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Visitando a psicóloga
No fim do Ensino Médio, Fabrício vivia brigando com os
colegas, desafiando os professores, respondendo desaforado aos pais. Óbvio que foi forçado a visitar a psicóloga da escola. Prometeu a si mesmo que lacraria a boca, ficaria calado
durante a consulta inteira, faria terrorismo com a quietude.
Não achava justo ser obrigado a se analisar e ainda mais
numa época em que a terapia estava vinculada preconceituosamente à loucura.
Fabrício se ajeitou na poltrona com o estojo e caderno
debaixo do braço e a indisposição absoluta de colaborar com
a psicóloga. Mas ela não questionou nada, e o silêncio inesperado dela foi enervando Fabrício. Ela o observava com
interesse, e ele querendo cada vez mais se esconder. Quando alguém permanece quieto muito tempo em nossa frente
é como encarar um espelho e o tamanho das dúvidas. Ela
o provocava não o provocando, ela o emparedava abrindo
todas as portas. Aquela liberdade assustadora de não ser cobrado a participar o aprisionava.
Fabrício mexeu no estojo para se distrair. Ela perguntou
se ele poderia emprestar-lhe uma caneta. Ele pegou uma Bic
azul. A psicóloga viu que a tampa estava mordida. Olhou com
carinho e comentou:
─ Enquanto não morder o tubo, está tudo bem.
Ele riu de nervoso e demonstrou curiosidade.
─ Morder a tampa significa alguma coisa?
─ Significa que não fecha as conversas, que foge das
discussões com medo de dizer a verdade, que reprime o desejo e vira as costas remoendo sozinho as suas frustrações e
decepções, jamais repartindo a sua verdadeira opinião.
Fabrício não revelou coisa alguma durante uma hora do
encontro, mas ela o decifrou inteiramente apenas analisando
a tampa mordida da caneta. Uma mera, idiota e banal tampinha iluminou o seu comportamento.
A partir daquele dia, Fabrício nunca mais subestimou a
psicologia e cuidou para morder somente a insossa borracha
nos momentos de maior ansiedade. Aprendeu que o que se
sente ou se deixa de sentir está impresso nos mínimos gestos.
(Fabrício Carpinejar. Amizade é também amor.
Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2017. Adaptado)
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Visitando a psicóloga
No fim do Ensino Médio, Fabrício vivia brigando com os
colegas, desafiando os professores, respondendo desaforado aos pais. Óbvio que foi forçado a visitar a psicóloga da escola. Prometeu a si mesmo que lacraria a boca, ficaria calado
durante a consulta inteira, faria terrorismo com a quietude.
Não achava justo ser obrigado a se analisar e ainda mais
numa época em que a terapia estava vinculada preconceituosamente à loucura.
Fabrício se ajeitou na poltrona com o estojo e caderno
debaixo do braço e a indisposição absoluta de colaborar com
a psicóloga. Mas ela não questionou nada, e o silêncio inesperado dela foi enervando Fabrício. Ela o observava com
interesse, e ele querendo cada vez mais se esconder. Quando alguém permanece quieto muito tempo em nossa frente
é como encarar um espelho e o tamanho das dúvidas. Ela
o provocava não o provocando, ela o emparedava abrindo
todas as portas. Aquela liberdade assustadora de não ser cobrado a participar o aprisionava.
Fabrício mexeu no estojo para se distrair. Ela perguntou
se ele poderia emprestar-lhe uma caneta. Ele pegou uma Bic
azul. A psicóloga viu que a tampa estava mordida. Olhou com
carinho e comentou:
─ Enquanto não morder o tubo, está tudo bem.
Ele riu de nervoso e demonstrou curiosidade.
─ Morder a tampa significa alguma coisa?
─ Significa que não fecha as conversas, que foge das
discussões com medo de dizer a verdade, que reprime o desejo e vira as costas remoendo sozinho as suas frustrações e
decepções, jamais repartindo a sua verdadeira opinião.
Fabrício não revelou coisa alguma durante uma hora do
encontro, mas ela o decifrou inteiramente apenas analisando
a tampa mordida da caneta. Uma mera, idiota e banal tampinha iluminou o seu comportamento.
A partir daquele dia, Fabrício nunca mais subestimou a
psicologia e cuidou para morder somente a insossa borracha
nos momentos de maior ansiedade. Aprendeu que o que se
sente ou se deixa de sentir está impresso nos mínimos gestos.
(Fabrício Carpinejar. Amizade é também amor.
Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2017. Adaptado)
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Assinale a alternativa em que a concordância das palavras está de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
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Assinale a alternativa em que a frase está pontuada conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa no que diz
respeito ao emprego da vírgula.
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No fim do Ensino Médio, Fabrício vivia brigando com os
colegas, desafiando os professores, respondendo desaforado aos pais. Óbvio que foi forçado a visitar a psicóloga da escola. Prometeu a si mesmo que lacraria a boca, ficaria calado
durante a consulta inteira, faria terrorismo com a quietude.
Não achava justo ser obrigado a se analisar e ainda mais
numa época em que a terapia estava vinculada preconceituosamente à loucura.
Fabrício se ajeitou na poltrona com o estojo e caderno
debaixo do braço e a indisposição absoluta de colaborar com
a psicóloga. Mas ela não questionou nada, e o silêncio inesperado dela foi enervando Fabrício. Ela o observava com
interesse, e ele querendo cada vez mais se esconder. Quando alguém permanece quieto muito tempo em nossa frente
é como encarar um espelho e o tamanho das dúvidas. Ela
o provocava não o provocando, ela o emparedava abrindo
todas as portas. Aquela liberdade assustadora de não ser cobrado a participar o aprisionava.
Fabrício mexeu no estojo para se distrair. Ela perguntou
se ele poderia emprestar-lhe uma caneta. Ele pegou uma Bic
azul. A psicóloga viu que a tampa estava mordida. Olhou com
carinho e comentou:
─ Enquanto não morder o tubo, está tudo bem.
Ele riu de nervoso e demonstrou curiosidade.
─ Morder a tampa significa alguma coisa?
─ Significa que não fecha as conversas, que foge das
discussões com medo de dizer a verdade, que reprime o desejo e vira as costas remoendo sozinho as suas frustrações e
decepções, jamais repartindo a sua verdadeira opinião.
Fabrício não revelou coisa alguma durante uma hora do
encontro, mas ela o decifrou inteiramente apenas analisando
a tampa mordida da caneta. Uma mera, idiota e banal tampinha iluminou o seu comportamento.
A partir daquele dia, Fabrício nunca mais subestimou a
psicologia e cuidou para morder somente a insossa borracha
nos momentos de maior ansiedade. Aprendeu que o que se
sente ou se deixa de sentir está impresso nos mínimos gestos.
(Fabrício Carpinejar. Amizade é também amor.
Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2017. Adaptado)
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No fim do Ensino Médio, Fabrício vivia brigando com os
colegas, desafiando os professores, respondendo desaforado aos pais. Óbvio que foi forçado a visitar a psicóloga da escola. Prometeu a si mesmo que lacraria a boca, ficaria calado
durante a consulta inteira, faria terrorismo com a quietude.
Não achava justo ser obrigado a se analisar e ainda mais
numa época em que a terapia estava vinculada preconceituosamente à loucura.
Fabrício se ajeitou na poltrona com o estojo e caderno
debaixo do braço e a indisposição absoluta de colaborar com
a psicóloga. Mas ela não questionou nada, e o silêncio inesperado dela foi enervando Fabrício. Ela o observava com
interesse, e ele querendo cada vez mais se esconder. Quando alguém permanece quieto muito tempo em nossa frente
é como encarar um espelho e o tamanho das dúvidas. Ela
o provocava não o provocando, ela o emparedava abrindo
todas as portas. Aquela liberdade assustadora de não ser cobrado a participar o aprisionava.
Fabrício mexeu no estojo para se distrair. Ela perguntou
se ele poderia emprestar-lhe uma caneta. Ele pegou uma Bic
azul. A psicóloga viu que a tampa estava mordida. Olhou com
carinho e comentou:
─ Enquanto não morder o tubo, está tudo bem.
Ele riu de nervoso e demonstrou curiosidade.
─ Morder a tampa significa alguma coisa?
─ Significa que não fecha as conversas, que foge das
discussões com medo de dizer a verdade, que reprime o desejo e vira as costas remoendo sozinho as suas frustrações e
decepções, jamais repartindo a sua verdadeira opinião.
Fabrício não revelou coisa alguma durante uma hora do
encontro, mas ela o decifrou inteiramente apenas analisando
a tampa mordida da caneta. Uma mera, idiota e banal tampinha iluminou o seu comportamento.
A partir daquele dia, Fabrício nunca mais subestimou a
psicologia e cuidou para morder somente a insossa borracha
nos momentos de maior ansiedade. Aprendeu que o que se
sente ou se deixa de sentir está impresso nos mínimos gestos.
(Fabrício Carpinejar. Amizade é também amor.
Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2017. Adaptado)
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- SintaxeRegência
- SintaxeCrase
- MorfologiaPreposições
- MorfologiaPronomesPronomes PessoaisPronomes Pessoais Oblíquos
Considerando a norma-padrão da Língua Portuguesa,
assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da frase a seguir.
A ajuda psicológica é responsável ___________ beneficiar muitas pessoas no que diz respeito__________ mudança de comportamento. Porém nem sempre é fácil convencê-las de que isso _________ fará bem.
A ajuda psicológica é responsável ___________ beneficiar muitas pessoas no que diz respeito__________ mudança de comportamento. Porém nem sempre é fácil convencê-las de que isso _________ fará bem.
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No fim do Ensino Médio, Fabrício vivia brigando com os
colegas, desafiando os professores, respondendo desaforado aos pais. Óbvio que foi forçado a visitar a psicóloga da escola. Prometeu a si mesmo que lacraria a boca, ficaria calado
durante a consulta inteira, faria terrorismo com a quietude.
Não achava justo ser obrigado a se analisar e ainda mais
numa época em que a terapia estava vinculada preconceituosamente à loucura.
Fabrício se ajeitou na poltrona com o estojo e caderno
debaixo do braço e a indisposição absoluta de colaborar com
a psicóloga. Mas ela não questionou nada, e o silêncio inesperado dela foi enervando Fabrício. Ela o observava com
interesse, e ele querendo cada vez mais se esconder. Quando alguém permanece quieto muito tempo em nossa frente
é como encarar um espelho e o tamanho das dúvidas. Ela
o provocava não o provocando, ela o emparedava abrindo
todas as portas. Aquela liberdade assustadora de não ser cobrado a participar o aprisionava.
Fabrício mexeu no estojo para se distrair. Ela perguntou
se ele poderia emprestar-lhe uma caneta. Ele pegou uma Bic
azul. A psicóloga viu que a tampa estava mordida. Olhou com
carinho e comentou:
─ Enquanto não morder o tubo, está tudo bem.
Ele riu de nervoso e demonstrou curiosidade.
─ Morder a tampa significa alguma coisa?
─ Significa que não fecha as conversas, que foge das
discussões com medo de dizer a verdade, que reprime o desejo e vira as costas remoendo sozinho as suas frustrações e
decepções, jamais repartindo a sua verdadeira opinião.
Fabrício não revelou coisa alguma durante uma hora do
encontro, mas ela o decifrou inteiramente apenas analisando
a tampa mordida da caneta. Uma mera, idiota e banal tampinha iluminou o seu comportamento.
A partir daquele dia, Fabrício nunca mais subestimou a
psicologia e cuidou para morder somente a insossa borracha
nos momentos de maior ansiedade. Aprendeu que o que se
sente ou se deixa de sentir está impresso nos mínimos gestos.
(Fabrício Carpinejar. Amizade é também amor.
Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2017. Adaptado)
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No fim do Ensino Médio, Fabrício vivia brigando com os
colegas, desafiando os professores, respondendo desaforado aos pais. Óbvio que foi forçado a visitar a psicóloga da escola. Prometeu a si mesmo que lacraria a boca, ficaria calado
durante a consulta inteira, faria terrorismo com a quietude.
Não achava justo ser obrigado a se analisar e ainda mais
numa época em que a terapia estava vinculada preconceituosamente à loucura.
Fabrício se ajeitou na poltrona com o estojo e caderno
debaixo do braço e a indisposição absoluta de colaborar com
a psicóloga. Mas ela não questionou nada, e o silêncio inesperado dela foi enervando Fabrício. Ela o observava com
interesse, e ele querendo cada vez mais se esconder. Quando alguém permanece quieto muito tempo em nossa frente
é como encarar um espelho e o tamanho das dúvidas. Ela
o provocava não o provocando, ela o emparedava abrindo
todas as portas. Aquela liberdade assustadora de não ser cobrado a participar o aprisionava.
Fabrício mexeu no estojo para se distrair. Ela perguntou
se ele poderia emprestar-lhe uma caneta. Ele pegou uma Bic
azul. A psicóloga viu que a tampa estava mordida. Olhou com
carinho e comentou:
─ Enquanto não morder o tubo, está tudo bem.
Ele riu de nervoso e demonstrou curiosidade.
─ Morder a tampa significa alguma coisa?
─ Significa que não fecha as conversas, que foge das
discussões com medo de dizer a verdade, que reprime o desejo e vira as costas remoendo sozinho as suas frustrações e
decepções, jamais repartindo a sua verdadeira opinião.
Fabrício não revelou coisa alguma durante uma hora do
encontro, mas ela o decifrou inteiramente apenas analisando
a tampa mordida da caneta. Uma mera, idiota e banal tampinha iluminou o seu comportamento.
A partir daquele dia, Fabrício nunca mais subestimou a
psicologia e cuidou para morder somente a insossa borracha
nos momentos de maior ansiedade. Aprendeu que o que se
sente ou se deixa de sentir está impresso nos mínimos gestos.
(Fabrício Carpinejar. Amizade é também amor.
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Leia a tirinha para responder a questão.

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