Foram encontradas 50 questões.
Para responder às questões 23 a 25, leia o trecho a seguir, retirado da crônica “Viamonense”, de Cláudio Moreno.
- Prezada Felícia: para não fazer suspense, já vou te informando que a razão está contigo:
- és uma viamonense. Não te preocupes com a *viamense (o asterisco assinala uma forma
- incorreta ou inexistente) porque ela é uma criação inviável dentro do sistema reprodutivo de
- nosso idioma. Explico melhor: aquela antiga distinção entre palavras primitivas e derivadas,
- tão repisada na escola, nas séries fundamentais, descreve, no fundo, a mola mestra que
- mantém nosso léxico em constante crescimento. De uma palavra existente posso formar uma
- ou mais derivadas, as quais, por sua vez, também haverão de gerar os seus filhotes, e assim
- por diante.
- Esse dom maravilhoso de produzir descendência, porém, está presente apenas nos
- substantivos, nos adjetivos e nos verbos, que por isso mesmo formam listas que crescem
- infinitamente, enquanto as preposições, as conjunções e os pronomes são listas fechadas —
- todas essas palavras cabem numa única folha de caderno, e ainda sobra.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudio-moreno/noticia/2023/12/viamonense-clqo9f8vl002m0134jwscr1il.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando os pronomes hachurados na linha 01, analise as assertivas a seguir:
I. Ambos são classificados como pronomes pessoais oblíquos tônicos.
II. O segundo pronome é uma ocorrência do pronome “tu” empregado com a preposição “com”.
III. O primeiro pronome tem a função sintática de objeto direto da forma verbal “informando”.
Quais estão corretas?
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Para responder às questões 23 a 25, leia o trecho a seguir, retirado da crônica “Viamonense”, de Cláudio Moreno.
- Prezada Felícia: para não fazer suspense, já vou te informando que a razão está contigo:
- és uma viamonense. Não te preocupes com a *viamense (o asterisco assinala uma forma
- incorreta ou inexistente) porque ela é uma criação inviável dentro do sistema reprodutivo de
- nosso idioma. Explico melhor: aquela antiga distinção entre palavras primitivas e derivadas,
- tão repisada na escola, nas séries fundamentais, descreve, no fundo, a mola mestra que
- mantém nosso léxico em constante crescimento. De uma palavra existente posso formar uma
- ou mais derivadas, as quais, por sua vez, também haverão de gerar os seus filhotes, e assim
- por diante.
- Esse dom maravilhoso de produzir descendência, porém, está presente apenas nos
- substantivos, nos adjetivos e nos verbos, que por isso mesmo formam listas que crescem
- infinitamente, enquanto as preposições, as conjunções e os pronomes são listas fechadas —
- todas essas palavras cabem numa única folha de caderno, e ainda sobra.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudio-moreno/noticia/2023/12/viamonense-clqo9f8vl002m0134jwscr1il.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, classificação morfológica dos vocábulos assinalados em negrito no trecho anterior.
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Conforme preconizado por Bechara (2010), analise as assertivas a seguir a respeito do emprego dos pronomes indefinidos, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Em “não tenho ____ livro”, a lacuna poderia ser preenchida tanto por “nenhum” quanto por “nem um”, sendo que ambos generalizam a negação, sem quantificá-la.
( ) A palavra “certo” é exclusivamente pronome indefinido quando antecede o substantivo, quando está posposta a ele, é adjetivo com sentido de “acertado”, “ajustado”, “exato”, “verdadeiro”.
( ) O pronome “cada” é invariável e pode ocorrer junto a substantivo singular (em cada canto) ou a expressões formadas por numerais seguidos de substantivos no plural (a cada trinta dias).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Conforme preconizado por Bechara (2010), analise as assertivas a seguir sobre o emprego dos pronomes possessivos:
I. De modo geral, o possessivo vem anteposto ao nome a que se refere, e a ênfase permite a posposição, principalmente se o substantivo vem desacompanhado do artigo, como em “Conselho meu ela não teve”.
II. Em certas situações, há notável diferença de sentido com a posposição do possessivo, como em “Minhas saudades de você são imensas” e “Sei que as saudades minhas são imensas”.
III. Junto a números, o possessivo pode denotar uma quantidade aproximada, como em “Nessa época, tinha eu meus quinze anos”.
Quais estão corretas?
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A vida nas primeiras cidades áridas do Brasil
Por Juliana Faddul
- João Eulalio, 82 anos, obedece a uma rotina rigorosa. Desde a juventude, levanta todos os
- dias ___ 4h30, sem recorrer a galo ou despertador, e começa a trabalhar sua roça. “Consigo
- contar nos dedos as vezes em que não levantei a essa hora”, diz. Eulalio planta feijão, cebola,
- amendoim, mandioca e pastoreia caprinos. Na Comunidade Quilombola Curral da Pedra, em
- Abaré (BA), comenta-se que ele é “tão trabalhador que nem se casou”. Mora até hoje com a
- irmã, de 74 anos, na casa de taipa onde passaram a infância e onde o pai também foi criado.
- “Antes a terra aqui era muito boa. Tudo que plantava, brotava. Eu sigo fazendo como meus
- pais me ensinaram, mas agora a terra está estranha, não brota como antes”, diz Eulalio,
- enquanto manuseia uma enxada. “A qualidade do que plantamos, e que se torna comida nos
- nossos pratos, está pior. A quantidade de colheita está menor. Eu não sei o que está
- acontecendo”.
- Eulalio pode não saber, mas o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Centro
- Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) sabem. Em novembro
- de 2023, os dois institutos detectaram pela primeira vez a existência de clima árido no
- Brasil. A área afetada por esse fenômeno inédito é concentrada principalmente no sertão baiano
- e perpassa, de forma integral ou parcial, o território de doze cidades.
- A aridez detectada pelos pesquisadores se espalha por uma área de 5.592,6 km² –
- aproximadamente quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Abaré, onde João Eulalio
- vive, já tem 34% de seu território degradado de forma crítica pela desertificação. É o maior
- percentual dentre os municípios atingidos. A lista é seguida por Chorrochó (23,6%), Macururé
- (14,5%), Juazeiro (10,9%), Sobradinho (10,89%) e Rodelas (10,67%).
- Para que os pesquisadores não sejam induzidos ___ falsas conclusões – como, por exemplo,
- confundir o processo de desertificação com uma seca excepcionalmente forte –, esse
- levantamento compara imagens de satélites produzidas em intervalos de trinta anos, sendo
- possível diferenciar as mudanças consistentes ao longo do tempo e as episódicas. Essa
- metodologia começou a ser aplicada nos anos 1960. Desde 2005, contudo, o governo federal
- não produzia um estudo com base nelas. Foi para superar essa defasagem que o Ministério do
- Meio Ambiente encomendou a nova análise.
- A paisagem dos municípios desertificados não é como alguns podem imaginar: um
- mundaréu de areia, com alguns poucos coqueiros e, aqui e ali, um oásis. São, em vez disso,
- pequenas cidades interioranas onde a vida segue de forma mais ou menos normal. Ainda ___
- vegetação, mamíferos pastando e hortas com vegetais. Pessoas mais sensíveis sentem
- ressecamento nos lábios e nas mãos, como em Brasília, nos momentos mais duros da seca anual.
(Disponível em: piaui.folha.uol.com.br/cidades-aridas-brasil-desertificacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
No trecho “Eu sigo fazendo como meus pais me ensinaram, mas agora a terra está estranha, não brota como antes”, retirado do texto, se o pronome pessoal sublinhado fosse substituído por sua forma plural, quantas outras alterações seriam necessárias no trecho para manter a correta concordância?
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A vida nas primeiras cidades áridas do Brasil
Por Juliana Faddul
- João Eulalio, 82 anos, obedece a uma rotina rigorosa. Desde a juventude, levanta todos os
- dias ___ 4h30, sem recorrer a galo ou despertador, e começa a trabalhar sua roça. “Consigo
- contar nos dedos as vezes em que não levantei a essa hora”, diz. Eulalio planta feijão, cebola,
- amendoim, mandioca e pastoreia caprinos. Na Comunidade Quilombola Curral da Pedra, em
- Abaré (BA), comenta-se que ele é “tão trabalhador que nem se casou”. Mora até hoje com a
- irmã, de 74 anos, na casa de taipa onde passaram a infância e onde o pai também foi criado.
- “Antes a terra aqui era muito boa. Tudo que plantava, brotava. Eu sigo fazendo como meus
- pais me ensinaram, mas agora a terra está estranha, não brota como antes”, diz Eulalio,
- enquanto manuseia uma enxada. “A qualidade do que plantamos, e que se torna comida nos
- nossos pratos, está pior. A quantidade de colheita está menor. Eu não sei o que está
- acontecendo”.
- Eulalio pode não saber, mas o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Centro
- Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) sabem. Em novembro
- de 2023, os dois institutos detectaram pela primeira vez a existência de clima árido no
- Brasil. A área afetada por esse fenômeno inédito é concentrada principalmente no sertão baiano
- e perpassa, de forma integral ou parcial, o território de doze cidades.
- A aridez detectada pelos pesquisadores se espalha por uma área de 5.592,6 km² –
- aproximadamente quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Abaré, onde João Eulalio
- vive, já tem 34% de seu território degradado de forma crítica pela desertificação. É o maior
- percentual dentre os municípios atingidos. A lista é seguida por Chorrochó (23,6%), Macururé
- (14,5%), Juazeiro (10,9%), Sobradinho (10,89%) e Rodelas (10,67%).
- Para que os pesquisadores não sejam induzidos ___ falsas conclusões – como, por exemplo,
- confundir o processo de desertificação com uma seca excepcionalmente forte –, esse
- levantamento compara imagens de satélites produzidas em intervalos de trinta anos, sendo
- possível diferenciar as mudanças consistentes ao longo do tempo e as episódicas. Essa
- metodologia começou a ser aplicada nos anos 1960. Desde 2005, contudo, o governo federal
- não produzia um estudo com base nelas. Foi para superar essa defasagem que o Ministério do
- Meio Ambiente encomendou a nova análise.
- A paisagem dos municípios desertificados não é como alguns podem imaginar: um
- mundaréu de areia, com alguns poucos coqueiros e, aqui e ali, um oásis. São, em vez disso,
- pequenas cidades interioranas onde a vida segue de forma mais ou menos normal. Ainda ___
- vegetação, mamíferos pastando e hortas com vegetais. Pessoas mais sensíveis sentem
- ressecamento nos lábios e nas mãos, como em Brasília, nos momentos mais duros da seca anual.
(Disponível em: piaui.folha.uol.com.br/cidades-aridas-brasil-desertificacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando a regência verbal e o acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 02, 22 e 31.
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A vida nas primeiras cidades áridas do Brasil
Por Juliana Faddul
- João Eulalio, 82 anos, obedece a uma rotina rigorosa. Desde a juventude, levanta todos os
- dias ___ 4h30, sem recorrer a galo ou despertador, e começa a trabalhar sua roça. “Consigo
- contar nos dedos as vezes em que não levantei a essa hora”, diz. Eulalio planta feijão, cebola,
- amendoim, mandioca e pastoreia caprinos. Na Comunidade Quilombola Curral da Pedra, em
- Abaré (BA), comenta-se que ele é “tão trabalhador que nem se casou”. Mora até hoje com a
- irmã, de 74 anos, na casa de taipa onde passaram a infância e onde o pai também foi criado.
- “Antes a terra aqui era muito boa. Tudo que plantava, brotava. Eu sigo fazendo como meus
- pais me ensinaram, mas agora a terra está estranha, não brota como antes”, diz Eulalio,
- enquanto manuseia uma enxada. “A qualidade do que plantamos, e que se torna comida nos
- nossos pratos, está pior. A quantidade de colheita está menor. Eu não sei o que está
- acontecendo”.
- Eulalio pode não saber, mas o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Centro
- Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) sabem. Em novembro
- de 2023, os dois institutos detectaram pela primeira vez a existência de clima árido no
- Brasil. A área afetada por esse fenômeno inédito é concentrada principalmente no sertão baiano
- e perpassa, de forma integral ou parcial, o território de doze cidades.
- A aridez detectada pelos pesquisadores se espalha por uma área de 5.592,6 km² –
- aproximadamente quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Abaré, onde João Eulalio
- vive, já tem 34% de seu território degradado de forma crítica pela desertificação. É o maior
- percentual dentre os municípios atingidos. A lista é seguida por Chorrochó (23,6%), Macururé
- (14,5%), Juazeiro (10,9%), Sobradinho (10,89%) e Rodelas (10,67%).
- Para que os pesquisadores não sejam induzidos ___ falsas conclusões – como, por exemplo,
- confundir o processo de desertificação com uma seca excepcionalmente forte –, esse
- levantamento compara imagens de satélites produzidas em intervalos de trinta anos, sendo
- possível diferenciar as mudanças consistentes ao longo do tempo e as episódicas. Essa
- metodologia começou a ser aplicada nos anos 1960. Desde 2005, contudo, o governo federal
- não produzia um estudo com base nelas. Foi para superar essa defasagem que o Ministério do
- Meio Ambiente encomendou a nova análise.
- A paisagem dos municípios desertificados não é como alguns podem imaginar: um
- mundaréu de areia, com alguns poucos coqueiros e, aqui e ali, um oásis. São, em vez disso,
- pequenas cidades interioranas onde a vida segue de forma mais ou menos normal. Ainda ___
- vegetação, mamíferos pastando e hortas com vegetais. Pessoas mais sensíveis sentem
- ressecamento nos lábios e nas mãos, como em Brasília, nos momentos mais duros da seca anual.
(Disponível em: piaui.folha.uol.com.br/cidades-aridas-brasil-desertificacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Em relação aos efeitos de sentido presentes no trecho “A paisagem dos municípios desertificados não é como alguns podem imaginar: um mundaréu de areia, com alguns poucos coqueiros e, aqui e ali, um oásis. São, em vez disso, pequenas cidades interioranas onde a vida segue de forma mais ou menos normal.”, assinale a alternativa correta.
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- SintaxeTermos Integrantes da OraçãoComplementos VerbaisObjeto Direto
- SintaxeTermos Integrantes da OraçãoComplementos VerbaisObjeto Indireto
- SintaxeTermos Integrantes da OraçãoComplemento Nominal
- SintaxeTermos Acessórios e IndependentesTermos AcessóriosAdjunto Adverbial
A vida nas primeiras cidades áridas do Brasil
Por Juliana Faddul
- João Eulalio, 82 anos, obedece a uma rotina rigorosa. Desde a juventude, levanta todos os
- dias ___ 4h30, sem recorrer a galo ou despertador, e começa a trabalhar sua roça. “Consigo
- contar nos dedos as vezes em que não levantei a essa hora”, diz. Eulalio planta feijão, cebola,
- amendoim, mandioca e pastoreia caprinos. Na Comunidade Quilombola Curral da Pedra, em
- Abaré (BA), comenta-se que ele é “tão trabalhador que nem se casou”. Mora até hoje com a
- irmã, de 74 anos, na casa de taipa onde passaram a infância e onde o pai também foi criado.
- “Antes a terra aqui era muito boa. Tudo que plantava, brotava. Eu sigo fazendo como meus
- pais me ensinaram, mas agora a terra está estranha, não brota como antes”, diz Eulalio,
- enquanto manuseia uma enxada. “A qualidade do que plantamos, e que se torna comida nos
- nossos pratos, está pior. A quantidade de colheita está menor. Eu não sei o que está
- acontecendo”.
- Eulalio pode não saber, mas o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Centro
- Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) sabem. Em novembro
- de 2023, os dois institutos detectaram pela primeira vez a existência de clima árido no
- Brasil. A área afetada por esse fenômeno inédito é concentrada principalmente no sertão baiano
- e perpassa, de forma integral ou parcial, o território de doze cidades.
- A aridez detectada pelos pesquisadores se espalha por uma área de 5.592,6 km² –
- aproximadamente quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Abaré, onde João Eulalio
- vive, já tem 34% de seu território degradado de forma crítica pela desertificação. É o maior
- percentual dentre os municípios atingidos. A lista é seguida por Chorrochó (23,6%), Macururé
- (14,5%), Juazeiro (10,9%), Sobradinho (10,89%) e Rodelas (10,67%).
- Para que os pesquisadores não sejam induzidos ___ falsas conclusões – como, por exemplo,
- confundir o processo de desertificação com uma seca excepcionalmente forte –, esse
- levantamento compara imagens de satélites produzidas em intervalos de trinta anos, sendo
- possível diferenciar as mudanças consistentes ao longo do tempo e as episódicas. Essa
- metodologia começou a ser aplicada nos anos 1960. Desde 2005, contudo, o governo federal
- não produzia um estudo com base nelas. Foi para superar essa defasagem que o Ministério do
- Meio Ambiente encomendou a nova análise.
- A paisagem dos municípios desertificados não é como alguns podem imaginar: um
- mundaréu de areia, com alguns poucos coqueiros e, aqui e ali, um oásis. São, em vez disso,
- pequenas cidades interioranas onde a vida segue de forma mais ou menos normal. Ainda ___
- vegetação, mamíferos pastando e hortas com vegetais. Pessoas mais sensíveis sentem
- ressecamento nos lábios e nas mãos, como em Brasília, nos momentos mais duros da seca anual.
(Disponível em: piaui.folha.uol.com.br/cidades-aridas-brasil-desertificacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
No trecho “A aridez detectada pelos pesquisadores se espalha por uma área de 5.592,6 km²”, a expressão sublinhada exerce a função sintática de:
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A vida nas primeiras cidades áridas do Brasil
Por Juliana Faddul
- João Eulalio, 82 anos, obedece a uma rotina rigorosa. Desde a juventude, levanta todos os
- dias ___ 4h30, sem recorrer a galo ou despertador, e começa a trabalhar sua roça. “Consigo
- contar nos dedos as vezes em que não levantei a essa hora”, diz. Eulalio planta feijão, cebola,
- amendoim, mandioca e pastoreia caprinos. Na Comunidade Quilombola Curral da Pedra, em
- Abaré (BA), comenta-se que ele é “tão trabalhador que nem se casou”. Mora até hoje com a
- irmã, de 74 anos, na casa de taipa onde passaram a infância e onde o pai também foi criado.
- “Antes a terra aqui era muito boa. Tudo que plantava, brotava. Eu sigo fazendo como meus
- pais me ensinaram, mas agora a terra está estranha, não brota como antes”, diz Eulalio,
- enquanto manuseia uma enxada. “A qualidade do que plantamos, e que se torna comida nos
- nossos pratos, está pior. A quantidade de colheita está menor. Eu não sei o que está
- acontecendo”.
- Eulalio pode não saber, mas o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Centro
- Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) sabem. Em novembro
- de 2023, os dois institutos detectaram pela primeira vez a existência de clima árido no
- Brasil. A área afetada por esse fenômeno inédito é concentrada principalmente no sertão baiano
- e perpassa, de forma integral ou parcial, o território de doze cidades.
- A aridez detectada pelos pesquisadores se espalha por uma área de 5.592,6 km² –
- aproximadamente quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Abaré, onde João Eulalio
- vive, já tem 34% de seu território degradado de forma crítica pela desertificação. É o maior
- percentual dentre os municípios atingidos. A lista é seguida por Chorrochó (23,6%), Macururé
- (14,5%), Juazeiro (10,9%), Sobradinho (10,89%) e Rodelas (10,67%).
- Para que os pesquisadores não sejam induzidos ___ falsas conclusões – como, por exemplo,
- confundir o processo de desertificação com uma seca excepcionalmente forte –, esse
- levantamento compara imagens de satélites produzidas em intervalos de trinta anos, sendo
- possível diferenciar as mudanças consistentes ao longo do tempo e as episódicas. Essa
- metodologia começou a ser aplicada nos anos 1960. Desde 2005, contudo, o governo federal
- não produzia um estudo com base nelas. Foi para superar essa defasagem que o Ministério do
- Meio Ambiente encomendou a nova análise.
- A paisagem dos municípios desertificados não é como alguns podem imaginar: um
- mundaréu de areia, com alguns poucos coqueiros e, aqui e ali, um oásis. São, em vez disso,
- pequenas cidades interioranas onde a vida segue de forma mais ou menos normal. Ainda ___
- vegetação, mamíferos pastando e hortas com vegetais. Pessoas mais sensíveis sentem
- ressecamento nos lábios e nas mãos, como em Brasília, nos momentos mais duros da seca anual.
(Disponível em: piaui.folha.uol.com.br/cidades-aridas-brasil-desertificacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Com base na leitura do texto, qual é a principal evidência apontada por João Eulálio para justificar a mudança na qualidade de vida em sua comunidade?
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São modalidades de cursos abrangidas pela educação profissional e tecnológica:
I. Formação inicial e continuada ou qualificação profissional.
II. Educação profissional técnica de nível médio.
III. Formação técnica industrial.
IV. Educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação.
V. Extensão educacional.
Quais estão corretas?
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