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TEXTO 02
A Beleza Total
Carlos Drummond de Andrade
A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços.
A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa.
O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito.
Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: José Olympio, 1985.
Com base em "A Beleza Total", de Carlos Drummond de Andrade, analise o trecho a seguir:
O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves.
Assinale a alternativa que corresponde à figura de linguagem predominante no trecho em destaque acima. Para tanto, lembre-se de que as figuras de linguagem, figuras de estilo ou figuras de retórica são estratégias empregadas para atingir efeitos plurissignificativos no texto.
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TEXTO 02
A Beleza Total
Carlos Drummond de Andrade
A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços.
A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa.
O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito.
Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: José Olympio, 1985.
Com base em "A Beleza Total", de Carlos Drummond de Andrade, analise o trecho a seguir: Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre.
Assinale a alternativa que corresponde à figura de linguagem predominante no trecho em destaque acima. Para tanto, lembre-se de que as figuras de linguagem, figuras de estilo ou figuras de retórica são estratégias empregadas para atingir efeitos plurissignificativos no texto.
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TEXTO 02
A Beleza Total
Carlos Drummond de Andrade
A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços.
A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa.
O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito.
Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: José Olympio, 1985.
Com base em "A Beleza Total", de Carlos Drummond de Andrade, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA:
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TEXTO 02
A Beleza Total
Carlos Drummond de Andrade
A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços.
A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa.
O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito.
Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: José Olympio, 1985.
Com base em "A Beleza Total", de Carlos Drummond de Andrade, analise as afirmações a seguir:
I. Em "A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito" e em "A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores", as orações introduzidas pelo conectivo "pois" podem ser classificadas como coordenadas sindéticas explicativas.
II. Em "Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza", "a extrema beleza" funciona como aposto.
III. Em "Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços", o pronome "isto" refere-se a abranger o corpo inteiro de Gertrudes.
IV. Em "Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre", "por falta de ar puro" traz a ideia de causa.
Estão CORRETAS:
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TEXTO 01
Furto de flor, Carlos Drummond de Andrade
Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor.
Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.
Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.
Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la no jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.
Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me.
- Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!
ANDRADE, Carlos Drummond. Contos plausíveis. Rio de Janeiro, José Olympio, 1985. p. 80.
Com base em "Furto de flor", de Carlos Drummond de Andrade, analise o trecho a seguir:
Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição.
Assinale a alternativa que corresponde à figura de linguagem predominante no trecho em destaque acima. Para tanto, lembre-se de que as figuras de linguagem, figuras de estilo ou figuras de retórica são estratégias empregadas para atingir efeitos plurissignificativos no texto.
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TEXTO 01
Furto de flor, Carlos Drummond de Andrade
Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor.
Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.
Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.
Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la no jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.
Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me.
- Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!
ANDRADE, Carlos Drummond. Contos plausíveis. Rio de Janeiro, José Olympio, 1985. p. 80.
Com base em "Furto de flor", de Carlos Drummond de Andrade, analise o trecho a seguir: Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor. No início, o autor utiliza "uma flor". Contudo, após, emprega "a flor".
Assinale a alternativa que melhor justifica esses usos.
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TEXTO 01
Furto de flor, Carlos Drummond de Andrade
Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor.
Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.
Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.
Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la no jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.
Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me.
- Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!
ANDRADE, Carlos Drummond. Contos plausíveis. Rio de Janeiro, José Olympio, 1985. p. 80.
Com base em "Furto de flor", de Carlos Drummond de Andrade, analise as afirmações e assinale a única CORRETA:
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TEXTO 01
Furto de flor, Carlos Drummond de Andrade
Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor.
Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.
Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.
Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la no jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.
Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me.
- Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!
ANDRADE, Carlos Drummond. Contos plausíveis. Rio de Janeiro, José Olympio, 1985. p. 80.
Com base em "Furto de flor", de Carlos Drummond de Andrade, analise as afirmações sobre os períodos de coordenação e de subordinação:
I. Em "Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água", "e coloquei-a no copo com água" é uma oração coordenada sindética aditiva.
II. Em "Logo senti que ela não estava feliz", "que ela não estava feliz" é uma oração subordinada substantiva objetiva indireta.
III. Em "Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem", "se a contemplarmos bem" é uma oração subordinada adverbial condicional.
IV. Em "Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia", "mas a flor empalidecia" é uma oração subordinada adversativa.
Estão CORRETAS:
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TEXTO 01
Furto de flor, Carlos Drummond de Andrade
Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor.
Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.
Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.
Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la no jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.
Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me.
- Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!
ANDRADE, Carlos Drummond. Contos plausíveis. Rio de Janeiro, José Olympio, 1985. p. 80.
Com base em "Furto de flor", de Carlos Drummond de Andrade, analise as afirmações a seguir, no que diz respeito aos verbos:
I. Em "o porteiro do edifício cochilava", "cochilava" é um verbo intransitivo.
II. Em "eu assumira a obrigação de conservá-la", "assumira" está no pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo.
III. Em "furtei uma flor daquele jardim", "furtei" está no pretérito perfeito do indicativo.
IV. "Murchar" e "desabrochar" são verbos intransitivos.
Está(ão) CORRETA(S):
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TEXTO 01
Furto de flor, Carlos Drummond de Andrade
Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor.
Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.
Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.
Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la no jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.
Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me.
- Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!
ANDRADE, Carlos Drummond. Contos plausíveis. Rio de Janeiro, José Olympio, 1985. p. 80.
Com base em "Furto de flor", de Carlos Drummond de Andrade, analise as afirmações a seguir:
I. Em "trouxe-a", "coloquei-a", "destina-se", "passei-a", "conservá-la", "restituí-la", "peguei-a", "repreendeu-me", há ênclise.
II. Em "Eu a furtara, eu a via morrer", o pronome "a" em próclise retoma o nome "flor".
III. Em "ela me agradecia", "me" é um pronome oblíquo tônico. IV."Empalidecia" é um adjetivo derivado de "pálido".
Estão CORRETAS:
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