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Eu e ele

No vertiginoso mundo dos computadores o meu, que devo ter há uns quatro ou cinco anos, já pode ser definido como uma carroça. Nosso convívio não tem sido muito confortável. Ele produz um texto limpo, e é só o que lhe peço. Desde que literalmente metíamos a mão no barro e depois gravávamos nossos símbolos primitivos com cunhas em tabletes até as laudas arrancadas da máquina de escrever para serem revisadas com esferográfica, não havia processo de escrever que não deixasse vestígio nos dedos. Nem o abnegado monge copiando escrituras na sua cela asséptica estava livre do tinteiro virado. Agora, não. Damos ordens ao computador, que faz o trabalho sujo por nós. Deixamos de ser trabalhadores braçais e viramos gerentes de texto. Ficamos pós-industriais. Com os dedos limpos.

Mas com um custo. Nosso trabalho ficou menos respeitável. O que ganhamos em asseio perdemos em autoridade. A um computador não se olha de cima, como se olhava uma máquina de escrever. Ele nos olha na cara. Tela no olho. A máquina de escrever fazia o que você queria, mesmo que fosse a tapa. Já o computador impõe certas regras. Se erramos, ele nos avisa. Não diz “Burro!”, mas está implícito na sua correção. Ele é mais inteligente do que você. Sabe mais coisas, e está subentendido que você jamais aproveitará metade do que ele sabe. Que ele só desenvolverá todo o seu potencial quando estiver sendo programado por um igual. Isto é, outro computador. A máquina de escrever podia ter recursos que você também nunca usaria (abandonei a minha sem saber para o que servia “tabulador”, por exemplo), mas não tinha a mesma empáfia, o mesmo ar de quem só aguenta os humanos por falta de coisa melhor, no momento.

Eu e o computador jamais seríamos íntimos. Nosso relacionamento é puramente profissional. Mesmo porque, acho que ele não se rebaixaria ao ponto de ser meu amigo. E seu ar de reprovação cresce. Agora mesmo, pedi para ele enviar esta crônica para o jornal e ele perguntou: “Tem certeza?”

(Luís Fernando Veríssimo)

A pergunta final do computador tem a finalidade de
 

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Eu e ele

No vertiginoso mundo dos computadores o meu, que devo ter há uns quatro ou cinco anos, já pode ser definido como uma carroça. Nosso convívio não tem sido muito confortável. Ele produz um texto limpo, e é só o que lhe peço. Desde que literalmente metíamos a mão no barro e depois gravávamos nossos símbolos primitivos com cunhas em tabletes até as laudas arrancadas da máquina de escrever para serem revisadas com esferográfica, não havia processo de escrever que não deixasse vestígio nos dedos. Nem o abnegado monge copiando escrituras na sua cela asséptica estava livre do tinteiro virado. Agora, não. Damos ordens ao computador, que faz o trabalho sujo por nós. Deixamos de ser trabalhadores braçais e viramos gerentes de texto. Ficamos pós-industriais. Com os dedos limpos.

Mas com um custo. Nosso trabalho ficou menos respeitável. O que ganhamos em asseio perdemos em autoridade. A um computador não se olha de cima, como se olhava uma máquina de escrever. Ele nos olha na cara. Tela no olho. A máquina de escrever fazia o que você queria, mesmo que fosse a tapa. Já o computador impõe certas regras. Se erramos, ele nos avisa. Não diz “Burro!”, mas está implícito na sua correção. Ele é mais inteligente do que você. Sabe mais coisas, e está subentendido que você jamais aproveitará metade do que ele sabe. Que ele só desenvolverá todo o seu potencial quando estiver sendo programado por um igual. Isto é, outro computador. A máquina de escrever podia ter recursos que você também nunca usaria (abandonei a minha sem saber para o que servia “tabulador”, por exemplo), mas não tinha a mesma empáfia, o mesmo ar de quem só aguenta os humanos por falta de coisa melhor, no momento.

Eu e o computador jamais seríamos íntimos. Nosso relacionamento é puramente profissional. Mesmo porque, acho que ele não se rebaixaria ao ponto de ser meu amigo. E seu ar de reprovação cresce. Agora mesmo, pedi para ele enviar esta crônica para o jornal e ele perguntou: “Tem certeza?”

(Luís Fernando Veríssimo)

Segundo o texto, o computador
 

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Segundo o Guia de Análise de Acidentes de Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, um evento adverso é qualquer ocorrência de natureza indesejável relacionada, direta ou indiretamente ao trabalho.
Nesse contexto, sobre eventos adversos, assinale a afirmativa correta.
 

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A higiene ocupacional expressa um conjunto de ações que objetivam preservar a saúde do trabalhador em seu ambiente de trabalho.

A respeito da identificação e da análise dos riscos ambientais, analise as afirmativas a seguir.

I. A pesquisa de acidentes ocorridos é uma fonte de identificação de riscos.

II. Estimar a potencialidade do risco é uma fonte de identificação de riscos.

III. A forma como o trabalho é realizado permite a identificação e a análise de riscos.

Assinale:

 

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As empresas, quando necessário, têm a obrigatoriedade de fornecer equipamentos de proteção individual – EPI, aos empregados.

A respeito do EPI, analise as afirmativas a seguir.

I. O EPI deve ser fornecido durante a implantação das medidas de proteção coletiva.

II. A empresa pode fornecer o EPI produzido na própria empresa.

III. O EPI deve ser fornecido em complemento às medidas de proteção coletiva.

Assinale:

 

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De acordo com o que prescreve a Norma Regulamentadora 4, “as empresas privadas e públicas, os órgãos públicos da administração direta e indireta dos poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, manterão, obrigatoriamente os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do TrabalhoSESMT”.
A respeito da constituição do SESMT, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa. ( ) É permitido que uma empresa contrata outras para prestar esses serviços em seu estabelecimento. ( ) É permitido que empresas, com a mesma atividade econômica, mesmo que localizadas em municípios não vizinhos, tenham um mesmo SESMT. ( ) É permitido que empresas que desenvolvem suas atividades em um mesmo polo industrial ou comercial, constituam um SESMT comum.
As afirmativas são, respectivamente,
 

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A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA - tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho.
Os representantes do empregador e dos empregados terão mandato de
 

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A Norma Regulamentadora nº 9 estabelece que todos os empregadores têm a obrigatoriedade de elaborar e implantar o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA. Assinale a alternativa que apresenta uma estrutura do PPRA.
 

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Uma vítima de atropelamento está caída no chão e você é a única pessoa capaz de ajudá-la. Ao se aproximar, você constata que a única lesão preocupante, antes da chegada do socorro, é um corte profundo na perna direita.

A principal iniciativa a ser tomada neste momento é

 

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Em relação às técnicas e às ferramentas de gerenciamento de riscos, analise as afirmativas a seguir.

I. HAZOP é uma metodologia utilizada para levantar potenciais problemas em processos industriais, identificando situações perigosas.

II. HAZOP é um procedimento essencialmente quantitativo.

III. Uma das desvantagens da técnica APP é a necessidade de uma equipe com larga experiência em várias áreas de atuação, como segurança, projeto, processo, etc.

Assinale:

 

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