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Durante um teste de provocação oral duplo-cego controlado por placebo (DBPCFC) para alergia mediada por IgE a amendoim em um paciente pediátrico de 5 anos, após a administração de uma dose cumulativa de 300 mg de proteína, o paciente desenvolve prurido oral moderado (sem angioedema ou comprometimento respiratório), eritema facial localizado (sem urticária generalizada) e uma queixa isolada de náusea sem vômito. Considerando os critérios de parada sugeridos na atualização de 2024 do “AAAAI–EAACI PRACTALL”, qual é a decisão mais apropriada, integrando considerações de segurança, redução de falsos-positivos e evidências de estudos intervencionais recentes?
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Uma mulher de 32 anos apresenta rash urticariforme recorrente há 6 meses associado à febre intermitente (38-39 °C), artralgias migratórias, fadiga crônica e elevação persistente de PCR (45 mg/L, normal <5) e SAA (120 mg/L, normal <10), sem resposta a anti-histamínicos em dose quádrupla ou corticoides orais baixos. Biópsia cutânea revela infiltração neutrofílica perivascular sem vasculite, e testes genéticos mostram mutação heterozigota em NLRP3. História familiar negativa para urticária, mas mãe com surdez neurosensorial progressiva. Considerando as diretrizes para diferenciar doenças autoinflamatórias mimetizando urticária, integrando ausência de resposta a tratamentos convencionais, duração prolongada de lesões (>24h), sintomas sistêmicos e risco de amiloidose AA a longo prazo (até 25% em síndrome de Muckle Wells), qual é, respectivamente, o diagnóstico mais provável e a abordagem terapêutica inicial apropriada, priorizando inibição de IL-1 para controle rápido e prevenção de complicações?
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De acordo com o algoritmo de manejo de hipersensibilidade a meios de contraste radiológico (RCM) atualizado em 2024, assinale a alternativa que indica a correta recomendação para pacientes com reação de hipersensibilidade imediata (IHR) moderada prévia, como urticária generalizada sem choque, que necessitam de reexposição urgente a RCM, considerando a eficácia superior da mudança para RCM com cadeia lateral diferente (DSC) em relação à premedicação e o valor preditivo negativo (NPV) dos testes cutâneos?
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Sobre a farmacoterapia da rinite alérgica (Ellis, 2026), assinale a alternativa que indica a correta recomendação para o uso inicial de corticosteroides intranasais em pacientes com rinite alérgica sazonal moderada a grave, considerando sua eficácia superior em relação a outros agentes isolados e o perfil de segurança.
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De acordo com as diretrizes EAACI sobre anafilaxia, assinale a alternativa que apresenta a correta recomendação para o manejo inicial de uma reação anafilática em um paciente adulto com hipotensão e urticária generalizada após picada de inseto, considerando a priorização de intervenções para estabilização hemodinâmica e prevenção de progressão.
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Uma mulher de 42 anos desenvolve exantema maculopapular generalizado, febre e eosinofilia periférica (1.200 células/µL) após 2 semanas de tratamento com carbamazepina para neuralgia trigeminal. Biópsia cutânea revela infiltração linfocítica perivascular com poucos eosinófilos, sem necrose epidérmica. Testes laboratoriais mostram IgE total normal, mas LTT positivo para carbamazepina. HLA tipagem revela B*15:02 positivo. Considerando os mecanismos de DHRs T-cell mediadas descritos em Pallardy et al. (2024), incluindo associações HLA restritas e o modelo p-i, qual é o mecanismo mais provável para essa reação, integrando evidências de predição genômica em populações asiáticas e baixa sensibilidade de testes in vitro como BAT para reações não IgE?
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Um homem de 45 anos apresenta anafilaxia grave (hipotensão, urticária generalizada, angioedema orofaríngeo e broncoespasmo) 10 minutos após infusão intravenosa de cefazolina perioperatória para cirurgia ortopédica eletiva. História prévia de rash maculopapular não pruriginoso a amoxicilina há 20 anos, sem anafilaxia. Testes laboratoriais durante o episódio mostram triptase sérica elevada (45 ng/mL, normal <11.4), mas IgE específica para penicilina G/V e cefazolina negativa 6 semanas após. Biópsia cutânea revela degranulação de mastócitos sem infiltração eosinofílica. Considerando os mecanismos imunológicos de reações imediatas a betalactâmicos (IgE-dependente vs. não IgE mediada por ativação direta de mastócitos/basófilos) e a necessidade de testes diagnósticos padronizados para evitar diagnóstico errôneo com riscos substanciais (ex.: uso desnecessário de alternativas de amplo espectro), qual é a abordagem diagnóstica mais apropriada para confirmar hipersensibilidade imediata e guiar futura antibioticoterapia, integrando evidências de sensibilidade limitada de testes in vitro/in vivo e padrão-ouro para provocação?
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Uma mulher de 45 anos, com histórico remoto (>15 anos) de rash cutâneo maculopapular não pruriginoso após uso de amoxicilina para infecção dentária, sem anafilaxia, urticária, angioedema ou sintomas sistêmicos, consulta em atenção primária para avaliação de alergia à penicilina antes de cirurgia eletiva. Ela nega uso recente de antibióticos, tem comorbidades controladas (hipertensão) e exame físico normal. Testes laboratoriais mostram IgE total normal, sem eosinofilia. Considerando o protocolo de teste de provocação oral direto, integrando critérios de baixo risco (reação remota não grave, ausência de fatores de alto risco como Stevens-Johnson ou anafilaxia), evidências de segurança em atenção primária (taxa de reação grave <1% em 90% dos casos) e implicações para remoção da alergia no registro eletrônico de saúde para otimizar antibioticoterapia futura, qual é a abordagem inicial mais apropriada, priorizando minimização de riscos e acesso em populações com limitado encaminhamento a especialistas?
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Um menino de 7 anos de idade com diagnóstico confirmado de alergia persistente a amendoim, manifestada por histórico de anafilaxia após exposições acidentais, é avaliado para Imunoterapia Oral (ITO). Os pais do paciente expressam preocupações e buscam informações detalhadas sobre as indicações, os riscos e a metodologia do tratamento. Com base nas diretrizes e recomendações sobre a ITO (Solé, 2025), assinale a alternativa correta.
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Um paciente de 42 anos com asma grave de início na idade adulta (aos 35 anos), sem polipose nasal ou alergia perene comprovada, apresenta controle inadequado apesar de glicocorticoide inalatório em alta dose associado a beta-agonista de ação prolongada e antagonista muscarínico de ação prolongada (passo 5 GINA). Os biomarcadores incluem contagem de eosinófilos no sangue periférico (BEC) de 220 células/µL, fração de óxido nítrico exalado (FeNO) de 35 ppb e IgE total de 120 UI/mL. Não há histórico de aspergilose broncopulmonar alérgica ou granulomatose eosinofílica com poliangeíte. Considerando os critérios para seleção de biológicos em asma grave não dependente de glicocorticoides orais crônicos, integrando fenótipos inflamatórios tipo 2, evidências de eficácia em subpopulações eosinofílicas e preferências por autoadministração, qual é o biológico inicial mais apropriado?
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