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Foram encontradas 35 questões.

1746035 Ano: 2016
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
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João precisa comprar um telefone celular novo, pois o seu não é compatível com o jogo de caça aos alienígenas. Procurando a melhor oferta, após escolher o modelo do telefone, João fez uma pesquisa de preços e condições de pagamento nas principais lojas da cidade e obteve os seguintes resultados. Na loja Alfa, o aparelho custa R$ 1.320,00, com 18% de desconto para o pagamento em dinheiro ou 15% de desconto no cartão de crédito. Na loja Beta, o aparelho sai por R$ 1.250,00 com 15% de desconto para o pagamento em dinheiro ou 12% de desconto no cartão de crédito. Na loja Delta, o aparelho sai por R$ 1.180,00 com 10% de desconto para o pagamento em dinheiro e 8% de desconto no cartão de crédito. Sabendo que João optou pelo menor preço, podemos afirmar que o telefone foi adquirido na loja:

 

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1746034 Ano: 2016
Disciplina: Estatística
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
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A força de cada alienígena é dada pelo produto entre seu Poder de Ataque e a experiência de seu treinador. Pedrinho e Daniel têm 18 e 21 pontos de experiência, respectivamente. Sabendo que o Poder de Ataque dos alienígenas de Pedrinho e de Daniel é dado na tabela abaixo, é correto afirmar que o:

Alienígena X Treinador Pedrinho Daniel
Alienchu \( 1\dfrac{4}{3} \) \( \left(\dfrac{11}{3}-\dfrac{11}{5}\right).\dfrac{5}{2} \)
Zubalien \( \dfrac{13}{6}+\dfrac{3}{2} \) \( \left(\dfrac{1}{2}+\dfrac{1}{3}\right).\dfrac{12}{5} \)
Deltalien \( \left(\dfrac{7}{6}+\dfrac{4}{3}\right)+\dfrac{1}{6} \) \( \dfrac{21}{4}:\dfrac{9}{4} \)
 

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1746033 Ano: 2016
Disciplina: Matemática
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
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O jogo “Aliens GO” tem como um de seus objetivos, fazer com que seus jogadores saiam de casa, a pé, para jogar. Uma pesquisa mostrou que 0,45 dos jogadores são menores de 18 anos, 0,3 dos jogadores possuem de 18 a 24 anos e o restante tem mais de 24 anos. Considerando que \( \boldsymbol{\mathbf{\dfrac{7}{10}}} \) dos jogadores de cada faixa etária saem a pé para jogar, podemos afirmar que:

 

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1746032 Ano: 2016
Disciplina: Matemática
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
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Thiago e Fernanda colecionam os simpáticos alienígenas. Fernanda já capturou 63 alienígenas enquanto Thiago obteve 9 unidades a mais que ela. Sabendo que 30 criaturinhas aparecem nas duas coleções e que das criaturinhas que aparecem em apenas uma das coleções, 13 são repetidas, sendo 6 na coleção de Fernanda e 7 na coleção de Thiago. Assinale a fração que representa a quantidade de alienígenas capturados uma única vez em relação ao total capturado pelas duas crianças.

 

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1746031 Ano: 2016
Disciplina: Matemática
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
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“Aliens GO”, o jogo para celular que é sucesso mundial, chegou ao Brasil e em apenas 24 horas já apareceu no topo da lista dos aplicativos gratuitos mais baixados. Através do jogo, o usuário torna-se um “treinador” de alienígenas, que podem ser visualizados na tela do aparelho celular. Estima-se que o número de usuários no Brasil, nessas primeiras 24 horas, é formado pela soma dos seguintes valores: 85,7 centenas de milhar, 432,81 dezenas de milhar, 3,8 dezenas de milhão, 9 unidades simples, 14,3 unidades de milhar e 5,9 dezenas simples. Assim sendo, o número de usuários desse aplicativo neste período é:

 

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1504709 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
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Observe, atentamente, a tirinha abaixo.

Enunciado 1504709-1

(Disponível em: http://www.tirasarmandinho.tumblr.com/post/115580057744/tirinha-original. Acesso em 22/09/2016.)

A partir da leitura da tirinha, é correto afirmar que

 

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1504708 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
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INSTRUÇÃO: Leia atentamente os textos 1 e 2, para responder à questão 19.



TEXTO 1

LENDA INDIANA: “A MENSAGEM DOS PÁSSAROS”


1 Era uma vez um homem que, viajando por um país distante, comprou de um mercador um

pássaro falante.

O homem levou a ave para casa e ali a tratou com todo cuidado, abrigando-a numa gaiola dourada, onde nunca lhe faltava água e comida.

5 Todos os dias o pássaro pedia ao dono que o soltasse, mas ele não o atendia, chamando-o de

ingrato:

– Eu lhe dou tudo o que há de melhor. Não vejo por que você quer voltar à selva de onde veio.

Um dia, o homem precisou viajar a trabalho. Antes de partir, disse ao pássaro:

– Vou passar pelo seu país. Quer que lhe traga alguma coisa?

10 O pássaro implorou que o levasse com ele, mas o dono foi inflexível.

– O máximo que posso fazer é levar notícias suas para seus irmãos pássaros.

– Está bem – conformou-se a pobre ave. – Diga-lhes apenas que moro numa gaiola dourada.

O homem despediu-se e partiu. Dias depois, voltou, parecendo muito abalado quando procurou a

sua preciosa ave:

15– Não sei como lhe contar, mas uma tragédia aconteceu. Imagine que, ao chegar ao seu país, fui

até a orla da floresta e chamei seus irmãos pássaros. Apareceram vários, e eu repeti a eles o que você me

disse. Não entendo que estranho malefício havia em sua mensagem, mas imediatamente eles se

entreolharam, reviraram os olhos e começaram a girar a cabeça, como se estivessem zonzos. Em

seguida, caíram mortos no chão.

20 Assim que o homem terminou seu relato, o pássaro falante começou a revirar os olhos, a girar a

cabeça e caiu, esticado como um pedaço de pau.

O homem se pôs a gritar e a lamentar, sem compreender como simples palavras pudessem ter um

efeito tão catastrófico. Pesaroso, abriu a gaiola e retirou o corpo do bichinho, pousando-o sobre uma

mesa.

25 Assim que se percebeu fora da gaiola, o pássaro abriu os olhos e voou rapidamente para a janela

aberta, longe do alcance do dono.

– Obrigado, amigo – disse ele. – Você não entendeu nem as minhas palavras, como poderia

entender uma mensagem sem palavras? Ao ouvirem que eu estava numa gaiola, eles compreenderam

que deveriam me dizer como escapar. E você transmitiu muito bem o recado. Fique com sua gaiola. Eu

30 ficarei com minha muito mais preciosa liberdade! Adeus!


(PLAMPLONA, Rosane. O homem que contava histórias. São Paulo: Brinque-Book, 2005 – p. 50-3).



TEXTO 2

PASSARINHO ENGAIOLADO

(Rubem Alves)


1 Dentro de uma linda gaiola vivia um passarinho. De sua vida, o mínimo que se poderia dizer era

que era segura e tranquila, como seguras e tranquilas são as vidas das pessoas bem casadas e dos

funcionários públicos.

Era monótona, é verdade. Mas a monotonia é o preço que se paga pela segurança. Não há muito

5 o que fazer dentro dos limites de uma gaiola, seja ela feita de arames de ferro ou de deveres. Os sonhos

aparecem, mas logo morrem, por não haver espaço para baterem suas asas. Só fica um grande buraco na

alma, que cada um enche como pode. Assim restava ao passarinho ficar pulando de um poleiro para

outro, comer, beber, dormir e cantar. O seu canto era aluguel que pagava ao seu dono pelo gozo da

segurança da gaiola...

10 ... Ah! Se aquela maldita porta se abrisse.

Pois não é que, para surpresa sua, um dia o seu dono a esqueceu aberta.

Ele poderia agora realizar todos os seus sonhos. Estava livre, livre, livre!

Saiu. Voou para o galho mais próximo. Olhou para baixo. Puxa! Como era alto. Sentiu um pouco

de tontura. Estava acostumado com o chão da gaiola, bem pertinho. Teve medo de cair. Agachou-se no

15 galho, para ter mais firmeza. Viu uma outra árvore mais distante. Teve vontade de ir até lá. Perguntou-se

se suas asas aguentariam. Elas não estavam acostumadas. O melhor seria não abusar, logo no primeiro

dia. Agarrou-se mais firmemente ainda. Nesse momento, um insetinho passou voando bem na frente de

seu bico. Chegara a hora. Esticou o pescoço o mais que pôde, mas o insetinho não era bobo. Sumiu

mostrando a língua.

20 – Ei, você! – era uma passarinha – Vamos voar juntos até o quintal do vizinho. Há uma linda

pimenteira, carregadinha de pimentas vermelhas. Deliciosas. Apenas é preciso prestar atenção no gato,

que anda por lá... Só o nome gato lhe deu arrepio. Disse para a passarinha que não gostava de pimentas.

A passarinha procurou outro companheiro. Ele preferiu ficar com fome. Chegou o fim da tarde e, com

ele, a tristeza do crepúsculo. A noite se aproximava.

25 Onde iria dormir? Lembrou-se do prego amigo, na parede da cozinha, onde a sua gaiola ficava

dependurada. Teve saudades dele. Teria de dormir num galho de árvore sem proteção. Gatos sobem em

árvores? Eles enxergam no escuro? E era preciso não esquecer os gambás. E tinha de pensar nos

meninos com seus estilingues, no dia seguinte.

Tremeu de medo. Nunca imaginara que a liberdade fosse tão complicada. Somente podem gozar

30 a liberdade aqueles que têm coragem. Ele não tinha. Teve saudades da gaiola. Voltou. Felizmente a

porta ainda estava aberta.

Nesse momento chegou o dono. Vendo a porta aberta disse:

– Passarinho bobo. Não viu que a porta estava aberta. Deve estar meio cego, pois passarinho

de verdade não fica em gaiola. Gosta mesmo é de voar...


(ALVES, Rubem – Teologia do Cotidiano – São Paulo: Olho d`água, 1994)

Relacionando-se os textos 1 e 2, “A mensagem dos pássaros” e “Passarinho engaiolado”, pode-se afirmar que

 

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1504707 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
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INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto 2, para responder às questões de 9 a 18.


TEXTO 2

PASSARINHO ENGAIOLADO

(Rubem Alves)


1 Dentro de uma linda gaiola vivia um passarinho. De sua vida, o mínimo que se poderia dizer era

que era segura e tranquila, como seguras e tranquilas são as vidas das pessoas bem casadas e dos

funcionários públicos.

Era monótona, é verdade. Mas a monotonia é o preço que se paga pela segurança. Não há muito

5 o que fazer dentro dos limites de uma gaiola, seja ela feita de arames de ferro ou de deveres. Os sonhos

aparecem, mas logo morrem, por não haver espaço para baterem suas asas. Só fica um grande buraco na

alma, que cada um enche como pode. Assim restava ao passarinho ficar pulando de um poleiro para

outro, comer, beber, dormir e cantar. O seu canto era aluguel que pagava ao seu dono pelo gozo da

segurança da gaiola...

10 ... Ah! Se aquela maldita porta se abrisse.

Pois não é que, para surpresa sua, um dia o seu dono a esqueceu aberta.

Ele poderia agora realizar todos os seus sonhos. Estava livre, livre, livre!

Saiu. Voou para o galho mais próximo. Olhou para baixo. Puxa! Como era alto. Sentiu um pouco

de tontura. Estava acostumado com o chão da gaiola, bem pertinho. Teve medo de cair. Agachou-se no

15 galho, para ter mais firmeza. Viu uma outra árvore mais distante. Teve vontade de ir até lá. Perguntou-se

se suas asas aguentariam. Elas não estavam acostumadas. O melhor seria não abusar, logo no primeiro

dia. Agarrou-se mais firmemente ainda. Nesse momento, um insetinho passou voando bem na frente de

seu bico. Chegara a hora. Esticou o pescoço o mais que pôde, mas o insetinho não era bobo. Sumiu

mostrando a língua.

20 – Ei, você! – era uma passarinha – Vamos voar juntos até o quintal do vizinho. Há uma linda

pimenteira, carregadinha de pimentas vermelhas. Deliciosas. Apenas é preciso prestar atenção no gato,

que anda por lá... Só o nome gato lhe deu arrepio. Disse para a passarinha que não gostava de pimentas.

A passarinha procurou outro companheiro. Ele preferiu ficar com fome. Chegou o fim da tarde e, com

ele, a tristeza do crepúsculo. A noite se aproximava.

25 Onde iria dormir? Lembrou-se do prego amigo, na parede da cozinha, onde a sua gaiola ficava

dependurada. Teve saudades dele. Teria de dormir num galho de árvore sem proteção. Gatos sobem em

árvores? Eles enxergam no escuro? E era preciso não esquecer os gambás. E tinha de pensar nos

meninos com seus estilingues, no dia seguinte.

Tremeu de medo. Nunca imaginara que a liberdade fosse tão complicada. Somente podem gozar

30 a liberdade aqueles que têm coragem. Ele não tinha. Teve saudades da gaiola. Voltou. Felizmente a

porta ainda estava aberta.

Nesse momento chegou o dono. Vendo a porta aberta disse:

– Passarinho bobo. Não viu que a porta estava aberta. Deve estar meio cego, pois passarinho

de verdade não fica em gaiola. Gosta mesmo é de voar...


(ALVES, Rubem – Teologia do Cotidiano – São Paulo: Olho d`água, 1994)

Depois de vivenciar algumas experiências fora da gaiola, o passarinho volta e encontra a porta aberta. Ele, então, tem a oportunidade de retornar à gaiola, mas não sem antes refletir sobre a condição de ser livre.

A afirmação que NÃO encontra relação com as reflexões feitas pelo passarinho é:

 

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1504706 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
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INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto 2, para responder às questões de 9 a 18.


TEXTO 2

PASSARINHO ENGAIOLADO

(Rubem Alves)


1 Dentro de uma linda gaiola vivia um passarinho. De sua vida, o mínimo que se poderia dizer era

que era segura e tranquila, como seguras e tranquilas são as vidas das pessoas bem casadas e dos

funcionários públicos.

Era monótona, é verdade. Mas a monotonia é o preço que se paga pela segurança. Não há muito

5 o que fazer dentro dos limites de uma gaiola, seja ela feita de arames de ferro ou de deveres. Os sonhos

aparecem, mas logo morrem, por não haver espaço para baterem suas asas. Só fica um grande buraco na

alma, que cada um enche como pode. Assim restava ao passarinho ficar pulando de um poleiro para

outro, comer, beber, dormir e cantar. O seu canto era aluguel que pagava ao seu dono pelo gozo da

segurança da gaiola...

10 ... Ah! Se aquela maldita porta se abrisse.

Pois não é que, para surpresa sua, um dia o seu dono a esqueceu aberta.

Ele poderia agora realizar todos os seus sonhos. Estava livre, livre, livre!

Saiu. Voou para o galho mais próximo. Olhou para baixo. Puxa! Como era alto. Sentiu um pouco

de tontura. Estava acostumado com o chão da gaiola, bem pertinho. Teve medo de cair. Agachou-se no

15 galho, para ter mais firmeza. Viu uma outra árvore mais distante. Teve vontade de ir até lá. Perguntou-se

se suas asas aguentariam. Elas não estavam acostumadas. O melhor seria não abusar, logo no primeiro

dia. Agarrou-se mais firmemente ainda. Nesse momento, um insetinho passou voando bem na frente de

seu bico. Chegara a hora. Esticou o pescoço o mais que pôde, mas o insetinho não era bobo. Sumiu

mostrando a língua.

20 – Ei, você! – era uma passarinha – Vamos voar juntos até o quintal do vizinho. Há uma linda

pimenteira, carregadinha de pimentas vermelhas. Deliciosas. Apenas é preciso prestar atenção no gato,

que anda por lá... Só o nome gato lhe deu arrepio. Disse para a passarinha que não gostava de pimentas.

A passarinha procurou outro companheiro. Ele preferiu ficar com fome. Chegou o fim da tarde e, com

ele, a tristeza do crepúsculo. A noite se aproximava.

25 Onde iria dormir? Lembrou-se do prego amigo, na parede da cozinha, onde a sua gaiola ficava

dependurada. Teve saudades dele. Teria de dormir num galho de árvore sem proteção. Gatos sobem em

árvores? Eles enxergam no escuro? E era preciso não esquecer os gambás. E tinha de pensar nos

meninos com seus estilingues, no dia seguinte.

Tremeu de medo. Nunca imaginara que a liberdade fosse tão complicada. Somente podem gozar

30 a liberdade aqueles que têm coragem. Ele não tinha. Teve saudades da gaiola. Voltou. Felizmente a

porta ainda estava aberta.

Nesse momento chegou o dono. Vendo a porta aberta disse:

– Passarinho bobo. Não viu que a porta estava aberta. Deve estar meio cego, pois passarinho

de verdade não fica em gaiola. Gosta mesmo é de voar...


(ALVES, Rubem – Teologia do Cotidiano – São Paulo: Olho d`água, 1994)

Segundo Houaiss (HOUAISS, Antônio. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p. 366.), o vocábulo crepúsculo, empregado no sentido figurado significa: “3. fig. período que antecede o fim de algo, momento em que se percebe este fim; declínio, decadência.”

O passarinho sentiu-se triste com o crepúsculo porque

 

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1504705 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
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INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto 2, para responder às questões de 9 a 18.


TEXTO 2

PASSARINHO ENGAIOLADO

(Rubem Alves)


1 Dentro de uma linda gaiola vivia um passarinho. De sua vida, o mínimo que se poderia dizer era

que era segura e tranquila, como seguras e tranquilas são as vidas das pessoas bem casadas e dos

funcionários públicos.

Era monótona, é verdade. Mas a monotonia é o preço que se paga pela segurança. Não há muito

5 o que fazer dentro dos limites de uma gaiola, seja ela feita de arames de ferro ou de deveres. Os sonhos

aparecem, mas logo morrem, por não haver espaço para baterem suas asas. Só fica um grande buraco na

alma, que cada um enche como pode. Assim restava ao passarinho ficar pulando de um poleiro para

outro, comer, beber, dormir e cantar. O seu canto era aluguel que pagava ao seu dono pelo gozo da

segurança da gaiola...

10 ... Ah! Se aquela maldita porta se abrisse.

Pois não é que, para surpresa sua, um dia o seu dono a esqueceu aberta.

Ele poderia agora realizar todos os seus sonhos. Estava livre, livre, livre!

Saiu. Voou para o galho mais próximo. Olhou para baixo. Puxa! Como era alto. Sentiu um pouco

de tontura. Estava acostumado com o chão da gaiola, bem pertinho. Teve medo de cair. Agachou-se no

15 galho, para ter mais firmeza. Viu uma outra árvore mais distante. Teve vontade de ir até lá. Perguntou-se

se suas asas aguentariam. Elas não estavam acostumadas. O melhor seria não abusar, logo no primeiro

dia. Agarrou-se mais firmemente ainda. Nesse momento, um insetinho passou voando bem na frente de

seu bico. Chegara a hora. Esticou o pescoço o mais que pôde, mas o insetinho não era bobo. Sumiu

mostrando a língua.

20 – Ei, você! – era uma passarinha – Vamos voar juntos até o quintal do vizinho. Há uma linda

pimenteira, carregadinha de pimentas vermelhas. Deliciosas. Apenas é preciso prestar atenção no gato,

que anda por lá... Só o nome gato lhe deu arrepio. Disse para a passarinha que não gostava de pimentas.

A passarinha procurou outro companheiro. Ele preferiu ficar com fome. Chegou o fim da tarde e, com

ele, a tristeza do crepúsculo. A noite se aproximava.

25 Onde iria dormir? Lembrou-se do prego amigo, na parede da cozinha, onde a sua gaiola ficava

dependurada. Teve saudades dele. Teria de dormir num galho de árvore sem proteção. Gatos sobem em

árvores? Eles enxergam no escuro? E era preciso não esquecer os gambás. E tinha de pensar nos

meninos com seus estilingues, no dia seguinte.

Tremeu de medo. Nunca imaginara que a liberdade fosse tão complicada. Somente podem gozar

30 a liberdade aqueles que têm coragem. Ele não tinha. Teve saudades da gaiola. Voltou. Felizmente a

porta ainda estava aberta.

Nesse momento chegou o dono. Vendo a porta aberta disse:

– Passarinho bobo. Não viu que a porta estava aberta. Deve estar meio cego, pois passarinho

de verdade não fica em gaiola. Gosta mesmo é de voar...


(ALVES, Rubem – Teologia do Cotidiano – São Paulo: Olho d`água, 1994)

“... Ah! Se aquela maldita porta se abrisse.” (linha 10) Após esse pensamento, o desejo foi realizado: “Pois não é que, para surpresa sua, um dia o seu dono a esqueceu aberta.” (linha 11)

Esta situação pode ser relacionada ao seguinte dito popular:

 

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