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Foram encontradas 98 questões.

234634 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FUMARC
Orgão: Câm. Mariana-MG
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A questão refere-se ao texto a seguir. Leia-o com atenção antes de responder a ela.

Dize-me quem consultas...

Sírio Possenti

A falta de perspectiva histórica dificulta a compreensão até da possibilidade de diferentes visões de mundo. Imagine-se então a dificuldade de compreender a ideia mais ou menos óbvia de que mesmo verdades podem mudar. Suponho que temos vontade de rir quando ouvimos que os antigos imaginaram que a Terra repousava sobre uma tartaruga, nós que aprendemos, desde o primário, que a Terra gira ao redor do Sol. “Como podem ter pensado isso, os idiotas?”, pensamos.

Você sabia que esta história dos quatro elementos nos quais hoje só acreditam os astrólogos foi um dia a verdadeira física, a forma científica de explicar fatos do mundo, suas mudanças, por que corpos caem ou sobem? Antes da gravidade, os elementos eram soberanos!

Já contei aqui, e vou contar de novo, duas histórias fantásticas. A segunda me fez rir mais do que a primeira, que só me fez sorrir. A primeira: na peça A vida de Galileu, Brecht faz o físico convidar os filósofos a sua casa, para verem as luas de Júpiter com sua luneta. Mas, em vez de correrem logo para o sótão a fim de verem a maravilha, os filósofos propuseram antes uma discussão “filosófica” sobre a necessidade das luas... Quando Galileu lhes pergunta se não creem em seus olhos, um responde que acredita, e muito, tanto que releu Aristóteles e viu que em nenhum momento ele fala de luas de Júpiter!

A outra história é a de um botânico do início da modernidade que pediu desculpas a seu mestre por incluir num livro espécies vegetais que o mestre não colocara no seu. Ou seja: mesmo vendo espécies diferentes das que constavam nos livros, esperava-se dos botânicos que se guiassem pelos livros, não pelas coisas do mundo. Era o tempo em que se lia e comentava, em vez de observar os fatos do mundo.

Muita gente se engana, achando que esse período terminou, que isso são coisas dos ignaros séculos XVI e XVII. Quem tem perspectiva histórica sabe, aliás, que não se trata de ignorância pura e simples. Trata-se de ocupar uma ou outra posição científica. Mas é interessante observar que o espírito antegalileano continua vigorando. No que se refere às línguas, não cansarei de insistir que devemos aprender a observar os fatos linguísticos, em vez de dizer simplesmente que alguns estão errados. Um botânico não diz que uma planta está errada: ele mostra que se trata de outra variedade. Os leigos pensam que a natureza é muito repetitiva, mas os especialistas sabem que há milhões de tipos de qualquer coisa, borboletas, flores, formigas, mosquitos. Só os gramáticos pensam que uma língua é uniforme, sem variedades.

Eu dizia que não devemos nos espantar – infelizmente – com o fato de que a mentalidade antiga continua viva. Mas eles às vezes exageram. Veja-se: num texto dirigido tipicamente a vestibulandos no qual critica Fuvest e Convest por erros contidos em seus manuais, um conhecido artista da gramática praticamente citou Brecht, provavelmente sem conhecê-lo. A propósito do uso da forma “adequa”, que as gramáticas condenam, e que aparece no manual da Fuvest, seu argumento foi: “Tive a preocupação de consultar todas as gramáticas e dicionários possíveis. Todos são categóricos. “Adequar” é defectivo, no presente do indicativo, só se conjuga nas formas arrizotônicas (adequamos, adequais). Não existe “adequa”.

Não é um achado? O professor de hoje não parece o filósofo do tempo de Galileu, relendo Aristóteles e recusando-se a olhar pela luneta?


POSSENTI, S. A cor da língua e outras croniquinhas de linguista. São Paulo: Mercado de Letras, 2001.

Considerando a temática do texto de Sírio Possenti, analise as seguintes afirmativas:

I. A língua é um fenômeno vivo e, como tal, varia no tempo e no espaço.

II. Os gramáticos tendem a acreditar na uniformidade e invariabilidade da língua.

III. Para os gramaticistas, somente as normas gramaticais podem explicar os fatos linguísticos.

Sobre o que está sendo tematizado no texto, é CORRETO o que se afirma em:

 

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234633 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FUMARC
Orgão: Câm. Mariana-MG
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São monossílabos tônicos, EXCETO:
 

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234632 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FUMARC
Orgão: Câm. Mariana-MG
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INSTRUÇÃO: A questão refere-se ao texto a seguir. Leia-o com atenção antes de responder a elas.


Aula de Português: uma tragicomédia que pode ser vista na sala de aula mais próxima

Sérgio Simka

O professor chega, cumprimenta o pessoal com um sorriso, escreve na lousa seu nome, a disciplina e em letras tamanho 20:

enunciado 234632-1

O burburinho transforma-se em risadinhas. Um destemido, lá do fundo, solta:

- É pra mim copiar, professor?

As lembranças subitamente saem da boca de um aluno:

- Fazem quinze anos que não faço ditado.

Um engraçadinho:

- Não diga-me uma coisa dessas...

Outro resolve perguntar:

- O senhor está brincando com nós, não está?

Uma moça observa:

- Só pode ser trote. Você acha que o professor vai vim no primeiro dia de aula?

Ao que outro completa:

- Espero que você esteje certa.

Um aluno levanta a mão:

- Professor, gostaria de fazer uma colocação

O professor atento.

- Me perguntaram há dois dias atrás e eu não sube, tipo assim, responder. Em "contas a pagar", esse "a" tem crase?

- Não, o "a" não tem acento grave.

- Acento grave? Mas, professor, perguntei se o "a" tem crase...

Outro cochichou:

- Não esquenta, é só um pequeno detalhe.

- Pessoal, boa noite, para começar, gostaria de ditar apenas cinco palavras. Tudo bem?

- É pra intregá?

- Não.

- Vai valê nota?

- Não.

Ditou. Pediu que cinco alunos escrevessem as respectivas palavras na lousa, para posterior correção.

enunciado 234632-2

O momento da correção foi inesquecível. A cada palavra corrigida, gritos, urros, vaias, uma grande variedade de expressões, algumas das quais jamais ouvidas.

A última palavra então fez tremer o teto da classe. Só não caiu por causa da manutenção feita nas férias.

- Não acredito!

- Ele está fazendo nós de bobo.

- Estou pasmo

- O senhor anda fumando tóchico.

- Jura que é assim que nóis escreve?

O professor apenas balançou a cabeça.

- Meu Deus, é preciso ter fé demais!

Todos olharam para a voz. Um silêncio absoluto.

- Não posso crer... Será que eu aprendi errado toda a minha vida? Como vou encarar de frente a língua portuguesa daqui por diante?

A classe ia soltar aquela gargalhada, mas a palidez de seu rosto impediu.

O aluno pôs a mão no peito. Fechou os olhos. E caiu da carteira. Duro.

Todos se aproximaram. De repente, levantou-se rindo.

- Mas é um bocó mesmo!

- Só podia ser o José Chaves!

- Bem, na próxima aula, vamos estudar o período composto por subordinação. Vocês sabiam que "É necessário aprender gramática", a oração "aprender gramática" se classifica como oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo? E que...

Ouviu-se um barulho. José Chaves tinha caído de novo. E não se levantou mais.

http://linguaportuguesa.uol.com.br/linguaportuguesa/gramaticaortografia/25/artigo186004-1.asp [adaptado]

- Me perguntaram há dois dias atrás e eu não sube, tipo assim, responder. Em "contas a pagar", esse "a" tem crase?

- Não, o "a" não tem acento grave.

Em “contas a pagar” NÃO há acento indicador de crase porque

 

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234631 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FUMARC
Orgão: Câm. Mariana-MG
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INSTRUÇÃO: A questão refere-se ao texto a seguir. Leia-o com atenção antes de responder a elas.


Aula de Português: uma tragicomédia que pode ser vista na sala de aula mais próxima

Sérgio Simka

O professor chega, cumprimenta o pessoal com um sorriso, escreve na lousa seu nome, a disciplina e em letras tamanho 20:

enunciado 234631-1

O burburinho transforma-se em risadinhas. Um destemido, lá do fundo, solta:

- É pra mim copiar, professor?

As lembranças subitamente saem da boca de um aluno:

- Fazem quinze anos que não faço ditado.

Um engraçadinho:

- Não diga-me uma coisa dessas...

Outro resolve perguntar:

- O senhor está brincando com nós, não está?

Uma moça observa:

- Só pode ser trote. Você acha que o professor vai vim no primeiro dia de aula?

Ao que outro completa:

- Espero que você esteje certa.

Um aluno levanta a mão:

- Professor, gostaria de fazer uma colocação

O professor atento.

- Me perguntaram há dois dias atrás e eu não sube, tipo assim, responder. Em "contas a pagar", esse "a" tem crase?

- Não, o "a" não tem acento grave.

- Acento grave? Mas, professor, perguntei se o "a" tem crase...

Outro cochichou:

- Não esquenta, é só um pequeno detalhe.

- Pessoal, boa noite, para começar, gostaria de ditar apenas cinco palavras. Tudo bem?

- É pra intregá?

- Não.

- Vai valê nota?

- Não.

Ditou. Pediu que cinco alunos escrevessem as respectivas palavras na lousa, para posterior correção.

enunciado 234631-2

O momento da correção foi inesquecível. A cada palavra corrigida, gritos, urros, vaias, uma grande variedade de expressões, algumas das quais jamais ouvidas.

A última palavra então fez tremer o teto da classe. Só não caiu por causa da manutenção feita nas férias.

- Não acredito!

- Ele está fazendo nós de bobo.

- Estou pasmo

- O senhor anda fumando tóchico.

- Jura que é assim que nóis escreve?

O professor apenas balançou a cabeça.

- Meu Deus, é preciso ter fé demais!

Todos olharam para a voz. Um silêncio absoluto.

- Não posso crer... Será que eu aprendi errado toda a minha vida? Como vou encarar de frente a língua portuguesa daqui por diante?

A classe ia soltar aquela gargalhada, mas a palidez de seu rosto impediu.

O aluno pôs a mão no peito. Fechou os olhos. E caiu da carteira. Duro.

Todos se aproximaram. De repente, levantou-se rindo.

- Mas é um bocó mesmo!

- Só podia ser o José Chaves!

- Bem, na próxima aula, vamos estudar o período composto por subordinação. Vocês sabiam que "É necessário aprender gramática", a oração "aprender gramática" se classifica como oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo? E que...

Ouviu-se um barulho. José Chaves tinha caído de novo. E não se levantou mais.

http://linguaportuguesa.uol.com.br/linguaportuguesa/gramaticaortografia/25/artigo186004-1.asp [adaptado]

Um engraçadinho:

- Não diga-me uma coisa dessas...

O efeito de humor no trecho anterior se justifica devido

 

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234630 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FUMARC
Orgão: Câm. Mariana-MG
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A questão refere-se ao texto a seguir. Leia-o com atenção antes de responder a ela.

Dize-me quem consultas...

Sírio Possenti

A falta de perspectiva histórica dificulta a compreensão até da possibilidade de diferentes visões de mundo. Imagine-se então a dificuldade de compreender a ideia mais ou menos óbvia de que mesmo verdades podem mudar. Suponho que temos vontade de rir quando ouvimos que os antigos imaginaram que a Terra repousava sobre uma tartaruga, nós que aprendemos, desde o primário, que a Terra gira ao redor do Sol. “Como podem ter pensado isso, os idiotas?”, pensamos.

Você sabia que esta história dos quatro elementos nos quais hoje só acreditam os astrólogos foi um dia a verdadeira física, a forma científica de explicar fatos do mundo, suas mudanças, por que corpos caem ou sobem? Antes da gravidade, os elementos eram soberanos!

Já contei aqui, e vou contar de novo, duas histórias fantásticas. A segunda me fez rir mais do que a primeira, que só me fez sorrir. A primeira: na peça A vida de Galileu, Brecht faz o físico convidar os filósofos a sua casa, para verem as luas de Júpiter com sua luneta. Mas, em vez de correrem logo para o sótão a fim de verem a maravilha, os filósofos propuseram antes uma discussão “filosófica” sobre a necessidade das luas... Quando Galileu lhes pergunta se não creem em seus olhos, um responde que acredita, e muito, tanto que releu Aristóteles e viu que em nenhum momento ele fala de luas de Júpiter!

A outra história é a de um botânico do início da modernidade que pediu desculpas a seu mestre por incluir num livro espécies vegetais que o mestre não colocara no seu. Ou seja: mesmo vendo espécies diferentes das que constavam nos livros, esperava-se dos botânicos que se guiassem pelos livros, não pelas coisas do mundo. Era o tempo em que se lia e comentava, em vez de observar os fatos do mundo.

Muita gente se engana, achando que esse período terminou, que isso são coisas dos ignaros séculos XVI e XVII. Quem tem perspectiva histórica sabe, aliás, que não se trata de ignorância pura e simples. Trata-se de ocupar uma ou outra posição científica. Mas é interessante observar que o espírito antegalileano continua vigorando. No que se refere às línguas, não cansarei de insistir que devemos aprender a observar os fatos linguísticos, em vez de dizer simplesmente que alguns estão errados. Um botânico não diz que uma planta está errada: ele mostra que se trata de outra variedade. Os leigos pensam que a natureza é muito repetitiva, mas os especialistas sabem que há milhões de tipos de qualquer coisa, borboletas, flores, formigas, mosquitos. Só os gramáticos pensam que uma língua é uniforme, sem variedades.

Eu dizia que não devemos nos espantar – infelizmente – com o fato de que a mentalidade antiga continua viva. Mas eles às vezes exageram. Veja-se: num texto dirigido tipicamente a vestibulandos no qual critica Fuvest e Convest por erros contidos em seus manuais, um conhecido artista da gramática praticamente citou Brecht, provavelmente sem conhecê-lo. A propósito do uso da forma “adequa”, que as gramáticas condenam, e que aparece no manual da Fuvest, seu argumento foi: “Tive a preocupação de consultar todas as gramáticas e dicionários possíveis. Todos são categóricos. “Adequar” é defectivo, no presente do indicativo, só se conjuga nas formas arrizotônicas (adequamos, adequais). Não existe “adequa”.

Não é um achado? O professor de hoje não parece o filósofo do tempo de Galileu, relendo Aristóteles e recusando-se a olhar pela luneta?


POSSENTI, S. A cor da língua e outras croniquinhas de linguista. São Paulo: Mercado de Letras, 2001.

Os efeitos de sentido do título podem ser explicados em:

I. O título faz uma alusão a um adágio popular.

II. As reticências interrompem a continuidade da frase, de forma que o leitor subentenda o que seria enunciado.

III. O título sugere uma crítica ao ponto de vista prescritivo dos fatos da língua.

Estão CORRETAS as afirmativas:

 

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234629 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FUMARC
Orgão: Câm. Mariana-MG
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INSTRUÇÃO: A questão refere-se ao texto a seguir. Leia-o com atenção antes de responder a ela.

É fato bastante conhecido que a mente humana é altamente seletiva. É muito provável que, ao olhar para um mesmo objeto ou situação, duas pessoas enxerguem diferentes coisas. O que cada pessoa seleciona para “ver” depende muito de sua história pessoal e principalmente de sua bagagem cultural. Assim, o tipo de formação de cada pessoa, o grupo social a que pertence, suas aptidões e predileções fazem com que sua atenção se concentre em determinados aspectos da realidade, desviando-se de outros.

LÜDKE, Menga; ANDRÉ, Marli E. D. A. Métodos de coleta de dados; observação, entrevista e análise documental. In: LÜDKE, Menga; ANDRÉ, Marli E. D. A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986. p. 25-44.

Relacionando o texto inicial e o apresentado acima, quanto aos temas abordados, pode-se dizer que, em ambos,

 

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Questão presente nas seguintes provas
234628 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FUMARC
Orgão: Câm. Mariana-MG
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Há hiato em
 

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234689 Ano: 2014
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUMARC
Orgão: Câm. Mariana-MG
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Analise as afirmativas sobre competências municipais:

I. O chamado nepotismo cruzado, que ocorre quando dois agentes públicos empregam familiares um do outro como troca de favor é considerado inconstitucional por ferir a aplicação do princípio da moralidade administrativa. Essa ilegalidade, entretanto, não alcança os cargos de caráter político, exercido por agentes políticos.

II. O tribunal de contas, no exercício de suas atribuições, pode apreciar a constitucionalidade das leis e dos atos do poder público municipal. Nesse sentido, é considerado inconstitucional o veto não motivado à participação de candidato a concurso público, sendo que somente por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público.

III. A extinção do mandato do prefeito não impede a instauração de processo pela prática de crime de responsabilidade pela Câmara Municipal de Vereadores, mas impede a apuração de improbidade administrativa. Observe-se que praticado o ato por autoridade, no exercício de competência delegada, contra ela cabe o mandado de segurança ou a medida judicial.

IV. O sistema constitucional brasileiro não admite o controle concentrado de constitucionalidade de lei ou ato normativo municipal em face da Constituição Federal. Não obstante, é possível a arguição de inconstitucionalidade a direito local em matéria de defesa. A competência para a prestação do serviço de abastecimento de água é dos Municípios, ainda que seja delegado por concessão a empresa estadual. Sendo o tema de interesse local não poderão os Estados substituir-se aos Municípios que tenham contratado com companhias estaduais, para determinar a forma de fornecimento de água à população.

Estão CORRETAS apenas as afirmativas:
Questão Anulada

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