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TEXTO 1
A mãe da menina e a menina da mãe
Eu sou uma menina de sete anos de idade. Eu moro numa casa grande, de dois andares. Adoro subir e descer a escada. Meus irmãos acham que eu sou boba de gostar tanto dessa escada. Mas eu gosto e pronto. Uma das brincadeiras que eu faço é pegar a colcha da minha cama e transformar em capa. Aí desço a escada imaginando que eu sou uma rainha.
Já contei que eu tenho irmãos. São dois. Na minha casa moram o meu pai e a minha avó também.
Fazia tempo que eu olhava pra minha mãe e não entendia por que ela era tão nervosa. Ela estava sempre reclamando que cansa ser donade- casa. E eu adoro brincar de casinha! Adoro comprar coisas também.(I) Eu não entendia por que ela vinha do supermercado quase chorando de raiva e cansaço.
Minha mãe resmungava, também, de ter de cuidar de três filhos.
— Como vocês me dão trabalho! — ela dizia.
Às vezes ela dizia que tinha CINCO filhos, que meu pai e minha avó também eram filhos dela, e davam o mesmo trabalho.
Engraçado, eu adorava tomar conta das minhas bonecas.
“Eu podia ter vinte e sete filhos!”, eu pensava.
Então, um dia, eu fiz a primeira descoberta: tudo o que eu faço de brincadeira, minha mãe tem de fazer de verdade. Quando canso de trocar a roupa e dar comidinha pras minhas bonecas, guardo no armário. Já pensou se minha mãe não quisesse mais brincar e me enfiasse no guarda-roupa?
Eu contei a minha descoberta pra ela,(II) que me olhou espantada e disse:
— Foi você mesma que teve esta idéia?
Olha só como os adultos são! Eles imaginam que criança só pensa em gatinhos e bonecas e gangorras e video games e panteras cor-de-rosa!
— É claro que fui eu. E não é verdade?
— Não — respondeu minha mãe —, quer dizer, mais ou menos. Eu fico cansada, mas adoro ser mãe de vocês três... cinco. E eu reclamo por reclamar.
Ela me disse pra parar de pensar nisso tudo, pra esquecer, era bobagem. Quando eu crescesse, ia entender. E completou:
— Vai brincar, menina!
Acontece que eu não queria entender só quando eu crescesse. E continuei pensando.
Então eu comecei a procurar pela casa alguma coisa que não sabia bem o que era. Mas que sabia que existia, e que ia me ajudar a entender aquela coisa que eu sentia agora, toda vez que olhava pra minha mãe.
Eu abri o guarda-roupa dela(III) e mexi em todas as roupas. E continuei mexendo e remexendo.
Foi então que achei umas fotografias amareladas numa caixa. Tinha umas de minha avó com a cara lisinha, meu pai de uniforme, minha mãe de noiva... aí achei umas ainda mais antigas.
Numa delas, havia uma menina muito parecida comigo. Mas o vestido era compridão, o sapato engraçado.
E esta foi a segunda descoberta: minha mãe já tinha sido criança antes! É claro que eu sabia que ia crescer e casar e ter filhos. Mas eu nunca tinha pensado que a minha mãe tinha sido do meu tamanho. E brincado de casinha!
Nesse dia, de noite, eu fiquei olhando pra minha mãe enquanto ela assistia televisão.
Estava passando um filme engraçado que depois ficou triste.
Eu vi ela rir e quase chorar. Então, eu fiz a maior descoberta de todas: aquela menina de vestido compridão e sapato engraçado ainda existia. E morava lá dentro da minha mãe.
(Flávio de Souza, “Quem conta um conto”, vol. 2, FTD, São Paulo, 2001.)
Observe as palavras sublinhadas nos seguintes fragmentos extraídos do texto e as frases que sugerimos como complementação.
Destas foram retirados pronomes pessoais.
I- “Adoro comprar coisas também”, mas não posso comprá- _____ sempre.
II- “Eu contei a minha descoberta pra ela” e ____ pedi que não revelasse a ninguém.
III- “Eu abri o guarda-roupa dela” e ____ fechei, ao ouvir que minha mãe entrava.
Preencha as lacunas com os pronomes adequados e assinale a opção correta.
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TEXTO 1
A mãe da menina e a menina da mãe
Eu sou uma menina de sete anos de idade.(a) Eu moro numa casa grande, de dois andares. Adoro subir e descer a escada. Meus irmãos acham que eu sou boba de gostar tanto dessa escada. Mas eu gosto e pronto. Uma das brincadeiras que eu faço é pegar a colcha da minha cama e transformar em capa. Aí desço a escada imaginando que eu sou uma rainha.
Já contei que eu tenho irmãos. São dois. Na minha casa moram o meu pai e a minha avó também.
Fazia tempo que eu olhava pra minha mãe e não entendia por que ela era tão nervosa. Ela estava sempre reclamando que cansa ser donade- casa. E eu adoro brincar de casinha! Adoro comprar coisas também. Eu não entendia por que ela vinha do supermercado quase chorando de raiva e cansaço.
Minha mãe resmungava, também, de ter de cuidar de três filhos.
— Como vocês me dão trabalho! — ela dizia.
Às vezes ela dizia que tinha CINCO filhos, que meu pai e minha avó também eram filhos dela, e davam o mesmo trabalho.
Engraçado, eu adorava tomar conta das minhas bonecas.
“Eu podia ter vinte e sete filhos!”, eu pensava.
Então, um dia, eu fiz a primeira descoberta: tudo o que eu faço de brincadeira, minha mãe tem de fazer de verdade. Quando canso de trocar a roupa e dar comidinha pras minhas bonecas, guardo no armário. Já pensou se minha mãe não quisesse mais brincar e me enfiasse no guarda-roupa?
Eu contei a minha descoberta pra ela, que me olhou espantada e disse:
— Foi você mesma que teve esta idéia?
Olha só como os adultos são! Eles imaginam que criança só pensa em gatinhos e bonecas e gangorras e video games e panteras cor-de-rosa!
— É claro que fui eu. E não é verdade?
— Não — respondeu minha mãe —, quer dizer, mais ou menos. Eu fico cansada, mas adoro ser mãe de vocês três... cinco. E eu reclamo por reclamar.
Ela me disse pra parar de pensar nisso tudo, pra esquecer, era bobagem. Quando eu crescesse, ia entender. E completou:
— Vai brincar, menina!
Acontece que eu não queria entender só quando eu crescesse. E continuei pensando.
Então eu comecei a procurar pela casa alguma coisa que não sabia bem o que era. Mas que sabia que existia, e que ia me ajudar a entender aquela coisa que eu sentia agora, toda vez que olhava pra minha mãe.
Eu abri o guarda-roupa dela e mexi em todas as roupas.(b) E continuei mexendo e remexendo.
Foi então que achei umas fotografias amareladas numa caixa. Tinha umas de minha avó com a cara lisinha, meu pai de uniforme, minha mãe de noiva... aí achei umas ainda mais antigas.
Numa delas, havia uma menina muito parecida comigo. Mas o vestido era compridão, o sapato engraçado.
E esta foi a segunda descoberta: minha mãe já tinha sido criança antes!(c) É claro que eu sabia que ia crescer e casar e ter filhos. Mas eu nunca tinha pensado que a minha mãe tinha sido do meu tamanho. E brincado de casinha!
Nesse dia, de noite, eu fiquei olhando pra minha mãe enquanto ela assistia televisão.
Estava passando um filme engraçado(d) que depois ficou triste.
Eu vi ela rir e quase chorar. Então, eu fiz a maior descoberta de todas:(e) aquela menina de vestido compridão e sapato engraçado ainda existia. E morava lá dentro da minha mãe.
(Flávio de Souza, “Quem conta um conto”, vol. 2, FTD, São Paulo, 2001.)
Em: “Foi então que achei umas fotografias amareladas numa caixa.”, as palavras sublinhadas pertencem a classes gramaticais diferentes.
Assinale a única alternativa em que as palavras sublinhadas pertencem, respectivamente, às mesmas classes das palavras destacadas no trecho acima.
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TEXTO 1
A mãe da menina e a menina da mãe
Eu sou uma menina de sete anos de idade. Eu moro numa casa grande, de dois andares. Adoro subir e descer a escada. Meus irmãos acham que eu sou boba de gostar tanto dessa escada. Mas eu gosto e pronto. Uma das brincadeiras que eu faço é pegar a colcha da minha cama e transformar em capa. Aí desço a escada imaginando que eu sou uma rainha.
Já contei que eu tenho irmãos. São dois. Na minha casa moram o meu pai e a minha avó também.
Fazia tempo que eu olhava pra minha mãe e não entendia por que ela era tão nervosa. Ela estava sempre reclamando que cansa ser donade- casa. E eu adoro brincar de casinha! Adoro comprar coisas também. Eu não entendia por que ela vinha do supermercado quase chorando de raiva e cansaço.
Minha mãe resmungava, também, de ter de cuidar de três filhos.
— Como vocês me dão trabalho! — ela dizia.
Às vezes ela dizia que tinha CINCO filhos, que meu pai e minha avó também eram filhos dela, e davam o mesmo trabalho.
Engraçado, eu adorava tomar conta das minhas bonecas.
“Eu podia ter vinte e sete filhos!”, eu pensava.
Então, um dia, eu fiz a primeira descoberta: tudo o que eu faço de brincadeira, minha mãe tem de fazer de verdade. Quando canso de trocar a roupa e dar comidinha pras minhas bonecas, guardo no armário. Já pensou se minha mãe não quisesse mais brincar e me enfiasse no guarda-roupa?
Eu contei a minha descoberta pra ela, que me olhou espantada e disse:
— Foi você mesma que teve esta idéia?(a)
Olha só como os adultos são! Eles imaginam que criança só pensa em gatinhos e bonecas e gangorras e video games e panteras cor-de-rosa!
— É claro que fui eu. E não é verdade?
— Não — respondeu minha mãe —, quer dizer, mais ou menos. Eu fico cansada, mas adoro ser mãe de vocês três... cinco. E eu reclamo por reclamar.
Ela me disse pra parar de pensar nisso tudo, pra esquecer, era bobagem. Quando eu crescesse, ia entender. E completou:
— Vai brincar, menina!
Acontece que eu não queria entender só quando eu crescesse. E continuei pensando.
Então eu comecei a procurar pela casa alguma coisa que não sabia bem o que era. Mas que sabia que existia, e que ia me ajudar a entender aquela coisa que eu sentia agora,(b) toda vez que olhava pra minha mãe.
Eu abri o guarda-roupa dela e mexi em todas as roupas. E continuei mexendo e remexendo.
Foi então que achei umas fotografias amareladas numa caixa. Tinha umas de minha avó com a cara lisinha, meu pai de uniforme, minha mãe de noiva... aí achei umas ainda mais antigas.
Numa delas, havia uma menina muito parecida comigo. Mas o vestido era compridão, o sapato engraçado.
E esta foi a segunda descoberta:(c) minha mãe já tinha sido criança antes! É claro que eu sabia que ia crescer e casar e ter filhos. Mas eu nunca tinha pensado que a minha mãe tinha sido do meu tamanho. E brincado de casinha!
Nesse dia, de noite, eu fiquei olhando pra minha mãe enquanto ela assistia televisão.
Estava passando um filme engraçado que depois ficou triste.
Eu vi ela rir e quase chorar. Então, eu fiz a maior descoberta de todas:(d) aquela menina de vestido compridão e sapato engraçado ainda existia. E morava lá dentro da minha mãe.(e)
(Flávio de Souza, “Quem conta um conto”, vol. 2, FTD, São Paulo, 2001.)
“Ela me disse pra parar de pensar nisso tudo, pra esquecer, era bobagem”.
No trecho acima, a palavra sublinhada é resultado da contração da preposição em + isso. Nos fragmentos abaixo, a palavra sublinhada que apresenta a mesma classificação gramatical de isso é:
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TEXTO 1
A mãe da menina e a menina da mãe
Eu sou uma menina de sete anos de idade. Eu moro numa casa grande, de dois andares. Adoro subir e descer a escada. Meus irmãos acham que eu sou boba de gostar tanto dessa escada. Mas eu gosto e pronto. Uma das brincadeiras que eu faço é pegar a colcha da minha cama e transformar em capa. Aí desço a escada imaginando que eu sou uma rainha.
Já contei que eu tenho irmãos. São dois. Na minha casa moram o meu pai e a minha avó também.
Fazia tempo que eu olhava pra minha mãe e não entendia por que ela era tão nervosa. Ela estava sempre reclamando que cansa ser donade- casa. E eu adoro brincar de casinha! Adoro comprar coisas também. Eu não entendia por que ela vinha do supermercado quase chorando de raiva e cansaço.
Minha mãe resmungava, também, de ter de cuidar de três filhos.
— Como vocês me dão trabalho! — ela dizia.
Às vezes ela dizia que tinha CINCO filhos, que meu pai e minha avó também eram filhos dela, e davam o mesmo trabalho.
Engraçado, eu adorava tomar conta das minhas bonecas.
“Eu podia ter vinte e sete filhos!”, eu pensava.
Então, um dia, eu fiz a primeira descoberta: tudo o que eu faço de brincadeira, minha mãe tem de fazer de verdade. Quando canso de trocar a roupa e dar comidinha pras minhas bonecas, guardo no armário. Já pensou se minha mãe não quisesse mais brincar e me enfiasse no guarda-roupa?
Eu contei a minha descoberta pra ela, que me olhou espantada e disse:
— Foi você mesma que teve esta idéia?
Olha só como os adultos são! Eles imaginam que criança só pensa em gatinhos e bonecas e gangorras e video games e panteras cor-de-rosa!
— É claro que fui eu. E não é verdade?
— Não — respondeu minha mãe —, quer dizer, mais ou menos. Eu fico cansada, mas adoro ser mãe de vocês três... cinco. E eu reclamo por reclamar.
Ela me disse pra parar de pensar nisso tudo, pra esquecer, era bobagem. Quando eu crescesse, ia entender. E completou:
— Vai brincar, menina!
Acontece que eu não queria entender só quando eu crescesse. E continuei pensando.
Então eu comecei a procurar pela casa alguma coisa que não sabia bem o que era. Mas que sabia que existia, e que ia me ajudar a entender aquela coisa que eu sentia agora, toda vez que olhava pra minha mãe.
Eu abri o guarda-roupa dela e mexi em todas as roupas. E continuei mexendo e remexendo.
Foi então que achei umas fotografias amareladas numa caixa. Tinha umas de minha avó com a cara lisinha, meu pai de uniforme, minha mãe de noiva... aí achei umas ainda mais antigas.
Numa delas, havia uma menina muito parecida comigo. Mas o vestido era compridão, o sapato engraçado.
E esta foi a segunda descoberta: minha mãe já tinha sido criança antes! É claro que eu sabia que ia crescer e casar e ter filhos. Mas eu nunca tinha pensado que a minha mãe tinha sido do meu tamanho. E brincado de casinha!
Nesse dia, de noite, eu fiquei olhando pra minha mãe enquanto ela assistia televisão.
Estava passando um filme engraçado que depois ficou triste.
Eu vi ela rir e quase chorar. Então, eu fiz a maior descoberta de todas: aquela menina de vestido compridão e sapato engraçado ainda existia. E morava lá dentro da minha mãe.
(Flávio de Souza, “Quem conta um conto”, vol. 2, FTD, São Paulo, 2001.)
Vamos supor que a 1ª descoberta tenha sido, na verdade, algo que a menina imaginou que aconteceria no futuro.
Do trecho que transcrevemos abaixo, foram retirados os verbos, pois os tempos verbais devem ser modificados para expressar essas ações futuras:
“(...) tudo o que eu ________ de brincadeira, minha mãe ________de fazer de verdade (...). Já pensou se minha mãe não _______ mais brincar e me ________no guarda-roupa?”
Marque a alternativa em que se encontram as formas verbais adequadas para completar o trecho.
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TEXTO 1
A mãe da menina e a menina da mãe
Eu sou uma menina de sete anos de idade. Eu moro numa casa grande, de dois andares. Adoro subir e descer a escada. Meus irmãos acham que eu sou boba de gostar tanto dessa escada. Mas eu gosto e pronto. Uma das brincadeiras que eu faço é pegar a colcha da minha cama e transformar em capa. Aí desço a escada imaginando que eu sou uma rainha.
Já contei que eu tenho irmãos. São dois. Na minha casa moram o meu pai e a minha avó também.
Fazia tempo que eu olhava pra minha mãe e não entendia por que ela era tão nervosa. Ela estava sempre reclamando que cansa ser donade- casa. E eu adoro brincar de casinha! Adoro comprar coisas também. Eu não entendia por que ela vinha do supermercado quase chorando de raiva e cansaço.
Minha mãe resmungava, também, de ter de cuidar de três filhos.
— Como vocês me dão trabalho! — ela dizia.
Às vezes ela dizia que tinha CINCO filhos, que meu pai e minha avó também eram filhos dela, e davam o mesmo trabalho.
Engraçado, eu adorava tomar conta das minhas bonecas.
“Eu podia ter vinte e sete filhos!”, eu pensava.
Então, um dia, eu fiz a primeira descoberta: tudo o que eu faço de brincadeira, minha mãe tem de fazer de verdade. Quando canso de trocar a roupa e dar comidinha pras minhas bonecas, guardo no armário. Já pensou se minha mãe não quisesse mais brincar e me enfiasse no guarda-roupa?
Eu contei a minha descoberta pra ela, que me olhou espantada e disse:
— Foi você mesma que teve esta idéia?
Olha só como os adultos são! Eles imaginam que criança só pensa em gatinhos e bonecas e gangorras e video games e panteras cor-de-rosa!
— É claro que fui eu. E não é verdade?
— Não — respondeu minha mãe —, quer dizer, mais ou menos. Eu fico cansada, mas adoro ser mãe de vocês três... cinco. E eu reclamo por reclamar.
Ela me disse pra parar de pensar nisso tudo, pra esquecer, era bobagem. Quando eu crescesse, ia entender. E completou:
— Vai brincar, menina!
Acontece que eu não queria entender só quando eu crescesse. E continuei pensando.
Então eu comecei a procurar pela casa alguma coisa que não sabia bem o que era. Mas que sabia que existia, e que ia me ajudar a entender aquela coisa que eu sentia agora, toda vez que olhava pra minha mãe.
Eu abri o guarda-roupa dela e mexi em todas as roupas.(a) E continuei mexendo e remexendo.
Foi então que achei umas fotografias amareladas numa caixa. Tinha umas de minha avó com a cara lisinha, meu pai de uniforme, minha mãe de noiva... aí achei umas ainda mais antigas.
Numa delas, havia uma menina muito parecida comigo. Mas o vestido era compridão, o sapato engraçado.
E esta foi a segunda descoberta: minha mãe já tinha sido criança antes! É claro que eu sabia que ia crescer e casar e ter filhos.(b) Mas eu nunca tinha pensado que a minha mãe tinha sido do meu tamanho. E brincado de casinha!(c)
Nesse dia, de noite, eu fiquei olhando pra minha mãe enquanto ela assistia televisão.(d)
Estava passando um filme engraçado que depois ficou triste.
Eu vi ela rir e quase chorar.(e) Então, eu fiz a maior descoberta de todas: aquela menina de vestido compridão e sapato engraçado ainda existia. E morava lá dentro da minha mãe.
(Flávio de Souza, “Quem conta um conto”, vol. 2, FTD, São Paulo, 2001.)
O trecho em que os verbos sublinhados indicam fatos que ocorreram de forma simultânea, ou seja, ao mesmo tempo, é:
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TEXTO 1
A mãe da menina e a menina da mãe
Eu sou uma menina de sete anos de idade. Eu moro numa casa grande, de dois andares. Adoro subir e descer a escada. Meus irmãos acham que eu sou boba de gostar tanto dessa escada. Mas eu gosto e pronto. Uma das brincadeiras que eu faço é pegar a colcha da minha cama e transformar em capa. Aí desço a escada imaginando que eu sou uma rainha.
Já contei que eu tenho irmãos. São dois. Na minha casa moram o meu pai e a minha avó também.
Fazia tempo que eu olhava pra minha mãe e não entendia por que ela era tão nervosa. Ela estava sempre reclamando que cansa ser donade- casa. E eu adoro brincar de casinha! Adoro comprar coisas também. Eu não entendia por que ela vinha do supermercado quase chorando de raiva e cansaço.
Minha mãe resmungava, também, de ter de cuidar de três filhos.
— Como vocês me dão trabalho! — ela dizia.
Às vezes ela dizia que tinha CINCO filhos, que meu pai e minha avó também eram filhos dela, e davam o mesmo trabalho.
Engraçado, eu adorava tomar conta das minhas bonecas.
“Eu podia ter vinte e sete filhos!”, eu pensava.
Então, um dia, eu fiz a primeira descoberta: tudo o que eu faço de brincadeira, minha mãe tem de fazer de verdade. Quando canso de trocar a roupa e dar comidinha pras minhas bonecas, guardo no armário. Já pensou se minha mãe não quisesse mais brincar e me enfiasse no guarda-roupa?
Eu contei a minha descoberta pra ela, que me olhou espantada e disse:
— Foi você mesma que teve esta idéia?
Olha só como os adultos são! Eles imaginam que criança só pensa em gatinhos e bonecas e gangorras e video games e panteras cor-de-rosa!
— É claro que fui eu. E não é verdade?
— Não — respondeu minha mãe —, quer dizer, mais ou menos. Eu fico cansada, mas adoro ser mãe de vocês três... cinco. E eu reclamo por reclamar.
Ela me disse pra parar de pensar nisso tudo, pra esquecer, era bobagem. Quando eu crescesse, ia entender. E completou:
— Vai brincar, menina!
Acontece que eu não queria entender só quando eu crescesse. E continuei pensando.
Então eu comecei a procurar pela casa alguma coisa que não sabia bem o que era. Mas que sabia que existia, e que ia me ajudar a entender aquela coisa que eu sentia agora, toda vez que olhava pra minha mãe.
Eu abri o guarda-roupa dela e mexi em todas as roupas. E continuei mexendo e remexendo.
Foi então que achei umas fotografias amareladas numa caixa. Tinha umas de minha avó com a cara lisinha, meu pai de uniforme, minha mãe de noiva... aí achei umas ainda mais antigas.
Numa delas, havia uma menina muito parecida comigo. Mas o vestido era compridão, o sapato engraçado.
E esta foi a segunda descoberta: minha mãe já tinha sido criança antes! É claro que eu sabia que ia crescer e casar e ter filhos. Mas eu nunca tinha pensado que a minha mãe tinha sido do meu tamanho. E brincado de casinha!
Nesse dia, de noite, eu fiquei olhando pra minha mãe enquanto ela assistia televisão.
Estava passando um filme engraçado que depois ficou triste.
Eu vi ela rir e quase chorar. Então, eu fiz a maior descoberta de todas: aquela menina de vestido compridão e sapato engraçado ainda existia. E morava lá dentro da minha mãe.
(Flávio de Souza, “Quem conta um conto”, vol. 2, FTD, São Paulo, 2001.)
“Às vezes ela dizia que tinha CINCO filhos, que meu pai e minha avó também eram filhos dela, e davam o mesmo trabalho”.
O trecho acima está no discurso indireto. Ao reescrevê-lo empregando o discurso direto, ou seja, registrando as palavras da maneira como foram ditas pela mãe, obteremos:
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TEXTO 1
A mãe da menina e a menina da mãe
Eu sou uma menina de sete anos de idade. Eu moro numa casa grande, de dois andares. Adoro subir e descer a escada. Meus irmãos acham que eu sou boba de gostar tanto dessa escada. Mas eu gosto e pronto. Uma das brincadeiras que eu faço é pegar a colcha da minha cama e transformar em capa. Aí desço a escada imaginando que eu sou uma rainha.
Já contei que eu tenho irmãos. São dois. Na minha casa moram o meu pai e a minha avó também.
Fazia tempo que eu olhava pra minha mãe e não entendia por que ela era tão nervosa. Ela estava sempre reclamando que cansa ser donade- casa. E eu adoro brincar de casinha! Adoro comprar coisas também. Eu não entendia por que ela vinha do supermercado quase chorando de raiva e cansaço.
Minha mãe resmungava, também, de ter de cuidar de três filhos.
— Como vocês me dão trabalho! — ela dizia.
Às vezes ela dizia que tinha CINCO filhos, que meu pai e minha avó também eram filhos dela, e davam o mesmo trabalho.
Engraçado, eu adorava tomar conta das minhas bonecas.
“Eu podia ter vinte e sete filhos!”, eu pensava.
Então, um dia, eu fiz a primeira descoberta: tudo o que eu faço de brincadeira, minha mãe tem de fazer de verdade. Quando canso de trocar a roupa e dar comidinha pras minhas bonecas, guardo no armário. Já pensou se minha mãe não quisesse mais brincar e me enfiasse no guarda-roupa?
Eu contei a minha descoberta pra ela, que me olhou espantada e disse:
— Foi você mesma que teve esta idéia?
Olha só como os adultos são! Eles imaginam que criança só pensa em gatinhos e bonecas e gangorras e video games e panteras cor-de-rosa!
— É claro que fui eu. E não é verdade?
— Não — respondeu minha mãe —, quer dizer, mais ou menos. Eu fico cansada, mas adoro ser mãe de vocês três... cinco. E eu reclamo por reclamar.
Ela me disse pra parar de pensar nisso tudo, pra esquecer, era bobagem. Quando eu crescesse, ia entender. E completou:
— Vai brincar, menina!
Acontece que eu não queria entender só quando eu crescesse. E continuei pensando.
Então eu comecei a procurar pela casa alguma coisa que não sabia bem o que era. Mas que sabia que existia, e que ia me ajudar a entender aquela coisa que eu sentia agora, toda vez que olhava pra minha mãe.
Eu abri o guarda-roupa dela e mexi em todas as roupas. E continuei mexendo e remexendo.
Foi então que achei umas fotografias amareladas numa caixa. Tinha umas de minha avó com a cara lisinha, meu pai de uniforme, minha mãe de noiva... aí achei umas ainda mais antigas.
Numa delas, havia uma menina muito parecida comigo. Mas o vestido era compridão, o sapato engraçado.
E esta foi a segunda descoberta: minha mãe já tinha sido criança antes! É claro que eu sabia que ia crescer e casar e ter filhos. Mas eu nunca tinha pensado que a minha mãe tinha sido do meu tamanho. E brincado de casinha!
Nesse dia, de noite, eu fiquei olhando pra minha mãe enquanto ela assistia televisão.
Estava passando um filme engraçado que depois ficou triste.
Eu vi ela rir e quase chorar. Então, eu fiz a maior descoberta de todas: aquela menina de vestido compridão e sapato engraçado ainda existia. E morava lá dentro da minha mãe.
(Flávio de Souza, “Quem conta um conto”, vol. 2, FTD, São Paulo, 2001.)
“Às vezes ela dizia que tinha CINCO filhos, que meu pai e minha avó também eram filhos dela, e davam o mesmo trabalho”.
Uma outra forma de expressar com clareza o trecho acima, sem que se altere o sentido, é:
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TEXTO 1
A mãe da menina e a menina da mãe
Eu sou uma menina de sete anos de idade. Eu moro numa casa grande, de dois andares. Adoro subir e descer a escada. Meus irmãos acham que eu sou boba de gostar tanto dessa escada. Mas eu gosto e pronto. Uma das brincadeiras que eu faço é pegar a colcha da minha cama e transformar em capa. Aí desço a escada imaginando que eu sou uma rainha.
Já contei que eu tenho irmãos. São dois. Na minha casa moram o meu pai e a minha avó também.(a)
Fazia tempo que eu olhava pra minha mãe e não entendia por que ela era tão nervosa. Ela estava sempre reclamando que cansa ser donade- casa.(b) E eu adoro brincar de casinha! Adoro comprar coisas também. Eu não entendia por que ela vinha do supermercado quase chorando de raiva e cansaço.
Minha mãe resmungava, também, de ter de cuidar de três filhos.
— Como vocês me dão trabalho! — ela dizia.
Às vezes ela dizia que tinha CINCO filhos, que meu pai e minha avó também eram filhos dela,(c) e davam o mesmo trabalho.(d)
Engraçado, eu adorava tomar conta das minhas bonecas.
“Eu podia ter vinte e sete filhos!”, eu pensava.
Então, um dia, eu fiz a primeira descoberta: tudo o que eu faço de brincadeira, minha mãe tem de fazer de verdade. Quando canso de trocar a roupa e dar comidinha pras minhas bonecas, guardo no armário. Já pensou se minha mãe não quisesse mais brincar e me enfiasse no guarda-roupa?
Eu contei a minha descoberta pra ela, que me olhou espantada e disse:
— Foi você mesma que teve esta idéia?
Olha só como os adultos são! Eles imaginam que criança só pensa em gatinhos e bonecas e gangorras e video games e panteras cor-de-rosa!
— É claro que fui eu. E não é verdade?
— Não — respondeu minha mãe —, quer dizer, mais ou menos. Eu fico cansada, mas adoro ser mãe de vocês três... cinco. E eu reclamo por reclamar.
Ela me disse pra parar de pensar nisso tudo, pra esquecer, era bobagem. Quando eu crescesse, ia entender. E completou:
— Vai brincar, menina!
Acontece que eu não queria entender só quando eu crescesse. E continuei pensando.
Então eu comecei a procurar pela casa alguma coisa que não sabia bem o que era. Mas que sabia que existia, e que ia me ajudar a entender aquela coisa que eu sentia agora, toda vez que olhava pra minha mãe.
Eu abri o guarda-roupa dela e mexi em todas as roupas. E continuei mexendo e remexendo.
Foi então que achei umas fotografias amareladas numa caixa. Tinha umas de minha avó com a cara lisinha, meu pai de uniforme, minha mãe de noiva... aí achei umas ainda mais antigas.(e)
Numa delas, havia uma menina muito parecida comigo. Mas o vestido era compridão, o sapato engraçado.
E esta foi a segunda descoberta: minha mãe já tinha sido criança antes! É claro que eu sabia que ia crescer e casar e ter filhos. Mas eu nunca tinha pensado que a minha mãe tinha sido do meu tamanho. E brincado de casinha!
Nesse dia, de noite, eu fiquei olhando pra minha mãe enquanto ela assistia televisão.
Estava passando um filme engraçado que depois ficou triste.
Eu vi ela rir e quase chorar. Então, eu fiz a maior descoberta de todas: aquela menina de vestido compridão e sapato engraçado ainda existia. E morava lá dentro da minha mãe.
(Flávio de Souza, “Quem conta um conto”, vol. 2, FTD, São Paulo, 2001.)
Observe a alteração que fizemos nas frases e marque a alternativa em que a modificação feita provoca mudança de sentido.
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TEXTO 1
A mãe da menina e a menina da mãe
Eu sou uma menina de sete anos de idade. Eu moro numa casa grande, de dois andares. Adoro subir e descer a escada. Meus irmãos acham que eu sou boba de gostar tanto dessa escada. Mas eu gosto e pronto. Uma das brincadeiras que eu faço é pegar a colcha da minha cama e transformar em capa. Aí desço a escada imaginando que eu sou uma rainha.
Já contei que eu tenho irmãos. São dois. Na minha casa moram o meu pai e a minha avó também.
Fazia tempo que eu olhava pra minha mãe e não entendia por que ela era tão nervosa. Ela estava sempre reclamando que cansa ser donade- casa. E eu adoro brincar de casinha! Adoro comprar coisas também. Eu não entendia por que ela vinha do supermercado quase chorando de raiva e cansaço.
Minha mãe resmungava, também, de ter de cuidar de três filhos.
— Como vocês me dão trabalho! — ela dizia.
Às vezes ela dizia que tinha CINCO filhos, que meu pai e minha avó também eram filhos dela, e davam o mesmo trabalho.
Engraçado, eu adorava tomar conta das minhas bonecas.
“Eu podia ter vinte e sete filhos!”, eu pensava.
Então, um dia, eu fiz a primeira descoberta: tudo o que eu faço de brincadeira, minha mãe tem de fazer de verdade. Quando canso de trocar a roupa e dar comidinha pras minhas bonecas, guardo no armário. Já pensou se minha mãe não quisesse mais brincar e me enfiasse no guarda-roupa?
Eu contei a minha descoberta pra ela, que me olhou espantada e disse:
— Foi você mesma que teve esta idéia?
Olha só como os adultos são! Eles imaginam que criança só pensa em gatinhos e bonecas e gangorras e video games e panteras cor-de-rosa!
— É claro que fui eu. E não é verdade?
— Não — respondeu minha mãe —, quer dizer, mais ou menos. Eu fico cansada, mas adoro ser mãe de vocês três... cinco. E eu reclamo por reclamar.
Ela me disse pra parar de pensar nisso tudo, pra esquecer, era bobagem. Quando eu crescesse, ia entender. E completou:
— Vai brincar, menina!
Acontece que eu não queria entender só quando eu crescesse. E continuei pensando.
Então eu comecei a procurar pela casa alguma coisa que não sabia bem o que era. Mas que sabia que existia, e que ia me ajudar a entender aquela coisa que eu sentia agora, toda vez que olhava pra minha mãe.
Eu abri o guarda-roupa dela e mexi em todas as roupas. E continuei mexendo e remexendo.
Foi então que achei umas fotografias amareladas numa caixa. Tinha umas de minha avó com a cara lisinha, meu pai de uniforme, minha mãe de noiva... aí achei umas ainda mais antigas.
Numa delas, havia uma menina muito parecida comigo. Mas o vestido era compridão, o sapato engraçado.
E esta foi a segunda descoberta: minha mãe já tinha sido criança antes! É claro que eu sabia que ia crescer e casar e ter filhos. Mas eu nunca tinha pensado que a minha mãe tinha sido do meu tamanho. E brincado de casinha!
Nesse dia, de noite, eu fiquei olhando pra minha mãe enquanto ela assistia televisão.
Estava passando um filme engraçado que depois ficou triste.
Eu vi ela rir e quase chorar. Então, eu fiz a maior descoberta de todas: aquela menina de vestido compridão e sapato engraçado ainda existia. E morava lá dentro da minha mãe.
(Flávio de Souza, “Quem conta um conto”, vol. 2, FTD, São Paulo, 2001.)
Observe a frase, transcrita do parágrafo: “Aí desço a escada imaginando que eu sou uma rainha.”
Marque a alternativa em que a classificação dos fenômenos relativos à representação dos sons por meio de letras está correta.
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TEXTO 1
A mãe da menina e a menina da mãe
Eu sou uma menina de sete anos de idade. Eu moro numa casa grande, de dois andares. Adoro subir e descer a escada. Meus irmãos acham que eu sou boba de gostar tanto dessa escada. Mas eu gosto e pronto. Uma das brincadeiras que eu faço é pegar a colcha da minha cama e transformar em capa. Aí desço a escada imaginando que eu sou uma rainha.
Já contei que eu tenho irmãos. São dois. Na minha casa moram o meu pai e a minha avó também.
Fazia tempo que eu olhava pra minha mãe e não entendia por que ela era tão nervosa. Ela estava sempre reclamando que cansa ser donade- casa. E eu adoro brincar de casinha! Adoro comprar coisas também. Eu não entendia por que ela vinha do supermercado quase chorando de raiva e cansaço.
Minha mãe resmungava, também, de ter de cuidar de três filhos.
— Como vocês me dão trabalho! — ela dizia.
Às vezes ela dizia que tinha CINCO filhos, que meu pai e minha avó também eram filhos dela, e davam o mesmo trabalho.
Engraçado, eu adorava tomar conta das minhas bonecas.
“Eu podia ter vinte e sete filhos!”, eu pensava.
Então, um dia, eu fiz a primeira descoberta: tudo o que eu faço de brincadeira, minha mãe tem de fazer de verdade. Quando canso de trocar a roupa e dar comidinha pras minhas bonecas, guardo no armário. Já pensou se minha mãe não quisesse mais brincar e me enfiasse no guarda-roupa?
Eu contei a minha descoberta pra ela, que me olhou espantada e disse:
— Foi você mesma que teve esta idéia?
Olha só como os adultos são! Eles imaginam que criança só pensa em gatinhos e bonecas e gangorras e video games e panteras cor-de-rosa!
— É claro que fui eu. E não é verdade?
— Não — respondeu minha mãe —, quer dizer, mais ou menos. Eu fico cansada, mas adoro ser mãe de vocês três... cinco. E eu reclamo por reclamar.
Ela me disse pra parar de pensar nisso tudo, pra esquecer, era bobagem. Quando eu crescesse, ia entender. E completou:
— Vai brincar, menina!
Acontece que eu não queria entender só quando eu crescesse. E continuei pensando.
Então eu comecei a procurar pela casa alguma coisa que não sabia bem o que era. Mas que sabia que existia, e que ia me ajudar a entender aquela coisa que eu sentia agora, toda vez que olhava pra minha mãe.
Eu abri o guarda-roupa dela e mexi em todas as roupas. E continuei mexendo e remexendo.
Foi então que achei umas fotografias amareladas numa caixa. Tinha umas de minha avó com a cara lisinha, meu pai de uniforme, minha mãe de noiva... aí achei umas ainda mais antigas.
Numa delas, havia uma menina muito parecida comigo. Mas o vestido era compridão, o sapato engraçado.
E esta foi a segunda descoberta: minha mãe já tinha sido criança antes! É claro que eu sabia que ia crescer e casar e ter filhos. Mas eu nunca tinha pensado que a minha mãe tinha sido do meu tamanho. E brincado de casinha!
Nesse dia, de noite, eu fiquei olhando pra minha mãe enquanto ela assistia televisão.
Estava passando um filme engraçado que depois ficou triste.
Eu vi ela rir e quase chorar. Então, eu fiz a maior descoberta de todas: aquela menina de vestido compridão e sapato engraçado ainda existia. E morava lá dentro da minha mãe.
(Flávio de Souza, “Quem conta um conto”, vol. 2, FTD, São Paulo, 2001.)
O texto 1 não nos descreve a menina, mas há elementos que informam tratar-se de uma personagem
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