Foram encontradas 50 questões.
Leia o texto para responder à questão:
Comércio global à margem da OMC
A reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Camarões terminou como tantas desde o
colapso da Rodada Doha, em 2008: sem acordo. Negociações
sobre o comércio digital fracassaram. Tentativas de reformas
institucionais empacaram. Delegações voltaram para casa
com declarações vagas. O representante comercial dos EUA
anunciou que Washington buscaria acordos fora da OMC.
O impasse não surpreende. A organização depende do
consenso entre mais de 160 países. A Índia bloqueia avanços
em temas sensíveis, como tributação digital. Os EUA mantêm
paralisado o órgão de apelação. A China resiste a mudanças
que atinjam seus subsídios. A máquina roda formalmente,
mas não produz resultados.
Ainda assim, o comércio global não desacelerou na
mesma proporção. Cadeias produtivas continuam ligando
fábricas na Ásia, centros tecnológicos na Europa e mercados consumidores nas Américas. Fluxos apenas mudam de
caminho, deslocando fornecedores e rotas. Os governos não
estão emulando o unilateralismo dos EUA, e não se materializou um protecionismo generalizado. Os países negociam,
mesmo quando a OMC não decide.
As regras não desapareceram, mas já não dependem
do fórum que as consolidou. Desfazer operações globais
implicaria custos elevados, perda de escala e ruptura de
contratos. Quando políticas comerciais avançam nessa
direção, encontram resistência de empresas e mercados.
A integração econômica sobrevive por inércia e interesse,
mesmo quando a arquitetura institucional vacila.
Grandes rodadas de liberalização são coisa do passado.
Trata-se de preservar alguma previsibilidade num sistema
mais fragmentado e modular. A alternativa não é entre uma
OMC perfeita e o colapso, mas entre um sistema imperfeito e
funcional ou o caos baseado na lei do mais forte. Isso exige
flexibilidade para contornar bloqueios, mas também algum
esforço de coordenação para evitar que o comércio se transforme numa sucessão de pactos desconectados. Sem esse
equilíbrio, o risco não é exatamente o fim da globalização,
mas sua degradação. Até aqui, o comércio tem resistido mais
do que as instituições que deveriam organizá-lo. A letra da
OMC está morta. Seu espírito vive.
(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 09.04.2026. Adaptado)
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração CoordenadaOrações Coordenadas Sindéticas
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
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Comércio global à margem da OMC
A reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Camarões terminou como tantas desde o
colapso da Rodada Doha, em 2008: sem acordo. Negociações
sobre o comércio digital fracassaram. Tentativas de reformas
institucionais empacaram. Delegações voltaram para casa
com declarações vagas. O representante comercial dos EUA
anunciou que Washington buscaria acordos fora da OMC.
O impasse não surpreende. A organização depende do
consenso entre mais de 160 países. A Índia bloqueia avanços
em temas sensíveis, como tributação digital. Os EUA mantêm
paralisado o órgão de apelação. A China resiste a mudanças
que atinjam seus subsídios. A máquina roda formalmente,
mas não produz resultados.
Ainda assim, o comércio global não desacelerou na
mesma proporção. Cadeias produtivas continuam ligando
fábricas na Ásia, centros tecnológicos na Europa e mercados consumidores nas Américas. Fluxos apenas mudam de
caminho, deslocando fornecedores e rotas. Os governos não
estão emulando o unilateralismo dos EUA, e não se materializou um protecionismo generalizado. Os países negociam,
mesmo quando a OMC não decide.
As regras não desapareceram, mas já não dependem
do fórum que as consolidou. Desfazer operações globais
implicaria custos elevados, perda de escala e ruptura de
contratos. Quando políticas comerciais avançam nessa
direção, encontram resistência de empresas e mercados.
A integração econômica sobrevive por inércia e interesse,
mesmo quando a arquitetura institucional vacila.
Grandes rodadas de liberalização são coisa do passado.
Trata-se de preservar alguma previsibilidade num sistema
mais fragmentado e modular. A alternativa não é entre uma
OMC perfeita e o colapso, mas entre um sistema imperfeito e
funcional ou o caos baseado na lei do mais forte. Isso exige
flexibilidade para contornar bloqueios, mas também algum
esforço de coordenação para evitar que o comércio se transforme numa sucessão de pactos desconectados. Sem esse
equilíbrio, o risco não é exatamente o fim da globalização,
mas sua degradação. Até aqui, o comércio tem resistido mais
do que as instituições que deveriam organizá-lo. A letra da
OMC está morta. Seu espírito vive.
(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 09.04.2026. Adaptado)
• A Índia bloqueia avanços em temas sensíveis, como tributação digital. (2º parágrafo)
• Ainda assim, o comércio global não desacelerou na mesma proporção. (3º parágrafo)
• As regras não desapareceram, mas já não dependem do fórum que as consolidou. (4º parágrafo)
• Isso exige flexibilidade para contornar bloqueios, mas também algum esforço de coordenação... (5º parágrafo)
As expressões destacadas estabelecem entre as orações do texto, correta e respectivamente, relações de sentido de:
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- SemânticaDenotação e Conotação
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de Linguagem
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Comércio global à margem da OMC
A reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Camarões terminou como tantas desde o
colapso da Rodada Doha, em 2008: sem acordo. Negociações
sobre o comércio digital fracassaram. Tentativas de reformas
institucionais empacaram. Delegações voltaram para casa
com declarações vagas. O representante comercial dos EUA
anunciou que Washington buscaria acordos fora da OMC.
O impasse não surpreende. A organização depende do
consenso entre mais de 160 países. A Índia bloqueia avanços
em temas sensíveis, como tributação digital. Os EUA mantêm
paralisado o órgão de apelação. A China resiste a mudanças
que atinjam seus subsídios. A máquina roda formalmente,
mas não produz resultados.
Ainda assim, o comércio global não desacelerou na
mesma proporção. Cadeias produtivas continuam ligando
fábricas na Ásia, centros tecnológicos na Europa e mercados consumidores nas Américas. Fluxos apenas mudam de
caminho, deslocando fornecedores e rotas. Os governos não
estão emulando o unilateralismo dos EUA, e não se materializou um protecionismo generalizado. Os países negociam,
mesmo quando a OMC não decide.
As regras não desapareceram, mas já não dependem
do fórum que as consolidou. Desfazer operações globais
implicaria custos elevados, perda de escala e ruptura de
contratos. Quando políticas comerciais avançam nessa
direção, encontram resistência de empresas e mercados.
A integração econômica sobrevive por inércia e interesse,
mesmo quando a arquitetura institucional vacila.
Grandes rodadas de liberalização são coisa do passado.
Trata-se de preservar alguma previsibilidade num sistema
mais fragmentado e modular. A alternativa não é entre uma
OMC perfeita e o colapso, mas entre um sistema imperfeito e
funcional ou o caos baseado na lei do mais forte. Isso exige
flexibilidade para contornar bloqueios, mas também algum
esforço de coordenação para evitar que o comércio se transforme numa sucessão de pactos desconectados. Sem esse
equilíbrio, o risco não é exatamente o fim da globalização,
mas sua degradação. Até aqui, o comércio tem resistido mais
do que as instituições que deveriam organizá-lo. A letra da
OMC está morta. Seu espírito vive.
(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 09.04.2026. Adaptado)
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Comércio global à margem da OMC
A reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Camarões terminou como tantas desde o
colapso da Rodada Doha, em 2008: sem acordo. Negociações
sobre o comércio digital fracassaram. Tentativas de reformas
institucionais empacaram. Delegações voltaram para casa
com declarações vagas. O representante comercial dos EUA
anunciou que Washington buscaria acordos fora da OMC.
O impasse não surpreende. A organização depende do
consenso entre mais de 160 países. A Índia bloqueia avanços
em temas sensíveis, como tributação digital. Os EUA mantêm
paralisado o órgão de apelação. A China resiste a mudanças
que atinjam seus subsídios. A máquina roda formalmente,
mas não produz resultados.
Ainda assim, o comércio global não desacelerou na
mesma proporção. Cadeias produtivas continuam ligando
fábricas na Ásia, centros tecnológicos na Europa e mercados consumidores nas Américas. Fluxos apenas mudam de
caminho, deslocando fornecedores e rotas. Os governos não
estão emulando o unilateralismo dos EUA, e não se materializou um protecionismo generalizado. Os países negociam,
mesmo quando a OMC não decide.
As regras não desapareceram, mas já não dependem
do fórum que as consolidou. Desfazer operações globais
implicaria custos elevados, perda de escala e ruptura de
contratos. Quando políticas comerciais avançam nessa
direção, encontram resistência de empresas e mercados.
A integração econômica sobrevive por inércia e interesse,
mesmo quando a arquitetura institucional vacila.
Grandes rodadas de liberalização são coisa do passado.
Trata-se de preservar alguma previsibilidade num sistema
mais fragmentado e modular. A alternativa não é entre uma
OMC perfeita e o colapso, mas entre um sistema imperfeito e
funcional ou o caos baseado na lei do mais forte. Isso exige
flexibilidade para contornar bloqueios, mas também algum
esforço de coordenação para evitar que o comércio se transforme numa sucessão de pactos desconectados. Sem esse
equilíbrio, o risco não é exatamente o fim da globalização,
mas sua degradação. Até aqui, o comércio tem resistido mais
do que as instituições que deveriam organizá-lo. A letra da
OMC está morta. Seu espírito vive.
(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 09.04.2026. Adaptado)
• Delegações voltaram para casa com declarações vagas. (1º parágrafo)
• A Índia bloqueia avanços em temas sensíveis, como tributação digital. (2º parágrafo)
• Sem esse equilíbrio, o risco não é exatamente o fim da globalização, mas sua degradação. (5º parágrafo)
Os termos destacados significam, correta e respectivamente:
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Leia o texto para responder à questão:
Comércio global à margem da OMC
A reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Camarões terminou como tantas desde o
colapso da Rodada Doha, em 2008: sem acordo. Negociações
sobre o comércio digital fracassaram. Tentativas de reformas
institucionais empacaram. Delegações voltaram para casa
com declarações vagas. O representante comercial dos EUA
anunciou que Washington buscaria acordos fora da OMC.
O impasse não surpreende. A organização depende do
consenso entre mais de 160 países. A Índia bloqueia avanços
em temas sensíveis, como tributação digital. Os EUA mantêm
paralisado o órgão de apelação. A China resiste a mudanças
que atinjam seus subsídios. A máquina roda formalmente,
mas não produz resultados.
Ainda assim, o comércio global não desacelerou na
mesma proporção. Cadeias produtivas continuam ligando
fábricas na Ásia, centros tecnológicos na Europa e mercados consumidores nas Américas. Fluxos apenas mudam de
caminho, deslocando fornecedores e rotas. Os governos não
estão emulando o unilateralismo dos EUA, e não se materializou um protecionismo generalizado. Os países negociam,
mesmo quando a OMC não decide.
As regras não desapareceram, mas já não dependem
do fórum que as consolidou. Desfazer operações globais
implicaria custos elevados, perda de escala e ruptura de
contratos. Quando políticas comerciais avançam nessa
direção, encontram resistência de empresas e mercados.
A integração econômica sobrevive por inércia e interesse,
mesmo quando a arquitetura institucional vacila.
Grandes rodadas de liberalização são coisa do passado.
Trata-se de preservar alguma previsibilidade num sistema
mais fragmentado e modular. A alternativa não é entre uma
OMC perfeita e o colapso, mas entre um sistema imperfeito e
funcional ou o caos baseado na lei do mais forte. Isso exige
flexibilidade para contornar bloqueios, mas também algum
esforço de coordenação para evitar que o comércio se transforme numa sucessão de pactos desconectados. Sem esse
equilíbrio, o risco não é exatamente o fim da globalização,
mas sua degradação. Até aqui, o comércio tem resistido mais
do que as instituições que deveriam organizá-lo. A letra da
OMC está morta. Seu espírito vive.
(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 09.04.2026. Adaptado)
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- OrtografiaPontuaçãoVírgula
- SintaxeTermos Acessórios e Independentes
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração CoordenadaOrações Coordenadas Sindéticas
Leia o texto para responder à questão:
O virologista chinês George Fu Gao conhece os vírus
como poucos. Ele acompanhou várias epidemias nas últimas
décadas e, durante a pandemia de Covid-19, esteve à frente
do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da
China, que coordenou parte das ações do país para lidar com
o novo coronavírus, o Sars-CoV-2. Seu grupo identificou a
proteína à qual o vírus adere para invadir as células e causar a infecção, testou anticorpos contra ele e desenvolveu ao
menos uma vacina.
Mais recentemente, Gao começou a se preocupar com
um tipo de vírus não biológico: o vírus da informação, ou,
como apelidou em um artigo publicado de 2022, o “inforus”,
agente causador da infodemia, a propagação rápida e incontrolável das informações, quase sempre imprecisas ou falsas.
“Por causa da internet e da inteligência artificial, as notícias
se espalham muito rapidamente, mais rápido do que um vírus
biológico”, afirma.
Formado em medicina veterinária na Universidade
Agrícola de Shanxi, na China, Gao migrou para a microbiologia e depois para a virologia. Fez doutorado na Universidade de Oxford, no Reino Unido, onde foi professor
de 2001 a 2004, e, no retorno à China, foi para o Instituto
de Microbiologia da Academia Chinesa de Ciências (CAS),
onde atua. De 2017 a 2022, dirigiu o CDC chinês. Gao é
autor de mais de 600 artigos científicos. Um deles, publicado em 2020 no The New England Journal of Medicine, descreve o isolamento do Sars-CoV-2 em pacientes de Wuhan
e já foi citado mais de 35 mil vezes.
(Ricardo Zorzetto. https://revistapesquisa.fapesp.br/, edição 358,
dezembro de 2025. Adaptado)
• Ele acompanhou várias epidemias nas últimas décadas e, durante a pandemia de covid-19, esteve à frente...
• ... que coordenou parte das ações do país para lidar com o novo coronavírus, o Sars-CoV-2.
• ... para invadir as células e causar a infecção, testou anticorpos contra ele e desenvolveu ao menos uma vacina.
As vírgulas são empregadas nas três passagens com a função de separar, correta e respectivamente:
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Leia o texto para responder à questão:
O virologista chinês George Fu Gao conhece os vírus
como poucos. Ele acompanhou várias epidemias nas últimas
décadas e, durante a pandemia de Covid-19, esteve à frente
do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da
China, que coordenou parte das ações do país para lidar com
o novo coronavírus, o Sars-CoV-2. Seu grupo identificou a
proteína à qual o vírus adere para invadir as células e causar a infecção, testou anticorpos contra ele e desenvolveu ao
menos uma vacina.
Mais recentemente, Gao começou a se preocupar com
um tipo de vírus não biológico: o vírus da informação, ou,
como apelidou em um artigo publicado de 2022, o “inforus”,
agente causador da infodemia, a propagação rápida e incontrolável das informações, quase sempre imprecisas ou falsas.
“Por causa da internet e da inteligência artificial, as notícias
se espalham muito rapidamente, mais rápido do que um vírus
biológico”, afirma.
Formado em medicina veterinária na Universidade
Agrícola de Shanxi, na China, Gao migrou para a microbiologia e depois para a virologia. Fez doutorado na Universidade de Oxford, no Reino Unido, onde foi professor
de 2001 a 2004, e, no retorno à China, foi para o Instituto
de Microbiologia da Academia Chinesa de Ciências (CAS),
onde atua. De 2017 a 2022, dirigiu o CDC chinês. Gao é
autor de mais de 600 artigos científicos. Um deles, publicado em 2020 no The New England Journal of Medicine, descreve o isolamento do Sars-CoV-2 em pacientes de Wuhan
e já foi citado mais de 35 mil vezes.
(Ricardo Zorzetto. https://revistapesquisa.fapesp.br/, edição 358,
dezembro de 2025. Adaptado)
De acordo com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, com:
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O virologista chinês George Fu Gao conhece os vírus
como poucos. Ele acompanhou várias epidemias nas últimas
décadas e, durante a pandemia de Covid-19, esteve à frente
do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da
China, que coordenou parte das ações do país para lidar com
o novo coronavírus, o Sars-CoV-2. Seu grupo identificou a
proteína à qual o vírus adere para invadir as células e causar a infecção, testou anticorpos contra ele e desenvolveu ao
menos uma vacina.
Mais recentemente, Gao começou a se preocupar com
um tipo de vírus não biológico: o vírus da informação, ou,
como apelidou em um artigo publicado de 2022, o “inforus”,
agente causador da infodemia, a propagação rápida e incontrolável das informações, quase sempre imprecisas ou falsas.
“Por causa da internet e da inteligência artificial, as notícias
se espalham muito rapidamente, mais rápido do que um vírus
biológico”, afirma.
Formado em medicina veterinária na Universidade
Agrícola de Shanxi, na China, Gao migrou para a microbiologia e depois para a virologia. Fez doutorado na Universidade de Oxford, no Reino Unido, onde foi professor
de 2001 a 2004, e, no retorno à China, foi para o Instituto
de Microbiologia da Academia Chinesa de Ciências (CAS),
onde atua. De 2017 a 2022, dirigiu o CDC chinês. Gao é
autor de mais de 600 artigos científicos. Um deles, publicado em 2020 no The New England Journal of Medicine, descreve o isolamento do Sars-CoV-2 em pacientes de Wuhan
e já foi citado mais de 35 mil vezes.
(Ricardo Zorzetto. https://revistapesquisa.fapesp.br/, edição 358,
dezembro de 2025. Adaptado)
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O virologista chinês George Fu Gao conhece os vírus
como poucos. Ele acompanhou várias epidemias nas últimas
décadas e, durante a pandemia de Covid-19, esteve à frente
do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da
China, que coordenou parte das ações do país para lidar com
o novo coronavírus, o Sars-CoV-2. Seu grupo identificou a
proteína à qual o vírus adere para invadir as células e causar a infecção, testou anticorpos contra ele e desenvolveu ao
menos uma vacina.
Mais recentemente, Gao começou a se preocupar com
um tipo de vírus não biológico: o vírus da informação, ou,
como apelidou em um artigo publicado de 2022, o “inforus”,
agente causador da infodemia, a propagação rápida e incontrolável das informações, quase sempre imprecisas ou falsas.
“Por causa da internet e da inteligência artificial, as notícias
se espalham muito rapidamente, mais rápido do que um vírus
biológico”, afirma.
Formado em medicina veterinária na Universidade
Agrícola de Shanxi, na China, Gao migrou para a microbiologia e depois para a virologia. Fez doutorado na Universidade de Oxford, no Reino Unido, onde foi professor
de 2001 a 2004, e, no retorno à China, foi para o Instituto
de Microbiologia da Academia Chinesa de Ciências (CAS),
onde atua. De 2017 a 2022, dirigiu o CDC chinês. Gao é
autor de mais de 600 artigos científicos. Um deles, publicado em 2020 no The New England Journal of Medicine, descreve o isolamento do Sars-CoV-2 em pacientes de Wuhan
e já foi citado mais de 35 mil vezes.
(Ricardo Zorzetto. https://revistapesquisa.fapesp.br/, edição 358,
dezembro de 2025. Adaptado)
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O virologista chinês George Fu Gao conhece os vírus
como poucos. Ele acompanhou várias epidemias nas últimas
décadas e, durante a pandemia de Covid-19, esteve à frente
do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da
China, que coordenou parte das ações do país para lidar com
o novo coronavírus, o Sars-CoV-2. Seu grupo identificou a
proteína à qual o vírus adere para invadir as células e causar a infecção, testou anticorpos contra ele e desenvolveu ao
menos uma vacina.
Mais recentemente, Gao começou a se preocupar com
um tipo de vírus não biológico: o vírus da informação, ou,
como apelidou em um artigo publicado de 2022, o “inforus”,
agente causador da infodemia, a propagação rápida e incontrolável das informações, quase sempre imprecisas ou falsas.
“Por causa da internet e da inteligência artificial, as notícias
se espalham muito rapidamente, mais rápido do que um vírus
biológico”, afirma.
Formado em medicina veterinária na Universidade
Agrícola de Shanxi, na China, Gao migrou para a microbiologia e depois para a virologia. Fez doutorado na Universidade de Oxford, no Reino Unido, onde foi professor
de 2001 a 2004, e, no retorno à China, foi para o Instituto
de Microbiologia da Academia Chinesa de Ciências (CAS),
onde atua. De 2017 a 2022, dirigiu o CDC chinês. Gao é
autor de mais de 600 artigos científicos. Um deles, publicado em 2020 no The New England Journal of Medicine, descreve o isolamento do Sars-CoV-2 em pacientes de Wuhan
e já foi citado mais de 35 mil vezes.
(Ricardo Zorzetto. https://revistapesquisa.fapesp.br/, edição 358,
dezembro de 2025. Adaptado)
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