Foram encontradas 30 questões.
Leia um trecho da música “Comida” para responder à questão proposta.
“[...] A gente não quer só comida,
A gente quer comida, diversão e arte.
A gente não quer só comida,
A gente quer saída pra qualquer parte. [...]”
(Arnaldo Antunes)
Todos os termos em destaque correspondem a
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A mercadoria alucinógena
Enquanto o consumidor imagina que é um ser racional, dotado de juízo e de bom senso, a publicidade na TV abandona progressivamente essa ilusão. Em vez de argumentar para a razão do telespectador, ela apela para as sensações, para as revelações mágicas mais impossíveis. A marca de chicletes promete transportar o freguês para um tal “mundo do sabor” e mostra o garoto-propaganda levitando em outras esferas cósmicas. O adoçante faz surgirem do nada violinistas e guitarristas. O guaraná em lata provoca visões amazônicas no seu bebedor urbano, que passa a enxergar um índio, com o rosto pintado de bravura, no que seria o pálido semblante de um taxista. Seria o tal refrigerante uma versão comercial das beberagens do Santo Daime? Não, nada disso. São apenas os baratos astrais da nova tendência da publicidade. Estamos na era das mercadorias alucinógenas. Imaginariamente alucinógenas.
É claro que ninguém há de acreditar que uma goma de mascar, um adoçante ou um guaraná proporcionem a transmigração das almas. Ninguém leva os comerciais alucinógenos ao pé da letra, mas cada vez mais gente se deixa seduzir por eles. É que o encanto das mercadorias não está nelas, mas fora delas — e a publicidade sabe disso muito bem. Ela sabe que esse encanto reside na relação imaginária que ela, publicidade, fabrica entre a mercadoria e seu consumidor. Pode parecer um insulto à inteligência do telespectador, mas ele bem que gosta. É tudo mentira, mas é a maior viagem. A julgar pelo crescimento dessas campanhas, o público vibra ao ser tratado como quem se esgueira pelos supermercados à cata de alucinações.
Por isso, a publicidade se despe momentaneamente de sua alegada função cívica — a de informar o comprador para que ele exerça o seu direito de escolha consciente na hora da compra — e apenas oferece a felicidade etérea, irreal e imaterial, que nada tem a ver com as propriedades físicas (ou químicas) do produto. A publicidade é a fábrica do gozo fictício — e este gozo é a grande mercadoria dos nossos tempos, confortavelmente escondida atrás das bugigangas oferecidas. Quanto ao consumidor, compra satisfeito a alucinação imaginária. Ele também está cercado de muito conforto, protegido pela aparência de razão que todos fingem ser sua liberdade. Supremo fingimento. O consumidor não vai morrer de overdose dessa droga. Ele só teme ser barrado nos portais eletrônicos do imenso festim psicodélico. Morreria de frio e de abandono. Ele só teme passar um dia que seja longe de seu pequeno gozo alucinado.
FONTE: BUCCI, Eugênio. Veja. São Paulo, 29 abr.1998. In:
ANTUNES, Irandé. Análise de textos: fundamentos e práticas.
São Paulo: Parábola Editorial, 2010. p.80-81. [Fragmento]
Marque a opção em que a justificativa esteja coerente com a estrutura da frase dada como exemplo, em relação à pontuação, sintaxe e coesão.
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A mercadoria alucinógena
Enquanto o consumidor imagina que é um ser racional, dotado de juízo e de bom senso, a publicidade na TV abandona progressivamente essa ilusão. Em vez de argumentar para a razão do telespectador, ela apela para as sensações, para as revelações mágicas mais impossíveis. A marca de chicletes promete transportar o freguês para um tal “mundo do sabor” e mostra o garoto-propaganda levitando em outras esferas cósmicas. O adoçante faz surgirem do nada violinistas e guitarristas. O guaraná em lata provoca visões amazônicas no seu bebedor urbano, que passa a enxergar um índio, com o rosto pintado de bravura, no que seria o pálido semblante de um taxista. Seria o tal refrigerante uma versão comercial das beberagens do Santo Daime? Não, nada disso. São apenas os baratos astrais da nova tendência da publicidade. Estamos na era das mercadorias alucinógenas. Imaginariamente alucinógenas.
É claro que ninguém há de acreditar que uma goma de mascar, um adoçante ou um guaraná proporcionem a transmigração das almas. Ninguém leva os comerciais alucinógenos ao pé da letra, mas cada vez mais gente se deixa seduzir por eles. É que o encanto das mercadorias não está nelas, mas fora delas — e a publicidade sabe disso muito bem. Ela sabe que esse encanto reside na relação imaginária que ela, publicidade, fabrica entre a mercadoria e seu consumidor. Pode parecer um insulto à inteligência do telespectador, mas ele bem que gosta. É tudo mentira, mas é a maior viagem. A julgar pelo crescimento dessas campanhas, o público vibra ao ser tratado como quem se esgueira pelos supermercados à cata de alucinações.
Por isso, a publicidade se despe momentaneamente de sua alegada função cívica — a de informar o comprador para que ele exerça o seu direito de escolha consciente na hora da compra — e apenas oferece a felicidade etérea, irreal e imaterial, que nada tem a ver com as propriedades físicas (ou químicas) do produto. A publicidade é a fábrica do gozo fictício — e este gozo é a grande mercadoria dos nossos tempos, confortavelmente escondida atrás das bugigangas oferecidas. Quanto ao consumidor, compra satisfeito a alucinação imaginária. Ele também está cercado de muito conforto, protegido pela aparência de razão que todos fingem ser sua liberdade. Supremo fingimento. O consumidor não vai morrer de overdose dessa droga. Ele só teme ser barrado nos portais eletrônicos do imenso festim psicodélico. Morreria de frio e de abandono. Ele só teme passar um dia que seja longe de seu pequeno gozo alucinado.
FONTE: BUCCI, Eugênio. Veja. São Paulo, 29 abr.1998. In:
ANTUNES, Irandé. Análise de textos: fundamentos e práticas.
São Paulo: Parábola Editorial, 2010. p.80-81. [Fragmento]
No trecho: “Estamos na era das mercadorias alucinógenas. Imaginariamente alucinógenas”, o autor se utilizou de um recurso gramatical que aproxima os interlocutores e favorece a interação. Assinale a opção que elucida o recurso utilizado.
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As unidades de medidas elétricas apresentadas no Sistema Internacional (SI) como A, V, W e Ω, correspondem, respectivamente a:
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Quando um ar condicionado automotivo para de funcionar e surge a necessidade de uma recarga total de fluido refrigerante, é recomendável que se realize uma limpeza interna de todo o sistema. O fluido mais recomendável para a limpeza de ar condicionado automotivo é:
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Leia o texto abaixo para responder a questão a seguir.

Disponível em: https://www.google.com.br/search. Acesso em 04
de setembro de 2018.
Qual opção apresentada a seguir tem a correta justificativa do emprego correto dos porquês na fala do personagem no último quadrinho?
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Os fluidos refrigerantes são substâncias responsáveis pela troca de calor entre o ambiente a ser refrigerado e a máquina condicionadora de ar. Uma característica desejável desses refrigerantes é
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Seguindo a direção do fluxo de fluido refrigerante, um sistema de refrigeração de compressão a vapor simples, possui os seguintes componentes instalados em sequência:
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O superaquecimento corresponde ao acréscimo de temperatura que o refrigerante obtém após vaporizar-se no evaporador. Determina-se superaquecimento para verificar se existe muito ou pouco refrigerante na forma líquida no evaporador: quanto maior for o superaquecimento, menor a quantidade de líquido dentro do evaporador.
Para diminuir o superaquecimento, é necessário
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A Tabela a seguir apresenta um trecho da tabela de saturação do fluido refrigerante R-410A, relacionando Temperatura (°C), Pressão absoluta (kPa) e Entalpia específica (kJ/kg).
| Temperatura [°C] |
Pressão
[kPa]
|
Entalpia específica de líquido saturado
(hls) [kJ/kg]
|
Entalpia específica de vapor saturado (hvs) [kJ/kg] |
| -20 | 399,6 | 28,24 | 271,89 |
| -15 | 480,4 | 35,47 | 273,90 |
Fonte: CLAUS, B.; VAN WYLEN, Gordon John; SONNTAG, Richard. Fundamentos da termodinâmica. 7ª Edição, Michigan, Editora Blucher, 2009. (adaptado)
Um estado termodinâmico em que a substância está como líquido comprimido corresponde a:
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