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A poesia de Castro Alves, com o seu tom combativo e vibrante, parece convocar o leitor a indignar-se diante da escravidão. Leia as passagens de Vozes d’África, em que o continente africano assume a voz do poema e queixa-se de seu destino trágico.

[...] Ainda hoje são, por fado adverso,

Meus filhos — alimária do universo,

Eu — pasto universal...

Hoje em meu sangue a América se nutre

Condor que transformara-se em abutre,

Ave da escravidão [...]

(ALVES, Castro. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997, p.293)

I - os africanos e a própria África são definidos respectivamente pelas imagens “pasto universal” e alimária do universo”;

II – A hipérbole empregada no verso “hoje em meu sangue a América se nutre” denuncia a escravidão dos negros nas colônias americanas.

III – O condor, grande símbolo da América, converte-se em uma figura grotesca, que condensa o repúdio ao sistema escravista: um abutre, verdadeira “ave da escravidão”.

Considerando as passagens do poema de Castro Alves, está / estão correta(s):

 

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Podendo acontecer que algum dos meus leitores tenha pulado o capítulo anterior, observo que é preciso lê-lo para entender o que eu disse comigo, logo depois que D. Plácida saiu da sala. O que eu disse foi isto:

– Assim, pois, o sacristão da Sé, um dia, ajudando à missa, viu entrar a dama, que devia ser sua colaboradora na vida de D. Plácida. Viu-a outros dias, durante semanas inteiras, gostou, disse-lhe alguma graça, pisou-lhe o pé, ao acender os altares, nos dias de festa. Ela gostou dele, acercaram-se, amaram-se. Dessa conjunção de luxúrias vadias brotou D. Plácida. É de crer que D. Plácida não falasse ainda quando nasceu, mas se falasse podia dizer aos autores de seus dias: “Aqui estou. Para que me chamastes?” E o sacristão e a sacristã naturalmente lhe responderiam: “Chamamos- te para queimar os dedos nos tachos, os olhos na costura, comer mal, ou não comer, andar de um lado para outro, na faina, adoecendo e sarando, com o fim de tornar a adoecer e sarar outra vez, triste agora, logo desesperada, amanhã resignada, mas sempre com as mãos no tacho e os olhos na costura, até acabar um dia na lama ou no hospital; foi para isso que te chamamos, num momento de simpatia”.

ASSIS, Machado de. “Comigo”. In: Memórias Póstumas de Brás Cubas. Cotia: Ateliê Editorial, 2008.

No excerto, estão presentes algumas das principais características machadianas, a saber:

 

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Este açúcar era cana

e veio dos canaviais extensos

que não nascem por acaso

no regaço do vale.

Em lugares distantes, onde não há hospital

nem escola,

homens que não sabem ler e morrem de fome

aos 27 anos

plantaram e colheram a cana

que viraria açúcar.

Em usinas escuras,

homens de vida amarga

e dura

produziram este açúcar

branco e puro

com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.

GULLAR, Ferreira. “O açúcar”. In: Toda poesia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980. (Fragmento.)

O texto de Ferreira Gullar apresenta predomínio de características da:

 

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HISTÓRIA 1: Num de seus cadernos de notas, Tchekhov registra esta anedota: “Um homem em Montecarlo vai ao cassino, ganha um milhão, volta para casa, suicida-se”. A forma clássica do conto está condensada no núcleo desse relato futuro e não escrito.

HISTÓRIA 2: Contra o previsível e o convencional (jogar – perder – suicidar-se), a intriga se oferece como um paradoxo. A anedota tende a desvincular a história do jogo e a história do suicídio. Essa cisão é a chave para definir o caráter duplo da forma do conto.

Primeira tese: um conto sempre conta duas histórias.

PIGLIA, Ricardo. “Teses sobre o conto”. In: Formas Breves. Trad. J. M. M. de Macedo.

São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

O escritor e ensaísta Ricardo Piglia analisa autores clássicos a partir dessa sua tese. De acordo com ele:

 

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Erro de português

Quando o português chegou

Debaixo de uma bruta chuva

Vestiu o índio

Que pena!

Fosse uma manhã de sol

O índio tinha despido

O português

ANDRADE, Oswald de. “Erro de português”. In: O santeiro do mangue e outros poemas. São Paulo:

Globo/Secretaria do Estado da Cultura, 1991.

O poema “Erro de português” apresenta características recorrentes da Primeira Geração Modernista, da qual Oswald de Andrade foi membro profícuo. Encontram-se nele :

 

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A teoria semiótica procura (…) explicar os sentidos do texto. Para tanto, vai examinar, em primeiro lugar, os mecanismos e procedimentos de seu plano de conteúdo. O plano do conteúdo de um texto é, nesse caso, concebido, metodologicamente, sob a forma de um percurso gerativo.

BARROS, Diana Luz Pessoa de. “Estudos do discurso”. In: FIORIN, José Luiz (Org.).

Introdução à linguística II: princípios de análise. São Paulo: Contexto, 2008.

O referido percurso consiste nos níveis fundamental, narrativo e discursivo, os quais, respectivamente, contemplam:

 

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Leia o seguinte trecho da letra da música “Trocando em miúdos” de Chico Buarque e Francis Hime, e assinale a alternativa que contém a figura de linguagem utilizada no texto.

“Devolva o Neruda que você me tomou

E nunca leu.

Fico com o disco do Pixinguinha, sim.

O resto é seu. ”

Chico Buarque e Francis. Chico Buarque: letra e música. São Paulo: Companhia das Letras, 1989, p. 173.

 

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Analise o anúncio da empresa Embratel e assinale a alternativa correta:

Enunciado 3429703-1

 

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O texto a seguir, de Luís Fernando Verissimo, focaliza de forma bem-humorada o modo como o marido se refere à mulher. Leia-o para responder à questão abaixo:

INIMIGOS

O apelido de Maria Teresa, para o Norberto, era “Quequinha”. Depois do casamento sempre que queria contar para os outros uma de sua mulher, o Norberto pegava sua mão carinhosamente, e começava:

- Pois a Quequinha...

E a Quequinha, dengosa, protestava.

- Ora, Beto!

Com o passar do tempo, o Norberto deixou de chamar a Maria Teresa de Quequinha. Se ela estivesse ao seu lado e ele quisesse se referir a ela, dizia:

- A mulher aqui...

Ou, às vezes:

- Esta mulherzinha...

Mas nunca mais Quequinha.

(O tempo, o tempo. O amor tem mil inimigos, mas o pior deles é o tempo. O tempo ataca em silêncio. O tempo usa armas químicas.)

Com o tempo, Norberto passou a tratar a mulher por “Ela”.

- Ela odeia o Charles Bronson.

- Ah, não gosto mesmo.

Deve-se dizer que o Norberto, a esta altura, embora a chamasse de Ela, ainda usava um vago gesto da mão para indicá-la. Pior foi quando passou a dizer “essa aí” e a apontar com o queixo.

- Essa aí...

E apontava com o queixo, até curvando a boca com um certo desdém.

(O tempo, o tempo. O tempo captura o amor e não o mata na hora. Vai tirando uma asa, depois a outra...)

Hoje, quando quer contar alguma coisa da mulher, o Norberto nem olha na sua direção. Faz um meneio de lado com a cabeça e diz:

- Aquilo...

(VERISSIMO, Luis Fernando. Novas comédias da vida privada. Porto Alegre: L&PM, 1996.)

Ainda com relação ao texto de Luís Fernando Verissimo, assinale a alternativa incorreta:

 

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O texto a seguir, de Luís Fernando Verissimo, focaliza de forma bem-humorada o modo como o marido se refere à mulher. Leia-o para responder à questão abaixo:

INIMIGOS

O apelido de Maria Teresa, para o Norberto, era “Quequinha”. Depois do casamento sempre que queria contar para os outros uma de sua mulher, o Norberto pegava sua mão carinhosamente, e começava:

- Pois a Quequinha...

E a Quequinha, dengosa, protestava.

- Ora, Beto!

Com o passar do tempo, o Norberto deixou de chamar a Maria Teresa de Quequinha. Se ela estivesse ao seu lado e ele quisesse se referir a ela, dizia:

- A mulher aqui...

Ou, às vezes:

- Esta mulherzinha...

Mas nunca mais Quequinha.

(O tempo, o tempo. O amor tem mil inimigos, mas o pior deles é o tempo. O tempo ataca em silêncio. O tempo usa armas químicas.)

Com o tempo, Norberto passou a tratar a mulher por “Ela”.

- Ela odeia o Charles Bronson.

- Ah, não gosto mesmo.

Deve-se dizer que o Norberto, a esta altura, embora a chamasse de Ela, ainda usava um vago gesto da mão para indicá-la. Pior foi quando passou a dizer “essa aí” e a apontar com o queixo.

- Essa aí...

E apontava com o queixo, até curvando a boca com um certo desdém.

(O tempo, o tempo. O tempo captura o amor e não o mata na hora. Vai tirando uma asa, depois a outra...)

Hoje, quando quer contar alguma coisa da mulher, o Norberto nem olha na sua direção. Faz um meneio de lado com a cabeça e diz:

- Aquilo...

(VERISSIMO, Luis Fernando. Novas comédias da vida privada. Porto Alegre: L&PM, 1996.)

Diante da leitura do texto “Inimigos”, avalie as afirmativas abaixo:

I - os substantivos próprios Maria Teresa, Quequinha e mulher dão nome a um ser específico.

II - o substantivo comum mulher nomeia uma categoria de seres que têm em comum um conjunto de características (sexo, aparência, comportamento, hábitos etc.).

III - os pronomes ela, essa e aquilo são capazes de substituir os substantivos de modo a estabelecer, no contexto,
referência anafórica a Maria Teresa.

Assinale a alternativa correta:

 

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