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Foram encontradas 120 questões.

991617 Ano: 2017
Disciplina: Química
Banca: FUMARC
Orgão: COPANOR

Uma titulação foi realizada utilizando HCl 0,2 mol/L como titulante e, como analito, 40 mL de NaOH 0,1 mol/L. O pH da solução do analito, após a adição de 10 mL do titulante, é:

Dado: log 2 = 0,3

 

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991600 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: FUMARC
Orgão: COPANOR
A MENTIROSA LIBERDADE
Lya Luft
Comecei a escrever um novo livro, sobre os mitos e mentiras que nossa cultura expõe em prateleiras enfeitadas, para que a gente enfie esse material na cabeça e, pior, na alma – como se fosse algodão-doce colorido. Com ele chegam os medos que tudo isso nos inspira: medo de não estar bem enquadrados, medo de não ser valorizados pela turma, medo de não ser suficientemente ricos, magros, musculosos, de não participar da melhor balada, do clube mais chique, de não ter feito a viagem certa nem possuir a tecnologia de ponta no celular. Medo de não ser livres.
Na verdade, estamos presos numa rede de falsas liberdades. Nunca se falou tanto em liberdade, e poucas vezes fomos tão pressionados por exigências absurdas, que constituem o que chamo a síndrome do "ter de". Fala-se em liberdade de escolha, mas somos conduzidos pela propaganda como gado para o matadouro, e as opções são tantas que não conseguimos escolher com calma. Medicados como somos (a pressão, a gordura, a fadiga, a insônia, o sono, a depressão e a euforia, a solidão e o medo tratados a remédio), cedo recorremos a expedientes, porque nossa libido, quimicamente cerceada, falha, e a alegria, de tanta tensão, nos escapa.
Preenchem-se fendas e falhas, manchas se removem, suspendem-se prazeres como sendo risco e extravagância, e nos ligamos no espelho: alguém por aí é mais eficiente, moderno, valorizado e belo que eu? Alguém mora num condomínio melhor que o meu? Em fileira, ao longo das paredes, temos de parecer todos iguais nessa dança de enganos. Sobretudo, sempre jovens. Nunca se pôde viver tanto tempo e com tão boa qualidade, mas, no atual endeusamento da juventude, como se só jovens merecessem amor, vitórias e sucesso, carregamos mais um ônus pesadíssimo e cruel: temos de enganar o tempo, temos de aparentar 15 anos se temos 30, 40 anos se temos 60, e 50 se temos 80 anos de idade. A deusa juventude traz vantagens, mas eu não a quereria para sempre: talvez nela sejamos mais bonitos, quem sabe mais cheios de planos e possibilidades, mas sabemos discernir as coisas que divisamos, podemos optar com a mínima segurança, conseguimos olhar, analisar e curtir – ou nos falta o que vem depois: maturidade?
Parece que do começo ao fim passamos a vida sendo cobrados: O que você vai ser? O que vai estudar? Como? Fracassou em mais um vestibular? Já transou? Nunca transou? Treze anos e ainda não ficou? E ainda não bebeu? Nem experimentou uma maconhazinha sequer? E um Viagra para melhorar ainda mais? Ainda aguenta os chatos dos pais? Saiba que eles o controlam sob o pretexto de que o amam. Sai dessa! Já precisa trabalhar? Que chatice! E depois: Quarenta anos ganhando tão pouco e trabalhando tanto? E não tem aquele carro? Nunca esteve naquele resort?
Talvez a gente possa escapar dessas cobranças sendo mais natural, cumprindo deveres reais, curtindo a vida sem se atordoar. Nadar contra toda essa louca correnteza. Ter opiniões próprias, amadurecer, ajuda. Combater a ânsia por coisas que nem queremos, ignorar ofertas no fundo desinteressantes, como roupas ridículas e viagens sem graça, isso ajuda. Descobrir o que queremos e podemos é um bom aprendizado, mas leva algum tempo: não é preciso escalar o Himalaia social nem ser uma linda mulher nem um homem poderoso. É possível estar contente e ter projetos bem depois dos 40 anos, sem um iate, físico perfeito e grande fortuna. Sem cumprir tantas obrigações fúteis e inúteis, como nos ordenam os mitos e mentiras de uma sociedade insegura, desorientada, em crise. Liberdade não vem de correr atrás de "deveres" impostos de fora, mas de construir a nossa existência, para a qual, com todo esse esforço e desgaste, sobra tão pouco tempo. Não temos de correr angustiados atrás de modelos que nada têm a ver conosco, máscaras, ilusões e melancolia para aguentar a vida, sem liberdade para descobrir o que a gente gostaria mesmo de ter feito.
Disponível em: http://www.contioutra.com/a-mentirosa-liberdade-lya-luft/ Acesso em: 02 jul. 2017
Em todos os trechos, a narradora inclui o leitor em suas reflexões, EXCETO em:
 

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991594 Ano: 2017
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: FUMARC
Orgão: COPANOR
Em estações elevatórias podem-se utilizar bombas centrífugas. Essas bombas são compostas por diversas partes, cada uma com uma função determinada. Considere as funções abaixo discriminadas:
  • o manter o eixo e o rotor alinhados com as partes estacionárias da bomba,
  • o evitar a entrada de ar para o interior da bomba e o
  • garantir a estanqueidade da vedação.
Em uma bomba centrífuga, essas funções são desempenhadas, respectivamente, por
 

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991547 Ano: 2017
Disciplina: Matemática
Banca: FUMARC
Orgão: COPANOR
Algumas marcas de caixa d’água possuem características distintas como, por exemplo, dimensões e “peso”. Uma caixa d'água de polietileno de determinada marca, quando está cheia, pesa 1044 Kg e com água até a metade de sua capacidade, 531Kg. O “peso” dessa caixa d’água, quando está vazia, é igual a
 

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991490 Ano: 2017
Disciplina: Informática
Banca: FUMARC
Orgão: COPANOR
Selecione as duas opções de formatação do Microsoft Word, versão português do Office 2013, utilizadas no texto abaixo:
enunciado 2049716-1
 

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991455 Ano: 2017
Disciplina: Matemática
Banca: FUMARC
Orgão: COPANOR
Durante a festa, em um circo que estava na cidade, 3 elefantes já tomaram banho e foram gastos 30 litros de água. Isto equivale a um terço dos animais do circo. Quantos elefantes tem esse circo e quantos litros de água gastam durante o banho?
 

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988741 Ano: 2017
Disciplina: Matemática
Banca: FUMARC
Orgão: COPANOR
Uma empresa tem 20 empregados. Hoje, compareceram ao trabalho três quartos pela manhã e ontem, dois quintos. Quantos empregados compareceram em cada dia?
 

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988731 Ano: 2017
Disciplina: Química
Banca: FUMARC
Orgão: COPANOR

A Proteção Catódica é uma técnica usada para controlar a corrosão de uma superfície metálica, tornando-a o cátodo de uma célula eletroquímica. Um método simples de proteção conecta o metal a ser protegido a um "metal de sacrifício" mais facilmente corrosível para atuar como o ânodo. O metal de sacrifício, então, é corroído no lugar do metal a ser protegido. Considere a tabela abaixo:

enunciado 2049470-1

A melhor espécie para proteger um cano de ferro é:

 

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988729 Ano: 2017
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: FUMARC
Orgão: COPANOR
Vazamentos em redes coletoras de esgotos podem ocorrer devido à corrosão das tubulações ou através de juntas mal executadas. Esse problema é de difícil detecção, pois, normalmente, a água infiltra no solo e, quando se percebe o problema, ele já está em estágio avançado. Pode ser uma situação que indica vazamento na rede coletora:
 

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988691 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: FUMARC
Orgão: COPANOR
O meu avô
Mário Prata

Bem pequeno aprendi a enumerar a caudalosa linhagem de Mários da minha família: "Tenho tataravô Mário, bisavô Mário, avô Mário, pai Mário, tio Mário e primo Mário". Se me perguntavam "Por que tanto Mário?" eu não sabia bem o que responder, era só uma dessas gracinhas que criança decora pra fazer os adultos rirem: "Sei lá, acho que eles gostam de Mário". O Mário de quem eu mais gostava, depois do meu pai, era o meu avô. Vovô Mário era engenheiro mecânico e nos seus tempos áureos projetava locomotivas. Trens de muitas toneladas cruzando o país abarrotados de minério de ferro, soja, cimento e carvão foram sua segunda maior contribuição à humanidade. A primeira contribuição, a que fez de mim o morador mais importante da rua Briaxis, a vila em que morávamos, com vizinhos tocando a campainha de manhã, de tarde e de noite, trazendo amigos, primos e, invariavelmente, uma bola embaixo do braço, era a trave de madeira que meu avô fez e me deu no meu aniversário de oito anos.
A trave ficava no fundo da nossa garagem e era leve o suficiente para ser carregada por dois meninos até o meio da rua. Sobre o carpete agreste de paralelepípedos travávamos peladas épicas que só não entravam pela madrugada porque as mães apareciam nas portas das casas e, uma a uma, inclementes, iam nos convocando para o jantar. Minha mãe, jornalista, estava sempre presa em fechamentos e não poucas vezes eu era o último felizardo a sair. Ficava ali, batendo faltas contra um gol vazio, me achando o Rivelino: no ângulo, no cantinho, rasteira, de bico, de peito, de trivela. Eu tinha oito anos e uma trave de gol, toda minha: duvido que a vida me permita experimentar, novamente, tal plenitude.
Mais tarde, lá pelos onze, entrei numas de aquário e meu avô não me deixou na mão. Num sábado de manhã fomos juntos a uma vidraçaria na rua Tabapuã, onde vi o funcionário cortar o vidro com um bastãozinho de metal e ouvi, boquiaberto, vovô Mário explicar que, na ponta do bastão, havia um pedaço de diamante: "o material mais duro da Terra: indestrutível". Depois fomos a um serralheiro e, sem que eu entendesse por que, compramos metros de cantoneiras de alumínio. Bem, delicadeza não era o forte daquele engenheiro nascido antes do crash de 1929; as cantoneiras foram usadas para reforçar todas as juntas, além da borda superior do aquário, que, com sua "torreifélica" estrutura, ganhou em resistência o que perdeu em visibilidade. Mas quem se importa em ver peixinhos dourados quando se pode contar pros amigos, ao passar pela sala, como quem não quer nada: "fui eu que fiz, junto com o meu avô"?
Aos treze comecei a andar de skate e a rampa só não ficou pronta, pois foi embargada por minha mãe – até hoje não a perdoo por, na calada da noite, de forma antidemocrática, ter salvo a minha vida, ou, pelo menos, alguns ossos.
Ontem, quando a minha lista de "Mários" ficou ligeiramente (imensamente) menor, pensei na sorte que tive. Meu avô era um sujeito duro que entrou no século 21 sem jamais ter abandonado o 19, um pai severo e, no entanto, foi capaz de me dar tanto carinho. Não me refiro a beijos, abraços, cafunés – acho que ele nunca me pegou no colo –, mas a esse carinho antigo, pré baby-boomers, Beatles e Caetano, carinho de homem feito com serras, martelos, pregos, parafusos, madeira e cantoneiras de alumínio. Queria poder ter retribuído à altura, mas infelizmente não soube, tão bem quanto ele, usar minhas ferramentas.

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2017/07/1897748-o-meu-avo.shtml Acesso em: 12 jul. 2017.
As palavras destacadas são substantivos, EXCETO em:
 

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