Foram encontradas 31 questões.
Três amigas Ana, Bia e Cida trabalham como secretária, costureira e professora, não necessariamente nessa ordem. Elas afirmaram:
■ Bia é secretária, disse Cida;
■ Ana é costureira, disse Bia;
■ Eu sou a secretária, afirma Ana.
Como somente a professora disse a verdade, é correto concluir que
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Considerando as afirmações a seguir:
■ p: Se !$ x = y !$ , então!$ x + z = y + z !$ , para quaisquer !$ x , y !$ e !$ z !$ números reais;
■ q: Maria trabalha no hospital;
■ r: São Paulo é a capital do Brasil;
■ s: 4 é um número primo.
é correto afirmar que
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Se “Todo astronauta é aviador”, “Algum aviador não é motorista” e “Nenhum ciclista é motorista”, é correto concluir logicamente que
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Texto II, para responder às questões 7 e 8.
1--------RIO - O proprietário do Bar Restaurante e Pizzaria
Garota de Copa, em Copacabana, foi preso em flagrante,
nesta quinta-feira, por policiais da 12ª DP (Copacabana). Os
4 agentes, acompanhados de técnicos da Light, descobriram
um "gato" feito na rede de energia elétrica da concessionária
que abastecia o estabelecimento comercial, que foi
7 interditado.
Os policiais foram até o restaurante, com base em
uma denúncia anônima. O dono do estabelecimento, que
10 estava no local, foi preso e encaminhado à delegacia, onde
responderá pelo crime de furto de energia elétrica, cuja pena
varia de três a oito anos de prisão.
13-------Em seguida, os policiais acionaram técnicos da
Vigilância Sanitária, que interditaram o local, após verificarem
as precárias condições de higiene.
Internet: <http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/03/13/policia_prende_dono_
de_restaurante_em_copacaban_por_furto_de_energia_eletrica-26219867. asp> (com adaptações). Acesso em 21/12/2009.
A respeito das ideias do texto II, assinale a alternativa correta.
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Texto II, para responder às questões 7 e 8.
1--------RIO - O proprietário do Bar Restaurante e Pizzaria
Garota de Copa, em Copacabana, foi preso em flagrante,
nesta quinta-feira, por policiais da 12ª DP (Copacabana). Os
4 agentes, acompanhados de técnicos da Light, descobriram
um "gato" feito na rede de energia elétrica da concessionária
que abastecia o estabelecimento comercial, que foi
7 interditado.
Os policiais foram até o restaurante, com base em
uma denúncia anônima. O dono do estabelecimento, que
10 estava no local, foi preso e encaminhado à delegacia, onde
responderá pelo crime de furto de energia elétrica, cuja pena
varia de três a oito anos de prisão.
13-------Em seguida, os policiais acionaram técnicos da
Vigilância Sanitária, que interditaram o local, após verificarem
as precárias condições de higiene.
Internet: <http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/03/13/policia_prende_dono_
de_restaurante_em_copacaban_por_furto_de_energia_eletrica-26219867. asp> (com adaptações). Acesso em 21/12/2009.
Em cada uma das alternativas abaixo, há uma reescritura de parte do texto II. Assinale aquela em que a reescritura altera a ideia original.
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- Documentos Oficiais
- Manual de Redação da Presidência da RepúblicaAs Comunicações OficiaisPadrão OfícioPartes do documento no Padrão Ofício
- Outros Manuais de RedaçãoManual de Redação da Presidência da República (2ªEd)
A respeito de comunicações oficiais, julgue os itens a seguir.
I Em comunicações oficiais internas, não há necessidade de se obedecer a todas as normas protocolares. Exemplo disso é a identificação do signatário: deve trazer o nome da autoridade que as expede, seguido de local de sua assinatura. Não há necessidade de citar o cargo da autoridade.
II O aviso, o ofício e o memorando devem conter as seguintes partes:
■tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão que o expede;
■ local e data em que foi assinado, por extenso, com alinhamento à direita;
■ assunto: resumo do teor do documento;
■ destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida a comunicação. No caso do ofício, deve ser incluído também o endereço;
■ texto;
■ fecho;
■ assinatura do autor da comunicação;
■ identificação do signatário.
III No texto do aviso, do ofício e do memorando, os parágrafos devem ser numerados, exceto nos casos em que estes estejam organizados em itens ou títulos e subtítulos.
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Texto I, para responder às questões de 1 a 5.
1----------------As perdas técnicas sempre fizeram parte dos
sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia
elétrica. Por serem intrínsecas ao sistema, sua redução é
4 tema de estudos constantes.
-----------------Para reduzir essas perdas no setor elétrico, novos
métodos e materiais têm sido pesquisados, observando-se os
7 custos envolvidos, pois a tarifa de energia elétrica é composta
essencialmente da remuneração do investimento, da
depreciação e dos custos de operação e manutenção, itens
10 diretamente influenciados pelos materiais envolvidos.
Como exemplo da interferência dos materiais
utilizados pelo setor elétrico nas tarifas, sabe-se que,
13 tecnicamente, o melhor condutor de energia elétrica é o ouro.
Entretanto, usar esse metal seria bem mais caro que adotar o
alumínio. Por razões econômicas, as perdas provenientes do
16 uso do alumínio passam a ser aceitáveis, em virtude da
significativa redução tarifária que a opção representa.
A perda total anual de energia elétrica no Brasil,
19 hoje, é da ordem de 52 terawatts/hora (TWh). Contudo, nesse
montante não estão apenas as perdas técnicas, mas também
as chamadas perdas comerciais, que representam 44% do
22 total, decorrentes de erros de medição, furto e fraudes nos
sistemas de medição.
O furto e as fraudes respondem por perdas de 23
25 TWh por ano, energia equivalente ao fornecimento anual para
19 milhões de residências com consumo médio de 100
kWh/mês.
28---------------O custo anual das perdas não técnicas para a
sociedade brasileira é de aproximadamente R$ 5,5 bilhões,
valor que chega a R$ 7,3 bilhões ao acrescentarmos os
31 tributos (ICMS, PIS e Cofins) que deixam de ser arrecadados
com essas irregularidades. Para se ter uma ideia da dimensão
do problema, esse valor equivale à metade do que o Estado
34 brasileiro destina anualmente ao Programa Bolsa-Família.
O Decreto n.º 4.562/2002, no § 1.º do art. 1.º,
estabeleceu que esse prejuízo componha, de forma explícita,
37 as tarifas de energia elétrica, pois devem ser consideradas as
parcelas apropriadas dos custos de transporte e das perdas
de energia elétrica, bem como os encargos de conexão e os
40 encargos setoriais de responsabilidade do segmento de
consumo.
Além do aspecto financeiro, o furto de energia
43 prejudica a integridade física da rede elétrica, pois causa
sobrecargas e desligamentos indevidos no sistema de
distribuição. Isso prejudica a qualidade e aumenta, ainda mais,
46 os custos para a adequada prestação do serviço na medida em
que os investimentos necessários em distribuição,
transmissão e geração de energia são remunerados por
49 quem paga corretamente sua conta de luz.
O furto de energia, crime popularmente conhecido
como “gato”, possui componentes socioculturais que
52 dificultam muito o seu combate, pois frequentemente
deparamos com comportamentos que, em maior ou menor
intensidade, estimulam a prática desse delito. Um deles é o
55 desconhecimento de que o furto de energia é crime, com
pena de reclusão, de um a quatro anos, e multa. Outro fator é
a relativa facilidade de acessar o sistema de medição, mantido
58 sob a guarda do consumidor. Observa-se também a dificuldade
da prestadora do serviço em identificar o furto, além do
sentimento de ausência de punição por parte do criminoso, o
61 que pode levar à equívoca interpretação de que o risco
compensa o ganho.
Em áreas de maior complexidade urbana, com
64 ocupações não planejadas e altos índices de violência, as
perdas comerciais são sistematicamente maiores. Entretanto,
contrariamente ao senso comum, o furto de energia não está
67 presente somente entre os consumidores de baixa renda,
mas também nas classes média e alta, comércios, empresas
e indústrias.
Ricardo Vidinich & Gustavo Alexandre Lopes Nery. Pesquisa e desenvolvimento contra o furto de energia. In: Revista Pesquisa e
Desenvolvimento da ANEEL, n.º 3, jun./2009. Setor elétrico no
caminho da inovação: confira os resultados de algumas
iniciativas do programa P&D regulado pela ANEEL
Brasília: ANEEL, 2009, p. 15 (com adaptações).

Internet: <http://www.radiocriciuma.com.br/imagens_editor/
gato_grande.jpg> (com adaptações).
Em cada uma das alternativas a seguir, há uma reescritura de parte do texto I. Assinale aquela em que a reescritura altera o sentido e cria falha em relação à gramática.
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Texto I, para responder às questões de 1 a 5.
1----------------As perdas técnicas sempre fizeram parte dos
sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia
elétrica. Por serem intrínsecas ao sistema, sua redução é
4 tema de estudos constantes.
-----------------Para reduzir essas perdas no setor elétrico, novos
métodos e materiais têm sido pesquisados, observando-se os
7 custos envolvidos, pois a tarifa de energia elétrica é composta
essencialmente da remuneração do investimento, da
depreciação e dos custos de operação e manutenção, itens
10 diretamente influenciados pelos materiais envolvidos.
Como exemplo da interferência dos materiais
utilizados pelo setor elétrico nas tarifas, sabe-se que,
13 tecnicamente, o melhor condutor de energia elétrica é o ouro.
Entretanto, usar esse metal seria bem mais caro que adotar o
alumínio. Por razões econômicas, as perdas provenientes do
16 uso do alumínio passam a ser aceitáveis, em virtude da
significativa redução tarifária que a opção representa.
A perda total anual de energia elétrica no Brasil,
19 hoje, é da ordem de 52 terawatts/hora (TWh). Contudo, nesse
montante não estão apenas as perdas técnicas, mas também
as chamadas perdas comerciais, que representam 44% do
22 total, decorrentes de erros de medição, furto e fraudes nos
sistemas de medição.
O furto e as fraudes respondem por perdas de 23
25 TWh por ano, energia equivalente ao fornecimento anual para
19 milhões de residências com consumo médio de 100
kWh/mês.
28---------------O custo anual das perdas não técnicas para a
sociedade brasileira é de aproximadamente R$ 5,5 bilhões,
valor que chega a R$ 7,3 bilhões ao acrescentarmos os
31 tributos (ICMS, PIS e Cofins) que deixam de ser arrecadados
com essas irregularidades. Para se ter uma ideia da dimensão
do problema, esse valor equivale à metade do que o Estado
34 brasileiro destina anualmente ao Programa Bolsa-Família.
O Decreto n.º 4.562/2002, no § 1.º do art. 1.º,
estabeleceu que esse prejuízo componha, de forma explícita,
37 as tarifas de energia elétrica, pois devem ser consideradas as
parcelas apropriadas dos custos de transporte e das perdas
de energia elétrica, bem como os encargos de conexão e os
40 encargos setoriais de responsabilidade do segmento de
consumo.
Além do aspecto financeiro, o furto de energia
43 prejudica a integridade física da rede elétrica, pois causa
sobrecargas e desligamentos indevidos no sistema de
distribuição. Isso prejudica a qualidade e aumenta, ainda mais,
46 os custos para a adequada prestação do serviço na medida em
que os investimentos necessários em distribuição,
transmissão e geração de energia são remunerados por
49 quem paga corretamente sua conta de luz.
O furto de energia, crime popularmente conhecido
como “gato”, possui componentes socioculturais que
52 dificultam muito o seu combate, pois frequentemente
deparamos com comportamentos que, em maior ou menor
intensidade, estimulam a prática desse delito. Um deles é o
55 desconhecimento de que o furto de energia é crime, com
pena de reclusão, de um a quatro anos, e multa. Outro fator é
a relativa facilidade de acessar o sistema de medição, mantido
58 sob a guarda do consumidor. Observa-se também a dificuldade
da prestadora do serviço em identificar o furto, além do
sentimento de ausência de punição por parte do criminoso, o
61 que pode levar à equívoca interpretação de que o risco
compensa o ganho.
Em áreas de maior complexidade urbana, com
64 ocupações não planejadas e altos índices de violência, as
perdas comerciais são sistematicamente maiores. Entretanto,
contrariamente ao senso comum, o furto de energia não está
67 presente somente entre os consumidores de baixa renda,
mas também nas classes média e alta, comércios, empresas
e indústrias.
Ricardo Vidinich & Gustavo Alexandre Lopes Nery. Pesquisa e desenvolvimento contra o furto de energia. In: Revista Pesquisa e
Desenvolvimento da ANEEL, n.º 3, jun./2009. Setor elétrico no
caminho da inovação: confira os resultados de algumas
iniciativas do programa P&D regulado pela ANEEL
Brasília: ANEEL, 2009, p. 15 (com adaptações).

Internet: <http://www.radiocriciuma.com.br/imagens_editor/
gato_grande.jpg> (com adaptações).
Relacione a imagem associada ao texto I e os microtextos que a circundam ao texto I e assinale a alternativa correta.
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Texto I, para responder às questões de 1 a 5.
1----------------As perdas técnicas sempre fizeram parte dos
sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia
elétrica. Por serem intrínsecas ao sistema, sua redução é
4 tema de estudos constantes.
-----------------Para reduzir essas perdas no setor elétrico, novos
métodos e materiais têm sido pesquisados, observando-se os
7 custos envolvidos, pois a tarifa de energia elétrica é composta
essencialmente da remuneração do investimento, da
depreciação e dos custos de operação e manutenção, itens
10 diretamente influenciados pelos materiais envolvidos.
Como exemplo da interferência dos materiais
utilizados pelo setor elétrico nas tarifas, sabe-se que,
13 tecnicamente, o melhor condutor de energia elétrica é o ouro.
Entretanto, usar esse metal seria bem mais caro que adotar o
alumínio. Por razões econômicas, as perdas provenientes do
16 uso do alumínio passam a ser aceitáveis, em virtude da
significativa redução tarifária que a opção representa.
A perda total anual de energia elétrica no Brasil,
19 hoje, é da ordem de 52 terawatts/hora (TWh). Contudo, nesse
montante não estão apenas as perdas técnicas, mas também
as chamadas perdas comerciais, que representam 44% do
22 total, decorrentes de erros de medição, furto e fraudes nos
sistemas de medição.
O furto e as fraudes respondem por perdas de 23
25 TWh por ano, energia equivalente ao fornecimento anual para
19 milhões de residências com consumo médio de 100
kWh/mês.
28---------------O custo anual das perdas não técnicas para a
sociedade brasileira é de aproximadamente R$ 5,5 bilhões,
valor que chega a R$ 7,3 bilhões ao acrescentarmos os
31 tributos (ICMS, PIS e Cofins) que deixam de ser arrecadados
com essas irregularidades. Para se ter uma ideia da dimensão
do problema, esse valor equivale à metade do que o Estado
34 brasileiro destina anualmente ao Programa Bolsa-Família.
O Decreto n.º 4.562/2002, no § 1.º do art. 1.º,
estabeleceu que esse prejuízo componha, de forma explícita,
37 as tarifas de energia elétrica, pois devem ser consideradas as
parcelas apropriadas dos custos de transporte e das perdas
de energia elétrica, bem como os encargos de conexão e os
40 encargos setoriais de responsabilidade do segmento de
consumo.
Além do aspecto financeiro, o furto de energia
43 prejudica a integridade física da rede elétrica, pois causa
sobrecargas e desligamentos indevidos no sistema de
distribuição. Isso prejudica a qualidade e aumenta, ainda mais,
46 os custos para a adequada prestação do serviço na medida em
que os investimentos necessários em distribuição,
transmissão e geração de energia são remunerados por
49 quem paga corretamente sua conta de luz.
O furto de energia, crime popularmente conhecido
como “gato”, possui componentes socioculturais que
52 dificultam muito o seu combate, pois frequentemente
deparamos com comportamentos que, em maior ou menor
intensidade, estimulam a prática desse delito. Um deles é o
55 desconhecimento de que o furto de energia é crime, com
pena de reclusão, de um a quatro anos, e multa. Outro fator é
a relativa facilidade de acessar o sistema de medição, mantido
58 sob a guarda do consumidor. Observa-se também a dificuldade
da prestadora do serviço em identificar o furto, além do
sentimento de ausência de punição por parte do criminoso, o
61 que pode levar à equívoca interpretação de que o risco
compensa o ganho.
Em áreas de maior complexidade urbana, com
64 ocupações não planejadas e altos índices de violência, as
perdas comerciais são sistematicamente maiores. Entretanto,
contrariamente ao senso comum, o furto de energia não está
67 presente somente entre os consumidores de baixa renda,
mas também nas classes média e alta, comércios, empresas
e indústrias.
Ricardo Vidinich & Gustavo Alexandre Lopes Nery. Pesquisa e desenvolvimento contra o furto de energia. In: Revista Pesquisa e
Desenvolvimento da ANEEL, n.º 3, jun./2009. Setor elétrico no
caminho da inovação: confira os resultados de algumas
iniciativas do programa P&D regulado pela ANEEL
Brasília: ANEEL, 2009, p. 15 (com adaptações).

Internet: <http://www.radiocriciuma.com.br/imagens_editor/
gato_grande.jpg> (com adaptações).
Assinale a alternativa em que todas as palavras são acentuadas pela mesma razão.
Provas
Texto I, para responder às questões de 1 a 5.
1----------------As perdas técnicas sempre fizeram parte dos
sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia
elétrica. Por serem intrínsecas ao sistema, sua redução é
4 tema de estudos constantes.
-----------------Para reduzir essas perdas no setor elétrico, novos
métodos e materiais têm sido pesquisados, observando-se os
7 custos envolvidos, pois a tarifa de energia elétrica é composta
essencialmente da remuneração do investimento, da
depreciação e dos custos de operação e manutenção, itens
10 diretamente influenciados pelos materiais envolvidos.
Como exemplo da interferência dos materiais
utilizados pelo setor elétrico nas tarifas, sabe-se que,
13 tecnicamente, o melhor condutor de energia elétrica é o ouro.
Entretanto, usar esse metal seria bem mais caro que adotar o
alumínio. Por razões econômicas, as perdas provenientes do
16 uso do alumínio passam a ser aceitáveis, em virtude da
significativa redução tarifária que a opção representa.
A perda total anual de energia elétrica no Brasil,
19 hoje, é da ordem de 52 terawatts/hora (TWh). Contudo, nesse
montante não estão apenas as perdas técnicas, mas também
as chamadas perdas comerciais, que representam 44% do
22 total, decorrentes de erros de medição, furto e fraudes nos
sistemas de medição.
O furto e as fraudes respondem por perdas de 23
25 TWh por ano, energia equivalente ao fornecimento anual para
19 milhões de residências com consumo médio de 100
kWh/mês.
28---------------O custo anual das perdas não técnicas para a
sociedade brasileira é de aproximadamente R$ 5,5 bilhões,
valor que chega a R$ 7,3 bilhões ao acrescentarmos os
31 tributos (ICMS, PIS e Cofins) que deixam de ser arrecadados
com essas irregularidades. Para se ter uma ideia da dimensão
do problema, esse valor equivale à metade do que o Estado
34 brasileiro destina anualmente ao Programa Bolsa-Família.
O Decreto n.º 4.562/2002, no § 1.º do art. 1.º,
estabeleceu que esse prejuízo componha, de forma explícita,
37 as tarifas de energia elétrica, pois devem ser consideradas as
parcelas apropriadas dos custos de transporte e das perdas
de energia elétrica, bem como os encargos de conexão e os
40 encargos setoriais de responsabilidade do segmento de
consumo.
Além do aspecto financeiro, o furto de energia
43 prejudica a integridade física da rede elétrica, pois causa
sobrecargas e desligamentos indevidos no sistema de
distribuição. Isso prejudica a qualidade e aumenta, ainda mais,
46 os custos para a adequada prestação do serviço na medida em
que os investimentos necessários em distribuição,
transmissão e geração de energia são remunerados por
49 quem paga corretamente sua conta de luz.
O furto de energia, crime popularmente conhecido
como “gato”, possui componentes socioculturais que
52 dificultam muito o seu combate, pois frequentemente
deparamos com comportamentos que, em maior ou menor
intensidade, estimulam a prática desse delito. Um deles é o
55 desconhecimento de que o furto de energia é crime, com
pena de reclusão, de um a quatro anos, e multa. Outro fator é
a relativa facilidade de acessar o sistema de medição, mantido
58 sob a guarda do consumidor. Observa-se também a dificuldade
da prestadora do serviço em identificar o furto, além do
sentimento de ausência de punição por parte do criminoso, o
61 que pode levar à equívoca interpretação de que o risco
compensa o ganho.
Em áreas de maior complexidade urbana, com
64 ocupações não planejadas e altos índices de violência, as
perdas comerciais são sistematicamente maiores. Entretanto,
contrariamente ao senso comum, o furto de energia não está
67 presente somente entre os consumidores de baixa renda,
mas também nas classes média e alta, comércios, empresas
e indústrias.
Ricardo Vidinich & Gustavo Alexandre Lopes Nery. Pesquisa e desenvolvimento contra o furto de energia. In: Revista Pesquisa e
Desenvolvimento da ANEEL, n.º 3, jun./2009. Setor elétrico no
caminho da inovação: confira os resultados de algumas
iniciativas do programa P&D regulado pela ANEEL
Brasília: ANEEL, 2009, p. 15 (com adaptações).

Internet: <http://www.radiocriciuma.com.br/imagens_editor/
gato_grande.jpg> (com adaptações).
Em cada uma das alternativas abaixo, há uma reescritura de parte do texto I. Assinale aquela em que a reescritura mantém a ideia original.
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