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Foram encontradas 238 questões.

109606 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFPR
Orgão: COREN-PR
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Considere o seguinte trecho:
É um processo fundamental _______ vida, mas não é nada simples. Tanto que, durante _______ evolução, animais primitivos – como os vermes que viviam _______ 600 milhões de anos – foram desenvolvendo uma rede de neurônios no sistema digestivo.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas:
 

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109605 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFPR
Orgão: COREN-PR
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Leia o texto abaixo:

Já ouviu falar em altimetria, as métricas alternativas para acompanhar e avaliar a ciência? Pois é, elas estão aí! Redes sociais (Facebook, Twitter etc.), blogues, sites especializados e de notícias podem ser fonte para novas formas de medir o impacto da produção científica. Como essas novas mídias podem revelar a ciência em um ambiente onde a academia e a sociedade estão juntas, refletindo e se apropriando do debate, das controvérsias e das descobertas científicas? Será que poderemos transformar polegares de curtidas e corações em indicadores para a ciência?

A web já faz parte do cotidiano de pesquisadores, editoras e instituições científicas. Publicamos e lemos periódicos on-line e utilizamos plataformas da web social (Twitter, Facebook, blogues, YouTube etc.) para divulgar nossos trabalhos, fazer contatos, encontrar novos colaboradores… Nossas produções e resultados de pesquisa também circulam no ambiente on-line, recebendo curtidas e comentários, sinalizando um interesse que, até pouco tempo atrás, era muito mais difícil de acompanhar. O padrão ouro da avaliação dos artigos científicos até a década passada era a citação. Diante da possibilidade de se ver e monitorar todo esse diálogo da ciência em ação na internet, não seria interessante considerar essa uma nova forma de medir os impactos da ciência?

(Disponível em: <http://cienciahoje.org.br/artigo/a-ciencia-compartilhada-na-rede/>. Acesso em 01, set. 2018.


Com base no texto, considere as seguintes afirmativas:

1. A altimetria refere-se a formas alternativas de avaliar artigos científicos que são compartilhados em plataformas online, como redes sociais.

2. O texto configura o uso dessas métricas alternativas como uma forma menos qualificada de avaliação científica.

3. A indagação que se dá no texto pretende levar o leitor à reflexão de que, já que os meios de publicação de informações científicas mudaram, o mesmo pode ocorrer com seus métodos avaliativos.


Assinale a alternativa correta

 

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109604 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFPR
Orgão: COREN-PR
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Aprimorar, sempre. Catástrofe, jamais

Sérgio Pardellas
Em tempos de fake news, da efervescência dos debates nas redes sociais e do alcance quase infinito do whatsapp, uma idiossincrasia deletéria ao processo democrático se estabeleceu: as pessoas em geral, agrupadas em bolhas, não querem mais se informar. Estão interessadas em ler e ouvir apenas aquilo que se ajusta ao que elas acreditam.
E ponto final. Da esquerda à direita, passeando pelo que se convencionou chamar de centro do espectro político, quase ninguém escapa incólume. Cara de um, focinho do outro. Se a notícia é contra o político do meu coração, é “fake news”. O repórter, logo, é tachado de “golpista”, “coxinha”, “direitista”, “esquerdopata” ou “comunista”. Se a reportagem atinge em cheio a reputação do adversário, a ordem é disseminá-la sem dó, com pitadas de crueldade se necessário for. Como pau que dá na esquerda, logo dá na direita ou no “centro”, um inimigo comum foi eleito: a mídia. Ou “a grande mídia”.
Assim, o whatsapp virou a principal fonte de informação de oito em cada dez brasileiros. Deu no “zap”, pronto. O incauto vai lá e crava: é real. Alguém ouviu o galo cantar, ninguém sabe onde, mas “assim é, se lhe parece”, como a peça de Luigi Pirandello. Não importa o transmissor, se a gramática foi maltratada, se guarda verossimilhança com a realidade ou não. A pessoa dispara para os seus, formando uma espécie de corrente interminável de beócios que se retroalimentam. Muitas vezes não faz qualquer sentido, não junta lé com cré.
O pior é quando o texto embute uma _______ bem empacotada. É onde mora o perigo. O segredo do sucesso é a mensagem e, se ela soa como música aos ouvidos do freguês, vira verdade.
A pena do jornalista já foi mais respeitada. É uma pena, mas não só. Querer sufocar a imprensa, editorial ou economicamente, constitui prejuízo inegável à democracia. Do lado de cá, _______ é fundamental. A mídia exagera, beatifica e _______ na mesma velocidade, _______ e também comete erros – contra o seu político preferido, mas contra quem você odeia também. Mas não aposte no contrário: sempre houve muito mais acertos e jornalista que é jornalista gosta mesmo é de notícia. Ou de análise, sem torcida, embora imparcialidade total não exista. Cabe ao leitor filtrar. Ou ao veículo, se for o caso, admitir um lado. É um bom debate. O fato insofismável é que o processo de apuração e divulgação da notícia pode até ser falho, nem sempre justo, mas ainda não inventaram modelo mais eficaz.
O filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard escreveu, nos estertores da vida, que ensinaria às pessoas como produzir uma catástrofe. Embora tivesse sido um crítico do periódico satírico-iluminista O Corsário e da mídia durante alguns momentos de sua existência, Kierkegaard criou, no fim do século XIX, O Instante, semanário pelo qual alertava o cidadão sobre os problemas da cultura de sua época. A ruína da imprensa, sabia bem ele, poderia representar o primeiro passo rumo à catástrofe.
(Disponível em:https://istoe.com.br/aprimorar-sempre-catastrofe-jamais/>.)
No segmento “nos estertores da vida”, a expressão sublinhada pode ser substituída por:
 

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109603 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFPR
Orgão: COREN-PR
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O texto a seguir é referência para a questão.

Mel e remédios isentos de prescrição devem ser a primeira opção no tratamento da maior parte das tosses, __________ novas diretrizes recém-divulgadas pelo sistema de saúde britânico.

Antibióticos, __________, são pouco recomendados contra tosse – simplesmente __________, na maioria dos casos, eles não ajudam a combater os sintomas.

As novas recomendações do sistema de saúde são dirigidas especificamente a médicos, com o intuito de minimizar o uso indiscriminado de antibióticos – __________ tem como efeito colateral a proliferação de “superbactérias” cada vez mais resistentes a esses medicamentos.

“Para um paciente com nariz escorrendo, garganta dolorida e tosse, antibióticos não são necessários. A tosse deve passar no intervalo de duas a três semanas”, disse em comunicado a médica Tessa Lewis, representante do Instituto Britânico de Excelência na Saúde, organização que emite recomendações ao sistema público de saúde do país (o NHS).

“Para um paciente com nariz escorrendo, garganta dolorida e tosse, antibióticos não são necessários. A tosse deve passar no intervalo de duas a três semanas”. Essas duas frases poderiam ser encadeadas, sem prejuízo de significado, por meio da expressão:
 

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109602 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFPR
Orgão: COREN-PR
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Aprimorar, sempre. Catástrofe, jamais

Sérgio Pardellas
Em tempos de fake news, da efervescência dos debates nas redes sociais e do alcance quase infinito do whatsapp, uma idiossincrasia deletéria ao processo democrático se estabeleceu: as pessoas em geral, agrupadas em bolhas, não querem mais se informar. Estão interessadas em ler e ouvir apenas aquilo que se ajusta ao que elas acreditam.
E ponto final. Da esquerda à direita, passeando pelo que se convencionou chamar de centro do espectro político, quase ninguém escapa incólume. Cara de um, focinho do outro. Se a notícia é contra o político do meu coração, é “fake news”. O repórter, logo, é tachado de “golpista”, “coxinha”, “direitista”, “esquerdopata” ou “comunista”. Se a reportagem atinge em cheio a reputação do adversário, a ordem é disseminá-la sem dó, com pitadas de crueldade se necessário for. Como pau que dá na esquerda, logo dá na direita ou no “centro”, um inimigo comum foi eleito: a mídia. Ou “a grande mídia”.
Assim, o whatsapp virou a principal fonte de informação de oito em cada dez brasileiros. Deu no “zap”, pronto. O incauto vai lá e crava: é real. Alguém ouviu o galo cantar, ninguém sabe onde, mas “assim é, se lhe parece”, como a peça de Luigi Pirandello. Não importa o transmissor, se a gramática foi maltratada, se guarda verossimilhança com a realidade ou não. A pessoa dispara para os seus, formando uma espécie de corrente interminável de beócios que se retroalimentam. Muitas vezes não faz qualquer sentido, não junta lé com cré.
O pior é quando o texto embute uma _______ bem empacotada. É onde mora o perigo. O segredo do sucesso é a mensagem e, se ela soa como música aos ouvidos do freguês, vira verdade.
A pena do jornalista já foi mais respeitada. É uma pena, mas não só. Querer sufocar a imprensa, editorial ou economicamente, constitui prejuízo inegável à democracia. Do lado de cá, _______ é fundamental. A mídia exagera, beatifica e _______ na mesma velocidade, _______ e também comete erros – contra o seu político preferido, mas contra quem você odeia também. Mas não aposte no contrário: sempre houve muito mais acertos e jornalista que é jornalista gosta mesmo é de notícia. Ou de análise, sem torcida, embora imparcialidade total não exista. Cabe ao leitor filtrar. Ou ao veículo, se for o caso, admitir um lado. É um bom debate. O fato insofismável é que o processo de apuração e divulgação da notícia pode até ser falho, nem sempre justo, mas ainda não inventaram modelo mais eficaz.
O filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard escreveu, nos estertores da vida, que ensinaria às pessoas como produzir uma catástrofe. Embora tivesse sido um crítico do periódico satírico-iluminista O Corsário e da mídia durante alguns momentos de sua existência, Kierkegaard criou, no fim do século XIX, O Instante, semanário pelo qual alertava o cidadão sobre os problemas da cultura de sua época. A ruína da imprensa, sabia bem ele, poderia representar o primeiro passo rumo à catástrofe.
(Disponível em:https://istoe.com.br/aprimorar-sempre-catastrofe-jamais/>.)
O sentido da palavra “idiossincrasia” no texto é o de:
 

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109601 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFPR
Orgão: COREN-PR
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Assinale a alternativa corretamente pontuada.

 

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109600 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFPR
Orgão: COREN-PR
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Considere o seguinte trecho inicial de uma notícia publicada na revista Super Interessante (edição 394, out/2018): Onde as formigas constroem os formigueiros? Depende bastante da espécie de formiga.
Os segmentos abaixo dão continuidade a esse trecho inicial, mas estão fora de ordem. Numere os parênteses, identificando a sequência que dá lógica discursiva ao texto.
( ) As formigas traçam os caminhos por meio de feromônios, substância que permite que os insetos se comuniquem. ( ) Umas constroem sua casa acima do solo. Outras, abaixo. Já a formiga-carpinteira faz seu ninho em árvores ou em qualquer madeira disponível, tal qual os cupins. ( ) Em geral, a toca tem várias galerias, usadas para estoque ou transporte de detritos, por exemplo. ( ) Assim, nenhuma cava um túnel que não dê em lugar algum. ( ) Nesse mundo de mais de 13 mil espécies, há até as que estão mais para cigarra boa-vida do que para a formiga da fábula: nem se dão o trabalho de erguer um formigueiro.
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta, de cima para baixo.
 

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109599 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFPR
Orgão: COREN-PR
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Aprimorar, sempre. Catástrofe, jamais

Sérgio Pardellas
Em tempos de fake news, da efervescência dos debates nas redes sociais e do alcance quase infinito do whatsapp, uma idiossincrasia deletéria ao processo democrático se estabeleceu: as pessoas em geral, agrupadas em bolhas, não querem mais se informar. Estão interessadas em ler e ouvir apenas aquilo que se ajusta ao que elas acreditam.
E ponto final. Da esquerda à direita, passeando pelo que se convencionou chamar de centro do espectro político, quase ninguém escapa incólume. Cara de um, focinho do outro. Se a notícia é contra o político do meu coração, é “fake news”. O repórter, logo, é tachado de “golpista”, “coxinha”, “direitista”, “esquerdopata” ou “comunista”. Se a reportagem atinge em cheio a reputação do adversário, a ordem é disseminá-la sem dó, com pitadas de crueldade se necessário for. Como pau que dá na esquerda, logo dá na direita ou no “centro”, um inimigo comum foi eleito: a mídia. Ou “a grande mídia”.
Assim, o whatsapp virou a principal fonte de informação de oito em cada dez brasileiros. Deu no “zap”, pronto. O incauto vai lá e crava: é real. Alguém ouviu o galo cantar, ninguém sabe onde, mas “assim é, se lhe parece”, como a peça de Luigi Pirandello. Não importa o transmissor, se a gramática foi maltratada, se guarda verossimilhança com a realidade ou não. A pessoa dispara para os seus, formando uma espécie de corrente interminável de beócios que se retroalimentam. Muitas vezes não faz qualquer sentido, não junta lé com cré.
O pior é quando o texto embute uma _______ bem empacotada. É onde mora o perigo. O segredo do sucesso é a mensagem e, se ela soa como música aos ouvidos do freguês, vira verdade.
A pena do jornalista já foi mais respeitada. É uma pena, mas não só. Querer sufocar a imprensa, editorial ou economicamente, constitui prejuízo inegável à democracia. Do lado de cá, _______ é fundamental. A mídia exagera, beatifica e _______ na mesma velocidade, _______ e também comete erros – contra o seu político preferido, mas contra quem você odeia também. Mas não aposte no contrário: sempre houve muito mais acertos e jornalista que é jornalista gosta mesmo é de notícia. Ou de análise, sem torcida, embora imparcialidade total não exista. Cabe ao leitor filtrar. Ou ao veículo, se for o caso, admitir um lado. É um bom debate. O fato insofismável é que o processo de apuração e divulgação da notícia pode até ser falho, nem sempre justo, mas ainda não inventaram modelo mais eficaz.
O filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard escreveu, nos estertores da vida, que ensinaria às pessoas como produzir uma catástrofe. Embora tivesse sido um crítico do periódico satírico-iluminista O Corsário e da mídia durante alguns momentos de sua existência, Kierkegaard criou, no fim do século XIX, O Instante, semanário pelo qual alertava o cidadão sobre os problemas da cultura de sua época. A ruína da imprensa, sabia bem ele, poderia representar o primeiro passo rumo à catástrofe.
(Disponível em:https://istoe.com.br/aprimorar-sempre-catastrofe-jamais/>.)
Em relação ao tema do texto, é correto afirmar que:
 

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109598 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFPR
Orgão: COREN-PR
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O texto a seguir é referência para a questão.

Mel e remédios isentos de prescrição devem ser a primeira opção no tratamento da maior parte das tosses, __________ novas diretrizes recém-divulgadas pelo sistema de saúde britânico.

Antibióticos, __________, são pouco recomendados contra tosse – simplesmente __________, na maioria dos casos, eles não ajudam a combater os sintomas.

As novas recomendações do sistema de saúde são dirigidas especificamente a médicos, com o intuito de minimizar o uso indiscriminado de antibióticos – __________ tem como efeito colateral a proliferação de “superbactérias” cada vez mais resistentes a esses medicamentos.

“Para um paciente com nariz escorrendo, garganta dolorida e tosse, antibióticos não são necessários. A tosse deve passar no intervalo de duas a três semanas”, disse em comunicado a médica Tessa Lewis, representante do Instituto Britânico de Excelência na Saúde, organização que emite recomendações ao sistema público de saúde do país (o NHS).

Sobre o texto, assinale a alternativa correta.
 

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Questão presente nas seguintes provas
109597 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFPR
Orgão: COREN-PR
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Aprimorar, sempre. Catástrofe, jamais

Sérgio Pardellas
Em tempos de fake news, da efervescência dos debates nas redes sociais e do alcance quase infinito do whatsapp, uma idiossincrasia deletéria ao processo democrático se estabeleceu: as pessoas em geral, agrupadas em bolhas, não querem mais se informar. Estão interessadas em ler e ouvir apenas aquilo que se ajusta ao que elas acreditam.
E ponto final. Da esquerda à direita, passeando pelo que se convencionou chamar de centro do espectro político, quase ninguém escapa incólume. Cara de um, focinho do outro. Se a notícia é contra o político do meu coração, é “fake news”. O repórter, logo, é tachado de “golpista”, “coxinha”, “direitista”, “esquerdopata” ou “comunista”. Se a reportagem atinge em cheio a reputação do adversário, a ordem é disseminá-la sem dó, com pitadas de crueldade se necessário for. Como pau que dá na esquerda, logo dá na direita ou no “centro”, um inimigo comum foi eleito: a mídia. Ou “a grande mídia”.
Assim, o whatsapp virou a principal fonte de informação de oito em cada dez brasileiros. Deu no “zap”, pronto. O incauto vai lá e crava: é real. Alguém ouviu o galo cantar, ninguém sabe onde, mas “assim é, se lhe parece”, como a peça de Luigi Pirandello. Não importa o transmissor, se a gramática foi maltratada, se guarda verossimilhança com a realidade ou não. A pessoa dispara para os seus, formando uma espécie de corrente interminável de beócios que se retroalimentam. Muitas vezes não faz qualquer sentido, não junta lé com cré.
O pior é quando o texto embute uma _______ bem empacotada. É onde mora o perigo. O segredo do sucesso é a mensagem e, se ela soa como música aos ouvidos do freguês, vira verdade.
A pena do jornalista já foi mais respeitada. É uma pena, mas não só. Querer sufocar a imprensa, editorial ou economicamente, constitui prejuízo inegável à democracia. Do lado de cá, _______ é fundamental. A mídia exagera, beatifica e _______ na mesma velocidade, _______ e também comete erros – contra o seu político preferido, mas contra quem você odeia também. Mas não aposte no contrário: sempre houve muito mais acertos e jornalista que é jornalista gosta mesmo é de notícia. Ou de análise, sem torcida, embora imparcialidade total não exista. Cabe ao leitor filtrar. Ou ao veículo, se for o caso, admitir um lado. É um bom debate. O fato insofismável é que o processo de apuração e divulgação da notícia pode até ser falho, nem sempre justo, mas ainda não inventaram modelo mais eficaz.
O filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard escreveu, nos estertores da vida, que ensinaria às pessoas como produzir uma catástrofe. Embora tivesse sido um crítico do periódico satírico-iluminista O Corsário e da mídia durante alguns momentos de sua existência, Kierkegaard criou, no fim do século XIX, O Instante, semanário pelo qual alertava o cidadão sobre os problemas da cultura de sua época. A ruína da imprensa, sabia bem ele, poderia representar o primeiro passo rumo à catástrofe.
(Disponível em:https://istoe.com.br/aprimorar-sempre-catastrofe-jamais/>.)
Com relação às ideias presentes no texto, considere as seguinte afirmativas:
1. Com a expressão “a pena do jornalista” (5º parágrafo), o autor faz referência ao que os jornalistas escrevem.
2. Ao mencionar que o filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard disse “que ensinaria às pessoas como produzir uma catástrofe”, o autor insinua que ele teria sido o precursor da fake news.
3. Com o termo “beócio”, o autor faz uma referência positiva aos que replicam informações pelo whatsapp.
Assinale a alternativa correta.
 

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