Foram encontradas 2.179 questões.
Um paciente de 35 anos, em estado de imunossupressão grave
por não adesão medicamentosa contra o HIV (CD4: 85 células),
apresentou quadro de diarreia crônica, síndrome consumptiva e
odinofagia. Em avaliação endoscópica, havia a presença de
exulcerações e ulcerações longitudinais em esôfago e reto,
sugerindo invasão por citomegalovírus (CMV). O paciente estava
com pancitopenia em investigação e com neutrófilos totais em
600 células/mm³.
A maneira custo-efetiva de tentar o diagnóstico e iniciar o tratamento é:
A maneira custo-efetiva de tentar o diagnóstico e iniciar o tratamento é:
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O professor de semiologia pediu ao residente de clínica médica
para ajudar o aluno de medicina. Estavam diante de um paciente
de 25 anos com síndrome consumptiva associada a síndrome
respiratória de início há 1 mês. O quadro completo abarcava
perda ponderal de 5% do peso usual em um mês, tosse
incialmente seca e depois com secreção mucoide, dispneia aos
médios esforços e febre vespertina ao final do dia. O residente
descreveu o exame físico do tórax para o aluno: tórax sem
massas, cicatrizes ou retrações à inspeção estática. Na inspeção
dinâmica, a frequência respiratória foi de 32 incursões por
minuto, com uso de musculatura acessória como intercostais e
esternocleidomastóideo. Respiração de predomínio abdominal
sem retração intercostal em setor toracolombar à direita.
À palpação foi percebida redução da expansibilidade
anteroposterior e laterolateral, sobretudo à direita. Percussão
com macicez em base de hemitórax direito, terço médio e região
axilar do mesmo lado. Restante com som claro atimpânico. Não
foi realizado frêmito toracovocal por inexperiência na manobra.
A ausculta estava reduzida em terço médio do hemitórax direito
e abolida em base e região axilar direita. Murmúrios audíveis com
sons traqueais e sons brônquicos sem alterações e murmúrios em
vias aéreas distais normais em hemitórax esquerdo. Diante da
descrição, o professor pediu para que voltassem ao leito a fim de
levantar a síndrome clínica do paciente.
O restante da descrição completa e suas possibilidades, retornadas pelo residente e pelo aluno, são:
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Um paciente idoso atendido em consulta ambulatorial com perda
ponderal significativa não intencional poderia ser classificado
com síndrome consumptiva na dependência de outros sinais e
sintomas.
As principais possibilidades para síndrome consumptiva em idosos ambulatoriais são:
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Após internação prolongada por sepse, um rapaz da enfermaria
de clínica médica, tratado para tumor de células germinativas,
persistia em neutropenia grave e prolongada. Já havia feito
amoxicilina com clavulanato e estava atualmente com
piperacilina com tazobactam. Seu quadro iniciou-se com febre,
dor torácica tipo pleurítica, dispneia e tosse com hemoptoico. Ele
estava piorando clinicamente ao longo dos últimos 3 dias,
agravando com hipoxemia. Prontamente, foi realizada tomografia
de tórax, com os seguintes achados: múltiplos nódulos, alguns
com cavitação, consolidação irregular em segmento do lobo
inferior esquerdo e infiltrados peribrônquicos com padrões de
árvore em brotamento predominantemente em lobo inferior
direito. A equipe de clínica médica levantou a possibilidade de
aspergilose pulmonar invasiva.
Diante dessa possibilidade, e considerando o agravo do paciente descrito, é correto afirmar que:
Diante dessa possibilidade, e considerando o agravo do paciente descrito, é correto afirmar que:
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O residente de clínica médica foi chamado para responder um
pedido de parecer da equipe cirúrgica referente a uma senhora
de 70 anos com novo episódio de diarreia há 7 dias. Ela foi
internada com diverticulite aguda complicada por abscesso, o
qual não respondeu ao primeiro ciclo de antibiótico
(ciprofloxacina e metronidazol) e ao segundo ciclo (piperacilina
com tazobactam), ambos por 14 dias. Apresentou nova infecção
peritoneal com deiscência da anastomose primária, sendo
necessária abordagem cirúrgica para drenagem do abscesso. A
paciente apresentou o segundo episódio de diarreia na
internação (60 dias) intervalado com 7 dias de constipação. A
idosa se queixou de cólicas, distensão abdominal e tenesmo há
pelo menos 2 semanas. Estava febril (38,0 °C), mas estável
hemodinamicamente. As morbidades eram apenas uma doença
renal crônica (Cr 1,5 mg/dl). Os episódios eram frequentes (em
torno de 5 por dia) e mais aquosos. A calprotectina fecal era de
1500 mg/kg, mas os exames parasitológicos de fezes, colhidos
dessa vez e no outro episódio, foram negativos. O residente
pensou na possibilidade de infecção por Clostridioides difficile.
Para confirmação do quadro em ambiente hospitalar e proposição de um tratamento ideal, o residente deve:
Para confirmação do quadro em ambiente hospitalar e proposição de um tratamento ideal, o residente deve:
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Uma mulher de 39 anos foi internada em clínica médica, a pedido da dermatologia, apresentando lesões ulceradas e infectadas em glúteos e região interna das coxas. Há 10 anos, um paciente, previamente hígida, infundira substância oleosa de uso veterinário em glúteos e coxas. Segundo relato, com o passar dos anos, diversas infecções foram acontecendo, motivando internações e uso de antibióticos sistêmicos. Na primeira internação, meses após a infusão do óleo, foi solicitada ao desbridamento do material da coxa, mas isso não evitou o surgimento de úlceras infectadas e fístulas. Ainda segundo a descrição do paciente, a pele apresenta escurecimento e persistência estendendo-se além dos locais de infiltração. Três anos antes da internação, foi feito diagnóstico de doença reumatológica devido a fator reumatoide positivo e artrite de mãos, punhos, tornozelos e pés – artrite reumatoide (sic) – iniciando uso de corticoide oral. Na consulta são descritos síndrome de fadiga crônica, poliartralgias com desconforto matinal, mialgia, distúrbios do sono, depressão, ressecamento de mucosas, febre e linfonodomegalia inguinal. Na investigação hospitalar atual, além de bom estado geral e aparência lenhosa da pele ao redor das úlceras, confirma-se fator reumatóide em altos títulos, velocidade de hemossedimentação de 60 mm, proteína C reativa 43 mg/L (normal: até 10 mg/L), leucocitose com desvio à esquerda e anemia normocítica e normocrômica (Hb 10,2 g/dl).
Sobre a investigação e propedêutica do caso descrito, é correto afirmar que:
Sobre a investigação e propedêutica do caso descrito, é correto afirmar que:
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Uma jovem de 24 anos apresentou odinofagia associada a fadiga
e uma cervicalgia mais pronunciada à esquerda, identificando ser
um caroço de aproximadamente 1 cm. O quadro progrediu
durante os três dias com piora dos sintomas, além de febrícula –
de até 37,8 °C – constante. A seguir, ocorreu dor em hipocôndrio
direito. No quinto dia de sintomas, foram prescritos amoxicilina e
anti-inflamatório não esteroidal devido a hiperemia de orofaringe
com placas brancacentas – a paciente teve diagnóstico de
amigdalite bacteriana, apresentando náuseas e anorexia. Com
aproximadamente 1 semana de sintomas e 3 dias do uso do
antibiótico, a jovem decidiu procurar novo atendimento médico,
que revelou: sinais vitais estáveis, porém com taquicardia
(FC 110 bpm), eutrófica, sem evidência de emagrecimento,
eupneica. Rash eritematoso maculopaular difuso estava visível
em tronco, abdômen e porção próxima de membros superiores e
inferiores. Havia presença de edema periorbitário bilateral.
Linfonodos posteriores aos músculos esternocleidomastoideos
estavam aumentados e pouco dolorosos (1,5 e 1,2 cm),
fibroelásticos, móveis. Havia também micropoliadenopatia em
outras cadeias cervicais superficiais. Orofaringe apresentava
hipertrofia amigdaliana, petéquias em palato e exsudato
membranoso. Ao exame ginecológico com ectopia em colo
uterino, foi detectado corrimento fisiológico, sem presença de
outras alterações como úlceras. O abdômen era doloroso em
andar superior à palpação profunda com hepatimetria de 14 cm e
borda romba e dolorosa e espaço de Traube ocupado.
Sobre as hipóteses diagnósticas e complementação da investigação, é correto afirmar que:
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Uma paciente de 54 anos foi internada por tosse, desconforto
respiratório e aumento do volume abdominal. Está em
acompanhamento conjunto com a equipe de cuidados paliativos
realizando paracentese de alívio devido à ascite. É portadora de
câncer de ovário com metástases para peritônio. Após a
realização de tomografia de tórax e abdômen com contraste para
avaliar trombose de veias abdominais, observou-se trombo em
tronco da artéria pulmonar esquerda de aspecto recente.
A equipe médica não teve dúvida quanto à melhor condução do
caso, após a análise do exame laboratorial: anemia: Hb 8,5 g/dl,
leucócitos e coagulograma normais, plaquetas: 85 mil e função
renal normal. A paciente estava estável e era eutrófica, não
havendo histórico de sangramento recente.
Prontamente, a equipe realizou:
Prontamente, a equipe realizou:
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Em segunda quimioterapia para linfoma não Hodgkin (15 dias
após a 1ª quimioterapia), uma paciente jovem apresentou
cefaleia, rinite, tosse e febre oito horas após a infusão do
medicamento, já no domicílio. Foi internada devido ao risco de
infecção secundária à imunossupressão. Seu esquema era o
R-CHOP, a saber: rituximabe, ciclofosfamida, doxorrobucina,
vincristina e prednisona. Apesar de coleta de hemocultura, início
de antibiótico empírico e oseltamivir, não houve qualquer outro
sintoma na sequência de sua internação em 24 horas. Exames
laboratoriais e de imagem foram normais.
O trabalho de investigação levou à possibilidade mais confiável nesse caso por:
O trabalho de investigação levou à possibilidade mais confiável nesse caso por:
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Uma paciente de 58 anos foi internada por confusão mental e dor
em ombro direito. É portadora de neoplasia de mama em estágio
avançado com metástases ósseas. Havia relato, pela anamnese
dirigida, de constipação e distensão abdominal. O marido
confirmou que, nos últimos dias, ela já não conseguia levantar-se
e tomar adequadamente seus medicamentos. Durante a
internação confirmou-se a fratura patológica de cabeça do úmero
e hipercalcemia da malignidade (PTH suprimido). Houve redução
dos níveis séricos de cálcio (Ca: 15 mg/dl para 12 mg/dl em
2 dias), e a creatinina sérica, que na entrada era de 3,8 mg/dl,
caiu para 2,0 mg/dl em 48 horas. Os medicamentos
reintroduzidos com a melhora clínica da paciente após 3 dias de
hidratação e pamidronato foram: metadona, amitriptilina,
duloxetina e gabapentina – os últimos por dor radicular.
Infelizmente, os sintomas de distensão abdominal, náuseas,
vômitos e constipação se evidenciaram, levando à realização de
exame tomográfico do abdômen e pelve. Observou-se distensão
de ceco (9,0 cm em maior diâmetro), cólon ascendente,
transverso e cólon descendente com presença de fecaloma em
sigmoide.
Diante da principal hipótese diagnóstica, a melhor conduta imediata é:
Diante da principal hipótese diagnóstica, a melhor conduta imediata é:
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