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Foram encontradas 40 questões.

1348399 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: CISAMAPI

O medo do amor

Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.

O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor para cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.

E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.

Para a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.

Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.

(Martha Medeiros – com adaptações)

De acordo com a classe de palavras, assinale a relação INCORRETA.

 

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O aumento da expectativa de vida e os avanços da medicina têm feito com que os idosos vivam mais – e melhor. No Brasil, a população idosa aumenta a cada dia e já representa uma parcela significativa da população, normalmente ainda ativa e produtiva. Segundo o Estatuto do Idoso
 

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1348224 Ano: 2011
Disciplina: Engenharia Eletrônica
Banca: Consulplan
Orgão: CISAMAPI
É um objetivo da filtragem de um sinal elétrico
 

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De acordo com o Artigo 7º do Estatuto da Criança e do Adolescente “a criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência.” Mas a realidade é outra. Segundo a pesquisa Perfil da Juventude Brasileira, promovida pelo Instituto Cidadania, 46% da juventude e adolescência já perderam parente ou amigo próximo de forma violenta e 38% já viram de perto alguém que morreu por causas externas, sendo que destes, 62% foram assassinados. Trata-se de uma sangrenta batalha fraticida que resulta em jovens e adolescentes cada vez mais expostos ao risco de morte violenta num círculo vicioso de tragédias. Como bem enfatiza o professor Luiz Eduardo Soares, “o problema (da violência) alcançou um ponto tão grave que já há um déficit de jovens do sexo masculino na estrutura demográfica brasileira. Um déficit que só se verifica nas sociedades em guerra. Portanto, apesar de não estarmos em guerra, experimentamos as consequências típicas de uma guerra.”
(Jornal Mundo Jovem, ano 49, nº 417, junho de 2011)
A partir da leitura do texto pode-se inferir que
 

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“O município de Altamira, no Pará, onde será construída a hidrelétrica de Belo Monte, foi o campeão de desmatamento na Amazônia em maio. Os dados são da ONG Imazon e podem refletir uma pressão sobre a floresta devido a expectativa de construção da usina, que recebeu licença de instalação no começo deste mês. O SAD, Sistema de Monitoramento de Desmatamento Via Satélite desenvolvido pelo Imazon, detectou um crescimento da devastação amazônica de 72% no mês passado em relação a maio de 2010. Em toda a região foram perdidos 165 quilômetros quadrados de floresta. (...)
(Cláudio Angelo de Brasília – 21/06/2011 – 12h33)
O governo Federal pretende instalar uma representação na área da futura Usina Belo Monte, no Pará, a fim de mediar conflitos e impedir que os impactos da obra no Rio Xingu gerem problemas como protestos de trabalhadores. As afirmativas a seguir destacam os impactos provocados pela construção de uma usina hidrelétrica, EXCETO:
 

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1347212 Ano: 2011
Disciplina: Engenharia Eletrônica
Banca: Consulplan
Orgão: CISAMAPI
“Cada eletrodo é conectado a uma entrada de um _________________, um eletrodo de referência comum sistema está conectado à entrada de outros de cada _________________.” O circuito eletrônico que completa corretamente a afirmação anterior é
 

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1346456 Ano: 2011
Disciplina: Matemática
Banca: Consulplan
Orgão: CISAMAPI
Os pontos K, M, N e P indicados a seguir representam o produto cartesiano AXB.
Enunciado 1346456-1
Sobre os conjuntos A e B é correto afirmar que
 

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1346455 Ano: 2011
Disciplina: Matemática
Banca: Consulplan
Orgão: CISAMAPI
Enunciado 1346455-1
No triângulo a seguir tgα = !$ \sqrt {3} !$ e o lado BC mede !$ 2 \sqrt {3} m !$. A soma da hipotenusa do triângulo com a medida do cateto adjacente ao ângulo α é igual a
 

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1346362 Ano: 2011
Disciplina: Engenharia Elétrica
Banca: Consulplan
Orgão: CISAMAPI
Um circuito formado por um resistor de 1000 ohms mais um capacitor de 6 microFarads ligados em série, possui constante de tempo igual a
 

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1345977 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: CISAMAPI

O medo do amor

Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.

O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor para cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.

E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.

Para a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.

Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.

(Martha Medeiros – com adaptações)

Em “Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado...” a palavra destacada exprime

 

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