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3706292 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: DMAE Porto Alegre

TEXTO:

O suor e a lágrima

Fazia calor no Rio, 40 graus e qualquer coisa, quase 41. No dia seguinte, os jornais diriam que fora o mais quente deste verão que inaugura o século e o milênio. Cheguei ao Santos Dumont, o voo estava atrasado, decidi engraxar os sapatos. Pelo menos aqui no Rio, são raros esses engraxates, só existem nos aeroportos e em poucos lugares avulsos.

Sentei-me naquela espécie de cadeira canônica, de coro de abadia pobre, que também pode parecer o trono de um rei desolado de um reino desolante.

O engraxate era gordo e estava com calor – o que me pareceu óbvio. Elogiou meus sapatos, cromo italiano, fabricante ilustre, os Rosseti. Uso-o pouco, em parte para poupá-lo, em parte porque quando posso estou sempre de tênis.

Ofereceu-me o jornal que eu já havia lido e começou seu ofício. Meio careca, o suor encharcou-lhe a testa e a calva.

Pegou aquele paninho que dá brilho final nos sapatos e com ele enxugou o próprio suor, que era abundante.

Com o mesmo pano, executou com maestria aqueles movimentos rápidos em torno da biqueira, mas a todo instante o usava para enxugar-se – caso ao contrário, o suor inundaria o meu cromo italiano.

E foi assim que a testa e a calva do valente filho do povo ficaram manchadas de graxa e o meu sapato adquiriu um brilho de espelho à custa do suor alheio. Nunca tive sapatos tão brilhantes, tão dignamente suados.

Na hora de pagar, alegando não ter nota menor, deixei-lhe um troco generoso. Ele me olhou espantado, retribuiu a gorjeta me desejando em dobro tudo o que eu viesse a precisar nos restos dos meus dias.

Saí daquela cadeira com um baita sentimento de culpa [...] meus sapatos não estavam tão sujos assim, por míseros tostões, fizera um filho do povo suar para ganhar seu pão. Olhei meus sapatos e tive vergonha daquele brilho humano, salgado como lágrima.

(Cony, Carlos Heitor. O suor e a lágrima. Disponível em: <http://www. releituras.com/cony_menu.asp>

Acesso em: 10 set. 2007)

Os verbos transcritos do texto encontram-se no pretérito perfeito do modo indicativo, EXCETO:

 

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3706291 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: DMAE Porto Alegre

TEXTO:

O suor e a lágrima

Fazia calor no Rio, 40 graus e qualquer coisa, quase 41. No dia seguinte, os jornais diriam que fora o mais quente deste verão que inaugura o século e o milênio. Cheguei ao Santos Dumont, o voo estava atrasado, decidi engraxar os sapatos. Pelo menos aqui no Rio, são raros esses engraxates, só existem nos aeroportos e em poucos lugares avulsos.

Sentei-me naquela espécie de cadeira canônica, de coro de abadia pobre, que também pode parecer o trono de um rei desolado de um reino desolante.

O engraxate era gordo e estava com calor – o que me pareceu óbvio. Elogiou meus sapatos, cromo italiano, fabricante ilustre, os Rosseti. Uso-o pouco, em parte para poupá-lo, em parte porque quando posso estou sempre de tênis.

Ofereceu-me o jornal que eu já havia lido e começou seu ofício. Meio careca, o suor encharcou-lhe a testa e a calva.

Pegou aquele paninho que dá brilho final nos sapatos e com ele enxugou o próprio suor, que era abundante.

Com o mesmo pano, executou com maestria aqueles movimentos rápidos em torno da biqueira, mas a todo instante o usava para enxugar-se – caso ao contrário, o suor inundaria o meu cromo italiano.

E foi assim que a testa e a calva do valente filho do povo ficaram manchadas de graxa e o meu sapato adquiriu um brilho de espelho à custa do suor alheio. Nunca tive sapatos tão brilhantes, tão dignamente suados.

Na hora de pagar, alegando não ter nota menor, deixei-lhe um troco generoso. Ele me olhou espantado, retribuiu a gorjeta me desejando em dobro tudo o que eu viesse a precisar nos restos dos meus dias.

Saí daquela cadeira com um baita sentimento de culpa [...] meus sapatos não estavam tão sujos assim, por míseros tostões, fizera um filho do povo suar para ganhar seu pão. Olhei meus sapatos e tive vergonha daquele brilho humano, salgado como lágrima.

(Cony, Carlos Heitor. O suor e a lágrima. Disponível em: <http://www. releituras.com/cony_menu.asp>

Acesso em: 10 set. 2007)

Em “Nunca tive sapatos tão brilhantes, tão dignamente suados.”, a palavra destacada exprime ideia de

 

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3706290 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: DMAE Porto Alegre

TEXTO:

O suor e a lágrima

Fazia calor no Rio, 40 graus e qualquer coisa, quase 41. No dia seguinte, os jornais diriam que fora o mais quente deste verão que inaugura o século e o milênio. Cheguei ao Santos Dumont, o voo estava atrasado, decidi engraxar os sapatos. Pelo menos aqui no Rio, são raros esses engraxates, só existem nos aeroportos e em poucos lugares avulsos.

Sentei-me naquela espécie de cadeira canônica, de coro de abadia pobre, que também pode parecer o trono de um rei desolado de um reino desolante.

O engraxate era gordo e estava com calor – o que me pareceu óbvio. Elogiou meus sapatos, cromo italiano, fabricante ilustre, os Rosseti. Uso-o pouco, em parte para poupá-lo, em parte porque quando posso estou sempre de tênis.

Ofereceu-me o jornal que eu já havia lido e começou seu ofício. Meio careca, o suor encharcou-lhe a testa e a calva.

Pegou aquele paninho que dá brilho final nos sapatos e com ele enxugou o próprio suor, que era abundante.

Com o mesmo pano, executou com maestria aqueles movimentos rápidos em torno da biqueira, mas a todo instante o usava para enxugar-se – caso ao contrário, o suor inundaria o meu cromo italiano.

E foi assim que a testa e a calva do valente filho do povo ficaram manchadas de graxa e o meu sapato adquiriu um brilho de espelho à custa do suor alheio. Nunca tive sapatos tão brilhantes, tão dignamente suados.

Na hora de pagar, alegando não ter nota menor, deixei-lhe um troco generoso. Ele me olhou espantado, retribuiu a gorjeta me desejando em dobro tudo o que eu viesse a precisar nos restos dos meus dias.

Saí daquela cadeira com um baita sentimento de culpa [...] meus sapatos não estavam tão sujos assim, por míseros tostões, fizera um filho do povo suar para ganhar seu pão. Olhei meus sapatos e tive vergonha daquele brilho humano, salgado como lágrima.

(Cony, Carlos Heitor. O suor e a lágrima. Disponível em: <http://www. releituras.com/cony_menu.asp>

Acesso em: 10 set. 2007)

“Ele me olhou espantado, retribuiu a gorjeta me desejando em dobro tudo o que eu viesse a precisar nos restos dos meus dias.”

A palavra destacada anteriormente significa

 

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3706289 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: DMAE Porto Alegre

TEXTO:

O suor e a lágrima

Fazia calor no Rio, 40 graus e qualquer coisa, quase 41. No dia seguinte, os jornais diriam que fora o mais quente deste verão que inaugura o século e o milênio. Cheguei ao Santos Dumont, o voo estava atrasado, decidi engraxar os sapatos. Pelo menos aqui no Rio, são raros esses engraxates, só existem nos aeroportos e em poucos lugares avulsos.

Sentei-me naquela espécie de cadeira canônica, de coro de abadia pobre, que também pode parecer o trono de um rei desolado de um reino desolante.

O engraxate era gordo e estava com calor – o que me pareceu óbvio. Elogiou meus sapatos, cromo italiano, fabricante ilustre, os Rosseti. Uso-o pouco, em parte para poupá-lo, em parte porque quando posso estou sempre de tênis.

Ofereceu-me o jornal que eu já havia lido e começou seu ofício. Meio careca, o suor encharcou-lhe a testa e a calva.

Pegou aquele paninho que dá brilho final nos sapatos e com ele enxugou o próprio suor, que era abundante.

Com o mesmo pano, executou com maestria aqueles movimentos rápidos em torno da biqueira, mas a todo instante o usava para enxugar-se – caso ao contrário, o suor inundaria o meu cromo italiano.

E foi assim que a testa e a calva do valente filho do povo ficaram manchadas de graxa e o meu sapato adquiriu um brilho de espelho à custa do suor alheio. Nunca tive sapatos tão brilhantes, tão dignamente suados.

Na hora de pagar, alegando não ter nota menor, deixei-lhe um troco generoso. Ele me olhou espantado, retribuiu a gorjeta me desejando em dobro tudo o que eu viesse a precisar nos restos dos meus dias.

Saí daquela cadeira com um baita sentimento de culpa [...] meus sapatos não estavam tão sujos assim, por míseros tostões, fizera um filho do povo suar para ganhar seu pão. Olhei meus sapatos e tive vergonha daquele brilho humano, salgado como lágrima.

(Cony, Carlos Heitor. O suor e a lágrima. Disponível em: <http://www. releituras.com/cony_menu.asp>

Acesso em: 10 set. 2007)

O que as palavras suor e lágrimas têm em comum?

 

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3706288 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: DMAE Porto Alegre

TEXTO:

O suor e a lágrima

Fazia calor no Rio, 40 graus e qualquer coisa, quase 41. No dia seguinte, os jornais diriam que fora o mais quente deste verão que inaugura o século e o milênio. Cheguei ao Santos Dumont, o voo estava atrasado, decidi engraxar os sapatos. Pelo menos aqui no Rio, são raros esses engraxates, só existem nos aeroportos e em poucos lugares avulsos.

Sentei-me naquela espécie de cadeira canônica, de coro de abadia pobre, que também pode parecer o trono de um rei desolado de um reino desolante.

O engraxate era gordo e estava com calor – o que me pareceu óbvio. Elogiou meus sapatos, cromo italiano, fabricante ilustre, os Rosseti. Uso-o pouco, em parte para poupá-lo, em parte porque quando posso estou sempre de tênis.

Ofereceu-me o jornal que eu já havia lido e começou seu ofício. Meio careca, o suor encharcou-lhe a testa e a calva.

Pegou aquele paninho que dá brilho final nos sapatos e com ele enxugou o próprio suor, que era abundante.

Com o mesmo pano, executou com maestria aqueles movimentos rápidos em torno da biqueira, mas a todo instante o usava para enxugar-se – caso ao contrário, o suor inundaria o meu cromo italiano.

E foi assim que a testa e a calva do valente filho do povo ficaram manchadas de graxa e o meu sapato adquiriu um brilho de espelho à custa do suor alheio. Nunca tive sapatos tão brilhantes, tão dignamente suados.

Na hora de pagar, alegando não ter nota menor, deixei-lhe um troco generoso. Ele me olhou espantado, retribuiu a gorjeta me desejando em dobro tudo o que eu viesse a precisar nos restos dos meus dias.

Saí daquela cadeira com um baita sentimento de culpa [...] meus sapatos não estavam tão sujos assim, por míseros tostões, fizera um filho do povo suar para ganhar seu pão. Olhei meus sapatos e tive vergonha daquele brilho humano, salgado como lágrima.

(Cony, Carlos Heitor. O suor e a lágrima. Disponível em: <http://www. releituras.com/cony_menu.asp>

Acesso em: 10 set. 2007)

De acordo com o texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) O texto reflete sobre as dificuldades que as pessoas enfrentam para ganhar o seu sustento.

( ) O texto demonstra as vantagens de se trabalhar muito apesar das dificuldades.

( ) O texto trata das alegrias e tristezas de um engraxate que não gosta do seu emprego.

A sequência está correta em

 

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3706287 Ano: 2011
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: Consulplan
Orgão: DMAE Porto Alegre
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De acordo com o Decreto nº. 16256, de 25 de março de 2009, “é condição para posterior confirmação no serviço público municipal, a obtenção pelo servidor-estagiário de, no mínimo, ____________ na média aritmética de suas funções.”

Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmação anterior.

 

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3706286 Ano: 2011
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: Consulplan
Orgão: DMAE Porto Alegre
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São requisitos verificados mediante a avaliação de desempenho do servidor nomeado para cargo de provimento efetivo, EXCETO:

 

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3706285 Ano: 2011
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: Consulplan
Orgão: DMAE Porto Alegre
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De acordo com o Decreto nº. 16256, de 25 de março de 2009, “o estágio probatório é o período de ____________ de efetivo exercício do servidor nomeado para cargo de provimento efetivo, a cada nomeação, em virtude de concurso público, durante o qual é operada a conveniência de sua confirmação no serviço público municipal, mediante a verificação do seu desempenho através de requisitos.”

Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmação anterior.

 

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3706284 Ano: 2011
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: Consulplan
Orgão: DMAE Porto Alegre
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De acordo com o Decreto Municipal, que regulamenta o Estágio Probatório dos Servidores do município de Porto Alegre, analise.

I. O acompanhamento funcional será realizado por técnico a ser indicado pela Equipe de Estágio Probatório, do órgão de controle e acompanhamento do estágio probatório.

II. Ao servidor-estagiário não será concedida licença para acompanhar cônjuge para tratar de interesses particulares.

III. A avaliação especial de desempenho destina-se à análise de todos os dados levantados durante o período de estágio probatório e à validação da sistemática de avaliação efetuada.

Estão(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)

 

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3706283 Ano: 2011
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: Consulplan
Orgão: DMAE Porto Alegre

De acordo com o Estatuto dos Servidores Públicos do município de Porto Alegre, “ _______________ é o agrupamento de cargos da mesma profissão ou atividade e do mesmo nível de dificuldade.”

(Lei Complementar, n°. 133, Art. 5º)

Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmação anterior.

 

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