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No Microsoft Word 2016, instalado em um computador, a cor da fonte de um texto pode ser alterada
utilizando-se o botão Cor da Fonte existente na guia
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No Microsoft Excel 2016, a função =SE("sim"="não";1;2)
retorna
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É correto afirmar que um nome de função do Microsoft Excel 2016 é
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QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A
SEGUIR.
POR QUE O ESPAÇO ATRAI BILIONÁRIOS?
O bilionário do setor de tecnologia Elon
Musk, executivo-chefe da Tesla e da SpaceX, está tentando comprar todas as casas em Boca China, Texas
– uma minúscula comunidade de poucas dezenas de
pessoas – para poder usar a área para lançar sua espaçonave para Marte. Ele afirma que poderá mandar
gente para o Planeta Vermelho em uma década.
O executivo-chefe da Amazon, Jeff Bezos, tem
uma companhia de viagens espaciais e vê o projeto
como um trampolim para futuras colônias no espaço.
O falecido cofundador da Microsoft, Paul Allen, também tinha planos para voos espaciais. O foco deles
não está exclusivamente no espaço, mas por que eles
colocam bilhões para enviar humanos para lá? Uma razão é que a Terra está ameaçada por mudanças climáticas e guerra nuclear; o espaço é como um plano B.
Mas um voo tripulado para Marte é cheio de perigos,
sobretudo o fato de que não temos hoje uma forma
de proteger humanos dos efeitos adversos de meses e
meses de radiação do espaço profundo.
Mas, qual o problema em sonhar? Em certo
sentido, nenhum. Mas importa como as pessoas com
muito dinheiro sonham. Bezos, Allen e Musk, os bilionários, citaram seu amor pela ficção científica como
se fosse parte da sua inspiração.
A ficção científica algumas vezes é desprezada como literatura escapista, mas os melhores
exemplos são exatamente o contrário. Ciência e arte
sempre foram de alguma forma financiadas pelos interesses excêntricos dos ricos, e a combinação sempre resultou em uma mistura heterogênea. Uma coisa comum aos bilionários é que provavelmente não é
difícil encontrar pessoas que os encorajarão a gastar
dinheiro correndo atrás de aventuras espaciais que
não vão acontecer por limitações científicas.
Mas, mais importante, esses homens podem
moldar nossa vida hoje, pela forma como suas empresas operam, pelo pagamento de impostos sobre
suas imensas riquezas e por seus investimentos para
solucionar os problemas que nos ameaçam. Isso requer imaginação. Não o tipo de imaginação que ilustra a capa dos livros de ficção científica; mas o tipo
que nos leva a universos expandidos só para nos fazer pensar mais para entender o único lugar habitável
por nós no Universo – nosso frágil e pálido ponto azul
– e torná-lo um lugar melhor para se viver.
Scientific American Brasil, ano 18, nº 203, jan. 2020, p. 22. Adaptado.
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- OrtografiaPontuaçãoPonto de Exclamação e Interrogação
- OrtografiaPontuaçãoPonto e Vírgula
- OrtografiaPontuaçãoTravessão
QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A
SEGUIR.
POR QUE O ESPAÇO ATRAI BILIONÁRIOS?
O bilionário do setor de tecnologia Elon
Musk, executivo-chefe da Tesla e da SpaceX, está tentando comprar todas as casas em Boca China, Texas
– uma minúscula comunidade de poucas dezenas de
pessoas – para poder usar a área para lançar sua espaçonave para Marte. Ele afirma que poderá mandar
gente para o Planeta Vermelho em uma década.
O executivo-chefe da Amazon, Jeff Bezos, tem
uma companhia de viagens espaciais e vê o projeto
como um trampolim para futuras colônias no espaço.
O falecido cofundador da Microsoft, Paul Allen, também tinha planos para voos espaciais. O foco deles
não está exclusivamente no espaço, mas por que eles
colocam bilhões para enviar humanos para lá? Uma razão é que a Terra está ameaçada por mudanças climáticas e guerra nuclear; o espaço é como um plano B.
Mas um voo tripulado para Marte é cheio de perigos,
sobretudo o fato de que não temos hoje uma forma
de proteger humanos dos efeitos adversos de meses e
meses de radiação do espaço profundo.
Mas, qual o problema em sonhar? Em certo
sentido, nenhum. Mas importa como as pessoas com
muito dinheiro sonham. Bezos, Allen e Musk, os bilionários, citaram seu amor pela ficção científica como
se fosse parte da sua inspiração.
A ficção científica algumas vezes é desprezada como literatura escapista, mas os melhores
exemplos são exatamente o contrário. Ciência e arte
sempre foram de alguma forma financiadas pelos interesses excêntricos dos ricos, e a combinação sempre resultou em uma mistura heterogênea. Uma coisa comum aos bilionários é que provavelmente não é
difícil encontrar pessoas que os encorajarão a gastar
dinheiro correndo atrás de aventuras espaciais que
não vão acontecer por limitações científicas.
Mas, mais importante, esses homens podem
moldar nossa vida hoje, pela forma como suas empresas operam, pelo pagamento de impostos sobre
suas imensas riquezas e por seus investimentos para
solucionar os problemas que nos ameaçam. Isso requer imaginação. Não o tipo de imaginação que ilustra a capa dos livros de ficção científica; mas o tipo
que nos leva a universos expandidos só para nos fazer pensar mais para entender o único lugar habitável
por nós no Universo – nosso frágil e pálido ponto azul
– e torná-lo um lugar melhor para se viver.
Scientific American Brasil, ano 18, nº 203, jan. 2020, p. 22. Adaptado.
A esse respeito, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre os sinais de pontuação nas frases a seguir.
( ) Os travessões possuem função análoga à dos parênteses em “(...) o único lugar habitável por nós no Universo – nosso frágil e pálido ponto azul – e torná-lo um lugar melhor para se viver.”
( ) Na frase “Não o tipo de imaginação que ilustra a capa dos livros de ficção científica; mas o tipo que nos leva a universos expandidos (...)”, o ponto e vírgula foi colocado para separar itens de enunciados enumerativos.
( ) Em “O foco deles não está exclusivamente no espaço, mas por que eles colocam bilhões para enviar humanos para lá?”, o ponto de interrogação foi empregado no final de uma pergunta indireta, porque a indagação não exige resposta.
( ) A vírgula foi colocada para separar oração coordenada com sujeito diferente em “Ciência e arte sempre foram de alguma forma financiadas pelos interesses excêntricos dos ricos, e a combinação sempre resultou em uma mistura heterogênea.”
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinada Adjetiva
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinada Substantiva
QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A
SEGUIR.
POR QUE O ESPAÇO ATRAI BILIONÁRIOS?
O bilionário do setor de tecnologia Elon
Musk, executivo-chefe da Tesla e da SpaceX, está tentando comprar todas as casas em Boca China, Texas
– uma minúscula comunidade de poucas dezenas de
pessoas – para poder usar a área para lançar sua espaçonave para Marte. Ele afirma que poderá mandar
gente para o Planeta Vermelho em uma década.
O executivo-chefe da Amazon, Jeff Bezos, tem
uma companhia de viagens espaciais e vê o projeto
como um trampolim para futuras colônias no espaço.
O falecido cofundador da Microsoft, Paul Allen, também tinha planos para voos espaciais. O foco deles
não está exclusivamente no espaço, mas por que eles
colocam bilhões para enviar humanos para lá? Uma razão é que a Terra está ameaçada por mudanças climáticas e guerra nuclear; o espaço é como um plano B.
Mas um voo tripulado para Marte é cheio de perigos,
sobretudo o fato de que não temos hoje uma forma
de proteger humanos dos efeitos adversos de meses e
meses de radiação do espaço profundo.
Mas, qual o problema em sonhar? Em certo
sentido, nenhum. Mas importa como as pessoas com
muito dinheiro sonham. Bezos, Allen e Musk, os bilionários, citaram seu amor pela ficção científica como
se fosse parte da sua inspiração.
A ficção científica algumas vezes é desprezada como literatura escapista, mas os melhores
exemplos são exatamente o contrário. Ciência e arte
sempre foram de alguma forma financiadas pelos interesses excêntricos dos ricos, e a combinação sempre resultou em uma mistura heterogênea. Uma coisa comum aos bilionários é que provavelmente não é
difícil encontrar pessoas que os encorajarão a gastar
dinheiro correndo atrás de aventuras espaciais que
não vão acontecer por limitações científicas.
Mas, mais importante, esses homens podem
moldar nossa vida hoje, pela forma como suas empresas operam, pelo pagamento de impostos sobre
suas imensas riquezas e por seus investimentos para
solucionar os problemas que nos ameaçam. Isso requer imaginação. Não o tipo de imaginação que ilustra a capa dos livros de ficção científica; mas o tipo
que nos leva a universos expandidos só para nos fazer pensar mais para entender o único lugar habitável
por nós no Universo – nosso frágil e pálido ponto azul
– e torná-lo um lugar melhor para se viver.
Scientific American Brasil, ano 18, nº 203, jan. 2020, p. 22. Adaptado.
Em relação ao período composto por subordinação, associe corretamente o tipo de oração subordinada às suas respectivas frases.
ORAÇÕES SUBORDINADAS
(1) Substantiva (2) Adjetiva
FRASES ( ) “Ele afirma que poderá mandar gente para o Planeta Vermelho em uma década.” ( ) “Uma razão é que a Terra está ameaçada por mudanças climáticas e guerra nuclear(...)” ( ) “(...) não é difícil encontrar pessoas que os encorajarão a gastar dinheiro (...)” ( ) “(...) por seus investimentos para solucionar os problemas que nos ameaçam.”
A sequência correta dessa associação é
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO
SEGUINTE.
Ser munduruku é ser Amazônia
Bheka Munduruku*
Na Amazônia vivem 300 mil indígenas. Nós, da etnia
munduruku, somos 13 mil, divididos em 120 aldeias.
Eu tenho 16 anos, nasci e moro até hoje na Terra
Indígena Sawré Muybu. Ela é o meu mundo. Temos
nossas brincadeiras. Alguns gostam de se pintar, mas
outros de cantar as canções que foram ensinadas por
nossos pais.
Tiramos tudo o que precisamos da nossa terra: pescamos e caçamos (apenas o suficiente para a nossa
subsistência), além de plantarmos mandioca, banana, batata, cana-de-açúcar, cará, abacaxi, pimenta,
sem destruir a floresta. A natureza é nossa mãe. Ela
nos dá tudo o que precisamos e, em troca, tratamos
dela com carinho. Gosto da vida que levo, mas não
pretendo obrigar ninguém a viver como vivo. Com
que direito, então, querem nos impor costumes e valores estranhos à nossa cultura?
Os mais jovens aprendem quase tudo com os mais
velhos. Assim, sabemos como nossa cultura é rica
e antiga, e de nosso lugar no mundo. Nossos pais e
avós contam que Karosakaybu, o Grande Ser, fez surgir de uma fenda nas cabeceiras do rio Crepori, um
afluente do Tapajós, quatro casais que deram origem
à humanidade: um branco, um negro, um indígena e
um munduruku. Os pariwat, como chamamos os estrangeiros, foram povoar o mundo. Nossos ancestrais
ficaram.
Ainda estamos aqui. Não apenas sobrevivemos do
que tiramos de nossa terra – cuidar dela é a própria
razão de nossa existência. Nós a protegemos há mais
de 4.000 anos, mas a história pariwat registra que
nos encontramos pela primeira vez em 1768. Desde
então fomos obrigados a acrescentar a resistência
entre nossos hábitos.
Sabe-se hoje que a floresta em pé ajuda a conter as
mudanças climáticas. Nós mesmos já sentimos os
seus efeitos: teve ano que choveu em março, em vez
de novembro. Mas o desmatamento não é a única
ameaça que ronda a Amazônia. E não temos mais
como protegê-la sozinhos. Como qualquer cultura,
a nossa assimilou novos costumes e evoluiu. Cultivamos nossas tradições, mas não paramos no tempo,
não vivemos na pré-história.
Os munduruku já foram caçadores de cabeça; agora,
preferimos fazer cabeças. Queremos convencer todo
o mundo – inclusive os cabeças-duras – da importância de preservar a floresta e os seus rios.
Não precisamos de ouro, mas não podemos mais nadar no Tapajós, pois ele adoeceu: suas águas estão
contaminadas pelo mercúrio do garimpo ilegal. O Tapajós é o último afluente da margem direita do rio
Amazonas a correr livre. Barrar um rio é matar tudo
o que nele vive.
Munduruku significa “formigas vermelhas”. Nos deram esse nome porque lutávamos lado a lado. Junte-se ao nosso formigueiro e nos ajude a defender a
Amazônia.
* Guerreira indígena da etnia munduruku.
Folha de São Paulo, Tendências/Debates, 16 jan. 2020, p. A3. Adaptado.
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO
SEGUINTE.
Ser munduruku é ser Amazônia
Bheka Munduruku*
Na Amazônia vivem 300 mil indígenas. Nós, da etnia
munduruku, somos 13 mil, divididos em 120 aldeias.
Eu tenho 16 anos, nasci e moro até hoje na Terra
Indígena Sawré Muybu. Ela é o meu mundo. Temos
nossas brincadeiras. Alguns gostam de se pintar, mas
outros de cantar as canções que foram ensinadas por
nossos pais.
Tiramos tudo o que precisamos da nossa terra: pescamos e caçamos (apenas o suficiente para a nossa
subsistência), além de plantarmos mandioca, banana, batata, cana-de-açúcar, cará, abacaxi, pimenta,
sem destruir a floresta. A natureza é nossa mãe. Ela
nos dá tudo o que precisamos e, em troca, tratamos
dela com carinho. Gosto da vida que levo, mas não
pretendo obrigar ninguém a viver como vivo. Com
que direito, então, querem nos impor costumes e valores estranhos à nossa cultura?
Os mais jovens aprendem quase tudo com os mais
velhos. Assim, sabemos como nossa cultura é rica
e antiga, e de nosso lugar no mundo. Nossos pais e
avós contam que Karosakaybu, o Grande Ser, fez surgir de uma fenda nas cabeceiras do rio Crepori, um
afluente do Tapajós, quatro casais que deram origem
à humanidade: um branco, um negro, um indígena e
um munduruku. Os pariwat, como chamamos os estrangeiros, foram povoar o mundo. Nossos ancestrais
ficaram.
Ainda estamos aqui. Não apenas sobrevivemos do
que tiramos de nossa terra – cuidar dela é a própria
razão de nossa existência. Nós a protegemos há mais
de 4.000 anos, mas a história pariwat registra que
nos encontramos pela primeira vez em 1768. Desde
então fomos obrigados a acrescentar a resistência
entre nossos hábitos.
Sabe-se hoje que a floresta em pé ajuda a conter as
mudanças climáticas. Nós mesmos já sentimos os
seus efeitos: teve ano que choveu em março, em vez
de novembro. Mas o desmatamento não é a única
ameaça que ronda a Amazônia. E não temos mais
como protegê-la sozinhos. Como qualquer cultura,
a nossa assimilou novos costumes e evoluiu. Cultivamos nossas tradições, mas não paramos no tempo,
não vivemos na pré-história.
Os munduruku já foram caçadores de cabeça; agora,
preferimos fazer cabeças. Queremos convencer todo
o mundo – inclusive os cabeças-duras – da importância de preservar a floresta e os seus rios.
Não precisamos de ouro, mas não podemos mais nadar no Tapajós, pois ele adoeceu: suas águas estão
contaminadas pelo mercúrio do garimpo ilegal. O Tapajós é o último afluente da margem direita do rio
Amazonas a correr livre. Barrar um rio é matar tudo
o que nele vive.
Munduruku significa “formigas vermelhas”. Nos deram esse nome porque lutávamos lado a lado. Junte-se ao nosso formigueiro e nos ajude a defender a
Amazônia.
* Guerreira indígena da etnia munduruku.
Folha de São Paulo, Tendências/Debates, 16 jan. 2020, p. A3. Adaptado.
Texto I “Gosto da vida que levo, mas não pretendo obrigar ninguém a viver como vivo. Com que direito, então, querem nos impor costumes e valores estranhos à nossa cultura? [...] Os pariwat, como chamamos os estrangeiros, foram povoar o mundo. Nossos ancestrais ficaram.” Texto II
Disponível em: <http://geolibertaria2.blogspot.com/2015/02/a-questaodas-etnias-questoes-de.html>. Acesso em: 25 jan. 2020. Não obstante o caráter humorístico da charge, é correto afirmar que, considerando-se o comportamento e as atitudes dos pariwat (estranhos, estrangeiros) em relação às tradições e às visões sobre o mundo dos povos indígenas, ambos textos, cada um à sua maneira, veiculam uma crítica associada a
I – uma tentativa de submissão. II – um desconhecimento cultural. III – uma preocupação com direitos. IV – um comportamento ético ilibado. Está correto apenas o que se afirma em
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO
SEGUINTE.
Ser munduruku é ser Amazônia
Bheka Munduruku*
Na Amazônia vivem 300 mil indígenas. Nós, da etnia
munduruku, somos 13 mil, divididos em 120 aldeias.
Eu tenho 16 anos, nasci e moro até hoje na Terra
Indígena Sawré Muybu. Ela é o meu mundo. Temos
nossas brincadeiras. Alguns gostam de se pintar, mas
outros de cantar as canções que foram ensinadas por
nossos pais.
Tiramos tudo o que precisamos da nossa terra: pescamos e caçamos (apenas o suficiente para a nossa
subsistência), além de plantarmos mandioca, banana, batata, cana-de-açúcar, cará, abacaxi, pimenta,
sem destruir a floresta. A natureza é nossa mãe. Ela
nos dá tudo o que precisamos e, em troca, tratamos
dela com carinho. Gosto da vida que levo, mas não
pretendo obrigar ninguém a viver como vivo. Com
que direito, então, querem nos impor costumes e valores estranhos à nossa cultura?
Os mais jovens aprendem quase tudo com os mais
velhos. Assim, sabemos como nossa cultura é rica
e antiga, e de nosso lugar no mundo. Nossos pais e
avós contam que Karosakaybu, o Grande Ser, fez surgir de uma fenda nas cabeceiras do rio Crepori, um
afluente do Tapajós, quatro casais que deram origem
à humanidade: um branco, um negro, um indígena e
um munduruku. Os pariwat, como chamamos os estrangeiros, foram povoar o mundo. Nossos ancestrais
ficaram.
Ainda estamos aqui. Não apenas sobrevivemos do
que tiramos de nossa terra – cuidar dela é a própria
razão de nossa existência. Nós a protegemos há mais
de 4.000 anos, mas a história pariwat registra que
nos encontramos pela primeira vez em 1768. Desde
então fomos obrigados a acrescentar a resistência
entre nossos hábitos.
Sabe-se hoje que a floresta em pé ajuda a conter as
mudanças climáticas. Nós mesmos já sentimos os
seus efeitos: teve ano que choveu em março, em vez
de novembro. Mas o desmatamento não é a única
ameaça que ronda a Amazônia. E não temos mais
como protegê-la sozinhos. Como qualquer cultura,
a nossa assimilou novos costumes e evoluiu. Cultivamos nossas tradições, mas não paramos no tempo,
não vivemos na pré-história.
Os munduruku já foram caçadores de cabeça; agora,
preferimos fazer cabeças. Queremos convencer todo
o mundo – inclusive os cabeças-duras – da importância de preservar a floresta e os seus rios.
Não precisamos de ouro, mas não podemos mais nadar no Tapajós, pois ele adoeceu: suas águas estão
contaminadas pelo mercúrio do garimpo ilegal. O Tapajós é o último afluente da margem direita do rio
Amazonas a correr livre. Barrar um rio é matar tudo
o que nele vive.
Munduruku significa “formigas vermelhas”. Nos deram esse nome porque lutávamos lado a lado. Junte-se ao nosso formigueiro e nos ajude a defender a
Amazônia.
* Guerreira indígena da etnia munduruku.
Folha de São Paulo, Tendências/Debates, 16 jan. 2020, p. A3. Adaptado.
Texto I “Simboliza uma realidade; tenta fornecer uma explicação para o mistério do mundo, possui vida própria, situa-se a meio caminho entre a razão e a fé.” Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2013/2013_uem_port_pdp_elisangela_pereira.pdf>. Acesso em: 25 jan. 2020.
Texto II “... Karosakaybu, o Grande Ser, fez surgir de uma fenda nas cabeceiras do rio Crepori, um afluente do Tapajós, quatro casais que deram origem à humanidade: um branco, um negro, um indígena e um munduruku. Os pariwat [...] foram povoar o mundo. Nossos ancestrais ficaram.” (3º §).
Com base no conceito mencionado no Texto I, é correto afirmar que o Texto II, entre outros aspectos, por utilizar a simbologia e apresentar o sobrenatural misturado a fatos fictícios e/ou reais, expõe características próprias do gênero textual denominado
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO
SEGUINTE.
Ser munduruku é ser Amazônia
Bheka Munduruku*
Na Amazônia vivem 300 mil indígenas. Nós, da etnia
munduruku, somos 13 mil, divididos em 120 aldeias.
Eu tenho 16 anos, nasci e moro até hoje na Terra
Indígena Sawré Muybu. Ela é o meu mundo. Temos
nossas brincadeiras. Alguns gostam de se pintar, mas
outros de cantar as canções que foram ensinadas por
nossos pais.
Tiramos tudo o que precisamos da nossa terra: pescamos e caçamos (apenas o suficiente para a nossa
subsistência), além de plantarmos mandioca, banana, batata, cana-de-açúcar, cará, abacaxi, pimenta,
sem destruir a floresta. A natureza é nossa mãe. Ela
nos dá tudo o que precisamos e, em troca, tratamos
dela com carinho. Gosto da vida que levo, mas não
pretendo obrigar ninguém a viver como vivo. Com
que direito, então, querem nos impor costumes e valores estranhos à nossa cultura?
Os mais jovens aprendem quase tudo com os mais
velhos. Assim, sabemos como nossa cultura é rica
e antiga, e de nosso lugar no mundo. Nossos pais e
avós contam que Karosakaybu, o Grande Ser, fez surgir de uma fenda nas cabeceiras do rio Crepori, um
afluente do Tapajós, quatro casais que deram origem
à humanidade: um branco, um negro, um indígena e
um munduruku. Os pariwat, como chamamos os estrangeiros, foram povoar o mundo. Nossos ancestrais
ficaram.
Ainda estamos aqui. Não apenas sobrevivemos do
que tiramos de nossa terra – cuidar dela é a própria
razão de nossa existência. Nós a protegemos há mais
de 4.000 anos, mas a história pariwat registra que
nos encontramos pela primeira vez em 1768. Desde
então fomos obrigados a acrescentar a resistência
entre nossos hábitos.
Sabe-se hoje que a floresta em pé ajuda a conter as
mudanças climáticas. Nós mesmos já sentimos os
seus efeitos: teve ano que choveu em março, em vez
de novembro. Mas o desmatamento não é a única
ameaça que ronda a Amazônia. E não temos mais
como protegê-la sozinhos. Como qualquer cultura,
a nossa assimilou novos costumes e evoluiu. Cultivamos nossas tradições, mas não paramos no tempo,
não vivemos na pré-história.
Os munduruku já foram caçadores de cabeça; agora,
preferimos fazer cabeças. Queremos convencer todo
o mundo – inclusive os cabeças-duras – da importância de preservar a floresta e os seus rios.
Não precisamos de ouro, mas não podemos mais nadar no Tapajós, pois ele adoeceu: suas águas estão
contaminadas pelo mercúrio do garimpo ilegal. O Tapajós é o último afluente da margem direita do rio
Amazonas a correr livre. Barrar um rio é matar tudo
o que nele vive.
Munduruku significa “formigas vermelhas”. Nos deram esse nome porque lutávamos lado a lado. Junte-se ao nosso formigueiro e nos ajude a defender a
Amazônia.
* Guerreira indígena da etnia munduruku.
Folha de São Paulo, Tendências/Debates, 16 jan. 2020, p. A3. Adaptado.
“Os munduruku já foram caçadores de cabeça; agora, preferimos fazer cabeças. Queremos convencer todo o mundo – inclusive os cabeças-duras – da importância de preservar a floresta e os seus rios.” Nesse fragmento, a palavra , no contexto em que foi empregada, exemplifica um caso de , ou seja, de um termo que apresenta diferentes . A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
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