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Foram encontradas 50 questões.

1414989 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: FAPESP
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Leia o texto e responda à questão.

A devassa da devassa

Provei a cerveja Devassa num dia no aeroporto. Mas, quando vi na TV sua propaganda com uma norte-americana rica que deve a fama a um vídeo pornô que circulou na internet, achei de mau gosto e perdi a simpatia pela bebida. Ponto. Agora, quando o Conar retirou a propaganda do ar, vale a pena discutir um pouco o assunto.

O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) é um órgão privado, que nada tem a ver com o governo. Numa pesquisa de 2000, analisei alguns de seus julgamentos e notei uma certa contradição. Quando o Conselho de Enfermagem reclamou de quatro propagandas mostrando enfermeiras como mulheres fáceis, o Conar concordou e as publicidades sumiram. Já quando psicólogos reclamaram duas vezes porque sua profissão era ridicularizada, o Conar disse que as propagandas eram, só, engraçadas. Em suma, onde para uns há humor, para outros há preconceito; mas a linha de corte depende, muito, do grau de mobilização dos que se sentem ofendidos.

A questão do humor ou do preconceito é ponto em que a publicidade converge com uma preferência dos jornalistas que tratam de entretenimento e variedades: segundo eles, o politicamente correto se distinguiria pela falta de humor.

“Politicamente correto” é um termo pejorativo, usado para criticar a preocupação, nascida nos EUA, de movimentos sociais com expressões que depreciam grupos historicamente perseguidos. Por exemplo, os verbos denegrir e judiar vêm do preconceito contra negros e judeus – embora ninguém pense nisso hoje, quando os usa.

É difícil, mas necessário, separar o que é justo, para combater preconceitos de largas raízes históricas. Denegrir, judiar, humor negro não me parecem exprimir, hoje, preconceito. Tampouco vejo problema em piadas de loira, de português, de papagaio e do Juquinha. Já afirmar que “o asfalto é o preto de quem todo mundo gosta”, como disse um ministro dos Transportes em 1997, é grave. E o é justamente porque o ministro o disse sem maldade: mostra que em nossos costumes há brincadeiras preconceituosas que rotulam negativamente grupos discriminados. Sem o “politicamente correto”, isso passaria batido.

A propaganda da Devassa recorda que, na TV brasileira, a publicidade de cerveja a alia a mulheres gostosas. Lembro uma publicidade que fazia um corpo feminino tornar-se garrafa de cerveja. Mulheres são convertidas em coisa, em objeto de consumo? São, sim.

Nas relações macrossociais, justiça não se dá, não se recebe passivamente, mas se constrói. Por isso, se as mulheres recusam o papel de objeto, a decisão do Conar pode ser uma conquista delas. Contudo, para várias mulheres, tornar-se objeto não é redução, mas aumento, de poder.

É o que leva algumas ao “Big Brother Brasil”. Nos anos 90, a revista “Playboy” colhia suas capas nas novelas da Globo. Hoje, seu maior estoque é o “BBB”. Há décadas, a mulher que posava para calendários de borracharia saía mal na reputação. Mas, hoje, na mídia, é ela, como objeto de desejo, que controla o sujeito desejante.

O jogo ficou mais complexo. O sujeito não manda, necessariamente, no objeto. Há mulheres que extraem poder de uma condição de objeto habilmente constituída. Madonna explicitou isso com seus clipes, com seu livro “Sex”. O problema é que essa não é uma verdade universal nem majoritária. A mulher atacada sexualmente na rua não controla nada, não tem poder, é vítima de uma violência inadmissível. O problema é que há mais estupros do que capas de “Playboy”, de modo que o poder e a riqueza de algumas não apagam o abuso sobre muitas.

(Renato Janine Ribeiro, “Mais!”, Folha de S.Paulo, 07.03.2010. Adaptado)

Leia o quinto parágrafo para responder à questão.

É difícil, mas necessário, separar o que é justo, para combater preconceitos de largas raízes históricas. Denegrir, judiar, humor negro não me parecem exprimir, hoje, preconceito. Tampouco vejo problema em piadas de loira, de português, de papagaio e do Juquinha. Já afirmar que “o asfalto é o preto de quem todo mundo gosta”, como disse um ministro dos Transportes em 1997, é grave. E o é justamente porque o ministro o disse sem maldade: mostra que em nossos costumes há brincadeiras preconceituosas que rotulam negativamente grupos discriminados. Sem o “politicamente correto”, isso passaria batido.

A expressão sem maldade, destacada no trecho, pode ser corretamente substituída, sem alteração do sentido do texto, por

 

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1370775 Ano: 2010
Disciplina: Informática
Banca: VUNESP
Orgão: FAPESP
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Com relação à estrutura da URL, http://www.w5.org/ Addressing/URL/index1.html, é correto afirmar que o protocolo é o
 

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1370662 Ano: 2010
Disciplina: Informática
Banca: VUNESP
Orgão: FAPESP
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No Internet Explorer 8, em sua configuração padrão, uma forma de abrir mais de uma página da Internet na mesma janela do navegador, é selecionar, no menu Arquivo, a opção
 

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1370434 Ano: 2010
Disciplina: Informática
Banca: VUNESP
Orgão: FAPESP
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Na guia Aplicativos do Gerenciador de tarefas do Windows XP, em sua configuração padrão, são mostrados todos os programas aplicativos
 

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1369088 Ano: 2010
Disciplina: Informática
Banca: VUNESP
Orgão: FAPESP
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As imagens a seguir são ícones que pertencem, respectivamente, à Barra de Ferramentas Padrão e às Tabelas e Bordas no MS Word 2003, em sua configuração padrão. Assinale a alternativa que lista a função de cada ícone.
enunciado 2942842-1
 

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1369075 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: FAPESP
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Leia o texto e responda à questão.

A devassa da devassa

Provei a cerveja Devassa num dia no aeroporto. Mas, quando vi na TV sua propaganda com uma norte-americana rica que deve a fama a um vídeo pornô que circulou na internet, achei de mau gosto e perdi a simpatia pela bebida. Ponto. Agora, quando o Conar retirou a propaganda do ar, vale a pena discutir um pouco o assunto.

O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) é um órgão privado, que nada tem a ver com o governo. Numa pesquisa de 2000, analisei alguns de seus julgamentos e notei uma certa contradição. Quando o Conselho de Enfermagem reclamou de quatro propagandas mostrando enfermeiras como mulheres fáceis, o Conar concordou e as publicidades sumiram. Já quando psicólogos reclamaram duas vezes porque sua profissão era ridicularizada, o Conar disse que as propagandas eram, só, engraçadas. Em suma, onde para uns há humor, para outros há preconceito; mas a linha de corte depende, muito, do grau de mobilização dos que se sentem ofendidos.

A questão do humor ou do preconceito é ponto em que a publicidade converge com uma preferência dos jornalistas que tratam de entretenimento e variedades: segundo eles, o politicamente correto se distinguiria pela falta de humor.

“Politicamente correto” é um termo pejorativo, usado para criticar a preocupação, nascida nos EUA, de movimentos sociais com expressões que depreciam grupos historicamente perseguidos. Por exemplo, os verbos denegrir e judiar vêm do preconceito contra negros e judeus – embora ninguém pense nisso hoje, quando os usa.

É difícil, mas necessário, separar o que é justo, para combater preconceitos de largas raízes históricas. Denegrir, judiar, humor negro não me parecem exprimir, hoje, preconceito. Tampouco vejo problema em piadas de loira, de português, de papagaio e do Juquinha. Já afirmar que “o asfalto é o preto de quem todo mundo gosta”, como disse um ministro dos Transportes em 1997, é grave. E o é justamente porque o ministro o disse sem maldade: mostra que em nossos costumes há brincadeiras preconceituosas que rotulam negativamente grupos discriminados. Sem o “politicamente correto”, isso passaria batido.

A propaganda da Devassa recorda que, na TV brasileira, a publicidade de cerveja a alia a mulheres gostosas. Lembro uma publicidade que fazia um corpo feminino tornar-se garrafa de cerveja. Mulheres são convertidas em coisa, em objeto de consumo? São, sim.

Nas relações macrossociais, justiça não se dá, não se recebe passivamente, mas se constrói. Por isso, se as mulheres recusam o papel de objeto, a decisão do Conar pode ser uma conquista delas. Contudo, para várias mulheres, tornar-se objeto não é redução, mas aumento, de poder.

É o que leva algumas ao “Big Brother Brasil”. Nos anos 90, a revista “Playboy” colhia suas capas nas novelas da Globo. Hoje, seu maior estoque é o “BBB”. Há décadas, a mulher que posava para calendários de borracharia saía mal na reputação. Mas, hoje, na mídia, é ela, como objeto de desejo, que controla o sujeito desejante.

O jogo ficou mais complexo. O sujeito não manda, necessariamente, no objeto. Há mulheres que extraem poder de uma condição de objeto habilmente constituída. Madonna explicitou isso com seus clipes, com seu livro “Sex”. O problema é que essa não é uma verdade universal nem majoritária. A mulher atacada sexualmente na rua não controla nada, não tem poder, é vítima de uma violência inadmissível. O problema é que há mais estupros do que capas de “Playboy”, de modo que o poder e a riqueza de algumas não apagam o abuso sobre muitas.

(Renato Janine Ribeiro, “Mais!”, Folha de S.Paulo, 07.03.2010. Adaptado)

Segundo o texto, o “politicamente correto”

 

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1368227 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: FAPESP
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Leia o texto e responda à questão.

A devassa da devassa

Provei a cerveja Devassa num dia no aeroporto. Mas, quando vi na TV sua propaganda com uma norte-americana rica que deve a fama a um vídeo pornô que circulou na internet, achei de mau gosto e perdi a simpatia pela bebida. Ponto. Agora, quando o Conar retirou a propaganda do ar, vale a pena discutir um pouco o assunto.

O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) é um órgão privado, que nada tem a ver com o governo. Numa pesquisa de 2000, analisei alguns de seus julgamentos e notei uma certa contradição. Quando o Conselho de Enfermagem reclamou de quatro propagandas mostrando enfermeiras como mulheres fáceis, o Conar concordou e as publicidades sumiram. Já quando psicólogos reclamaram duas vezes porque sua profissão era ridicularizada, o Conar disse que as propagandas eram, só, engraçadas. Em suma, onde para uns há humor, para outros há preconceito; mas a linha de corte depende, muito, do grau de mobilização dos que se sentem ofendidos.

A questão do humor ou do preconceito é ponto em que a publicidade converge com uma preferência dos jornalistas que tratam de entretenimento e variedades: segundo eles, o politicamente correto se distinguiria pela falta de humor.

“Politicamente correto” é um termo pejorativo, usado para criticar a preocupação, nascida nos EUA, de movimentos sociais com expressões que depreciam grupos historicamente perseguidos. Por exemplo, os verbos denegrir e judiar vêm do preconceito contra negros e judeus – embora ninguém pense nisso hoje, quando os usa.

É difícil, mas necessário, separar o que é justo, para combater preconceitos de largas raízes históricas. Denegrir, judiar, humor negro não me parecem exprimir, hoje, preconceito. Tampouco vejo problema em piadas de loira, de português, de papagaio e do Juquinha. Já afirmar que “o asfalto é o preto de quem todo mundo gosta”, como disse um ministro dos Transportes em 1997, é grave. E o é justamente porque o ministro o disse sem maldade: mostra que em nossos costumes há brincadeiras preconceituosas que rotulam negativamente grupos discriminados. Sem o “politicamente correto”, isso passaria batido.

A propaganda da Devassa recorda que, na TV brasileira, a publicidade de cerveja a alia a mulheres gostosas. Lembro uma publicidade que fazia um corpo feminino tornar-se garrafa de cerveja. Mulheres são convertidas em coisa, em objeto de consumo? São, sim.

Nas relações macrossociais, justiça não se dá, não se recebe passivamente, mas se constrói. Por isso, se as mulheres recusam o papel de objeto, a decisão do Conar pode ser uma conquista delas. Contudo, para várias mulheres, tornar-se objeto não é redução, mas aumento, de poder.

É o que leva algumas ao “Big Brother Brasil”. Nos anos 90, a revista “Playboy” colhia suas capas nas novelas da Globo. Hoje, seu maior estoque é o “BBB”. Há décadas, a mulher que posava para calendários de borracharia saía mal na reputação. Mas, hoje, na mídia, é ela, como objeto de desejo, que controla o sujeito desejante.

O jogo ficou mais complexo. O sujeito não manda, necessariamente, no objeto. Há mulheres que extraem poder de uma condição de objeto habilmente constituída. Madonna explicitou isso com seus clipes, com seu livro “Sex”. O problema é que essa não é uma verdade universal nem majoritária. A mulher atacada sexualmente na rua não controla nada, não tem poder, é vítima de uma violência inadmissível. O problema é que há mais estupros do que capas de “Playboy”, de modo que o poder e a riqueza de algumas não apagam o abuso sobre muitas.

(Renato Janine Ribeiro, “Mais!”, Folha de S.Paulo, 07.03.2010. Adaptado)

Observando as regras de regência da palavra convertidas em – Mulheres são convertidas em coisa, em objeto de consumo? – a preposição em pode ser corretamente substituída, sem alteração do sentido da frase, por

 

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1368085 Ano: 2010
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: VUNESP
Orgão: FAPESP
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O Estado do Rio de Janeiro foi atingido por fortes chuvas, no início do mês de abril. O saldo da tragédia foi de aproximadamente 220 mortos. O Morro da Bumba, na cidade de Niterói, foi o palco mais terrível da tragédia. O impacto das chuvas, no Morro, foi agravado pelo fato de a favela estar sobre terreno que foi um(a)
 

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1367830 Ano: 2010
Disciplina: Matemática
Banca: VUNESP
Orgão: FAPESP
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Brincando de “bomba-relógio”, Letícia prepara um dispositivo que explodirá uma bombinha em 41,5 segundos após acionado. Utilizando 1 224 km/h para a velocidade do som e sabendo que após acionar o dispositivo ela afasta-se correndo a 8 m/s, Letícia ouvirá o barulho da explosão após percorrer
 

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1367469 Ano: 2010
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: VUNESP
Orgão: FAPESP
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A polêmica tem sido a marca da construção de Belo Monte. A obra é de interesse estratégico, pois está diretamente ligada à infraestrutura e ao crescimento econômico do Brasil nas próximas décadas. Trata-se de um(a)
 

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