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LÍNGUA PORTUGUESA
TEXTO – A LIBERTAÇÃO QUE ASSASSINAVA
Augusto Nunes – Jornal do Brasil, 18-11-2006
Brasileiros informados apenas por livros escolares aprendem que a escravidão inscreveu o homem cordial entre os campeões da mais hedionda forma de comércio: a compra e venda de gente. Isso é correto.
Aprendem também que as viagens nos porões impunha sofrimentos inverossímeis a quem já perdera o lar, a família, a pátria e a individualidade. Isso é igualmente correto.
Aprendem, enfim, que o apresamento de um navio negreiro por embarcações da Marinha Britânica, transformada em generosa polícia das águas por ordem de Sua Majestade, significava a restituição aos escravos do direito à liberdade, à vida e ao sonho.
Isso é um equívoco, demonstra o relato do pastor Pascoe Hill. Trata-se da afirmação de um pavoroso paradoxo para incontáveis cativos, a libertação precipitava a morte.
Em abril de 1843, o reverendo voltava do Rio para Londres quando o destino o surpreendeu com uma experiência singularíssima. Numa incursão fluvial por Moçambique, a fragata Cleópatra interceptou o negreiro Progresso, de bandeira brasileira.
Hill juntou-se, como intérprete e homem de Deus, aos marinheiros ingleses incumbidos de render a tripulação capturada e conduzir o navio à cidade do Cabo. Seriam 50 dias de horror.
Enquanto quebravam grilhões e correntes que martirizavam 447 africanos escravizados, os libertadores ouviram o uivo dos resgatados do inferno, o grito dos vingados, o choro dos socorridos na 25ª. hora. Nos 50 dias seguintes, ouviriam o uivo dos agonizantes, o grito dos traídos, o choro dos resignados. Durante a viagem, 163 corpos foram jogados ao mar. Outros sucumbiriam já no porto supostamente seguro.
Tecnicamente, nenhum morreu de morte matada. Só de morte morrida. Mas a verdade é que foram vítimas do despreparo dos libertadores para lidar com os libertados. As tripulações negreiras sabiam administrar a desgraça, sabiam como tratar a carga humana. Impiedosos e de alma calejada, sabiam que perder um corpo era perder dinheiro. Sabiam chegar às praias do Brasil com perdas inferiores a 10%.
Sobravam água e alimentos, distribuídos com astúcia e critério. Preferências tribais influenciavam a dieta. Não se comia demais nem de menos. Havia até médico a bordo. Os negreiros eram profissionais.
Na primeira noite, diante da tempestade iminente, os ingleses devolveram ao porão os libertos que dormiam no convés. Fechado novamente o tombadilho, o pânico assumiu o leme. Morreram 54. Como os corpos, também seus nomes desapareceram no mar.
Os escravos eram tratados como animais nos navios negreiros. A expressão do texto que animaliza os escravos transportados é:
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TEXTO – A LIBERTAÇÃO QUE ASSASSINAVA
Augusto Nunes – Jornal do Brasil, 18-11-2006
Brasileiros informados apenas por livros escolares aprendem que a escravidão inscreveu o homem cordial entre os campeões da mais hedionda forma de comércio: a compra e venda de gente. Isso é correto.
Aprendem também que as viagens nos porões impunha sofrimentos inverossímeis a quem já perdera o lar, a família, a pátria e a individualidade. Isso é igualmente correto.
Aprendem, enfim, que o apresamento de um navio negreiro por embarcações da Marinha Britânica, transformada em generosa polícia das águas por ordem de Sua Majestade, significava a restituição aos escravos do direito à liberdade, à vida e ao sonho.
Isso é um equívoco, demonstra o relato do pastor Pascoe Hill. Trata-se da afirmação de um pavoroso paradoxo para incontáveis cativos, a libertação precipitava a morte.
Em abril de 1843, o reverendo voltava do Rio para Londres quando o destino o surpreendeu com uma experiência singularíssima. Numa incursão fluvial por Moçambique, a fragata Cleópatra interceptou o negreiro Progresso, de bandeira brasileira.
Hill juntou-se, como intérprete e homem de Deus, aos marinheiros ingleses incumbidos de render a tripulação capturada e conduzir o navio à cidade do Cabo. Seriam 50 dias de horror.
Enquanto quebravam grilhões e correntes que martirizavam 447 africanos escravizados, os libertadores ouviram o uivo dos resgatados do inferno, o grito dos vingados, o choro dos socorridos na 25ª. hora. Nos 50 dias seguintes, ouviriam o uivo dos agonizantes, o grito dos traídos, o choro dos resignados. Durante a viagem, 163 corpos foram jogados ao mar. Outros sucumbiriam já no porto supostamente seguro.
Tecnicamente, nenhum morreu de morte matada. Só de morte morrida. Mas a verdade é que foram vítimas do despreparo dos libertadores para lidar com os libertados. As tripulações negreiras sabiam administrar a desgraça, sabiam como tratar a carga humana. Impiedosos e de alma calejada, sabiam que perder um corpo era perder dinheiro. Sabiam chegar às praias do Brasil com perdas inferiores a 10%.
Sobravam água e alimentos, distribuídos com astúcia e critério. Preferências tribais influenciavam a dieta. Não se comia demais nem de menos. Havia até médico a bordo. Os negreiros eram profissionais.
Na primeira noite, diante da tempestade iminente, os ingleses devolveram ao porão os libertos que dormiam no convés. Fechado novamente o tombadilho, o pânico assumiu o leme. Morreram 54. Como os corpos, também seus nomes desapareceram no mar.
O paradoxo citado no texto é explicado no seguinte segmento:
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Brasileiros informados apenas por livros escolares aprendem que a escravidão inscreveu o homem cordial entre os campeões da mais hedionda forma de comércio: a compra e venda de gente. Isso é correto.
Aprendem também que as viagens nos porões impunha sofrimentos inverossímeis a quem já perdera o lar, a família, a pátria e a individualidade. Isso é igualmente correto.
Aprendem, enfim, que o apresamento de um navio negreiro por embarcações da Marinha Britânica, transformada em generosa polícia das águas por ordem de Sua Majestade, significava a restituição aos escravos do direito à liberdade, à vida e ao sonho.
Isso é um equívoco, demonstra o relato do pastor Pascoe Hill. Trata-se da afirmação de um pavoroso paradoxo para incontáveis cativos, a libertação precipitava a morte.
Em abril de 1843, o reverendo voltava do Rio para Londres quando o destino o surpreendeu com uma experiência singularíssima. Numa incursão fluvial por Moçambique, a fragata Cleópatra interceptou o negreiro Progresso, de bandeira brasileira.
Hill juntou-se, como intérprete e homem de Deus, aos marinheiros ingleses incumbidos de render a tripulação capturada e conduzir o navio à cidade do Cabo. Seriam 50 dias de horror.
Enquanto quebravam grilhões e correntes que martirizavam 447 africanos escravizados, os libertadores ouviram o uivo dos resgatados do inferno, o grito dos vingados, o choro dos socorridos na 25ª. hora. Nos 50 dias seguintes, ouviriam o uivo dos agonizantes, o grito dos traídos, o choro dos resignados. Durante a viagem, 163 corpos foram jogados ao mar. Outros sucumbiriam já no porto supostamente seguro.
Tecnicamente, nenhum morreu de morte matada. Só de morte morrida. Mas a verdade é que foram vítimas do despreparo dos libertadores para lidar com os libertados. As tripulações negreiras sabiam administrar a desgraça, sabiam como tratar a carga humana. Impiedosos e de alma calejada, sabiam que perder um corpo era perder dinheiro. Sabiam chegar às praias do Brasil com perdas inferiores a 10%.
Sobravam água e alimentos, distribuídos com astúcia e critério. Preferências tribais influenciavam a dieta. Não se comia demais nem de menos. Havia até médico a bordo. Os negreiros eram profissionais.
Na primeira noite, diante da tempestade iminente, os ingleses devolveram ao porão os libertos que dormiam no convés. Fechado novamente o tombadilho, o pânico assumiu o leme. Morreram 54. Como os corpos, também seus nomes desapareceram no mar.
Dentro do texto, o segmento que apresenta certa carga irônica é:
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Brasileiros informados apenas por livros escolares aprendem que a escravidão inscreveu o homem cordial entre os campeões da mais hedionda forma de comércio: a compra e venda de gente. Isso é correto.
Aprendem também que as viagens nos porões impunha sofrimentos inverossímeis a quem já perdera o lar, a família, a pátria e a individualidade. Isso é igualmente correto.
Aprendem, enfim, que o apresamento de um navio negreiro por embarcações da Marinha Britânica, transformada em generosa polícia das águas por ordem de Sua Majestade, significava a restituição aos escravos do direito à liberdade, à vida e ao sonho.
Isso é um equívoco, demonstra o relato do pastor Pascoe Hill. Trata-se da afirmação de um pavoroso paradoxo para incontáveis cativos, a libertação precipitava a morte.
Em abril de 1843, o reverendo voltava do Rio para Londres quando o destino o surpreendeu com uma experiência singularíssima. Numa incursão fluvial por Moçambique, a fragata Cleópatra interceptou o negreiro Progresso, de bandeira brasileira.
Hill juntou-se, como intérprete e homem de Deus, aos marinheiros ingleses incumbidos de render a tripulação capturada e conduzir o navio à cidade do Cabo. Seriam 50 dias de horror.
Enquanto quebravam grilhões e correntes que martirizavam 447 africanos escravizados, os libertadores ouviram o uivo dos resgatados do inferno, o grito dos vingados, o choro dos socorridos na 25ª. hora. Nos 50 dias seguintes, ouviriam o uivo dos agonizantes, o grito dos traídos, o choro dos resignados. Durante a viagem, 163 corpos foram jogados ao mar. Outros sucumbiriam já no porto supostamente seguro.
Tecnicamente, nenhum morreu de morte matada. Só de morte morrida. Mas a verdade é que foram vítimas do despreparo dos libertadores para lidar com os libertados. As tripulações negreiras sabiam administrar a desgraça, sabiam como tratar a carga humana. Impiedosos e de alma calejada, sabiam que perder um corpo era perder dinheiro. Sabiam chegar às praias do Brasil com perdas inferiores a 10%.
Sobravam água e alimentos, distribuídos com astúcia e critério. Preferências tribais influenciavam a dieta. Não se comia demais nem de menos. Havia até médico a bordo. Os negreiros eram profissionais.
Na primeira noite, diante da tempestade iminente, os ingleses devolveram ao porão os libertos que dormiam no convés. Fechado novamente o tombadilho, o pânico assumiu o leme. Morreram 54. Como os corpos, também seus nomes desapareceram no mar.
A alternativa que mostra uma palavra que não foi formada por derivação sufixal é:
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Brasileiros informados apenas por livros escolares aprendem que a escravidão inscreveu o homem cordial entre os campeões da mais hedionda forma de comércio: a compra e venda de gente. Isso é correto.
Aprendem também que as viagens nos porões impunha sofrimentos inverossímeis a quem já perdera o lar, a família, a pátria e a individualidade. Isso é igualmente correto.
Aprendem, enfim, que o apresamento de um navio negreiro por embarcações da Marinha Britânica, transformada em generosa polícia das águas por ordem de Sua Majestade, significava a restituição aos escravos do direito à liberdade, à vida e ao sonho.
Isso é um equívoco, demonstra o relato do pastor Pascoe Hill. Trata-se da afirmação de um pavoroso paradoxo para incontáveis cativos, a libertação precipitava a morte.
Em abril de 1843, o reverendo voltava do Rio para Londres quando o destino o surpreendeu com uma experiência singularíssima. Numa incursão fluvial por Moçambique, a fragata Cleópatra interceptou o negreiro Progresso, de bandeira brasileira.
Hill juntou-se, como intérprete e homem de Deus, aos marinheiros ingleses incumbidos de render a tripulação capturada e conduzir o navio à cidade do Cabo. Seriam 50 dias de horror.
Enquanto quebravam grilhões e correntes que martirizavam 447 africanos escravizados, os libertadores ouviram o uivo dos resgatados do inferno, o grito dos vingados, o choro dos socorridos na 25ª. hora. Nos 50 dias seguintes, ouviriam o uivo dos agonizantes, o grito dos traídos, o choro dos resignados. Durante a viagem, 163 corpos foram jogados ao mar. Outros sucumbiriam já no porto supostamente seguro.
Tecnicamente, nenhum morreu de morte matada. Só de morte morrida. Mas a verdade é que foram vítimas do despreparo dos libertadores para lidar com os libertados. As tripulações negreiras sabiam administrar a desgraça, sabiam como tratar a carga humana. Impiedosos e de alma calejada, sabiam que perder um corpo era perder dinheiro. Sabiam chegar às praias do Brasil com perdas inferiores a 10%.
Sobravam água e alimentos, distribuídos com astúcia e critério. Preferências tribais influenciavam a dieta. Não se comia demais nem de menos. Havia até médico a bordo. Os negreiros eram profissionais.
Na primeira noite, diante da tempestade iminente, os ingleses devolveram ao porão os libertos que dormiam no convés. Fechado novamente o tombadilho, o pânico assumiu o leme. Morreram 54. Como os corpos, também seus nomes desapareceram no mar.
No texto, o navio negreiro é apresentado como:
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Brasileiros informados apenas por livros escolares aprendem que a escravidão inscreveu o homem cordial entre os campeões da mais hedionda forma de comércio: a compra e venda de gente. Isso é correto.
Aprendem também que as viagens nos porões impunha sofrimentos inverossímeis a quem já perdera o lar, a família, a pátria e a individualidade. Isso é igualmente correto.
Aprendem, enfim, que o apresamento de um navio negreiro por embarcações da Marinha Britânica, transformada em generosa polícia das águas por ordem de Sua Majestade, significava a restituição aos escravos do direito à liberdade, à vida e ao sonho.
Isso é um equívoco, demonstra o relato do pastor Pascoe Hill. Trata-se da afirmação de um pavoroso paradoxo para incontáveis cativos, a libertação precipitava a morte.
Em abril de 1843, o reverendo voltava do Rio para Londres quando o destino o surpreendeu com uma experiência singularíssima. Numa incursão fluvial por Moçambique, a fragata Cleópatra interceptou o negreiro Progresso, de bandeira brasileira.
Hill juntou-se, como intérprete e homem de Deus, aos marinheiros ingleses incumbidos de render a tripulação capturada e conduzir o navio à cidade do Cabo. Seriam 50 dias de horror.
Enquanto quebravam grilhões e correntes que martirizavam 447 africanos escravizados, os libertadores ouviram o uivo dos resgatados do inferno, o grito dos vingados, o choro dos socorridos na 25ª. hora. Nos 50 dias seguintes, ouviriam o uivo dos agonizantes, o grito dos traídos, o choro dos resignados. Durante a viagem, 163 corpos foram jogados ao mar. Outros sucumbiriam já no porto supostamente seguro.
Tecnicamente, nenhum morreu de morte matada. Só de morte morrida. Mas a verdade é que foram vítimas do despreparo dos libertadores para lidar com os libertados. As tripulações negreiras sabiam administrar a desgraça, sabiam como tratar a carga humana. Impiedosos e de alma calejada, sabiam que perder um corpo era perder dinheiro. Sabiam chegar às praias do Brasil com perdas inferiores a 10%.
Sobravam água e alimentos, distribuídos com astúcia e critério. Preferências tribais influenciavam a dieta. Não se comia demais nem de menos. Havia até médico a bordo. Os negreiros eram profissionais.
Na primeira noite, diante da tempestade iminente, os ingleses devolveram ao porão os libertos que dormiam no convés. Fechado novamente o tombadilho, o pânico assumiu o leme. Morreram 54. Como os corpos, também seus nomes desapareceram no mar.
A alternativa que apresenta um elemento sublinhado, que não se refere aos escravos, é:
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Brasileiros informados apenas por livros escolares aprendem que a escravidão inscreveu o homem cordial entre os campeões da mais hedionda forma de comércio: a compra e venda de gente. Isso é correto.
Aprendem também que as viagens nos porões impunha sofrimentos inverossímeis a quem já perdera o lar, a família, a pátria e a individualidade. Isso é igualmente correto.
Aprendem, enfim, que o apresamento de um navio negreiro por embarcações da Marinha Britânica, transformada em generosa polícia das águas por ordem de Sua Majestade, significava a restituição aos escravos do direito à liberdade, à vida e ao sonho.
Isso é um equívoco, demonstra o relato do pastor Pascoe Hill. Trata-se da afirmação de um pavoroso paradoxo para incontáveis cativos, a libertação precipitava a morte.
Em abril de 1843, o reverendo voltava do Rio para Londres quando o destino o surpreendeu com uma experiência singularíssima. Numa incursão fluvial por Moçambique, a fragata Cleópatra interceptou o negreiro Progresso, de bandeira brasileira.
Hill juntou-se, como intérprete e homem de Deus, aos marinheiros ingleses incumbidos de render a tripulação capturada e conduzir o navio à cidade do Cabo. Seriam 50 dias de horror.
Enquanto quebravam grilhões e correntes que martirizavam 447 africanos escravizados, os libertadores ouviram o uivo dos resgatados do inferno, o grito dos vingados, o choro dos socorridos na 25ª. hora. Nos 50 dias seguintes, ouviriam o uivo dos agonizantes, o grito dos traídos, o choro dos resignados. Durante a viagem, 163 corpos foram jogados ao mar. Outros sucumbiriam já no porto supostamente seguro.
Tecnicamente, nenhum morreu de morte matada. Só de morte morrida. Mas a verdade é que foram vítimas do despreparo dos libertadores para lidar com os libertados. As tripulações negreiras sabiam administrar a desgraça, sabiam como tratar a carga humana. Impiedosos e de alma calejada, sabiam que perder um corpo era perder dinheiro. Sabiam chegar às praias do Brasil com perdas inferiores a 10%.
Sobravam água e alimentos, distribuídos com astúcia e critério. Preferências tribais influenciavam a dieta. Não se comia demais nem de menos. Havia até médico a bordo. Os negreiros eram profissionais.
Na primeira noite, diante da tempestade iminente, os ingleses devolveram ao porão os libertos que dormiam no convés. Fechado novamente o tombadilho, o pânico assumiu o leme. Morreram 54. Como os corpos, também seus nomes desapareceram no mar.
O segmento do texto em que as partes sublinhadas não são ligadas a um mesmo elemento anterior é:
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Brasileiros informados apenas por livros escolares aprendem que a escravidão inscreveu o homem cordial entre os campeões da mais hedionda forma de comércio: a compra e venda de gente. Isso é correto.
Aprendem também que as viagens nos porões impunha sofrimentos inverossímeis a quem já perdera o lar, a família, a pátria e a individualidade. Isso é igualmente correto.
Aprendem, enfim, que o apresamento de um navio negreiro por embarcações da Marinha Britânica, transformada em generosa polícia das águas por ordem de Sua Majestade, significava a restituição aos escravos do direito à liberdade, à vida e ao sonho.
Isso é um equívoco, demonstra o relato do pastor Pascoe Hill. Trata-se da afirmação de um pavoroso paradoxo para incontáveis cativos, a libertação precipitava a morte.
Em abril de 1843, o reverendo voltava do Rio para Londres quando o destino o surpreendeu com uma experiência singularíssima. Numa incursão fluvial por Moçambique, a fragata Cleópatra interceptou o negreiro Progresso, de bandeira brasileira.
Hill juntou-se, como intérprete e homem de Deus, aos marinheiros ingleses incumbidos de render a tripulação capturada e conduzir o navio à cidade do Cabo. Seriam 50 dias de horror.
Enquanto quebravam grilhões e correntes que martirizavam 447 africanos escravizados, os libertadores ouviram o uivo dos resgatados do inferno, o grito dos vingados, o choro dos socorridos na 25ª. hora. Nos 50 dias seguintes, ouviriam o uivo dos agonizantes, o grito dos traídos, o choro dos resignados. Durante a viagem, 163 corpos foram jogados ao mar. Outros sucumbiriam já no porto supostamente seguro.
Tecnicamente, nenhum morreu de morte matada. Só de morte morrida. Mas a verdade é que foram vítimas do despreparo dos libertadores para lidar com os libertados. As tripulações negreiras sabiam administrar a desgraça, sabiam como tratar a carga humana. Impiedosos e de alma calejada, sabiam que perder um corpo era perder dinheiro. Sabiam chegar às praias do Brasil com perdas inferiores a 10%.
Sobravam água e alimentos, distribuídos com astúcia e critério. Preferências tribais influenciavam a dieta. Não se comia demais nem de menos. Havia até médico a bordo. Os negreiros eram profissionais.
Na primeira noite, diante da tempestade iminente, os ingleses devolveram ao porão os libertos que dormiam no convés. Fechado novamente o tombadilho, o pânico assumiu o leme. Morreram 54. Como os corpos, também seus nomes desapareceram no mar.
Sobre as frases “Isso é correto”, “Isso é igualmente correto” e “Isso é um equívoco”, pode-se afirmar que:
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Brasileiros informados apenas por livros escolares aprendem que a escravidão inscreveu o homem cordial entre os campeões da mais hedionda forma de comércio: a compra e venda de gente. Isso é correto.
Aprendem também que as viagens nos porões impunha sofrimentos inverossímeis a quem já perdera o lar, a família, a pátria e a individualidade. Isso é igualmente correto.
Aprendem, enfim, que o apresamento de um navio negreiro por embarcações da Marinha Britânica, transformada em generosa polícia das águas por ordem de Sua Majestade, significava a restituição aos escravos do direito à liberdade, à vida e ao sonho.
Isso é um equívoco, demonstra o relato do pastor Pascoe Hill. Trata-se da afirmação de um pavoroso paradoxo para incontáveis cativos, a libertação precipitava a morte.
Em abril de 1843, o reverendo voltava do Rio para Londres quando o destino o surpreendeu com uma experiência singularíssima. Numa incursão fluvial por Moçambique, a fragata Cleópatra interceptou o negreiro Progresso, de bandeira brasileira.
Hill juntou-se, como intérprete e homem de Deus, aos marinheiros ingleses incumbidos de render a tripulação capturada e conduzir o navio à cidade do Cabo. Seriam 50 dias de horror.
Enquanto quebravam grilhões e correntes que martirizavam 447 africanos escravizados, os libertadores ouviram o uivo dos resgatados do inferno, o grito dos vingados, o choro dos socorridos na 25ª. hora. Nos 50 dias seguintes, ouviriam o uivo dos agonizantes, o grito dos traídos, o choro dos resignados. Durante a viagem, 163 corpos foram jogados ao mar. Outros sucumbiriam já no porto supostamente seguro.
Tecnicamente, nenhum morreu de morte matada. Só de morte morrida. Mas a verdade é que foram vítimas do despreparo dos libertadores para lidar com os libertados. As tripulações negreiras sabiam administrar a desgraça, sabiam como tratar a carga humana. Impiedosos e de alma calejada, sabiam que perder um corpo era perder dinheiro. Sabiam chegar às praias do Brasil com perdas inferiores a 10%.
Sobravam água e alimentos, distribuídos com astúcia e critério. Preferências tribais influenciavam a dieta. Não se comia demais nem de menos. Havia até médico a bordo. Os negreiros eram profissionais.
Na primeira noite, diante da tempestade iminente, os ingleses devolveram ao porão os libertos que dormiam no convés. Fechado novamente o tombadilho, o pânico assumiu o leme. Morreram 54. Como os corpos, também seus nomes desapareceram no mar.
Leia as frases abaixo:
I – “Brasileiros informados apenas POR livros escolares...”;
II – “...o apresamento de um navio negreiro POR embarcações da Marinha...”;
III – “...transformada em generosa polícia POR ordem de Sua Majestade...”;
IV – “Numa incursão fluvial POR Moçambique...”
As frases que apresentam casos em que a preposição POR possui o mesmo valor semântico são:
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Brasileiros informados apenas por livros escolares aprendem que a escravidão inscreveu o homem cordial entre os campeões da mais hedionda forma de comércio: a compra e venda de gente. Isso é correto.
Aprendem também que as viagens nos porões impunha sofrimentos inverossímeis a quem já perdera o lar, a família, a pátria e a individualidade. Isso é igualmente correto.
Aprendem, enfim, que o apresamento de um navio negreiro por embarcações da Marinha Britânica, transformada em generosa polícia das águas por ordem de Sua Majestade, significava a restituição aos escravos do direito à liberdade, à vida e ao sonho.
Isso é um equívoco, demonstra o relato do pastor Pascoe Hill. Trata-se da afirmação de um pavoroso paradoxo para incontáveis cativos, a libertação precipitava a morte.
Em abril de 1843, o reverendo voltava do Rio para Londres quando o destino o surpreendeu com uma experiência singularíssima. Numa incursão fluvial por Moçambique, a fragata Cleópatra interceptou o negreiro Progresso, de bandeira brasileira.
Hill juntou-se, como intérprete e homem de Deus, aos marinheiros ingleses incumbidos de render a tripulação capturada e conduzir o navio à cidade do Cabo. Seriam 50 dias de horror.
Enquanto quebravam grilhões e correntes que martirizavam 447 africanos escravizados, os libertadores ouviram o uivo dos resgatados do inferno, o grito dos vingados, o choro dos socorridos na 25ª. hora. Nos 50 dias seguintes, ouviriam o uivo dos agonizantes, o grito dos traídos, o choro dos resignados. Durante a viagem, 163 corpos foram jogados ao mar. Outros sucumbiriam já no porto supostamente seguro.
Tecnicamente, nenhum morreu de morte matada. Só de morte morrida. Mas a verdade é que foram vítimas do despreparo dos libertadores para lidar com os libertados. As tripulações negreiras sabiam administrar a desgraça, sabiam como tratar a carga humana. Impiedosos e de alma calejada, sabiam que perder um corpo era perder dinheiro. Sabiam chegar às praias do Brasil com perdas inferiores a 10%.
Sobravam água e alimentos, distribuídos com astúcia e critério. Preferências tribais influenciavam a dieta. Não se comia demais nem de menos. Havia até médico a bordo. Os negreiros eram profissionais.
Na primeira noite, diante da tempestade iminente, os ingleses devolveram ao porão os libertos que dormiam no convés. Fechado novamente o tombadilho, o pânico assumiu o leme. Morreram 54. Como os corpos, também seus nomes desapareceram no mar.
“Brasileiros informados apenas por livros escolares...”; a palavra apenas, inserida nesse segmento do texto, informa ao leitor que, segundo o autor do texto:
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