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Foram encontradas 50 questões.

3366634 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: IF-SC

Para responder às questões 23 a 25, leia o trecho a seguir, retirado da crônica “Viamonense”, de Cláudio Moreno.

  1. Prezada Felícia: para não fazer suspense, já vou te informando que a razão está contigo:
  2. és uma viamonense. Não te preocupes com a *viamense (o asterisco assinala uma forma
  3. incorreta ou inexistente) porque ela é uma criação inviável dentro do sistema reprodutivo de
  4. nosso idioma. Explico melhor: aquela antiga distinção entre palavras primitivas e derivadas,
  5. tão repisada na escola, nas séries fundamentais, descreve, no fundo, a mola mestra que
  6. mantém nosso léxico em constante crescimento. De uma palavra existente posso formar uma
  7. ou mais derivadas, as quais, por sua vez, também haverão de gerar os seus filhotes, e assim
  8. por diante.
  9. Esse dom maravilhoso de produzir descendência, porém, está presente apenas nos
  10. substantivos, nos adjetivos e nos verbos, que por isso mesmo formam listas que crescem
  11. infinitamente, enquanto as preposições, as conjunções e os pronomes são listas fechadas —
  12. todas essas palavras cabem numa única folha de caderno, e ainda sobra.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudio-moreno/noticia/2023/12/viamonense-clqo9f8vl002m0134jwscr1il.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando os pronomes hachurados na linha 01, analise as assertivas a seguir:

I. Ambos são classificados como pronomes pessoais oblíquos tônicos.

II. O segundo pronome é uma ocorrência do pronome “tu” empregado com a preposição “com”.

III. O primeiro pronome tem a função sintática de objeto direto da forma verbal “informando”.

Quais estão corretas?

 

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3366633 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: IF-SC

Para responder às questões 23 a 25, leia o trecho a seguir, retirado da crônica “Viamonense”, de Cláudio Moreno.

  1. Prezada Felícia: para não fazer suspense, já vou te informando que a razão está contigo:
  2. és uma viamonense. Não te preocupes com a *viamense (o asterisco assinala uma forma
  3. incorreta ou inexistente) porque ela é uma criação inviável dentro do sistema reprodutivo de
  4. nosso idioma. Explico melhor: aquela antiga distinção entre palavras primitivas e derivadas,
  5. tão repisada na escola, nas séries fundamentais, descreve, no fundo, a mola mestra que
  6. mantém nosso léxico em constante crescimento. De uma palavra existente posso formar uma
  7. ou mais derivadas, as quais, por sua vez, também haverão de gerar os seus filhotes, e assim
  8. por diante.
  9. Esse dom maravilhoso de produzir descendência, porém, está presente apenas nos
  10. substantivos, nos adjetivos e nos verbos, que por isso mesmo formam listas que crescem
  11. infinitamente, enquanto as preposições, as conjunções e os pronomes são listas fechadas —
  12. todas essas palavras cabem numa única folha de caderno, e ainda sobra.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudio-moreno/noticia/2023/12/viamonense-clqo9f8vl002m0134jwscr1il.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, classificação morfológica dos vocábulos assinalados em negrito no trecho anterior.

 

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3366632 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: IF-SC

Conforme preconizado por Bechara (2010), analise as assertivas a seguir a respeito do emprego dos pronomes indefinidos, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) Em “não tenho ____ livro”, a lacuna poderia ser preenchida tanto por “nenhum” quanto por “nem um”, sendo que ambos generalizam a negação, sem quantificá-la.

( ) A palavra “certo” é exclusivamente pronome indefinido quando antecede o substantivo, quando está posposta a ele, é adjetivo com sentido de “acertado”, “ajustado”, “exato”, “verdadeiro”.

( ) O pronome “cada” é invariável e pode ocorrer junto a substantivo singular (em cada canto) ou a expressões formadas por numerais seguidos de substantivos no plural (a cada trinta dias).

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

 

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3366631 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: IF-SC

Conforme preconizado por Bechara (2010), analise as assertivas a seguir sobre o emprego dos pronomes possessivos:

I. De modo geral, o possessivo vem anteposto ao nome a que se refere, e a ênfase permite a posposição, principalmente se o substantivo vem desacompanhado do artigo, como em “Conselho meu ela não teve”.

II. Em certas situações, há notável diferença de sentido com a posposição do possessivo, como em “Minhas saudades de você são imensas” e “Sei que as saudades minhas são imensas”.

III. Junto a números, o possessivo pode denotar uma quantidade aproximada, como em “Nessa época, tinha eu meus quinze anos”.

Quais estão corretas?

 

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A vida nas primeiras cidades áridas do Brasil

Por Juliana Faddul

  1. João Eulalio, 82 anos, obedece a uma rotina rigorosa. Desde a juventude, levanta todos os
  2. dias ___ 4h30, sem recorrer a galo ou despertador, e começa a trabalhar sua roça. “Consigo
  3. contar nos dedos as vezes em que não levantei a essa hora”, diz. Eulalio planta feijão, cebola,
  4. amendoim, mandioca e pastoreia caprinos. Na Comunidade Quilombola Curral da Pedra, em
  5. Abaré (BA), comenta-se que ele é “tão trabalhador que nem se casou”. Mora até hoje com a
  6. irmã, de 74 anos, na casa de taipa onde passaram a infância e onde o pai também foi criado.
  7. “Antes a terra aqui era muito boa. Tudo que plantava, brotava. Eu sigo fazendo como meus
  8. pais me ensinaram, mas agora a terra está estranha, não brota como antes”, diz Eulalio,
  9. enquanto manuseia uma enxada. “A qualidade do que plantamos, e que se torna comida nos
  10. nossos pratos, está pior. A quantidade de colheita está menor. Eu não sei o que está
  11. acontecendo”.
  12. Eulalio pode não saber, mas o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Centro
  13. Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) sabem. Em novembro
  14. de 2023, os dois institutos detectaram pela primeira vez a existência de clima árido no
  15. Brasil. A área afetada por esse fenômeno inédito é concentrada principalmente no sertão baiano
  16. e perpassa, de forma integral ou parcial, o território de doze cidades.
  17. A aridez detectada pelos pesquisadores se espalha por uma área de 5.592,6 km² –
  18. aproximadamente quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Abaré, onde João Eulalio
  19. vive, já tem 34% de seu território degradado de forma crítica pela desertificação. É o maior
  20. percentual dentre os municípios atingidos. A lista é seguida por Chorrochó (23,6%), Macururé
  21. (14,5%), Juazeiro (10,9%), Sobradinho (10,89%) e Rodelas (10,67%).
  22. Para que os pesquisadores não sejam induzidos ___ falsas conclusões – como, por exemplo,
  23. confundir o processo de desertificação com uma seca excepcionalmente forte –, esse
  24. levantamento compara imagens de satélites produzidas em intervalos de trinta anos, sendo
  25. possível diferenciar as mudanças consistentes ao longo do tempo e as episódicas. Essa
  26. metodologia começou a ser aplicada nos anos 1960. Desde 2005, contudo, o governo federal
  27. não produzia um estudo com base nelas. Foi para superar essa defasagem que o Ministério do
  28. Meio Ambiente encomendou a nova análise.
  29. A paisagem dos municípios desertificados não é como alguns podem imaginar: um
  30. mundaréu de areia, com alguns poucos coqueiros e, aqui e ali, um oásis. São, em vez disso,
  31. pequenas cidades interioranas onde a vida segue de forma mais ou menos normal. Ainda ___
  32. vegetação, mamíferos pastando e hortas com vegetais. Pessoas mais sensíveis sentem
  33. ressecamento nos lábios e nas mãos, como em Brasília, nos momentos mais duros da seca anual.

(Disponível em: piaui.folha.uol.com.br/cidades-aridas-brasil-desertificacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho “Eu sigo fazendo como meus pais me ensinaram, mas agora a terra está estranha, não brota como antes”, retirado do texto, se o pronome pessoal sublinhado fosse substituído por sua forma plural, quantas outras alterações seriam necessárias no trecho para manter a correta concordância?

 

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A vida nas primeiras cidades áridas do Brasil

Por Juliana Faddul

  1. João Eulalio, 82 anos, obedece a uma rotina rigorosa. Desde a juventude, levanta todos os
  2. dias ___ 4h30, sem recorrer a galo ou despertador, e começa a trabalhar sua roça. “Consigo
  3. contar nos dedos as vezes em que não levantei a essa hora”, diz. Eulalio planta feijão, cebola,
  4. amendoim, mandioca e pastoreia caprinos. Na Comunidade Quilombola Curral da Pedra, em
  5. Abaré (BA), comenta-se que ele é “tão trabalhador que nem se casou”. Mora até hoje com a
  6. irmã, de 74 anos, na casa de taipa onde passaram a infância e onde o pai também foi criado.
  7. “Antes a terra aqui era muito boa. Tudo que plantava, brotava. Eu sigo fazendo como meus
  8. pais me ensinaram, mas agora a terra está estranha, não brota como antes”, diz Eulalio,
  9. enquanto manuseia uma enxada. “A qualidade do que plantamos, e que se torna comida nos
  10. nossos pratos, está pior. A quantidade de colheita está menor. Eu não sei o que está
  11. acontecendo”.
  12. Eulalio pode não saber, mas o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Centro
  13. Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) sabem. Em novembro
  14. de 2023, os dois institutos detectaram pela primeira vez a existência de clima árido no
  15. Brasil. A área afetada por esse fenômeno inédito é concentrada principalmente no sertão baiano
  16. e perpassa, de forma integral ou parcial, o território de doze cidades.
  17. A aridez detectada pelos pesquisadores se espalha por uma área de 5.592,6 km² –
  18. aproximadamente quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Abaré, onde João Eulalio
  19. vive, já tem 34% de seu território degradado de forma crítica pela desertificação. É o maior
  20. percentual dentre os municípios atingidos. A lista é seguida por Chorrochó (23,6%), Macururé
  21. (14,5%), Juazeiro (10,9%), Sobradinho (10,89%) e Rodelas (10,67%).
  22. Para que os pesquisadores não sejam induzidos ___ falsas conclusões – como, por exemplo,
  23. confundir o processo de desertificação com uma seca excepcionalmente forte –, esse
  24. levantamento compara imagens de satélites produzidas em intervalos de trinta anos, sendo
  25. possível diferenciar as mudanças consistentes ao longo do tempo e as episódicas. Essa
  26. metodologia começou a ser aplicada nos anos 1960. Desde 2005, contudo, o governo federal
  27. não produzia um estudo com base nelas. Foi para superar essa defasagem que o Ministério do
  28. Meio Ambiente encomendou a nova análise.
  29. A paisagem dos municípios desertificados não é como alguns podem imaginar: um
  30. mundaréu de areia, com alguns poucos coqueiros e, aqui e ali, um oásis. São, em vez disso,
  31. pequenas cidades interioranas onde a vida segue de forma mais ou menos normal. Ainda ___
  32. vegetação, mamíferos pastando e hortas com vegetais. Pessoas mais sensíveis sentem
  33. ressecamento nos lábios e nas mãos, como em Brasília, nos momentos mais duros da seca anual.

(Disponível em: piaui.folha.uol.com.br/cidades-aridas-brasil-desertificacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a regência verbal e o acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 02, 22 e 31.

 

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A vida nas primeiras cidades áridas do Brasil

Por Juliana Faddul

  1. João Eulalio, 82 anos, obedece a uma rotina rigorosa. Desde a juventude, levanta todos os
  2. dias ___ 4h30, sem recorrer a galo ou despertador, e começa a trabalhar sua roça. “Consigo
  3. contar nos dedos as vezes em que não levantei a essa hora”, diz. Eulalio planta feijão, cebola,
  4. amendoim, mandioca e pastoreia caprinos. Na Comunidade Quilombola Curral da Pedra, em
  5. Abaré (BA), comenta-se que ele é “tão trabalhador que nem se casou”. Mora até hoje com a
  6. irmã, de 74 anos, na casa de taipa onde passaram a infância e onde o pai também foi criado.
  7. “Antes a terra aqui era muito boa. Tudo que plantava, brotava. Eu sigo fazendo como meus
  8. pais me ensinaram, mas agora a terra está estranha, não brota como antes”, diz Eulalio,
  9. enquanto manuseia uma enxada. “A qualidade do que plantamos, e que se torna comida nos
  10. nossos pratos, está pior. A quantidade de colheita está menor. Eu não sei o que está
  11. acontecendo”.
  12. Eulalio pode não saber, mas o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Centro
  13. Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) sabem. Em novembro
  14. de 2023, os dois institutos detectaram pela primeira vez a existência de clima árido no
  15. Brasil. A área afetada por esse fenômeno inédito é concentrada principalmente no sertão baiano
  16. e perpassa, de forma integral ou parcial, o território de doze cidades.
  17. A aridez detectada pelos pesquisadores se espalha por uma área de 5.592,6 km² –
  18. aproximadamente quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Abaré, onde João Eulalio
  19. vive, já tem 34% de seu território degradado de forma crítica pela desertificação. É o maior
  20. percentual dentre os municípios atingidos. A lista é seguida por Chorrochó (23,6%), Macururé
  21. (14,5%), Juazeiro (10,9%), Sobradinho (10,89%) e Rodelas (10,67%).
  22. Para que os pesquisadores não sejam induzidos ___ falsas conclusões – como, por exemplo,
  23. confundir o processo de desertificação com uma seca excepcionalmente forte –, esse
  24. levantamento compara imagens de satélites produzidas em intervalos de trinta anos, sendo
  25. possível diferenciar as mudanças consistentes ao longo do tempo e as episódicas. Essa
  26. metodologia começou a ser aplicada nos anos 1960. Desde 2005, contudo, o governo federal
  27. não produzia um estudo com base nelas. Foi para superar essa defasagem que o Ministério do
  28. Meio Ambiente encomendou a nova análise.
  29. A paisagem dos municípios desertificados não é como alguns podem imaginar: um
  30. mundaréu de areia, com alguns poucos coqueiros e, aqui e ali, um oásis. São, em vez disso,
  31. pequenas cidades interioranas onde a vida segue de forma mais ou menos normal. Ainda ___
  32. vegetação, mamíferos pastando e hortas com vegetais. Pessoas mais sensíveis sentem
  33. ressecamento nos lábios e nas mãos, como em Brasília, nos momentos mais duros da seca anual.

(Disponível em: piaui.folha.uol.com.br/cidades-aridas-brasil-desertificacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em relação aos efeitos de sentido presentes no trecho “A paisagem dos municípios desertificados não é como alguns podem imaginar: um mundaréu de areia, com alguns poucos coqueiros e, aqui e ali, um oásis. São, em vez disso, pequenas cidades interioranas onde a vida segue de forma mais ou menos normal.”, assinale a alternativa correta.

 

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Questão presente nas seguintes provas

A vida nas primeiras cidades áridas do Brasil

Por Juliana Faddul

  1. João Eulalio, 82 anos, obedece a uma rotina rigorosa. Desde a juventude, levanta todos os
  2. dias ___ 4h30, sem recorrer a galo ou despertador, e começa a trabalhar sua roça. “Consigo
  3. contar nos dedos as vezes em que não levantei a essa hora”, diz. Eulalio planta feijão, cebola,
  4. amendoim, mandioca e pastoreia caprinos. Na Comunidade Quilombola Curral da Pedra, em
  5. Abaré (BA), comenta-se que ele é “tão trabalhador que nem se casou”. Mora até hoje com a
  6. irmã, de 74 anos, na casa de taipa onde passaram a infância e onde o pai também foi criado.
  7. “Antes a terra aqui era muito boa. Tudo que plantava, brotava. Eu sigo fazendo como meus
  8. pais me ensinaram, mas agora a terra está estranha, não brota como antes”, diz Eulalio,
  9. enquanto manuseia uma enxada. “A qualidade do que plantamos, e que se torna comida nos
  10. nossos pratos, está pior. A quantidade de colheita está menor. Eu não sei o que está
  11. acontecendo”.
  12. Eulalio pode não saber, mas o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Centro
  13. Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) sabem. Em novembro
  14. de 2023, os dois institutos detectaram pela primeira vez a existência de clima árido no
  15. Brasil. A área afetada por esse fenômeno inédito é concentrada principalmente no sertão baiano
  16. e perpassa, de forma integral ou parcial, o território de doze cidades.
  17. A aridez detectada pelos pesquisadores se espalha por uma área de 5.592,6 km² –
  18. aproximadamente quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Abaré, onde João Eulalio
  19. vive, já tem 34% de seu território degradado de forma crítica pela desertificação. É o maior
  20. percentual dentre os municípios atingidos. A lista é seguida por Chorrochó (23,6%), Macururé
  21. (14,5%), Juazeiro (10,9%), Sobradinho (10,89%) e Rodelas (10,67%).
  22. Para que os pesquisadores não sejam induzidos ___ falsas conclusões – como, por exemplo,
  23. confundir o processo de desertificação com uma seca excepcionalmente forte –, esse
  24. levantamento compara imagens de satélites produzidas em intervalos de trinta anos, sendo
  25. possível diferenciar as mudanças consistentes ao longo do tempo e as episódicas. Essa
  26. metodologia começou a ser aplicada nos anos 1960. Desde 2005, contudo, o governo federal
  27. não produzia um estudo com base nelas. Foi para superar essa defasagem que o Ministério do
  28. Meio Ambiente encomendou a nova análise.
  29. A paisagem dos municípios desertificados não é como alguns podem imaginar: um
  30. mundaréu de areia, com alguns poucos coqueiros e, aqui e ali, um oásis. São, em vez disso,
  31. pequenas cidades interioranas onde a vida segue de forma mais ou menos normal. Ainda ___
  32. vegetação, mamíferos pastando e hortas com vegetais. Pessoas mais sensíveis sentem
  33. ressecamento nos lábios e nas mãos, como em Brasília, nos momentos mais duros da seca anual.

(Disponível em: piaui.folha.uol.com.br/cidades-aridas-brasil-desertificacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho “A aridez detectada pelos pesquisadores se espalha por uma área de 5.592,6 km²”, a expressão sublinhada exerce a função sintática de:

 

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A vida nas primeiras cidades áridas do Brasil

Por Juliana Faddul

  1. João Eulalio, 82 anos, obedece a uma rotina rigorosa. Desde a juventude, levanta todos os
  2. dias ___ 4h30, sem recorrer a galo ou despertador, e começa a trabalhar sua roça. “Consigo
  3. contar nos dedos as vezes em que não levantei a essa hora”, diz. Eulalio planta feijão, cebola,
  4. amendoim, mandioca e pastoreia caprinos. Na Comunidade Quilombola Curral da Pedra, em
  5. Abaré (BA), comenta-se que ele é “tão trabalhador que nem se casou”. Mora até hoje com a
  6. irmã, de 74 anos, na casa de taipa onde passaram a infância e onde o pai também foi criado.
  7. “Antes a terra aqui era muito boa. Tudo que plantava, brotava. Eu sigo fazendo como meus
  8. pais me ensinaram, mas agora a terra está estranha, não brota como antes”, diz Eulalio,
  9. enquanto manuseia uma enxada. “A qualidade do que plantamos, e que se torna comida nos
  10. nossos pratos, está pior. A quantidade de colheita está menor. Eu não sei o que está
  11. acontecendo”.
  12. Eulalio pode não saber, mas o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Centro
  13. Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) sabem. Em novembro
  14. de 2023, os dois institutos detectaram pela primeira vez a existência de clima árido no
  15. Brasil. A área afetada por esse fenômeno inédito é concentrada principalmente no sertão baiano
  16. e perpassa, de forma integral ou parcial, o território de doze cidades.
  17. A aridez detectada pelos pesquisadores se espalha por uma área de 5.592,6 km² –
  18. aproximadamente quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Abaré, onde João Eulalio
  19. vive, já tem 34% de seu território degradado de forma crítica pela desertificação. É o maior
  20. percentual dentre os municípios atingidos. A lista é seguida por Chorrochó (23,6%), Macururé
  21. (14,5%), Juazeiro (10,9%), Sobradinho (10,89%) e Rodelas (10,67%).
  22. Para que os pesquisadores não sejam induzidos ___ falsas conclusões – como, por exemplo,
  23. confundir o processo de desertificação com uma seca excepcionalmente forte –, esse
  24. levantamento compara imagens de satélites produzidas em intervalos de trinta anos, sendo
  25. possível diferenciar as mudanças consistentes ao longo do tempo e as episódicas. Essa
  26. metodologia começou a ser aplicada nos anos 1960. Desde 2005, contudo, o governo federal
  27. não produzia um estudo com base nelas. Foi para superar essa defasagem que o Ministério do
  28. Meio Ambiente encomendou a nova análise.
  29. A paisagem dos municípios desertificados não é como alguns podem imaginar: um
  30. mundaréu de areia, com alguns poucos coqueiros e, aqui e ali, um oásis. São, em vez disso,
  31. pequenas cidades interioranas onde a vida segue de forma mais ou menos normal. Ainda ___
  32. vegetação, mamíferos pastando e hortas com vegetais. Pessoas mais sensíveis sentem
  33. ressecamento nos lábios e nas mãos, como em Brasília, nos momentos mais duros da seca anual.

(Disponível em: piaui.folha.uol.com.br/cidades-aridas-brasil-desertificacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Com base na leitura do texto, qual é a principal evidência apontada por João Eulálio para justificar a mudança na qualidade de vida em sua comunidade?

 

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São modalidades de cursos abrangidas pela educação profissional e tecnológica:

I. Formação inicial e continuada ou qualificação profissional.

II. Educação profissional técnica de nível médio.

III. Formação técnica industrial.

IV. Educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação.

V. Extensão educacional.

Quais estão corretas?

Questão Anulada

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