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Após a leitura do Texto 01, responda à questão.
Texto 01 – A difícil arte de jogar fora
Como é difícil jogar coisas fora! Mais fácil acumulá-las em gavetas, guardar em caixas ou caixinhas, meter em envelopes, enfiar em pastas, arquivar em computador ou esquecer no celular. Como esquilos, somos acumuladores. E, ao morrer, quanto trabalho damos a quem fica.
Coisas não são apenas coisas. Cada objeto de que não conseguimos nos desfazer está envolto em espessa rede da memória, não é objeto solitário, faz parte de um conjunto. Jogá-lo fora significa desfazer a harmonia do conjunto, tirar uma peça do puzzle, que ficaria para sempre incompleto.
Quantas vezes hesitamos por instantes, um olho já posto na cesta de lixo, um recibo ou anotação na mão. Depois abrimos caixa ou gaveta, mesmo sabendo que quando, e se, precisarmos daquele papel teremos esquecido onde o guardamos, e desistimos da cesta de lixo.
Eu, pelo menos, sou assim. E sei que tenho abundante companhia.
Recentemente, precisando arrumar um cômodo que havia virado depósito e quarto de costura, quanta coisa joguei fora. Não só tecidos e não só coisas minhas. A maior parte da estante estava ocupada por livros de coffe-table, tão lindos, mas que a gente só abre quando ganha. E caixas e caixas de Affonso, cheias de papéis que faz muito perderam a validade. [...]
(Fonte: COLASANTI, Marina. Disponível em:
<https://www.marinacolasanti.com/2021/02/a-dificil-arte-de-jogar-fora.html>)Acesso em 02/março/2021).
No enunciado “Mais fácil acumulá-las em gavetas, guardar em caixas ou caixinhas, meter em envelopes, enfiar em pastas, arquivar no computador ou esquecer no celular.”, constata-se um caso de
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Todos os dias, nós somos bombardeados
Por diversas mensagens.
Tudo parece notícia. Mas nem tudo é.
Quando essas bombas são fatos,
às vezes é difícil saber como lidar.
Afinal, são bombas, vão gerar estragos.
Mas quando são fake News, acredite:
Os estragos podem ser bem piores.
É difícil viver bem convivendo
com tanta coisa que parece notícia e é,
na verdade, uma bomba mentirosa.
Mas é fácil acreditar em uma notícia
Quando se confia na fonte.
Então, confie na gente.
Nós duvidamos antes de publicar.
Duvidamos, conferimos,
Checamos, confirmamos.
CBN ÉPOCA EXTRA G1 GLOBO
E como a gente dúvida, pode ter certeza
de que só informamos o que é fato.
Pode ser uma bomba.
Mas é uma bomba munida de verdade.
E não de fakes.
Jornalismo é isso.
A gente dúvida.
A gente confere.
A gente informa.
Fato ou Fake.
É jornalismo para o fake não virar News.
GLOBO NEWS O GLOBO Valor
Analise as orações em destaque nas estruturas oracionais abaixo elencadas e identifique, dentre elas, a (s) que se classifica (m) como substantiva objetiva direta.
I- Quem lê fatos, sabe quando vê um fake.
II- Mas é fácil acreditar em uma notícia quando se confia na fonte.
III- Quando essas bombas são fatos, às vezes é difícil saber como lidar.
IV- Pode ter certeza de que só informamos o que é fato.
V- É difícil viver bem convivendo com tanta coisa que parece notícia.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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Para realização de uma pesquisa, é necessário o emprego de técnicas específicas. As técnicas de pesquisa são procedimentos que operacionalizam as descobertas e podem ser variadas, a depender do método e do objeto investigado. Nesse sentido, assinale a alternativa CORRETA.
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O CHEFE ESTÁ DE OLHO
O home office prometia liberdade aos funcionários, mas a realidade é bem diferente(III). Cada vez mais empresas usam softwares para monitorar os colaboradores - AMAURI SEGALA
A adoção do home office por empresas de diversos setores levou a uma série de análises apressadas. Alguns especialistas disseram que os escritórios sumiriam do mapa (claro que houve uma transformação, mas o desparecimento está longe). Outros afirmaram que o trabalho a distância impulsionaria os comércios locais, já que, ao ficar mais tempo em casa, as pessoas realizariam maior parte de suas compras nos arredores da residência. Isso não ocorreu por uma simples razão: com a explosão do comércio eletrônico, foram as corporações gigantescas que mais se expandiram. A terceira projeção imprecisa diz respeito à liberdade para cumprir a labuta diária. No trabalho a distância, cravaram os observadores corporativos, os profissionais teriam liberdade para fazer o que bem entendessem, usufruindo do tempo da maneira que considerassem adequada. Nada poderia ser mais falso do que a última premissa. No home office os funcionários nunca foram tão vigiados pelas grandes companhias, que passaram a usar a tecnologia para fazer marcação cerrada nos colaboradores. De certa forma, os chefes jamais estiveram tão atentos aos movimentos dos subordinados – cada e-mail, conversa, site visitado ou relatório está na mira de quem manda.
[...] Para tornar o sistema mais rigoroso, os funcionários receberiam uma pontuação de acordo com as informações coletadas pelo software. A ideia da Microsoft parecia tão radical – e recebeu tantas críticas – que a companhia decidiu voltar atrás, abandonando o tal sistema de pontuação(II). “A liberdade de trabalho é uma ficção do home office, diz o consultor Eduardo Tancinsky. “Por mais que o mercado tenha mudado nos últimos anos, ainda é ousado dizer que o empregado disponha de maneira que quiser do seu tempo(IV), incluindo não fazer nada”.
[...] Até que ponto as empresas têm o direito de controlar o que os funcionários fazem no seu expediente? Segundo a nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o monitoramento deve ser limitado ao uso de dados relacionados ao trabalho e não é permitido que as companhias tornem públicas as informações obtidas através da vigilância. A avaliação de desempenho, porém, não está prevista nas novas regras da LGPD.
[...] O trabalho a distância, de fato, é uma tendência que veio para ficar(I). Não significa, porém, que o ambiente de trabalho está revirado do avesso. Há desafios pela frente. [...] A tecnologia encurta caminhos e é forte aliada, mas não traz resposta para tudo. Esse é um desafio que as empresas terão de superar. (Veja, 10/02/21)
Analise as afirmações a seguir, sobre a formação de alguns períodos do texto.
I- Em “O trabalho a distância, de fato, é uma tendência que veio para ficar.”, temos um período formado por subordinação, em que a oração subordinada é substantiva predicativa.
II- Em “A ideia da Microsoft parecia tão radical – e recebeu tantas críticas – que a companhia decidiu voltar atrás, abandonando o tal sistema de pontuação.”, a oração subordinada adverbial tem sentido de consequência.
III- Em: “O home office prometia liberdade aos funcionários, mas a realidade é bem diferente.”, temos um período formado por coordenação, com relação de contraste.
IV- Em: “Por mais que o mercado tenha mudado nos últimos anos, ainda é ousado dizer que o empregado disponha de maneira que quiser do seu tempo...”, temos um período formado por subordinação, e a oração adverbial com valor de causa.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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Após a leitura do Texto 02, responda à questão.
Texto 02 – Compreender e interpretar exigem digestão de jiboia
Nosso mundo, a passos largos, é cada vez mais mediado pela linguagem verbal e não verbal. Palavras e imagens inundam as telas de televisão, smartphones, computadores e até de mídias impressas. No saco sem fundo das redes sociais, o caldo engrossa. Memes, montagens de textos e imagens se misturam a conversas despretensiosas, fofocas, artigos de jornais, artigos científicos, relatos do dia, vídeos fofos ou não, mensagens de autoajuda e por aí vai, tudo junto e misturado, num caldeirão de informações perigoso – ou, nas palavras de Gil, ampliando a “a geleia geral brasileira”. Em uma mesma timeline ou em uma tela de grupo de WhatsApp mal se digere uma mensagem e já chegam outras em profusão de prosódias e de paródias, como dizia mestre Caetano. Difícil, para usar uma expressão analógica, separar o joio do trigo, na semeadura da tela e na colheita da mente. A cada acontecimento noticioso, vamos de um extremo ao outro sem nenhum critério de seleção de exposição e de entendimento. Apenas surfamos na onda gigante e inconstante do que é enunciado. Um fato trágico é encaminhado imediatamente, sem filtro avaliativo razoável, por seres apressados. Essa pressa em publicar, o açodamento das redes sociais torna ainda mais complexa a relação linguística entre enunciado, enunciador e interlocutor.
Segundo Thais de Mendonça Jorge, jornalista e professora universitária, “foca” é como se denomina o aprendiz de repórter que “jogado na arena dos leões – as redações, com colegas vividos e conhecedores dos assuntos – pressionados pelo tempo e pelas responsabilidades, se sente, por vezes, afundar nas incertezas e indecisões do dia a dia. Afinal, não é desejável que ele fique perdido na costa ártica, nas lonjuras do hemisfério astral – como seus homônimos, as focas – isolado, sem respostas. [...]
(Fonte: Sobral, João J. Veiga. Disponível
<https://revistaeducação.com.br/2020/05/22/ compreender-e-interpretar-jiboia/> Acesso: 02/março/2021).
No enunciado “Difícil, para usar uma expressão analógica, separar o joio do trigo, na semeadura da tela e na colheita da mente.”, o autor usa uma analogia para
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Após a leitura do Texto 02, responda à questão.
Texto 02 – Compreender e interpretar exigem digestão de jiboia
Nosso mundo, a passos largos, é cada vez mais mediado pela linguagem verbal e não verbal. Palavras e imagens inundam as telas de televisão, smartphones, computadores e até de mídias impressas. No saco sem fundo das redes sociais, o caldo engrossa. Memes, montagens de textos e imagens se misturam a conversas despretensiosas, fofocas, artigos de jornais, artigos científicos, relatos do dia, vídeos fofos ou não, mensagens de autoajuda e por aí vai, tudo junto e misturado, num caldeirão de informações perigoso – ou, nas palavras de Gil, ampliando a “a geleia geral brasileira”. Em uma mesma timeline ou em uma tela de grupo de WhatsApp mal se digere uma mensagem e já chegam outras em profusão de prosódias e de paródias, como dizia mestre Caetano. Difícil, para usar uma expressão analógica, separar o joio do trigo, na semeadura da tela e na colheita da mente. A cada acontecimento noticioso, vamos de um extremo ao outro sem nenhum critério de seleção de exposição e de entendimento. Apenas surfamos na onda gigante e inconstante do que é enunciado. Um fato trágico é encaminhado imediatamente, sem filtro avaliativo razoável, por seres apressados. Essa pressa em publicar, o açodamento das redes sociais torna ainda mais complexa a relação linguística entre enunciado, enunciador e interlocutor.
Segundo Thais de Mendonça Jorge, jornalista e professora universitária, “foca” é como se denomina o aprendiz de repórter que “jogado na arena dos leões – as redações, com colegas vividos e conhecedores dos assuntos – pressionados pelo tempo e pelas responsabilidades, se sente, por vezes, afundar nas incertezas e indecisões do dia a dia. Afinal, não é desejável que ele fique perdido na costa ártica, nas lonjuras do hemisfério astral – como seus homônimos, as focas – isolado, sem respostas. [...]
(Fonte: Sobral, João J. Veiga. Disponível
<https://revistaeducação.com.br/2020/05/22/ compreender-e-interpretar-jiboia/> Acesso: 02/março/2021).
No título do texto, a expressão “digestão de jiboia” foi empregada para
I- evocar uma analogia à digestão do anfíbio, de forma figurada, em função da quantidade de mensagens em múltiplas linguagens.
II- realçar a dificuldade de entender e refletir sobre o acúmulo de informações advindas das redes sociais.
III- evidenciar a interlocução entre as informações disponíveis nas mídias impressas e nas digitais.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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Após a leitura do Texto 01, responda à questão.
Texto 01 – A difícil arte de jogar fora
Como é difícil jogar coisas fora! Mais fácil acumulá-las em gavetas, guardar em caixas ou caixinhas, meter em envelopes, enfiar em pastas, arquivar em computador ou esquecer no celular. Como esquilos, somos acumuladores. E, ao morrer, quanto trabalho damos a quem fica.
Coisas não são apenas coisas. Cada objeto de que não conseguimos nos desfazer está envolto em espessa rede da memória, não é objeto solitário, faz parte de um conjunto. Jogá-lo fora significa desfazer a harmonia do conjunto, tirar uma peça do puzzle, que ficaria para sempre incompleto.
Quantas vezes hesitamos por instantes, um olho já posto na cesta de lixo, um recibo ou anotação na mão. Depois abrimos caixa ou gaveta, mesmo sabendo que quando, e se, precisarmos daquele papel teremos esquecido onde o guardamos, e desistimos da cesta de lixo.
Eu, pelo menos, sou assim. E sei que tenho abundante companhia.
Recentemente, precisando arrumar um cômodo que havia virado depósito e quarto de costura, quanta coisa joguei fora. Não só tecidos e não só coisas minhas. A maior parte da estante estava ocupada por livros de coffe-table, tão lindos, mas que a gente só abre quando ganha. E caixas e caixas de Affonso, cheias de papéis que faz muito perderam a validade. [...]
(Fonte: COLASANTI, Marina. Disponível em:
<https://www.marinacolasanti.com/2021/02/a-dificil-arte-de-jogar-fora.html>)Acesso em 02/março/2021).
Sobre o enunciado “Recentemente, precisando arrumar um cômodo que havia virado depósito e quarto de costura, quanta coisa joguei fora.”, é CORRETO afirmar que
I- ao empregar o termo “recentemente”, a autora fixa um marco temporal no texto e ordena tempos verbais em relação a ele.
II- os tempos marcados no enunciado são todos inscritos no pretérito.
III- o marco temporal no texto demarca um tempo futuro com ações concomitantes.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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Na perspectiva cultural da Educação Física, o professor deve avaliar cuidadosamente o contexto e, com base em certos princípios, selecionar a prática corporal e o modo como irá tematizá-la. Um dos princípios é reconhecer o patrimônio corporal da comunidade com vistas a desenvolver uma prática pedagógica em profunda sintonia com a cultura de chegada. Os conhecimentos que qualquer estudante acessa por meio das mídias, conversas com amigos e familiares, vivências pessoais, passeios e observações também constituem um referencial importante, uma vez que são mobilizados para ler e interpretar a realidade.
As práticas corporais pertencentes ao universo cultural dos alunos transformam-se em temas de estudo com o intuito de valorizar as raízes culturais da comunidade na qual estamos inseridos. Reconhecer a cultura corporal de chegada implica criar condições para que os estudantes se manifestem a respeito do tema em questão de todas as formas possíveis.
O currículo cultural requer atividades que permitam lidar com a heterogeneidade, sem almejar a padronização dos efeitos formativos: a assistência a vídeos, modos variados de participar das vivências corporais, construções de blogs, registros escritos, pictóricos, fílmicos ou fotográficos, análises de textos e imagens presentes nas mídias, elaboração de clipes, atividades partilhadas com outras instituições, demonstrações, apresentações, estudos do meio, construção de materiais, preparação e realização de entrevistas, conversas com convidados, realização de pesquisas etc.
(Disponível em: > https://brainly.com.br/tarefa/31600598<. Data da consulta: 10/03/2021)
De acordo com o texto, a perspectiva cultural da atividade de Educação Física
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Serviços de demolição são atividades efetuadas para remover elementos existentes na construção, com a finalidade de viabilizar trabalhos de correções e reconstruções prediais. É um dos recursos mecânicos utilizados em serviços de demolição em construções aquele que está descrito na alternativa:
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Após a leitura do Texto 03, responda à questão.
Texto 03 – E no princípio eram as redes...
Nas últimas semanas foi difícil passar em branco diante do documentário O Dilema das Redes, disponível na Netflix. Jornalistas, sociólogos, advogados, economistas, educadores, todos viram e se puseram a opinar a respeito. Sob todos os pontos de vista, o filme foi esquadrinhado, gerando as mais diversas críticas e interpretações. Quem não viu, correu depressa para ver e não ficar de fora da discussão: afinal de contas, estamos todos enredados nesse imenso novelo sem ponta que as redes sociais se tornaram? E agora, como fazemos para desatar esse nó?
Talvez aprender a lidar com ele seja mais eficiente do que procurar respostas prontas (e únicas) para questões complexas e multifacetadas, que não se resolvem apenas com um like ou mesmo com uma avalanche de cliques. Dilemas, via de regra, são situações nas quais nenhuma resolução será satisfatória. Por isso, há que se considerar as diferentes variáveis que fazem parte dele, e buscar encaminhamentos para uma convivência possível entre opostos e, muitas vezes, entre situações antagônicas.
Numa síntese rápida, o que vemos no documentário de Jeff Orlowski são depoimentos de profissionais ligados às maiores empresas do Vale do Silício – Microsoft, Google, Facebook, Twitter – que relatam como criaram mecanismos de extração dos nossos dados, ferramentas de monitoramento dos nossos comportamentos, atitudes e desejos, além de revelarem como toda essa estrutura não apenas influencia a tomada de decisões em nossa vida privada e social, mas nos torna cada vez mais dependentes delas e sujeitos a um tipo de controle jamais imaginado. Ou melhor, ele foi sim imaginado e descrito como uma ficção por George Orwell, em sua obra mais famosa 1984. [...]
(Fonte: ALVES, Januária. Disponível em
<https://revistaeducação.com.br/ 2020/10/09/educação-para-as-redes/>. Acesso em 02/março/2021).
Em “Ou melhor, ele foi sim imaginado e descrito como uma ficção por George Orwell, em sua obra mais famosa 1984.”, é CORRETO afirmar que
I- a expressão “Ou melhor” introduz esclarecimento do que foi dito anteriormente.
II- “imaginado e descrito” são formas verbais aspectuais que produzem uma locução verbal.
III- "como uma ficção" se refere aos monitoramentos e sujeitos dependentes das redes.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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