Magna Concursos

Foram encontradas 160 questões.

4150329 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: CGE-PI

Discurso de paraninfo (excerto)

 

Nas faculdades jovens, como a nossa, as distâncias entre professores e alunos são, felizmente, pequenas, porque todos têm o sentimento vivo de participar, lado a lado, na construção de alguma coisa que não adquiriu contornos definitivos: a tradição ainda não ergueu, em nossa casa, as barreiras segregadoras do status, as pequenas querelas de precedência e as grandes vaidades acadêmicas.

 

No conjunto das vocações universitárias, pertence-vos a do magistério secundário. Ora, se normalmente a função de ensinar é penosa e cheia de responsabilidade, é que não será em nosso tempo, quando os velhos ideais pedagógicos não mais funcionam. O comportamento humano está sempre em defasagem com os padrões ideais.

 

Um problema que logo se apresenta é a maneira por que devemos proceder a fim de transformar em valor humano o que nos foi ensinado e o que ensinamos. Meus caros colegas, convém lembrar que a palavra pedante significa etimologicamente professor, aquele que ensina. Deve ter havido, portanto, alguma transformação no ofício — tão nobre em si — para que todos nós, professores, chegássemos a repelir violentamente essa palavra quando alguém se lembra de nos caracterizar por meio dela.

 

Pedante mudou-se de substantivo em adjetivo graças à anomalia de atribuir ao estudo e à palavra uma finalidade em si mesmo. No tempo de Montaigne — que tem sobre a matéria um ensaio admirável — o pedantismo consistia em valorizar demasiadamente o exercício da inteligência, em detrimento da arte de viver. Hoje, pedantismo é a afetação desnecessária da palavra e da ideia. De qualquer maneira, sempre que a vossa atividade intelectual estiver ancorada apenas nos vossos livros e, sobretudo, na rotina da vida universitária, estareis em perigo de cair num desses tipos de pedantismo.

 

Neste tempo de dispersão, vulgarização e pressa, procuremos forjar em nós e nos nossos discípulos a concentração do espírito, a preservação dos valores pessoais e a longa, frutuosa paciência. “A paciência é a mais heroica das virtudes” — escreveu Leopardi — “precisamente porque não tem aparência alguma de heroísmo.”

 

(Adaptado de: CANDIDO, Antonio. Textos de intervenção. São Paulo: Duas Cidades/Editora 34, 2002, p. 311-313, passim)

 

Um segmento do texto foi transposto da voz ativa para a passiva em:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4150328 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: CGE-PI

Discurso de paraninfo (excerto)

 

Nas faculdades jovens, como a nossa, as distâncias entre professores e alunos são, felizmente, pequenas, porque todos têm o sentimento vivo de participar, lado a lado, na construção de alguma coisa que não adquiriu contornos definitivos: a tradição ainda não ergueu, em nossa casa, as barreiras segregadoras do status, as pequenas querelas de precedência e as grandes vaidades acadêmicas.

 

No conjunto das vocações universitárias, pertence-vos a do magistério secundário. Ora, se normalmente a função de ensinar é penosa e cheia de responsabilidade, é que não será em nosso tempo, quando os velhos ideais pedagógicos não mais funcionam. O comportamento humano está sempre em defasagem com os padrões ideais.

 

Um problema que logo se apresenta é a maneira por que devemos proceder a fim de transformar em valor humano o que nos foi ensinado e o que ensinamos. Meus caros colegas, convém lembrar que a palavra pedante significa etimologicamente professor, aquele que ensina. Deve ter havido, portanto, alguma transformação no ofício — tão nobre em si — para que todos nós, professores, chegássemos a repelir violentamente essa palavra quando alguém se lembra de nos caracterizar por meio dela.

 

Pedante mudou-se de substantivo em adjetivo graças à anomalia de atribuir ao estudo e à palavra uma finalidade em si mesmo. No tempo de Montaigne — que tem sobre a matéria um ensaio admirável — o pedantismo consistia em valorizar demasiadamente o exercício da inteligência, em detrimento da arte de viver. Hoje, pedantismo é a afetação desnecessária da palavra e da ideia. De qualquer maneira, sempre que a vossa atividade intelectual estiver ancorada apenas nos vossos livros e, sobretudo, na rotina da vida universitária, estareis em perigo de cair num desses tipos de pedantismo.

 

Neste tempo de dispersão, vulgarização e pressa, procuremos forjar em nós e nos nossos discípulos a concentração do espírito, a preservação dos valores pessoais e a longa, frutuosa paciência. “A paciência é a mais heroica das virtudes” — escreveu Leopardi — “precisamente porque não tem aparência alguma de heroísmo.”

 

(Adaptado de: CANDIDO, Antonio. Textos de intervenção. São Paulo: Duas Cidades/Editora 34, 2002, p. 311-313, passim)

 

O comportamento humano está sempre em defasagem com os padrões ideais.

 

Sem prejuízo para a correção e o sentido básico da frase acima, pode-se substituir o elemento sublinhado por

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4150327 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: CGE-PI

Discurso de paraninfo (excerto)

 

Nas faculdades jovens, como a nossa, as distâncias entre professores e alunos são, felizmente, pequenas, porque todos têm o sentimento vivo de participar, lado a lado, na construção de alguma coisa que não adquiriu contornos definitivos: a tradição ainda não ergueu, em nossa casa, as barreiras segregadoras do status, as pequenas querelas de precedência e as grandes vaidades acadêmicas.

 

No conjunto das vocações universitárias, pertence-vos a do magistério secundário. Ora, se normalmente a função de ensinar é penosa e cheia de responsabilidade, é que não será em nosso tempo, quando os velhos ideais pedagógicos não mais funcionam. O comportamento humano está sempre em defasagem com os padrões ideais.

 

Um problema que logo se apresenta é a maneira por que devemos proceder a fim de transformar em valor humano o que nos foi ensinado e o que ensinamos. Meus caros colegas, convém lembrar que a palavra pedante significa etimologicamente professor, aquele que ensina. Deve ter havido, portanto, alguma transformação no ofício — tão nobre em si — para que todos nós, professores, chegássemos a repelir violentamente essa palavra quando alguém se lembra de nos caracterizar por meio dela.

 

Pedante mudou-se de substantivo em adjetivo graças à anomalia de atribuir ao estudo e à palavra uma finalidade em si mesmo. No tempo de Montaigne — que tem sobre a matéria um ensaio admirável — o pedantismo consistia em valorizar demasiadamente o exercício da inteligência, em detrimento da arte de viver. Hoje, pedantismo é a afetação desnecessária da palavra e da ideia. De qualquer maneira, sempre que a vossa atividade intelectual estiver ancorada apenas nos vossos livros e, sobretudo, na rotina da vida universitária, estareis em perigo de cair num desses tipos de pedantismo.

 

Neste tempo de dispersão, vulgarização e pressa, procuremos forjar em nós e nos nossos discípulos a concentração do espírito, a preservação dos valores pessoais e a longa, frutuosa paciência. “A paciência é a mais heroica das virtudes” — escreveu Leopardi — “precisamente porque não tem aparência alguma de heroísmo.”

 

(Adaptado de: CANDIDO, Antonio. Textos de intervenção. São Paulo: Duas Cidades/Editora 34, 2002, p. 311-313, passim)

 

As normas de concordância verbal encontram-se plenamente observadas na frase:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4150326 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: CGE-PI

Discurso de paraninfo (excerto)

 

Nas faculdades jovens, como a nossa, as distâncias entre professores e alunos são, felizmente, pequenas, porque todos têm o sentimento vivo de participar, lado a lado, na construção de alguma coisa que não adquiriu contornos definitivos: a tradição ainda não ergueu, em nossa casa, as barreiras segregadoras do status, as pequenas querelas de precedência e as grandes vaidades acadêmicas.

 

No conjunto das vocações universitárias, pertence-vos a do magistério secundário. Ora, se normalmente a função de ensinar é penosa e cheia de responsabilidade, é que não será em nosso tempo, quando os velhos ideais pedagógicos não mais funcionam. O comportamento humano está sempre em defasagem com os padrões ideais.

 

Um problema que logo se apresenta é a maneira por que devemos proceder a fim de transformar em valor humano o que nos foi ensinado e o que ensinamos. Meus caros colegas, convém lembrar que a palavra pedante significa etimologicamente professor, aquele que ensina. Deve ter havido, portanto, alguma transformação no ofício — tão nobre em si — para que todos nós, professores, chegássemos a repelir violentamente essa palavra quando alguém se lembra de nos caracterizar por meio dela.

 

Pedante mudou-se de substantivo em adjetivo graças à anomalia de atribuir ao estudo e à palavra uma finalidade em si mesmo. No tempo de Montaigne — que tem sobre a matéria um ensaio admirável — o pedantismo consistia em valorizar demasiadamente o exercício da inteligência, em detrimento da arte de viver. Hoje, pedantismo é a afetação desnecessária da palavra e da ideia. De qualquer maneira, sempre que a vossa atividade intelectual estiver ancorada apenas nos vossos livros e, sobretudo, na rotina da vida universitária, estareis em perigo de cair num desses tipos de pedantismo.

 

Neste tempo de dispersão, vulgarização e pressa, procuremos forjar em nós e nos nossos discípulos a concentração do espírito, a preservação dos valores pessoais e a longa, frutuosa paciência. “A paciência é a mais heroica das virtudes” — escreveu Leopardi — “precisamente porque não tem aparência alguma de heroísmo.”

 

(Adaptado de: CANDIDO, Antonio. Textos de intervenção. São Paulo: Duas Cidades/Editora 34, 2002, p. 311-313, passim)

 

Analisando o que é dito no segundo e no terceiro parágrafos a respeito da palavra pedante, é correto afirmar que

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4150325 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: CGE-PI

Discurso de paraninfo (excerto)

 

Nas faculdades jovens, como a nossa, as distâncias entre professores e alunos são, felizmente, pequenas, porque todos têm o sentimento vivo de participar, lado a lado, na construção de alguma coisa que não adquiriu contornos definitivos: a tradição ainda não ergueu, em nossa casa, as barreiras segregadoras do status, as pequenas querelas de precedência e as grandes vaidades acadêmicas.

 

No conjunto das vocações universitárias, pertence-vos a do magistério secundário. Ora, se normalmente a função de ensinar é penosa e cheia de responsabilidade, é que não será em nosso tempo, quando os velhos ideais pedagógicos não mais funcionam. O comportamento humano está sempre em defasagem com os padrões ideais.

 

Um problema que logo se apresenta é a maneira por que devemos proceder a fim de transformar em valor humano o que nos foi ensinado e o que ensinamos. Meus caros colegas, convém lembrar que a palavra pedante significa etimologicamente professor, aquele que ensina. Deve ter havido, portanto, alguma transformação no ofício — tão nobre em si — para que todos nós, professores, chegássemos a repelir violentamente essa palavra quando alguém se lembra de nos caracterizar por meio dela.

 

Pedante mudou-se de substantivo em adjetivo graças à anomalia de atribuir ao estudo e à palavra uma finalidade em si mesmo. No tempo de Montaigne — que tem sobre a matéria um ensaio admirável — o pedantismo consistia em valorizar demasiadamente o exercício da inteligência, em detrimento da arte de viver. Hoje, pedantismo é a afetação desnecessária da palavra e da ideia. De qualquer maneira, sempre que a vossa atividade intelectual estiver ancorada apenas nos vossos livros e, sobretudo, na rotina da vida universitária, estareis em perigo de cair num desses tipos de pedantismo.

 

Neste tempo de dispersão, vulgarização e pressa, procuremos forjar em nós e nos nossos discípulos a concentração do espírito, a preservação dos valores pessoais e a longa, frutuosa paciência. “A paciência é a mais heroica das virtudes” — escreveu Leopardi — “precisamente porque não tem aparência alguma de heroísmo.”

 

(Adaptado de: CANDIDO, Antonio. Textos de intervenção. São Paulo: Duas Cidades/Editora 34, 2002, p. 311-313, passim)

 

Em seu discurso aos formandos, o paraninfo considera que o desafio de um professor, em tempos difíceis, está em

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4150324 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: CGE-PI

A arte de um sorriso inesquecível

 

Há criaturas que não precisam fazer nada para serem pungentes. Irradiam com naturalidade a força de um acolhimento tão fácil como precioso, envolvem-nos numa aura de aceitação generosa. Despertam na gente uma comoção discreta e inexplicável, não se sabe se pelo modo de olhar, de falar, ou pelo simples magnetismo da presença.

 

Com elas, nosso dia pode imediatamente ficar melhor e mais auspicioso. São bem raras, que pena. Bastaria que esbarrássemos com mais frequência numa delas para que a vida ficasse bem melhor. Constituem um antídoto certo para o azedume, o rancor, o ressentimento que nos ameaçam a toda hora.

 

A esse respeito, lembro a personagem central do filme “Noites de Cabíria”, de Federico Fellini. Interpretada pela atriz italiana Giulietta Masina, Cabíria é o nome de uma pobre, doce e ingênua prostituta, que vive na periferia de Roma. Na cena final do filme, depois de espoliada, humilhada e abandonada por um homem que a enganou com promessas caseiras, a mulher caminha de volta para casa, derrotada, atravessando um bosque. Nele vê-se de repente ao lado de um grupo de adolescentes, que cantam e dançam com grande animação e sensualidade, quais jovens faunos e ninfas representados numa clareira mítica, numa tela clássica.

 

Aos poucos, a funda melancolia do rosto de Cabíria deixa-se atravessar e vencer pela força crescente de um sorriso resignado, expressão maior da poesia e da afirmação da vida que resiste dentro dela. Por fim, irradiada pelo olhar indescritivelmente expressivo de Giulietta Masina, a imagem daquela mulher que não desiste da magia da vida parece saltar da tela e imprimir-se no fundo de nós. A grande arte vive desses sortilégios.

 

(CASTRO, Domenico de. A editar)

 

A funda melancolia do rosto de Cabíria deixa-se atravessar e vencer pela força crescente de um sorriso resignado.

 

Iniciando-se por Um sorriso resignado uma nova redação do período acima, uma complementação correta e coerente será:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4150323 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: CGE-PI

A arte de um sorriso inesquecível

 

Há criaturas que não precisam fazer nada para serem pungentes. Irradiam com naturalidade a força de um acolhimento tão fácil como precioso, envolvem-nos numa aura de aceitação generosa. Despertam na gente uma comoção discreta e inexplicável, não se sabe se pelo modo de olhar, de falar, ou pelo simples magnetismo da presença.

 

Com elas, nosso dia pode imediatamente ficar melhor e mais auspicioso. São bem raras, que pena. Bastaria que esbarrássemos com mais frequência numa delas para que a vida ficasse bem melhor. Constituem um antídoto certo para o azedume, o rancor, o ressentimento que nos ameaçam a toda hora.

 

A esse respeito, lembro a personagem central do filme “Noites de Cabíria”, de Federico Fellini. Interpretada pela atriz italiana Giulietta Masina, Cabíria é o nome de uma pobre, doce e ingênua prostituta, que vive na periferia de Roma. Na cena final do filme, depois de espoliada, humilhada e abandonada por um homem que a enganou com promessas caseiras, a mulher caminha de volta para casa, derrotada, atravessando um bosque. Nele vê-se de repente ao lado de um grupo de adolescentes, que cantam e dançam com grande animação e sensualidade, quais jovens faunos e ninfas representados numa clareira mítica, numa tela clássica.

 

Aos poucos, a funda melancolia do rosto de Cabíria deixa-se atravessar e vencer pela força crescente de um sorriso resignado, expressão maior da poesia e da afirmação da vida que resiste dentro dela. Por fim, irradiada pelo olhar indescritivelmente expressivo de Giulietta Masina, a imagem daquela mulher que não desiste da magia da vida parece saltar da tela e imprimir-se no fundo de nós. A grande arte vive desses sortilégios.

 

(CASTRO, Domenico de. A editar)

 

"Bastaria que esbarrássemos com mais frequência numa delas para que a vida ficasse bem melhor."

 

Numa nova redação, a articulação entre os tempos e os modos verbais da frase acima permanecerá correta caso se substituam as formas sublinhadas, na ordem dada, por:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4150322 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: CGE-PI

A arte de um sorriso inesquecível

 

Há criaturas que não precisam fazer nada para serem pungentes. Irradiam com naturalidade a força de um acolhimento tão fácil como precioso, envolvem-nos numa aura de aceitação generosa. Despertam na gente uma comoção discreta e inexplicável, não se sabe se pelo modo de olhar, de falar, ou pelo simples magnetismo da presença.

 

Com elas, nosso dia pode imediatamente ficar melhor e mais auspicioso. São bem raras, que pena. Bastaria que esbarrássemos com mais frequência numa delas para que a vida ficasse bem melhor. Constituem um antídoto certo para o azedume, o rancor, o ressentimento que nos ameaçam a toda hora.

 

A esse respeito, lembro a personagem central do filme “Noites de Cabíria”, de Federico Fellini. Interpretada pela atriz italiana Giulietta Masina, Cabíria é o nome de uma pobre, doce e ingênua prostituta, que vive na periferia de Roma. Na cena final do filme, depois de espoliada, humilhada e abandonada por um homem que a enganou com promessas caseiras, a mulher caminha de volta para casa, derrotada, atravessando um bosque. Nele vê-se de repente ao lado de um grupo de adolescentes, que cantam e dançam com grande animação e sensualidade, quais jovens faunos e ninfas representados numa clareira mítica, numa tela clássica.

 

Aos poucos, a funda melancolia do rosto de Cabíria deixa-se atravessar e vencer pela força crescente de um sorriso resignado, expressão maior da poesia e da afirmação da vida que resiste dentro dela. Por fim, irradiada pelo olhar indescritivelmente expressivo de Giulietta Masina, a imagem daquela mulher que não desiste da magia da vida parece saltar da tela e imprimir-se no fundo de nós. A grande arte vive desses sortilégios.

 

(CASTRO, Domenico de. A editar)

 

Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4150321 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: CGE-PI

A arte de um sorriso inesquecível

 

Há criaturas que não precisam fazer nada para serem pungentes. Irradiam com naturalidade a força de um acolhimento tão fácil como precioso, envolvem-nos numa aura de aceitação generosa. Despertam na gente uma comoção discreta e inexplicável, não se sabe se pelo modo de olhar, de falar, ou pelo simples magnetismo da presença.

 

Com elas, nosso dia pode imediatamente ficar melhor e mais auspicioso. São bem raras, que pena. Bastaria que esbarrássemos com mais frequência numa delas para que a vida ficasse bem melhor. Constituem um antídoto certo para o azedume, o rancor, o ressentimento que nos ameaçam a toda hora.

 

A esse respeito, lembro a personagem central do filme “Noites de Cabíria”, de Federico Fellini. Interpretada pela atriz italiana Giulietta Masina, Cabíria é o nome de uma pobre, doce e ingênua prostituta, que vive na periferia de Roma. Na cena final do filme, depois de espoliada, humilhada e abandonada por um homem que a enganou com promessas caseiras, a mulher caminha de volta para casa, derrotada, atravessando um bosque. Nele vê-se de repente ao lado de um grupo de adolescentes, que cantam e dançam com grande animação e sensualidade, quais jovens faunos e ninfas representados numa clareira mítica, numa tela clássica.

 

Aos poucos, a funda melancolia do rosto de Cabíria deixa-se atravessar e vencer pela força crescente de um sorriso resignado, expressão maior da poesia e da afirmação da vida que resiste dentro dela. Por fim, irradiada pelo olhar indescritivelmente expressivo de Giulietta Masina, a imagem daquela mulher que não desiste da magia da vida parece saltar da tela e imprimir-se no fundo de nós. A grande arte vive desses sortilégios.

 

(CASTRO, Domenico de. A editar)

 

No filme de Fellini, a pungência marcante da figura de Cabíria deve-se, sobretudo,

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4150320 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: CGE-PI

A arte de um sorriso inesquecível

 

Há criaturas que não precisam fazer nada para serem pungentes. Irradiam com naturalidade a força de um acolhimento tão fácil como precioso, envolvem-nos numa aura de aceitação generosa. Despertam na gente uma comoção discreta e inexplicável, não se sabe se pelo modo de olhar, de falar, ou pelo simples magnetismo da presença.

 

Com elas, nosso dia pode imediatamente ficar melhor e mais auspicioso. São bem raras, que pena. Bastaria que esbarrássemos com mais frequência numa delas para que a vida ficasse bem melhor. Constituem um antídoto certo para o azedume, o rancor, o ressentimento que nos ameaçam a toda hora.

 

A esse respeito, lembro a personagem central do filme “Noites de Cabíria”, de Federico Fellini. Interpretada pela atriz italiana Giulietta Masina, Cabíria é o nome de uma pobre, doce e ingênua prostituta, que vive na periferia de Roma. Na cena final do filme, depois de espoliada, humilhada e abandonada por um homem que a enganou com promessas caseiras, a mulher caminha de volta para casa, derrotada, atravessando um bosque. Nele vê-se de repente ao lado de um grupo de adolescentes, que cantam e dançam com grande animação e sensualidade, quais jovens faunos e ninfas representados numa clareira mítica, numa tela clássica.

 

Aos poucos, a funda melancolia do rosto de Cabíria deixa-se atravessar e vencer pela força crescente de um sorriso resignado, expressão maior da poesia e da afirmação da vida que resiste dentro dela. Por fim, irradiada pelo olhar indescritivelmente expressivo de Giulietta Masina, a imagem daquela mulher que não desiste da magia da vida parece saltar da tela e imprimir-se no fundo de nós. A grande arte vive desses sortilégios.

 

(CASTRO, Domenico de. A editar)

 

Estrutura-se o texto de modo que

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas