Uma mulher de 20 anos se queixa de edema generalizado iniciado
há 3 semanas, que evoluiu com piora progressiva. Relata hiporexia
e astenia nesse período. Desconhece ser portadora de doenças
atuais ou prévias e não faz uso de quaisquer medicamentos ou
drogas. Ao exame físico, PA: 160 x 90 mmHg, FC: 97 bpm, FR: 22
ipm, SpO2 98% (em ar ambiente). As mucosas estão hipocoradas,
ictéricas e hidratadas. Há edema na face, pálpebras, parede
abdominal e membros inferiores. Há também ascite e síndrome de
derrame pleural.
Exames de laboratório: sangue: Hb: 7,0 g/dL; Hct: 24%; VCM: 98 fL;
HCM: 31 pg; CHCM: 32 g/dL; RDW: 18, 3%; leucócitos: 3.400/mm³;
neutrófilos segmentados: 1.500/mm³; linfócitos: 700/mm³; Plq.:
201.000/mm³; PCR: 28m g/dL; FAN reagente: 1:320 padrão nuclear
homogêneo; anti-DNA reagente; anti-SSA reagente; anti-SSB
reagente; anti-Sm reagente; ANCA não reagente; C3: 43 mg/dL (90-
170 mg/dL); C4: 10 mg/dL (VR: 12-36 mg/dL); exame de urina:
densidade 1.020; pH 6,0; nitrito negativo; proteínas ++++;
hemoglobina ++; 4 piócitos/campo, 145 hemácias/campo;
presença de cilindros hemáticos. Para investigação da anemia
apresentada pela paciente, são solicitados os seguintes exames:
LDL: 1150 UI/L (VR: 120-246 UI/L); BT: 4,2 mg/dL; BD: 0,4 mg/dL;
reticulócitos: 18%, Coombs direto positivo; ferro sérico: 52 mcg/dL
(VR: 65-175 mcg/dL); ferritina 650 ng/mL (VR: 10-291 ng/mL);
capacidade total de ligação do ferro: 200 mcg/dL (250-425 mcg/dL).
A conduta imediata mais adequada para o tratamento da anemia
é:
Uma paciente de 49 anos foi internada na enfermaria de clínica
médica por quadro de síndrome consumptiva, ascite e fraqueza
em membros inferiores. A paciente conta que tudo começou 1
ano antes com dormência nas pernas ascendendo até o meio da
perna e posterior redução de força em membros inferiores.
Naquela época, houve turvação visual e cefaleia. Com
aproximadamente 4 meses de sintomas, sem limitação para
trabalhar e realizar as tarefas da vida diária, a cefaleia e a
turvação visual ficaram mais proeminentes. Segundo a paciente,
foram realizados diversos exames (ressonância de crânio, coluna
cervical e lombar), sem evidência de alterações. A pressão do
liquor estava alta, motivando o uso de acetazolamida por 8
meses (até a internação). No dia da internação, pôde-se observar
hepatoesplenomegalia, ascite de grande volume, déficit
sensitivo-motor distal em membros inferiores com hiporreflexia,
fenômeno de Raynaud, cistos em tireoide (ultrassom
confirmando e uso prévio de levotiroxina) e lesões cutâneas
hipercrômicas. Outros exames demonstraram lesões
osteoescleróticas em esterno, derrame pleural e pericárdico e
padrão de polirradiculoneuropatia desmielinizante crônica.
A conduta adequada para o quadro é:
Um rapaz de 18 anos foi atendido no ambulatório de clínica
médica para acompanhamento de lúpus eritematoso sistêmico
com nefrite e cardite. Estava em bom estado geral após
3 pulsoterapias com corticoide e ciclofosfamida, mas deveria
fazer nova dose de corticoide sistêmico naquele mês. No entanto,
apresentava lesões hiperemiadas com vesículas e algumas
pústulas em dermátomos oftálmico e maxilar da hemiface direita.
A impressão do médico foi de herpes-zóster.
A conduta adequada para esse caso é:
Durante o atendimento ambulatorial, José, de 68 anos, queixouse de dor toracolombar de intensidade moderada, constante,
iniciada há 3 semanas. Foi associada a dormência nas duas
pernas, havendo piora da dor quando ele ficava muito tempo em
pé e melhora quando se sentava ou se deitava. O paciente já
estava em tratamento para diabetes mellitus há 10 anos, com
elevação recente da dose de metformina para 2 g/dia. Segundo
ele, a glicemia estava bem controlada, mas o tabagismo e o
alcoolismo persistiam (75 maços x ano e 40 g de álcool por dia).
Na anamnese dirigida, revelou-se constipação de início recente,
sem mudança do volume ou consistência das fezes. Não houve
qualquer outra queixa ou sintoma relatado. No exame físico,
notam-se dor à palpação da musculatura paravertebral
bilateralmente, bem como dor em queimação agravada em
flexão de quadril e coxa. Sinais de Lasègue e Kernig positivos
bilateralmente. O restante do exame físico não mostrou
alterações.
Considerando o quadro exposto, é correto afirmar que:
Após o início de tratamento antirretroviral (TARV) há 1 mês, um
paciente com síndrome consumptiva, candidíase e diarreia
crônica foi internado por outras manifestações. O grupo de
residentes da clínica médica percebeu, durante os primeiros três
dias de internação, febre vespertina, linfadenomegalias cervicais
e axilares com fistulização e constipação intestinal com cólicas
abdominais. Os exames demonstraram anemia e VHS e PCR
elevados, bem como imagens reticulonodulares difusas e
bilaterais em ambos os hemitóraces. As tomografias reforçaram
os infiltrados reticulonodulares com linfadenomegalias
mediastinais com centro necrótico, além de linfadenomegalias
mesentéricas com espessamento de íleo distal. O paciente piorou
clinicamente, apresentando-se prostrado e com hipoxemia no 4º
dia de internação. A contagem de linfócitos CD4 no início do
tratamento era de 45 células/mm³ e a PPD (prova tuberculínica
anérgica) era 0 mm.
Diante do exposto, a conduta mais adequada é:
Uma paciente de 60 anos foi internada para investigação de
anemia associada a déficit cognitivo. O médico percebeu lentidão
de raciocínio e redução da capacidade executiva. A paciente
estava atenta e cooperando com o examinador quando se
queixou de parestesias (dormência e queimação) simétricas em
ambos os membros inferiores. Em relação à anemia, havia
macrocitose e reticulocitopenia. O nível de vitamina B12 sérica
foi 125 pg/mL (normal: acima de 200 pg/mL).
Diante desse quadro clínico, além da investigação da causa da
anemia, deve-se proceder à reposição:
Um homem de 50 anos de idade é internado para investigação de
um quadro de astenia intensa, anemia normocítica e
normocrômica, trombocitopenia e volumosa esplenomegalia.
O esfregaço do sangue periférico mostra linfócitos B com
prolongamentos citoplasmáticos (abaixo). A hipótese diagnóstica mais provável é:
Uma mulher de 28 anos, gestante de 30 semanas (G3P2A0), com
histórico de asma desde a infância e rinite alérgica, fazia uso de
beclometasona HFA spray 200mcg, 1 jato de 12/12h. Parou o uso
quando descobriu a gestação. Realizou a mesma conduta nas
duas gestações anteriores, sem maiores consequências e sem
crise de asma. Nega tabagismo e etilismo. Nega HAS, DM e
alergia medicamentosa. Frequenta regularmente as consultas de
pré-natal. Sorologias para HIV, hepatites e sífilis são não
reagentes. No momento, relata dispneia com tosse e chiado no
peito 5 vezes por semana, após contato com poeira e mofo no
guarda-roupa. Nega febre e despertares noturnos.
Além das medidas de controle ambiental, a paciente acima deve
ser orientada a realizar o seguinte tratamento:
Dentre todos os tipos de hematomas intraparenquimatosos
espontâneos, os hematomas cerebelares são os mais adequados
para drenagem cirúrgica. O volume (em ml) de hematoma cerebelar que requer drenagem
imediata é:
O papel da craniotomia descompressiva no contexto do
traumatismo cranioencefálico grave permanece controverso.
Para redução da mortalidade e para melhora do prognóstico
neurológico, é recomendada craniotomia descompressiva: