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Foram encontradas 80 questões.

Uma mulher de 72 anos comparece a uma consulta com o clínico geral para avaliação de rotina. Está lúcida, orientada, com história de hipertensão bem controlada, sem outras comorbidades. Relata nunca ter recebido vacina após os 50 anos e desconhece seu calendário vacinal da infância. Nega viagens recentes, surtos na região ou exposição a doenças infecciosas. Durante a anamnese, menciona que convive diariamente com o neto de dois anos e pretende realizar uma viagem internacional para a África nos próximos meses.
Com base nas recomendações atualizadas da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), para o calendário vacinal do idoso em 2024/2025, as vacinas indicadas para essa consulta inicial são
 

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Paciente de 58 anos internou-se em enfermaria de Clínica Médica para investigar linfonodomegalia generalizada, sendo a maior uma massa de aproximadamente 15 cm no maior diâmetro em região axilar direita com ulceração. Apresentava-se com perda ponderal de 20 kg ao longo de 3 meses, febre ocasional, síndrome dispéptica e diarreia crônica. Ao longo da internação, obteve-se dois diagnósticos: o de linfoma não Hodgkin difuso de grandes células B e infecção pelo HIV com CD4+ de 180 células/μL. Também foram realizadas tomografias com contraste venoso evidenciando linfonodomegalias retroperitoneais, espessamento da parede do estômago e do íleo, nódulo suspeito em topografia de adrenal esquerda. O exame de medula óssea revelou infiltrado linfocítico em 45% com presença de células grandes atípicas, núcleos pleomórficos e múltiplos nucléolos proeminentes, compatível com infiltração por linfoma difuso de grandes células B.
Considerando que o paciente apresenta linfoma difuso de grandes células B, relacionado ao HIV com envolvimento de múltiplos sítios extranodais, a avaliação complementar obrigatória deve incluir
 

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Paciente masculino, 68 anos, portador de adenocarcinoma pulmonar metastático, é internado para controle de dor óssea refratária. Relata uso domiciliar de tramadol 100 mg de 6/6h sem alívio adequado da dor (escala visual analógica = 8/10). Ao exame físico, apresenta-se desidratado, com performance status ECOG 2.

Os exames laboratoriais mostram:

• cálcio total 12,8 mg/dL (VR: 8,5-10,5);

• cálcio ionizado 1,45 mmol/L (VR: 1,12-1,32);

• creatinina 1,4 mg/dL (VR: 0,7-1,2)

• ureia 52 mg/dL (VR: 15-45);

clearance de creatinina estimado 55 mL/min/1,73m²;

• sódio 138 mEq/L;

• potássio 4,2 mEq/L;

• ALT 28 U/L;

• AST 32 U/L (função hepática normal).

Acerca da conduta terapêutica mais adequada para o controle da dor nesse paciente, é correto afirmar que

 

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Mulher de 42 anos procura atendimento médico queixando-se de múltiplas lesões cutâneas na região abdominal há 3 semanas. Refere ter realizado procedimento de mesoterapia para redução de gordura localizada há aproximadamente 6 semanas. As lesões iniciaram como pequenos nódulos eritematosos que evoluíram para abscessos recorrentes com drenagem espontânea de secreção purulenta.
Ao exame físico, observam-se múltiplas lesões nodulares com coloração violácea, algumas com pontos de drenagem ativa, distribuídas ao longo dos locais de aplicação das injeções. Paciente nega febre, perda ponderal ou sintomas sistêmicos. Exames laboratoriais mostram leucocitose discreta com neutrofilia.
Considerando o quadro clínico apresentado, assinale a conduta diagnóstica e terapêutica mais adequada.
 

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Mulher de 34 anos foi trazida ao pronto-socorro após apresentar episódio convulsivo generalizado tônico-clônico, com duração de aproximadamente 2 minutos, seguido de período pós-ictal de 15 minutos. Familiares relataram que a paciente vinha apresentando cefaleia intensa há 3 dias, associada a náuseas e vômitos. Negaram uso de medicações, drogas ilícitas ou álcool. Não possui história familiar de epilepsia.
Ao exame físico, encontrava-se consciente, orientada, com sinais vitais estáveis. Exame neurológico revelou papiledema bilateral e discreta hemiparesia à esquerda. Tomografia computadorizada de crânio evidencia lesão expansiva temporal direita, com efeito de massa e edema perilesional.
Considerando o quadro clínico apresentado, a investigação e o tratamento mais apropriados são
 

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Homem de 28 anos procurou atendimento em Unidade Básica de Saúde apresentando disúria intensa e corrimento uretral mucopurulento há quatro dias. Negou febre. Refere vida sexual ativa com múltiplas parcerias nos últimos seis meses, uso irregular de preservativo.
Ao exame físico, observa-se corrimento amarelado à expressão do meato uretral, sem outras alterações. A Unidade não dispõe de recursos laboratoriais para investigação etiológica.
De acordo com o fluxograma do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) brasileiro 2022 para manejo de corrimento uretral, a conduta mais adequada nesse caso é
 

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Um homem de 32 anos procurou o ambulatório de Infectologia com história de erupção cutânea há três semanas, associada à febre intermitente (37,8 ºC), mal-estar geral, cefaleia e adenomegalia generalizada. Nega lesões genitais prévias ou atuais. Refere múltiplas parcerias sexuais nos últimos 12 meses, enquadrando-se como HSH (homem que faz sexo com homens), sem uso de preservativos de forma regular. Ao exame físico, apresenta erupção maculopapular eritematosa disseminada, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés, sendo não pruriginosas.
Observam-se adenomegalias cervicais, axilares e inguinais, indolores, móveis, de consistência fibroelástica. Condilomas planos são evidenciados na região perianal. Exame neurológico sem alterações. Exames laboratoriais revelam: VDRL reagente 1:64, TPPA reagente, FTA-ABS IgM reagente, FTA-ABS IgG reagente, HIV negativo, sorologia para hepatite B e C não reagentes. Hemograma, função renal e hepática normais.
O diagnóstico e a conduta mais adequados para esse paciente incluem
 

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Um paciente de 65 anos, tabagista, procura o pronto-socorro com história de dispneia progressiva e dor torácica do tipo pleurítica no hemitórax direito, há 10 dias. Ao exame físico, apresenta-se em regular estado geral, eupneico em repouso, com frequência respiratória de 24 irpm. Na inspeção do tórax, observa-se abaulamento e redução da mobilidade do hemitórax direito, com retificação dos espaços intercostais. À palpação, identifica-se diminuição do frêmito toracovocal nas bases do hemitórax direito. A percussão revela macicez desde o 6º espaço intercostal até as bases pulmonares direitas. À ausculta, constata-se abolição do murmúrio vesicular na área de macicez, com presença de pectorilóquia fônica e egofonia no limite superior entre a macicez e o som claro pulmonar. A ressonância vocal encontra-se diminuída na mesma topografia da alteração do frêmito toracovocal.
O conjunto de achados semiológicos descritos no exame físico desse paciente é mais consistente com o diagnóstico de
 

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Paciente feminina, 32 anos, procura atendimento dermatológico apresentando, há quatro meses, úlceras cutâneas em membros inferiores que não cicatrizam, apesar do uso de antibióticos sistêmicos (cefalexina e posteriormente clindamicina). Refere que as lesões iniciaram após pequenos traumas e evoluíram rapidamente. As culturas bacterianas das úlceras foram negativas em duas ocasiões.
Ao exame físico, apresenta múltiplas úlceras profundas e dolorosas em pernas, com bordas violáceas solapadas e base necrótica purulenta, medindo entre 3-8 cm de diâmetro. Observa-se também eritema perilesional. A paciente nega febre, perda ponderal ou sintomas sistêmicos. Exames laboratoriais: hemograma normal, VHS 45 mm/h, PCR 12 mg/L (discretamente elevados).
Considerando a hipótese diagnóstica de pioderma gangrenoso, são características epidemiológicas, clínicas e laboratoriais compatíveis com essa condição
 

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Paciente feminina, 28 anos, apresenta, há três meses, fadiga progressiva, febre baixa vespertina e perda ponderal de 8 kg. Refere ainda diplopia, associada a lesões cutâneas violáceas em membros inferiores.
Ao exame físico, microlinfadenopatia cervical bilateral indolor, lesões papulosas eritematosas em dorso das mãos e antebraços, proptose ocular esquerda com limitação da motilidade ocular extrínseca.
Exames complementares: tomografia de tórax evidenciou linfonodomegalia mediastinal bilateral simétrica (maiores linfonodos com 3,2 cm), infiltrado pulmonar micronodular bilateral de distribuição perilinfática, espessamento septal irregular. Hemograma: leucócitos 12.800/mm³ com linfocitose relativa, VHS 68 mm/h, LDH elevada. Dosagem de enzima conversora de angiotensina (ECA) sérica: 180 U/L (VR: 8-65).
Considerando os três principais diagnósticos diferenciais (sarcoidose, linfoma e doença relacionada à IgG4), o método diagnóstico invasivo mais adequado para elucidação do caso é
 

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