou carregar um brinco – mas teria de ser chamada de orelha externa. E o ouvido, subitamente evaporado dos dicionários médicos, passava a ser orelha interna.

Outro que dançou nessa revolução da nomenclatura foi o cotovelo, que, coitado, foi rebatizado como cúbito. Donde, no caso de alguma namorada o ter mandado passear nos últimos dez anos, você não teve dor de cotovelo, mas dor de cúbito. Só que, em alguns casos de mudança de nome, os cientistas tiveram que fazer um ajuste, e este foi um deles – porque já havia no braço um osso chamado cúbito. Pois deixou de chamar-se. O antigo cúbito passou a chamar-se ulna, a fim de liberar espaço para o novo cúbito, que aposentou o cotovelo.

(Ruy Castro. O leitor Apaixonado: prazeres à luz do abajur.

São Paulo: Companhia das letras, 2009. Excerto adaptado)

Outro que dançou nessa revolução da nomenclatura foi o cotovelo, que, coitado, foi rebatizado como cúbito. Donde, no caso de alguma namorada o ter mandado passear nos últimos dez anos, você não teve dor de cotovelo, mas dor de cúbito. Só que, em alguns casos de mudança de nome, os cientistas tiveram que fazer um ajuste, e este foi um deles...

O pronome – o –, em destaque na passagem, refere-se a

 

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2863419 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Fernandópolis-SP
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Trompas de Falópio estão out, tubas uterinas, in

Foi há pouco mais de dez anos. De repente, médicos de dezesseis países reuniram-se em São Paulo e anunciaram que, depois de insanos estudos, 6 mil partes do corpo humano tinham sido rebatizadas com novos nomes oficiais. E o resultado é que nunca mais tivemos dor de ouvido. Só dor de orelhas.

Eles descobriram que, por uma série de motivos – não me pergunte quais –, muitos dos nomes antigos já não serviam. E foram bem claros: só os nomes estavam mudando, mas as funções continuavam as mesmas. Ah, bom! A velha orelha, portanto, continuava a ser orelha, própria para levar um puxão ou carregar um brinco – mas teria de ser chamada de orelha externa. E o ouvido, subitamente evaporado dos dicionários médicos, passava a ser orelha interna.

Outro que dançou nessa revolução da nomenclatura foi o cotovelo, que, coitado, foi rebatizado como cúbito. Donde, no caso de alguma namorada o ter mandado passear nos últimos dez anos, você não teve dor de cotovelo, mas dor de cúbito. Só que, em alguns casos de mudança de nome, os cientistas tiveram que fazer um ajuste, e este foi um deles – porque já havia no braço um osso chamado cúbito. Pois deixou de chamar-se. O antigo cúbito passou a chamar-se ulna, a fim de liberar espaço para o novo cúbito, que aposentou o cotovelo.

(Ruy Castro. O leitor Apaixonado: prazeres à luz do abajur.

São Paulo: Companhia das letras, 2009. Excerto adaptado)

No texto, o autor

 

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