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TEXTO 1
BISA BIA, BISA BEL
[...]
A gente ia conversando e olhando os retratos. De repente eu vi um que era a coisa mais fofa que você puder imaginar. Para começar, não era quadrado nem retangular, como os retratos que a gente sempre vê. Era redondo, espichado. Oval, mamãe explicou depois, em forma de ovo. E não era colorido nem preto-e-branco. Era marrom e bege clarinho. Mamãe disse que essa cor de retrato velho chamava sépia. E não ficava solto, que nem essas fotos que a gente tira e busca depois na loja, num álbum pequeno ou dentro de um envelope. Nada disso. Esse retrato oval e sépia ficava preso num cartão duro cinzento, todo enfeitado de flores e laços de papel mesmo, só que mais alto, como se o papelão estivesse meio inchado naquele lugar - gostoso de ficar passando o dedo por aquele cartão alto. E dentro disso tudo é que estava a fofura maior. Uma menininha linda, de cabelo todo cacheado. Vestido claro cheio de fitas e rendas, segurando numa das mãos uma boneca de chapéu e na outra uma espécie de pneu de bicicleta saltinho, sem bicicleta, nem raio, nem pedal, sei lá, uma coisa parecida com um bambolê de metal.
- Ah, mãe, me dá essa bonequinha...
- Não é boneca, minha filha, é um retrato da vovó Beatriz.
- Ué, essa avó eu não conheço. Só conheço a vó Diná e a vá Ester. Tem outras, é?
- Tem, mas é minha. Vovó Beatriz. Sua bisavó...
- Minha bisavó Beatriz...
Fiquei olhando para o retrato e logo vi que não podia chamar de bisavó Beatriz aquela menina fofa com jeito de boneca. Não tinha cara nenhuma de bisavó, vê lá ... Dava vontade de brincar com ela.
- Cadê a boneca da menina, mãe? E o bambolê? Que fim levou? Alguém guardou?
- Não. Isso tudo já faz muito tempo, se perdeu por aí. E não era bambolê...
- Pneu de bicicleta, já sei.
- Não, era um brinquedo antigo, que se empurrava pelo chão, rodando e equilibrando. Chamava arco. Não é nem do meu tempo, é do tempo da vovó Beatriz. Sua bisavó ... - minha mãe ia respondendo com uma voz meio sonhadora.
- Minha Bisa Vó... Minha Bisa Beatriz...
Acho que deve ter sido meio por aí que comecei a pensar nela como minha Bisa Bia. E queria o retrato pra mim:
- Ah, mãe, me dá a foto, dá... É uma gracinha, parece uma boneca, dá pra mim...
- Não posso, minha filha. Pra que é que você quer isso? Você nem conheceu sua bisavó...
- Por isso mesmo, para eu ficar com ela para cima e para baixo, até conhecer bem. Levar para a escola, para a praça, para a calçada, pra todo canto. Dá pra mim, dá...
O tom de voz da mamãe ficou mais firme:
- Não. É o único retrato que tenho dela, não posso dar.
Mas eu devo ter olhado com uma cara tão pidona que ela ficou com pena:
- Está bem. Dar, eu não dou. Mas empresto para você levar para a escola.
Quando eu já ia saindo aos pinotes com o retrato na mão, ela ainda recomendou:
- Mas muito cuidado, hem? Não suje o retrato, não amasse. E, principalmente, veja se não larga por aí à toa... É a única foto de sua bisavó quando era pequena.
[...]
MACHADO, Ana Maria. Bisa Bia, Bisa Bel.
Moderna, 2002. (Fragmento)
No trecho "De repente eu vi um que era a coisa mais fofa que você puder imaginar. Para começar, não era quadrado nem retangular, como os retratos que a gente sempre vê", percebemos que a menina
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A Figura 1 representa um quadro criado pela artista Yasmin antes e depois da pintura. Para produzir o quadro, Yasmin desenhou uma linha poligonal fechada na cor preta em papel quadriculado, onde cada quadrícula é um quadrado de lado medindo 5 cm. Sabe-se que a linha poligonal foi desenhada a partir da ligação dos vértices dos quadrados que formam as quadrículas e que em média se gasta 10 mi de tinta para pintar cada cm2. Marque dentre as alternativas a seguir aquela que apresenta a quantidade total de tinta azul utilizada para pintar o interior dessa linha poligonal.

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TEXTO 1
BISA BIA, BISA BEL
[...]
A gente ia conversando e olhando os retratos. De repente eu vi um que era a coisa mais fofa que você puder imaginar. Para começar, não era quadrado nem retangular, como os retratos que a gente sempre vê. Era redondo, espichado. Oval, mamãe explicou depois, em forma de ovo. E não era colorido nem preto-e-branco. Era marrom e bege clarinho. Mamãe disse que essa cor de retrato velho chamava sépia. E não ficava solto, que nem essas fotos que a gente tira e busca depois na loja, num álbum pequeno ou dentro de um envelope. Nada disso. Esse retrato oval e sépia ficava preso num cartão duro cinzento, todo enfeitado de flores e laços de papel mesmo, só que mais alto, como se o papelão estivesse meio inchado naquele lugar - gostoso de ficar passando o dedo por aquele cartão alto. E dentro disso tudo é que estava a fofura maior. Uma menininha linda, de cabelo todo cacheado. Vestido claro cheio de fitas e rendas, segurando numa das mãos uma boneca de chapéu e na outra uma espécie de pneu de bicicleta saltinho, sem bicicleta, nem raio, nem pedal, sei lá, uma coisa parecida com um bambolê de metal.
- Ah, mãe, me dá essa bonequinha...
- Não é boneca, minha filha, é um retrato da vovó Beatriz.
- Ué, essa avó eu não conheço. Só conheço a vó Diná e a vá Ester. Tem outras, é?
- Tem, mas é minha. Vovó Beatriz. Sua bisavó...
- Minha bisavó Beatriz...
Fiquei olhando para o retrato e logo vi que não podia chamar de bisavó Beatriz aquela menina fofa com jeito de boneca. Não tinha cara nenhuma de bisavó, vê lá ... Dava vontade de brincar com ela.
- Cadê a boneca da menina, mãe? E o bambolê? Que fim levou? Alguém guardou?
- Não. Isso tudo já faz muito tempo, se perdeu por aí. E não era bambolê...
- Pneu de bicicleta, já sei.
- Não, era um brinquedo antigo, que se empurrava pelo chão, rodando e equilibrando. Chamava arco. Não é nem do meu tempo, é do tempo da vovó Beatriz. Sua bisavó ... - minha mãe ia respondendo com uma voz meio sonhadora.
- Minha Bisa Vó... Minha Bisa Beatriz...
Acho que deve ter sido meio por aí que comecei a pensar nela como minha Bisa Bia. E queria o retrato pra mim:
- Ah, mãe, me dá a foto, dá... É uma gracinha, parece uma boneca, dá pra mim...
- Não posso, minha filha. Pra que é que você quer isso? Você nem conheceu sua bisavó...
- Por isso mesmo, para eu ficar com ela para cima e para baixo, até conhecer bem. Levar para a escola, para a praça, para a calçada, pra todo canto. Dá pra mim, dá...
O tom de voz da mamãe ficou mais firme:
- Não. É o único retrato que tenho dela, não posso dar.
Mas eu devo ter olhado com uma cara tão pidona que ela ficou com pena:
- Está bem. Dar, eu não dou. Mas empresto para você levar para a escola.
Quando eu já ia saindo aos pinotes com o retrato na mão, ela ainda recomendou:
- Mas muito cuidado, hem? Não suje o retrato, não amasse. E, principalmente, veja se não larga por aí à toa... É a única foto de sua bisavó quando era pequena.
[...]
MACHADO, Ana Maria. Bisa Bia, Bisa Bel.
Moderna, 2002. (Fragmento)
No trecho "- Mas muito cuidado, hem? Não suje o retrato, não amasse. E, principalmente, veja se não larga por aí à toa...", a fala da personagem representa cuidado, porque ela
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Um quadrado mágico é uma tabela quadrada de lado nxn (n linhas e n colunas), na qual a soma dos números contidos em cada linha, cada coluna e cada diagonal é uma constante chamada número mágico. Sabe-se que nenhum dos números do quadrado mágico se repete. A Figura 1, abaixo, é um exemplo de quadrado mágico 3x3 cujo número mágico é 15.
No quadrado mágico apresentado na Figura 2, os símbolos !$ \Omega, @, \Psi, \beta \ e \ \Delta !$ representam números. Desse modo, marque a alternativa que apresenta a afirmativa verdadeira.

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