Foram encontradas 78 questões.
Leia atentamente o texto IV e responda às questões 10 e 11.
Texto IV

O texto IV é uma postagem veiculada em redes sociais, cujo objetivo é
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Leia atentamente o texto III e responda à questão 09.
Texto III

Sobre a construção do texto, pode-se afirmar que
(I) O pensamento da locutora é interrompido a cada quadrinho.
(II) no último quadrinho, é possível a interferência de que a menina se mostra exaltada, diante da atitude passiva do menino.
(III) o significado é construído com base na associação da linguagem verbal e não verbal.
Está (ão) correta (s)
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Leia atentamente o texto II e responda à questão 08.
Texto II

Relacionando os textos I e II, percebe-se que, embora tenham diferentes linguagens, aproximam-se quanto à temática pretendida. O trecho do texto I que melhor traduz o sentido do texto II é
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Leia atentamente o texto I e responda às questões de 01 a 07
Texto I
Longe do Coração
Cláudia Laitano
01 A Somália fica no ombro esquerdo da África, separada da Índia pelo
02 Oceano Índico (valeu, Google Maps). Sua capital é Mogadíscio, mas isso eu
03 descobri anos atrás, assistindo ao filme Falcão Negro em Perigo. Encerram-
04 se aí meus 30 centavos de conhecimento sobre a Somália, país onde mais
05 de 300 pessoas morreram em um atentado.
06 _____ Já Myanmar fica entre a Índia e a Tailândia. A capital, anote aí se
07 chama Naypyidaw (sim, Google). Nas últimas semanas, cerca de 500 mil
08 rohingyas foram obrigados a fugir de Myanmar, dando início a uma das
09 mais graves crises humanitárias da nossa época. Minoria muçulmana
10 historicamente perseguida em um país de maioria budista, os rohingyas
11 costumam ser descritos como “o povo mais martirizado do mundo”. E
12 olhem que concorrência não é pequena.
13 _____ O que essas duas histórias têm em comum além do fato de estarem
14 acontecendo em lugares que a maioria de nós seria incapaz de apontar no
15 mapa? Somális e rohingyas vêm sendo usados nos últimos dias para
16 ilustrar um fenômeno desconfortável em tempos de tantos bons
17 sentimentos de sofá: a empatia seletiva. Sete mortos em Paris nos colocam
18 em sobressalto, enquanto 70 no Zimbáue nos deixam indiferentes e
19 raramente viram “bagdes” (aquelas bandeirinhas anexadas ao perfil nas
20 redes, indicando adesão ou simpatia por uma determinada causa). O
21 fenômeno não é novo, mas ficou mais evidente com a internet.
22 _____ As redes, como seus usuários, são movidas por duas emoções
23 básicas e bastante primitivas: raiva e empatia. Odiamos o que coloca em
24 risco nosso estilo de vida ou nosso modo de ver o mundo. Nos
25 compadecemos com tudo que nos parece próximo e familiar. Para que o
26 sofrimento alheio nos comova, é preciso que a dor ecoe em nós de alguma
27 forma – eventualmente por motivos nobres, mas em geral por puro
28 egoísmo. Um vizinho assaltado diante da nossa casa nos aflige mais do que
29 o estranho encontrado morto em um bairro pobre no outro lado da cidade.
30 Racionalmente, sabemos que uma coisa é bem pior do que a outra, mas
31 não sentimos medo, raiva ou compaixão por motivos estreitamente
32 racionais.
33 _____ É por isso que o psicólogo canadense Paul Bloom argumenta que a
34 “compaixão racional” é muito mais importante para a vida em sociedade do
35 que a empatia e os bons sentimentos. Para Bloom, por ser tendenciosa, a
36 empatia pode nos induzir a “desastres morais”. É fácil colocar-se no lugar
37 de quem se parece conosco e lançar todas as pragas do Egito contra quem
38 desprezamos, mas para decidir o que é certo ou errado, moral ou imoral,
39 importante ou secundário, nossas afinidades e aversões não são guias
40 muito confiáveis.
41 __ Posar de fiscal da empatia alheia, cobrando manifestações
42 equidistantes em relação a todas as tragédias do planeta, pode oferecer
43 uma breve sensação de superioridade moral, mas dificilmente vai
44 conquistar simpatizantes para alguma coisa. Para quem acredita que
45 tragédias como os atentados na Somália e a crise dos refugiados de
46 Myanmar deveriam merecer mais atenção, a melhor estratégia talvez seja
47 ler e compartilhar notícias sobre o assunto. A rede é o que fazemos com
48 ela. E quanto mais sabemos uns sobre os outros, mais difícil é ficar
49 indiferente.
Com relação ao emprego do pronome oblíquo, é possível observar registro de linguagem coloquial na alternativa
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Leia atentamente o texto I e responda às questões de 01 a 07
Texto I
Longe do Coração
Cláudia Laitano
01 A Somália fica no ombro esquerdo da África, separada da Índia pelo
02 Oceano Índico (valeu, Google Maps). Sua capital é Mogadíscio, mas isso eu
03 descobri anos atrás, assistindo ao filme Falcão Negro em Perigo. Encerram-
04 se aí meus 30 centavos de conhecimento sobre a Somália, país onde mais
05 de 300 pessoas morreram em um atentado.
06 _____ Já Myanmar fica entre a Índia e a Tailândia. A capital, anote aí se
07 chama Naypyidaw (sim, Google). Nas últimas semanas, cerca de 500 mil
08 rohingyas foram obrigados a fugir de Myanmar, dando início a uma das
09 mais graves crises humanitárias da nossa época. Minoria muçulmana
10 historicamente perseguida em um país de maioria budista, os rohingyas
11 costumam ser descritos como “o povo mais martirizado do mundo”. E
12 olhem que concorrência não é pequena.
13 _____ O que essas duas histórias têm em comum além do fato de estarem
14 acontecendo em lugares que a maioria de nós seria incapaz de apontar no
15 mapa? Somális e rohingyas vêm sendo usados nos últimos dias para
16 ilustrar um fenômeno desconfortável em tempos de tantos bons
17 sentimentos de sofá: a empatia seletiva. Sete mortos em Paris nos colocam
18 em sobressalto, enquanto 70 no Zimbáue nos deixam indiferentes e
19 raramente viram “bagdes” (aquelas bandeirinhas anexadas ao perfil nas
20 redes, indicando adesão ou simpatia por uma determinada causa). O
21 fenômeno não é novo, mas ficou mais evidente com a internet.
22 _____ As redes, como seus usuários, são movidas por duas emoções
23 básicas e bastante primitivas: raiva e empatia. Odiamos o que coloca em
24 risco nosso estilo de vida ou nosso modo de ver o mundo. Nos
25 compadecemos com tudo que nos parece próximo e familiar. Para que o
26 sofrimento alheio nos comova, é preciso que a dor ecoe em nós de alguma
27 forma – eventualmente por motivos nobres, mas em geral por puro
28 egoísmo. Um vizinho assaltado diante da nossa casa nos aflige mais do que
29 o estranho encontrado morto em um bairro pobre no outro lado da cidade.
30 Racionalmente, sabemos que uma coisa é bem pior do que a outra, mas
31 não sentimos medo, raiva ou compaixão por motivos estreitamente
32 racionais.
33 _____ É por isso que o psicólogo canadense Paul Bloom argumenta que a
34 “compaixão racional” é muito mais importante para a vida em sociedade do
35 que a empatia e os bons sentimentos. Para Bloom, por ser tendenciosa, a
36 empatia pode nos induzir a “desastres morais”. É fácil colocar-se no lugar
37 de quem se parece conosco e lançar todas as pragas do Egito contra quem
38 desprezamos, mas para decidir o que é certo ou errado, moral ou imoral,
39 importante ou secundário, nossas afinidades e aversões não são guias
40 muito confiáveis.
41 __ Posar de fiscal da empatia alheia, cobrando manifestações
42 equidistantes em relação a todas as tragédias do planeta, pode oferecer
43 uma breve sensação de superioridade moral, mas dificilmente vai
44 conquistar simpatizantes para alguma coisa. Para quem acredita que
45 tragédias como os atentados na Somália e a crise dos refugiados de
46 Myanmar deveriam merecer mais atenção, a melhor estratégia talvez seja
47 ler e compartilhar notícias sobre o assunto. A rede é o que fazemos com
48 ela. E quanto mais sabemos uns sobre os outros, mais difícil é ficar
49 indiferente.
Assinale a alternativa em que a relação de sentido expressa pelo conectivo em destaque não foi corretamente indicada.
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Leia atentamente o texto I e responda às questões de 01 a 07
Texto I
Longe do Coração
Cláudia Laitano
01 A Somália fica no ombro esquerdo da África, separada da Índia pelo
02 Oceano Índico (valeu, Google Maps). Sua capital é Mogadíscio, mas isso eu
03 descobri anos atrás, assistindo ao filme Falcão Negro em Perigo. Encerram-
04 se aí meus 30 centavos de conhecimento sobre a Somália, país onde mais
05 de 300 pessoas morreram em um atentado.
06 _____ Já Myanmar fica entre a Índia e a Tailândia. A capital, anote aí se
07 chama Naypyidaw (sim, Google). Nas últimas semanas, cerca de 500 mil
08 rohingyas foram obrigados a fugir de Myanmar, dando início a uma das
09 mais graves crises humanitárias da nossa época. Minoria muçulmana
10 historicamente perseguida em um país de maioria budista, os rohingyas
11 costumam ser descritos como “o povo mais martirizado do mundo”. E
12 olhem que concorrência não é pequena.
13 _____ O que essas duas histórias têm em comum além do fato de estarem
14 acontecendo em lugares que a maioria de nós seria incapaz de apontar no
15 mapa? Somális e rohingyas vêm sendo usados nos últimos dias para
16 ilustrar um fenômeno desconfortável em tempos de tantos bons
17 sentimentos de sofá: a empatia seletiva. Sete mortos em Paris nos colocam
18 em sobressalto, enquanto 70 no Zimbáue nos deixam indiferentes e
19 raramente viram “bagdes” (aquelas bandeirinhas anexadas ao perfil nas
20 redes, indicando adesão ou simpatia por uma determinada causa). O
21 fenômeno não é novo, mas ficou mais evidente com a internet.
22 _____ As redes, como seus usuários, são movidas por duas emoções
23 básicas e bastante primitivas: raiva e empatia. Odiamos o que coloca em
24 risco nosso estilo de vida ou nosso modo de ver o mundo. Nos
25 compadecemos com tudo que nos parece próximo e familiar. Para que o
26 sofrimento alheio nos comova, é preciso que a dor ecoe em nós de alguma
27 forma – eventualmente por motivos nobres, mas em geral por puro
28 egoísmo. Um vizinho assaltado diante da nossa casa nos aflige mais do que
29 o estranho encontrado morto em um bairro pobre no outro lado da cidade.
30 Racionalmente, sabemos que uma coisa é bem pior do que a outra, mas
31 não sentimos medo, raiva ou compaixão por motivos estreitamente
32 racionais.
33 _____ É por isso que o psicólogo canadense Paul Bloom argumenta que a
34 “compaixão racional” é muito mais importante para a vida em sociedade do
35 que a empatia e os bons sentimentos. Para Bloom, por ser tendenciosa, a
36 empatia pode nos induzir a “desastres morais”. É fácil colocar-se no lugar
37 de quem se parece conosco e lançar todas as pragas do Egito contra quem
38 desprezamos, mas para decidir o que é certo ou errado, moral ou imoral,
39 importante ou secundário, nossas afinidades e aversões não são guias
40 muito confiáveis.
41 __ Posar de fiscal da empatia alheia, cobrando manifestações
42 equidistantes em relação a todas as tragédias do planeta, pode oferecer
43 uma breve sensação de superioridade moral, mas dificilmente vai
44 conquistar simpatizantes para alguma coisa. Para quem acredita que
45 tragédias como os atentados na Somália e a crise dos refugiados de
46 Myanmar deveriam merecer mais atenção, a melhor estratégia talvez seja
47 ler e compartilhar notícias sobre o assunto. A rede é o que fazemos com
48 ela. E quanto mais sabemos uns sobre os outros, mais difícil é ficar
49 indiferente.
Considerando o contexto em que estão inseridas, as palavras martirizado (l.11), ilustrar (l.16) e compaixão (l.31) poderiam ser substituídas, sem prejuízo de sentido e de correção do texto, respectivamente, por
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Leia atentamente o texto I e responda às questões de 01 a 07
Texto I
Longe do Coração
Cláudia Laitano
01 A Somália fica no ombro esquerdo da África, separada da Índia pelo
02 Oceano Índico (valeu, Google Maps). Sua capital é Mogadíscio, mas isso eu
03 descobri anos atrás, assistindo ao filme Falcão Negro em Perigo. Encerram-
04 se aí meus 30 centavos de conhecimento sobre a Somália, país onde mais
05 de 300 pessoas morreram em um atentado.
06 _____ Já Myanmar fica entre a Índia e a Tailândia. A capital, anote aí se
07 chama Naypyidaw (sim, Google). Nas últimas semanas, cerca de 500 mil
08 rohingyas foram obrigados a fugir de Myanmar, dando início a uma das
09 mais graves crises humanitárias da nossa época. Minoria muçulmana
10 historicamente perseguida em um país de maioria budista, os rohingyas
11 costumam ser descritos como “o povo mais martirizado do mundo”. E
12 olhem que concorrência não é pequena.
13 _____ O que essas duas histórias têm em comum além do fato de estarem
14 acontecendo em lugares que a maioria de nós seria incapaz de apontar no
15 mapa? Somális e rohingyas vêm sendo usados nos últimos dias para
16 ilustrar um fenômeno desconfortável em tempos de tantos bons
17 sentimentos de sofá: a empatia seletiva. Sete mortos em Paris nos colocam
18 em sobressalto, enquanto 70 no Zimbáue nos deixam indiferentes e
19 raramente viram “bagdes” (aquelas bandeirinhas anexadas ao perfil nas
20 redes, indicando adesão ou simpatia por uma determinada causa). O
21 fenômeno não é novo, mas ficou mais evidente com a internet.
22 _____ As redes, como seus usuários, são movidas por duas emoções
23 básicas e bastante primitivas: raiva e empatia. Odiamos o que coloca em
24 risco nosso estilo de vida ou nosso modo de ver o mundo. Nos
25 compadecemos com tudo que nos parece próximo e familiar. Para que o
26 sofrimento alheio nos comova, é preciso que a dor ecoe em nós de alguma
27 forma – eventualmente por motivos nobres, mas em geral por puro
28 egoísmo. Um vizinho assaltado diante da nossa casa nos aflige mais do que
29 o estranho encontrado morto em um bairro pobre no outro lado da cidade.
30 Racionalmente, sabemos que uma coisa é bem pior do que a outra, mas
31 não sentimos medo, raiva ou compaixão por motivos estreitamente
32 racionais.
33 _____ É por isso que o psicólogo canadense Paul Bloom argumenta que a
34 “compaixão racional” é muito mais importante para a vida em sociedade do
35 que a empatia e os bons sentimentos. Para Bloom, por ser tendenciosa, a
36 empatia pode nos induzir a “desastres morais”. É fácil colocar-se no lugar
37 de quem se parece conosco e lançar todas as pragas do Egito contra quem
38 desprezamos, mas para decidir o que é certo ou errado, moral ou imoral,
39 importante ou secundário, nossas afinidades e aversões não são guias
40 muito confiáveis.
41 __ Posar de fiscal da empatia alheia, cobrando manifestações
42 equidistantes em relação a todas as tragédias do planeta, pode oferecer
43 uma breve sensação de superioridade moral, mas dificilmente vai
44 conquistar simpatizantes para alguma coisa. Para quem acredita que
45 tragédias como os atentados na Somália e a crise dos refugiados de
46 Myanmar deveriam merecer mais atenção, a melhor estratégia talvez seja
47 ler e compartilhar notícias sobre o assunto. A rede é o que fazemos com
48 ela. E quanto mais sabemos uns sobre os outros, mais difícil é ficar
49 indiferente.
Em “A Somália fica no ombro esquerdo da África, separada da Índia pelo Oceano Índico (valeu, Google Maps)” (l. 01 e 02), a autora dialoga com o Google Maps. Pode-se inferir que o uso desse artifício, no texto,
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Texto I
Longe do Coração
Cláudia Laitano
01 A Somália fica no ombro esquerdo da África, separada da Índia pelo
02 Oceano Índico (valeu, Google Maps). Sua capital é Mogadíscio, mas isso eu
03 descobri anos atrás, assistindo ao filme Falcão Negro em Perigo. Encerram-
04 se aí meus 30 centavos de conhecimento sobre a Somália, país onde mais
05 de 300 pessoas morreram em um atentado.
06 _____ Já Myanmar fica entre a Índia e a Tailândia. A capital, anote aí se
07 chama Naypyidaw (sim, Google). Nas últimas semanas, cerca de 500 mil
08 rohingyas foram obrigados a fugir de Myanmar, dando início a uma das
09 mais graves crises humanitárias da nossa época. Minoria muçulmana
10 historicamente perseguida em um país de maioria budista, os rohingyas
11 costumam ser descritos como “o povo mais martirizado do mundo”. E
12 olhem que concorrência não é pequena.
13 _____ O que essas duas histórias têm em comum além do fato de estarem
14 acontecendo em lugares que a maioria de nós seria incapaz de apontar no
15 mapa? Somális e rohingyas vêm sendo usados nos últimos dias para
16 ilustrar um fenômeno desconfortável em tempos de tantos bons
17 sentimentos de sofá: a empatia seletiva. Sete mortos em Paris nos colocam
18 em sobressalto, enquanto 70 no Zimbáue nos deixam indiferentes e
19 raramente viram “bagdes” (aquelas bandeirinhas anexadas ao perfil nas
20 redes, indicando adesão ou simpatia por uma determinada causa). O
21 fenômeno não é novo, mas ficou mais evidente com a internet.
22 _____ As redes, como seus usuários, são movidas por duas emoções
23 básicas e bastante primitivas: raiva e empatia. Odiamos o que coloca em
24 risco nosso estilo de vida ou nosso modo de ver o mundo. Nos
25 compadecemos com tudo que nos parece próximo e familiar. Para que o
26 sofrimento alheio nos comova, é preciso que a dor ecoe em nós de alguma
27 forma – eventualmente por motivos nobres, mas em geral por puro
28 egoísmo. Um vizinho assaltado diante da nossa casa nos aflige mais do que
29 o estranho encontrado morto em um bairro pobre no outro lado da cidade.
30 Racionalmente, sabemos que uma coisa é bem pior do que a outra, mas
31 não sentimos medo, raiva ou compaixão por motivos estreitamente
32 racionais.
33 _____ É por isso que o psicólogo canadense Paul Bloom argumenta que a
34 “compaixão racional” é muito mais importante para a vida em sociedade do
35 que a empatia e os bons sentimentos. Para Bloom, por ser tendenciosa, a
36 empatia pode nos induzir a “desastres morais”. É fácil colocar-se no lugar
37 de quem se parece conosco e lançar todas as pragas do Egito contra quem
38 desprezamos, mas para decidir o que é certo ou errado, moral ou imoral,
39 importante ou secundário, nossas afinidades e aversões não são guias
40 muito confiáveis.
41 __ Posar de fiscal da empatia alheia, cobrando manifestações
42 equidistantes em relação a todas as tragédias do planeta, pode oferecer
43 uma breve sensação de superioridade moral, mas dificilmente vai
44 conquistar simpatizantes para alguma coisa. Para quem acredita que
45 tragédias como os atentados na Somália e a crise dos refugiados de
46 Myanmar deveriam merecer mais atenção, a melhor estratégia talvez seja
47 ler e compartilhar notícias sobre o assunto. A rede é o que fazemos com
48 ela. E quanto mais sabemos uns sobre os outros, mais difícil é ficar
49 indiferente.
É correto afirmar que o texto
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Leia atentamente o texto I e responda às questões de 01 a 07
Texto I
Longe do Coração
Cláudia Laitano
01 A Somália fica no ombro esquerdo da África, separada da Índia pelo
02 Oceano Índico (valeu, Google Maps). Sua capital é Mogadíscio, mas isso eu
03 descobri anos atrás, assistindo ao filme Falcão Negro em Perigo. Encerram-
04 se aí meus 30 centavos de conhecimento sobre a Somália, país onde mais
05 de 300 pessoas morreram em um atentado.
06 _____ Já Myanmar fica entre a Índia e a Tailândia. A capital, anote aí se
07 chama Naypyidaw (sim, Google). Nas últimas semanas, cerca de 500 mil
08 rohingyas foram obrigados a fugir de Myanmar, dando início a uma das
09 mais graves crises humanitárias da nossa época. Minoria muçulmana
10 historicamente perseguida em um país de maioria budista, os rohingyas
11 costumam ser descritos como “o povo mais martirizado do mundo”. E
12 olhem que concorrência não é pequena.
13 _____ O que essas duas histórias têm em comum além do fato de estarem
14 acontecendo em lugares que a maioria de nós seria incapaz de apontar no
15 mapa? Somális e rohingyas vêm sendo usados nos últimos dias para
16 ilustrar um fenômeno desconfortável em tempos de tantos bons
17 sentimentos de sofá: a empatia seletiva. Sete mortos em Paris nos colocam
18 em sobressalto, enquanto 70 no Zimbáue nos deixam indiferentes e
19 raramente viram “bagdes” (aquelas bandeirinhas anexadas ao perfil nas
20 redes, indicando adesão ou simpatia por uma determinada causa). O
21 fenômeno não é novo, mas ficou mais evidente com a internet.
22 _____ As redes, como seus usuários, são movidas por duas emoções
23 básicas e bastante primitivas: raiva e empatia. Odiamos o que coloca em
24 risco nosso estilo de vida ou nosso modo de ver o mundo. Nos
25 compadecemos com tudo que nos parece próximo e familiar. Para que o
26 sofrimento alheio nos comova, é preciso que a dor ecoe em nós de alguma
27 forma – eventualmente por motivos nobres, mas em geral por puro
28 egoísmo. Um vizinho assaltado diante da nossa casa nos aflige mais do que
29 o estranho encontrado morto em um bairro pobre no outro lado da cidade.
30 Racionalmente, sabemos que uma coisa é bem pior do que a outra, mas
31 não sentimos medo, raiva ou compaixão por motivos estreitamente
32 racionais.
33 _____ É por isso que o psicólogo canadense Paul Bloom argumenta que a
34 “compaixão racional” é muito mais importante para a vida em sociedade do
35 que a empatia e os bons sentimentos. Para Bloom, por ser tendenciosa, a
36 empatia pode nos induzir a “desastres morais”. É fácil colocar-se no lugar
37 de quem se parece conosco e lançar todas as pragas do Egito contra quem
38 desprezamos, mas para decidir o que é certo ou errado, moral ou imoral,
39 importante ou secundário, nossas afinidades e aversões não são guias
40 muito confiáveis.
41 __ Posar de fiscal da empatia alheia, cobrando manifestações
42 equidistantes em relação a todas as tragédias do planeta, pode oferecer
43 uma breve sensação de superioridade moral, mas dificilmente vai
44 conquistar simpatizantes para alguma coisa. Para quem acredita que
45 tragédias como os atentados na Somália e a crise dos refugiados de
46 Myanmar deveriam merecer mais atenção, a melhor estratégia talvez seja
47 ler e compartilhar notícias sobre o assunto. A rede é o que fazemos com
48 ela. E quanto mais sabemos uns sobre os outros, mais difícil é ficar
49 indiferente.
Sobre a relação do título Longe do Coração com o texto, é correto afirmar que
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Disciplina: Matemática
Banca: Col.Mil. Porto Alegre
Orgão: Col.Mil. Porto Alegre
Em um triângulo retângulo temos as medidas !$ d !$ e !$ h !$, onde !$ d !$ é igual à diferença entre os comprimentos dos catetos e !$ h !$ é igual à medida da altura relativa à hipotenusa.
A expressão que representa o comprimento da hipotenusa !$ a !$, em função das medidas !$ d !$ e !$ h !$, é
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