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O Brasil das 181 mil leis
(1) Imagine um oficial britânico, herói de guerra. Ele perdeu a perna em combate contra os nazistas na Segunda Guerra Mundial. Agora, aos 80 anos, ele resolve passar o verão no Brasil. Ao desembarcar no aeroporto, porém, é barrado e mandado de volta para casa. Motivo alegado pelas autoridades: o estrangeiro não pode entrar porque é mutilado e tem mais de 60 anos de idade. Por incrível que pareça, tamanho absurdo está previsto na legislação brasileira. O decreto-lei n. 4.247 dá amparo legal a essa medida que poderia, em última instância, causar um grave conflito diplomático. Trata-se de uma norma discriminatória criada em 1921 para regular a entrada de imigrantes e até hoje em vigor. É o exemplo esdrúxulo de um cipoal que confunde juízes, advogados e qualquer cidadão brasileiro: o número excessivo de leis brasileiras.
(2) O Brasil tem nada menos que 181 mil normas legais, segundo um levantamento feito pela Casa Civil da Presidência. E ninguém sabe ao certo quantas delas já foram revogadas e quantas ainda estão em vigor.
(3) Muitas normas caducaram e perderam completamente o sentido. Existem leis feitas para um homem só, decretos que dão ao ministro das Relações Exteriores a prerrogativa de permitir casamentos de diplomatas de carreira com pessoas estrangeiras e até mecanismos automáticos de indexação salarial, resquício da época da hiperinflação. Legislações antigas colidem com outras mais novas ou às vezes diferem apenas em pequenos detalhes. Leis específicas estabelecem penas maiores ou menores para delitos já especificados no Código Penal. Na prática, se há muitas normas legais aplicáveis no julgamento de um determinado delito, o que prevalece no final depende da competência do advogado ou da decisão do juiz. O excesso de normas legais onera as empresas, obrigadas a contratar caros serviços advocatícios e consultorias jurídicas. E prejudica os cidadãos.
(4) O resultado é um estado de freqüente insegurança jurídica. As pessoas se tornam completamente incapazes de resistir a um princípio básico do direito: ninguém pode alegar em sua defesa o desconhecimento da lei. "No Brasil, acontece o oposto. Ninguém pode dizer que conhece completamente as leis", critica o deputado Cândido Vaccarezza, designado para avaliar todas as leis e eliminar tudo o que houver de excesso.
(5) A idéia do projeto é expurgar de uma vez por todas as leis efetivamente revogadas, extinguir aquelas que a modernidade tornou caducas, unir as que se repetem, e eliminar as que colidem entre si. Sobrarão, se tudo der certo, não mais do que mil leis no país. "Será um grande avanço. O excesso de normas é um dos maiores problemas do Brasil", afirma o deputado.
(Rudolfo Lago. IstoÉ, 4/4/2007. Adaptado).
Analise os seguintes fragmentos do TEXTO 1 e os comentários feitos entre parênteses. Assinale a alternativa em que se faz um comentário consistente.
- 1) "Por incrível que pareça, tamanho absurdo está previsto na legislação brasileira". (O fragmento sublinhado expressa uma espécie de concessão.)
- 2) "E ninguém sabe ao certo quantas delas já foram revogadas e quantas ainda estão em vigor". (As palavras sublinhadas expressam, em sentidos diferentes, temporalidade.)
- 3) "Legislações antigas colidem com outras mais novas ou às vezes diferem apenas em pequenos detalhes". (O conectivo destacado sinaliza o valor alternativo dos dois argumentos apresentados.)
- 4) "Sobrarão, se tudo der certo, não mais do que mil leis no país". (Trata-se de uma afirmação taxativa, expressão do total convencimento de quem fala.)
- 5) "Será um grande avanço. O excesso de normas é um dos maiores problemas do Brasil", afirma o deputado". (Nesse fragmento, é usada uma linguagem cautelosa e moderada.)
Estão corretos os comentários das alternativas:
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O Brasil das 181 mil leis
(1) Imagine um oficial britânico, herói de guerra. Ele perdeu a perna em combate contra os nazistas na Segunda Guerra Mundial. Agora, aos 80 anos, ele resolve passar o verão no Brasil. Ao desembarcar no aeroporto, porém, é barrado e mandado de volta para casa. Motivo alegado pelas autoridades: o estrangeiro não pode entrar porque é mutilado e tem mais de 60 anos de idade. Por incrível que pareça, tamanho absurdo está previsto na legislação brasileira. O decreto-lei n. 4.247 dá amparo legal a essa medida que poderia, em última instância, causar um grave conflito diplomático. Trata-se de uma norma discriminatória criada em 1921 para regular a entrada de imigrantes e até hoje em vigor. É o exemplo esdrúxulo de um cipoal que confunde juízes, advogados e qualquer cidadão brasileiro: o número excessivo de leis brasileiras.
(2) O Brasil tem nada menos que 181 mil normas legais, segundo um levantamento feito pela Casa Civil da Presidência. E ninguém sabe ao certo quantas delas já foram revogadas e quantas ainda estão em vigor.
(3) Muitas normas caducaram e perderam completamente o sentido. Existem leis feitas para um homem só, decretos que dão ao ministro das Relações Exteriores a prerrogativa de permitir casamentos de diplomatas de carreira com pessoas estrangeiras e até mecanismos automáticos de indexação salarial, resquício da época da hiperinflação. Legislações antigas colidem com outras mais novas ou às vezes diferem apenas em pequenos detalhes. Leis específicas estabelecem penas maiores ou menores para delitos já especificados no Código Penal. Na prática, se há muitas normas legais aplicáveis no julgamento de um determinado delito, o que prevalece no final depende da competência do advogado ou da decisão do juiz. O excesso de normas legais onera as empresas, obrigadas a contratar caros serviços advocatícios e consultorias jurídicas. E prejudica os cidadãos.
(4) O resultado é um estado de freqüente insegurança jurídica. As pessoas se tornam completamente incapazes de resistir a um princípio básico do direito: ninguém pode alegar em sua defesa o desconhecimento da lei. "No Brasil, acontece o oposto. Ninguém pode dizer que conhece completamente as leis", critica o deputado Cândido Vaccarezza, designado para avaliar todas as leis e eliminar tudo o que houver de excesso.
(5) A idéia do projeto é expurgar de uma vez por todas as leis efetivamente revogadas, extinguir aquelas que a modernidade tornou caducas, unir as que se repetem, e eliminar as que colidem entre si. Sobrarão, se tudo der certo, não mais do que mil leis no país. "Será um grande avanço. O excesso de normas é um dos maiores problemas do Brasil", afirma o deputado.
(Rudolfo Lago. IstoÉ, 4/4/2007. Adaptado).
Na construção do Texto 1, o autor adotou o seguinte plano:
1) no parágrafo inicial, um episódio hipotético é o gancho para a entrada no tema.
2) o segundo parágrafo constitui, praticamente, uma síntese do tema a ser tratado.
3) no terceiro parágrafo, os argumentos apresentados sustentam a tese levantada.
4) no quarto parágrafo, é levantada uma séria oposição à idéia central desenvolvida.
5) no parágrafo final, são citadas algumas medidas que poderiam solucionar o problema em causa.
Estão corretas:
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O Brasil das 181 mil leis
(1) Imagine um oficial britânico, herói de guerra. Ele perdeu a perna em combate contra os nazistas na Segunda Guerra Mundial. Agora, aos 80 anos, ele resolve passar o verão no Brasil. Ao desembarcar no aeroporto, porém, é barrado e mandado de volta para casa. Motivo alegado pelas autoridades: o estrangeiro não pode entrar porque é mutilado e tem mais de 60 anos de idade. Por incrível que pareça, tamanho absurdo está previsto na legislação brasileira. O decreto-lei n. 4.247 dá amparo legal a essa medida que poderia, em última instância, causar um grave conflito diplomático. Trata-se de uma norma discriminatória criada em 1921 para regular a entrada de imigrantes e até hoje em vigor. É o exemplo esdrúxulo de um cipoal que confunde juízes, advogados e qualquer cidadão brasileiro: o número excessivo de leis brasileiras.
(2) O Brasil tem nada menos que 181 mil normas legais, segundo um levantamento feito pela Casa Civil da Presidência. E ninguém sabe ao certo quantas delas já foram revogadas e quantas ainda estão em vigor.
(3) Muitas normas caducaram e perderam completamente o sentido. Existem leis feitas para um homem só, decretos que dão ao ministro das Relações Exteriores a prerrogativa de permitir casamentos de diplomatas de carreira com pessoas estrangeiras e até mecanismos automáticos de indexação salarial, resquício da época da hiperinflação. Legislações antigas colidem com outras mais novas ou às vezes diferem apenas em pequenos detalhes. Leis específicas estabelecem penas maiores ou menores para delitos já especificados no Código Penal. Na prática, se há muitas normas legais aplicáveis no julgamento de um determinado delito, o que prevalece no final depende da competência do advogado ou da decisão do juiz. O excesso de normas legais onera as empresas, obrigadas a contratar caros serviços advocatícios e consultorias jurídicas. E prejudica os cidadãos.
(4) O resultado é um estado de freqüente insegurança jurídica. As pessoas se tornam completamente incapazes de resistir a um princípio básico do direito: ninguém pode alegar em sua defesa o desconhecimento da lei. "No Brasil, acontece o oposto. Ninguém pode dizer que conhece completamente as leis", critica o deputado Cândido Vaccarezza, designado para avaliar todas as leis e eliminar tudo o que houver de excesso.
(5) A idéia do projeto é expurgar de uma vez por todas as leis efetivamente revogadas, extinguir aquelas que a modernidade tornou caducas, unir as que se repetem, e eliminar as que colidem entre si. Sobrarão, se tudo der certo, não mais do que mil leis no país. "Será um grande avanço. O excesso de normas é um dos maiores problemas do Brasil", afirma o deputado.
(Rudolfo Lago. IstoÉ, 4/4/2007. Adaptado).
Para a compreensão global do TEXTO 1, convém que o consideremos como um texto em que:
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O Brasil das 181 mil leis
(1) Imagine um oficial britânico, herói de guerra. Ele perdeu a perna em combate contra os nazistas na Segunda Guerra Mundial. Agora, aos 80 anos, ele resolve passar o verão no Brasil. Ao desembarcar no aeroporto, porém, é barrado e mandado de volta para casa. Motivo alegado pelas autoridades: o estrangeiro não pode entrar porque é mutilado e tem mais de 60 anos de idade. Por incrível que pareça, tamanho absurdo está previsto na legislação brasileira. O decreto-lei n. 4.247 dá amparo legal a essa medida que poderia, em última instância, causar um grave conflito diplomático. Trata-se de uma norma discriminatória criada em 1921 para regular a entrada de imigrantes e até hoje em vigor. É o exemplo esdrúxulo de um cipoal que confunde juízes, advogados e qualquer cidadão brasileiro: o número excessivo de leis brasileiras.
(2) O Brasil tem nada menos que 181 mil normas legais, segundo um levantamento feito pela Casa Civil da Presidência. E ninguém sabe ao certo quantas delas já foram revogadas e quantas ainda estão em vigor.
(3) Muitas normas caducaram e perderam completamente o sentido. Existem leis feitas para um homem só, decretos que dão ao ministro das Relações Exteriores a prerrogativa de permitir casamentos de diplomatas de carreira com pessoas estrangeiras e até mecanismos automáticos de indexação salarial, resquício da época da hiperinflação. Legislações antigas colidem com outras mais novas ou às vezes diferem apenas em pequenos detalhes. Leis específicas estabelecem penas maiores ou menores para delitos já especificados no Código Penal. Na prática, se há muitas normas legais aplicáveis no julgamento de um determinado delito, o que prevalece no final depende da competência do advogado ou da decisão do juiz. O excesso de normas legais onera as empresas, obrigadas a contratar caros serviços advocatícios e consultorias jurídicas. E prejudica os cidadãos.
(4) O resultado é um estado de freqüente insegurança jurídica. As pessoas se tornam completamente incapazes de resistir a um princípio básico do direito: ninguém pode alegar em sua defesa o desconhecimento da lei. "No Brasil, acontece o oposto. Ninguém pode dizer que conhece completamente as leis", critica o deputado Cândido Vaccarezza, designado para avaliar todas as leis e eliminar tudo o que houver de excesso.
(5) A idéia do projeto é expurgar de uma vez por todas as leis efetivamente revogadas, extinguir aquelas que a modernidade tornou caducas, unir as que se repetem, e eliminar as que colidem entre si. Sobrarão, se tudo der certo, não mais do que mil leis no país. "Será um grande avanço. O excesso de normas é um dos maiores problemas do Brasil", afirma o deputado.
(Rudolfo Lago. IstoÉ, 4/4/2007. Adaptado).
Em relação ao tema central desenvolvido no TEXTO 1, é evidente a pretensão do autor de ressaltar:
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Uma empresa de engenharia ganhou uma licitação, na modalidade convite, para a reforma de salas em um prédio público e assinou o contrato com valor fixo e irreajustável de R$ 100.000,00. Durante a execução, verificou-se que a quantidade de serviços era maior que a estabelecida em contrato. Com base na Lei 8666/93, para essa situação, é correto afirmar que:
1) pode haver acréscimos até o limite de R$ 50.000,00, que corresponde a 50% do valor do contrato.
2) pode haver acréscimos até o limite de R$ 25.000,00, que corresponde a 25% do valor do contrato.
3) pode haver acréscimos até o limite de R$ 50.000,00, totalizando R$ 150.000,00, que é o valor máximo para a modalidade convite.
Está(ão) correta(s) apenas:
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As penalidades de suspensão dos direitos políticos pelo período de cinco a oito anos e o pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano são aplicáveis ao seguinte ato de improbidade administrativa:
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