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Leia o texto a seguir.
Definição e preparação de porta-vozes – preparar os porta-vozes, ou seja, as pessoas que vão falar em nome da organização, tendo em vista que de nada adianta iniciar um trabalho de relacionamento com a mídia se os porta-vozes não estiverem preparados para conversar ou ser entrevistados por jornalistas. Mas é sempre bom frisar que uma assessoria de comunicação nunca deve se prestar a preparar charlatães, ou seja, dirigentes que se valham de um conhecimento mais técnico no relacionamento com os jornalistas para tentar ludibriá-los, mentindo ou distorcendo informações. Além dos inevitáveis prejuízos institucionais para a organização, isso acabará afetando a própria reputação da assessoria e do assessor. O porta-voz é a própria fonte de informação e o conjunto de porta-vozes deve ser definido em número suficiente para cobrir todos os assuntos possíveis dentro do planejamento e, às vezes, para ter proximidade com diferentes regiões geográficas.
DUARTE, Jorge (org.). Assessoria de imprensa e relacionamento com a mídia:
teoria e técnica. Colaboradores: Ana Viale Moutinho ... [et al.]. 5. ed. rev. e
atual. São Paulo: Atlas, 2018. p. 232.
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A nota oficial é um “documento distribuído à imprensa, muitas vezes também veiculado de forma paga, contendo declaração, posicionamento formal ou esclarecimento sobre assunto relevante, urgente ou de interesse público”.
DUARTE, Jorge (org.). Assessoria de imprensa e relacionamento com a
mídia: teoria e técnica. Colaboradores: Ana Viale Moutinho [et al.]. 5. ed.
rev. e atual. São Paulo: Atlas, 2018. p. 337.
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Segundo Santaella (2018, p. 30-31), o que difere agora é o modo como as notícias são produzidas, disseminadas e interpretadas. Tradicionalmente, na era hegemônica da comunicação de massas, as notícias eram fabricadas em fontes restritas, relativamente confiáveis na medida em que deveriam seguir práticas baseadas em códigos estritos de deontologia [...] a internet e as redes sociais permitem a publicação e interação de qualquer ponto do espaço”. O que, com tantos produtores de conteúdo e polifonia de vozes, cria um universo que avançou em plataformas e apurações transmidiáticas, mas que suprimiu – infelizmente – a checagem de fatos. [...] Conhecidas como fake news, as notícias falsas criam redes de desinformação, manipulando e influenciando a opinião pública a crer em algo que não é verdadeiro. Essa dinâmica ocorre devido ao uso de manchetes duvidosas, apelo emocional e títulos sensacionalistas, vídeos manipulados (deepfakes), entre outros métodos.
FERRARI, Pollyana. A era do prompt: inteligência artificial, colonialismo,
devires e desinformação. E-book. 2024. p. 84 e 50. [Adaptado].
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Esta arquitetura noticiosa nasceu durante a Guerra da Secessão, nos Estados Unidos da América. O telégrafo, a grande inovação técnica daquela época, possibilitava aos jornalistas o envio diário das suas crônicas de guerra. Porém, esta tecnologia ainda não tinha uma grande viabilidade técnica e, pior do que isso, os postes que suportavam os fios do telégrafo eram um alvo muito apetecido para as tropas, pelo que o sistema estava muitas vezes inoperante. Para assegurar iguais condições de envio, jornalistas e operadores de telégrafo estabeleceram uma regra de funcionamento que não prejudicasse o trabalho dos profissionais da informação: cada jornalista enviaria o primeiro parágrafo do seu texto e, após uma primeira ronda, iniciava-se uma outra volta para que todos enviassem o segundo parágrafo do texto (Fontcuberta, 1999, p. 58). Esta regra de funcionamento obrigou os jornalistas a alterarem a técnica de redação mais utilizada até então. Em lugar do habitual relato cronológico dos acontecimentos, os jornalistas passaram a organizar os factos por valor noticioso, colocando os dados mais importantes no início do texto e garantindo assim a chegada dos dados essenciais aos seus jornais.
CANAVILHAS, João. Webjornalismo. In: BARBOSA, Susana (org.). Jornalismo
Digital de Terceira Geração. Covilhã: Labcom – Universidade da Beira Interior
(Portugal), 2007. p. 25-40. [Adaptado].
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Leia os Textos 4 e 5 para responder à questão.
Texto 4
Tornado destrói 90% de Rio Bonito do Iguaçu (PR) e
causa seis mortes
Imagens aéreas da cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, mostram bairros inteiros destruídos pelo tornado que passou pela região Centro-Sul do estado na noite desta sexta-feira (7).
Dados da Defesa Civil apontam que 90% da área urbana de Rio Bonito do Iguaçu sofreram algum estrago na infraestrutura, seis pessoas morreram, duas estão desaparecidas e 432 estão feridas.
A tempestade foi classificada como tornado de categoria F3 com ventos que chegaram a até 250 quilômetros por hora, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).
O governador do estado, Ratinho Junior, informou que estuda decretar estado de emergência para facilitar a reconstrução dos locais atingidos pela tempestade.
“Em Rio Bonito do Iguaçu, praticamente, as pessoas hoje não têm onde dormir mais. Nós já estamos preparando desde ontem à noite alojamentos”, disse.
De acordo com Ratinho Junior, o Simepar ainda estuda o grau de força do fenômeno que atingiu Rio Bonito destruindo grande parte da cidade.
“Nos últimos 30, 40 anos não tinha se visto um tornado com essa força. Difícil realmente que alguma casa, até mesmo algum prédio comercial, tenha ficado de pé. Nós vimos silos gigantescos indo ao chão, postos de gasolina. Foi uma catástrofe sem muito precedente na história do estado do Paraná”, afirmou o governador.
Equipes do governo federal foram enviadas ao local para auxiliar no apoio às vítimas e estudar a reconstrução das áreas atingidas. Houve colapsos estruturais, danos à malha viária e à rede elétrica, o que deixou parte da população sem energia.
O hospital de Laranjeiras do Sul, próximo à Rio Bonito do Iguaçu, ficou lotado e atendeu mais de 200 pessoas. Ao todo, nove pessoas estão com ferimentos graves.
LEÓN, Lucas Pordeus. Tornado destrói 90% de Rio Bonito do Iguaçu (PR) e
causa seis mortes. Disponível em
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-11/tornado-destroi-90-de-
rio-bonito-do-iguacu-e-causa-seis-mortes. Acesso em: 04 fev. 2026.
Texto 5
O Ministério das Comunicações segue acompanhando, em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as ações de restabelecimento dos serviços de telecomunicações nas cidades paranaenses atingidas pelas fortes chuvas da última sexta-feira (7).
As operadoras informaram os seguintes status de atendimento:
Claro: informou a normalização dos serviços em todo o estado.
TIM: há 18 municípios com algum grau de afetação no Paraná; em 10 deles, a afetação atinge 100% dos sites, mas foi aberta a função de roaming, permitindo a continuidade dos serviços de conectividade para os usuários. Rio Bonito não está entre as localidades ainda afetadas.
O Ministério das Comunicações permanece em contato com as operadoras e com a Anatel para garantir a plena normalização dos serviços e reduzir os impactos à população o mais rápido possível.
Assessoria de Comunicação do Ministério das Comunicações
COMUNICAÇÕES, Ministério das. Disponível em: https://
https://www.gov.br/mcom/pt-br/noticias. Acesso em: 04 fev. 2026.
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Fato ou Boato: site da Justiça Eleitoral verifica
informações e alerta contra notícias falsas
O segundo turno das Eleições 2022 está chegando e, com ele, o número de fake news que se propagam pelas redes sociais aumenta exponencialmente. Para combater a desinformação e permitir que a eleitora e o eleitor possam ir às urnas no dia 30 de outubro munidos de informações seguras e confiáveis, a Justiça Eleitoral disponibiliza o Fato ou Boato, um serviço de checagem, com reportagens em linguagem simples, sobre os principais temas em discussão nas redes sociais, na imprensa e nos aplicativos de mensagens.
TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL. Fato ou Boato: site da Justiça Eleitoral
verifica informações e alerta contra notícias falsas. Disponível em:
https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2022/Outubro/fato-ou-boato-site-
da-justica-eleitoral-verifica-informacoes-e-alerta-contra-noticias-falsas. Acesso
em: 23 dez. 2025.
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O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros data de 2007 e “surgiu no contexto do debate sobre a utilização da câmera oculta enquanto artefato no processo de investigação”.
PATRICIO, Edgard. Ética e transformações no jornalismo – a persistência de
antigos dilemas frente à inserção tecnológica. Contemporânea – Comunicação
e Cultura. v. 14, n. 02, p. 253-268, maio-ago. 2016.
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