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Leia o excerto a seguir.
“Certamente a maior simplificação que se faz em relação à Independência diz respeito àquela liberação política que foi referida por Chaunu, na medida em que enfatiza a presença de um único antagonismo, o dos ‘colonos’ contra os ‘metropolitanos’, ou dos ‘americanos’ contra os ‘espanhóis’. Há aqui um visível processo de naturalização da história americana: foi conquistado um território ‘virgem’ cuja ‘fecundação’ se deu pelo transplante e fixação de uma população trazida das Espanhas, ‘amadurecida’ ao longo do período colonial e assumindo no século XIX as condições necessárias para a ‘emancipação’ dos genitores eventualmente tirânicos.”
WASSERMAN, Claudia; SCHMIDT, Benito Bisso. História da América Latina: cinco séculos: temas e problemas. Porto Alegre: Editora da Universidade, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 1996.
Sobre a crise do sistema colonial e a independência da América espanhola, analise as afirmativas a seguir:
I. No processo de independência da América espanhola, não havia apenas um único antagonismo entre americanos e espanhóis, mas múltiplos grupos sociais com interesses diversificados.
II. Uma consequência das reformas burbônicas, implantadas pela Coroa espanhola para recuperar o exclusivo comercial, foi a decadência econômica das elites criollas das diversas regiões da América espanhola, o que levou à coesão política dessas elites contra os interesses da metrópole.
III. Os criollos adeptos da independência confrontavam-se com o paradoxo de necessitar da incorporação das “classes perigosas”, para lutar contra as forças da metrópole, e, ao mesmo tempo, temer às demandas populares por profundas mudanças sociais.
IV. A rebelião de Túpac Amaru, no início do século XVIII, conjugou interesses de criollos e indígenas contra as autoridades coloniais, tendo obtido a expulsão dos corregedores, através do documento intitulado Bando de Liberdad de los Esclavos.
Estão corretas apenas as afirmativas
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Leia o excerto a seguir.
“Na conformação da sociedade colonial incidiram duas ordens de fatores: por um lado, as práticas econômicas dos nascentes Estados europeus, que originaram o denominado sistema colonial mercantilista e, por outro, o contato-confronto no continente americano de estruturas econômicas e sociais ibéricas, indígenas e africanas (através do tráfico de escravos).”
WASSERMAN, Claudia; SCHMIDT, Benito Bisso.
História da América Latina: cinco séculos: temas e problemas. Porto Alegre: Editora da Universidade, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 1996.
De acordo com a referência supracitada, as seguintes afirmativas sobre as estruturas socioeconômicas coloniais são verdadeiras, EXCETO:
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Leia o excerto a seguir.
“Uma das características mais marcantes da sociedade brasileira é o fato de ela ser resultante da mistura dos povos e das culturas que para cá vieram, por vontade própria ou à força. Somos um povo mestiço, de cultura mestiça, o que quer dizer que somos o produto de várias misturas que resultaram em coisas diferentes daquelas que lhes deram origem.”
SOUZA, Marina de Mello e. África e Brasil Africano. São Paulo: Editora Ática, 2006.
Segundo a autora, a mestiçagem no Brasil, historicamente, tem sido apropriada de diferentes formas. De acordo com esses usos, são feitas as seguintes afirmações:
I. Usamos o termo afro-brasileiro para indicar produtos das mestiçagens para as quais as principais matrizes são as africanas e as lusitanas, frequentemente com pitadas de elementos indígenas, sem ignorar que tais manifestações são acima de tudo brasileiras.
II. Até o início do século XX, a mestiçagem era vista a partir da biologia e considerada um fator de desenvolvimento do país, uma vez que o pensamento dominante alegava que a mestiçagem tinha contribuído para a evolução da humanidade.
III. Depois do fim da escravidão, as elites brasileiras buscaram eliminar os nossos laços com as culturas africanas e os sinais da presença dos afro- descentes entre nós, através da adoção de políticas de segregação racial, a exemplo dos Estados Unidos.
IV. A discriminação, baseada não só em fatores econômicos mas também na aparência física, persiste ainda hoje, mesmo com as mudanças de pensamento, sensibilidade e comportamentos ocorridas a partir dos anos 1960.
Estão corretas apenas as afirmativas
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Leia o excerto a seguir.
“Antes de os europeus tomarem conhecimento da África subsaariana, ou África negra, como também se diz, existiram nela algumas sociedades que merecem ser lembradas. As principais se localizavam na região que chamamos de delta interior do rio Níger.”
SOUZA, Marina de Mello e. África e Brasil Africano. São Paulo: Editora Ática, 2006.
No contexto da África pré-colonial, as seguintes características estão presentes em sociedades do Sudão Ocidental, EXCETO
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Leia o excerto a seguir.
“Uma pessoa que conhece história deve saber todos os fatos que aconteceram no passado, presente e o que vai acontecer no futuro (Escola A)."
“Josiane, 13 anos, ao ser perguntada sobre o que faz um historiador (‘como ele faz para nos trazer esses dados sobre a vida de outros povos’), responde que não sabe, complementando com as seguintes palavras: eu até penso de vez em quando: como eles têm certeza de que aconteceu isso? Mas eu não sei como. (Escola A).”
MEINERZ, Carla Beatriz. História viva: a história que cada aluno constrói. Porto Alegre: Mediação, 2001.
Analise as afirmativas a seguir, relativas à obra da autora citada acima:
I. Para a autora, conhecemos a história na medida em que interagimos com os vestígios ou com as diferentes interpretações sobre os mesmos. O ensino de história que não possibilite essa interação, ou que apresente uma única leitura dos fatos, parte de um pressuposto contrário ao da própria ciência histórica.
II. Na fala dos alunos, em geral, a autora identificou uma representação da história como passado distante, remoto, dissociado e, valorativamente, sempre pior do que o presente.
III. Entre os adolescentes pesquisados, de uma forma geral, a história é representada como um estudo sobre o passado, ou seja, como resultado de um processo de produção científica por parte do historiador.
IV. Se a escola garante, através de recursos físicos e humanos adequados, a efetiva transmissão de conhecimento do professor para o aluno, viabiliza-se à história, enquanto disciplina, operar como instrumento normatizado de educação social.
Estão corretas apenas as afirmativas
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Leia o excerto a seguir.
“Cabe então cuidar do tratamento histórico dessas informações situadas em um mundo eminentemente visual. Isso requer uma metodologia que leve em conta a diversidade de frentes de conhecimentos necessários para a compreensão das informações presentes nas imagens. As imagens devem ser vistas como produtos históricos condicionados por suas técnicas, estilos, recursos, contextos, e por todas as mediações das quais são resultado. Elas são resultado de determinadas épocas históricas, e devem ser encaradas como instrumentos de ampliação da reflexão histórica. Todo dado iconográfico envolve uma complexidade de questões: originalidade, apropriações, significações, intenções explícitas e/ou implícitas e manuseio de informações mediadas pelas imagens.”
CLARO, Regina. Olhar a África: fontes visuais para sala de aula. São Paulo, SP: Hedra Educação, 2012.
Conforme a autora, marque (V), as afirmativas Verdadeiras e (F), para as Falsas, a respeito do trabalho com imagens em sala de aula.
( ) Toda forma visual tem uma capacidade incomparável de informar o observador sobre si mesma e seu próprio mundo ou, ainda, sobre outros tempos e lugares, sendo essa a característica mais importante da vasta gama de informações visuais.
( ) Mergulhados num mundo visual, todos estamos familiarizados com práticas de leitura de imagens, o que possibilita ao professor, em sala de aula, utilizar-se de imagens para ilustração de um dado conteúdo histórico.
( ) Dentre os procedimentos sugeridos pela autora para utilização de imagens em sala de aula, a análise compreende o exame das técnicas e dos elementos de composição do que está sendo observado, isto é, trata-se de desconstruir a imagem para favorecer a sua interpretação.
( ) O professor deve propor a interpretação de imagens em sala de aula com base em critérios de valor consagrados pela tradição e, portanto, já familiarizados e compartilhados pelos estudantes.
A sequência correta, de cima para baixo, é
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Leia os excertos a seguir.
“Quem não tem uma receita em casa? É possível fazer história com essa folha de papel que manda bater por cinco minutos claras em neve que ficariam prontas em dois minutos com a batedeira!”
GUIMARÃES, Marcella Lopes. Capítulos de História: o trabalho com fontes. Curitiba: Aymará Educação, 2012.
“Se as famílias que se formam no novo milênio não chegam mais a construir em papel álbuns fotográficos com as imagens que inundam seus computadores, depois que dezenas de fotos jorraram das câmeras digitais, não podemos negar que essas recolhas da infância e da juventude que os nossos pais e mães têm em sua biografia e mostram aos ‘filhos digitais’ funcionam como um importante meio de visualizar vínculos, evocar acontecimentos e resgatar memórias.”
GUIMARÃES, Marcella Lopes. Capítulos de História: o trabalho com fontes. Curitiba: Aymará Educação, 2012.
Segundo a autora, o trabalho com fontes no ensino de História implica certos conceitos e métodos. Sobre esse tema, considere as seguintes afirmativas:
I. Em sala de aula, ao utilizarmos cadernos de receitas das famílias dos alunos em uma investigação sobre as práticas sociais de cozinhar e comer, é recomendável que o professor recolha essa documentação e sintetize-a para disponibilizar aos estudantes apenas os dados relevantes.
II. Receitas culinárias constituem fontes escritas que contêm saberes e segredos relativos a técnicas e a procedimentos, mas também permitem explorar aspectos sociais como as relações de gênero e de geração, os regionalismos, as interações, as heranças culturais e outros.
III. Por registrarem o singular (um instante, um fragmento do espaço), as fotos documentam o acontecimento e são fontes para o resgate de memórias, mas não permitem a comparação de contextos e o estudo de trajetórias, isto é, testemunham o fato, mas não o processo histórico.
IV. Em sala de aula, a pesquisa histórica com álbuns fotográficos de família implica a realização de, ao menos, duas operações fundamentais pelos alunos: descrição e narração.
Estão correta apenas as afirmativas
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Leia o excerto a seguir.
“Ensinar História não é o mesmo que fazer pesquisa histórica. (...) Essas diferenças não invalidam, contudo, as afirmações do historiador francês Lucien Febvre, que, em um discurso proferido em 1941, colocou a necessidade de o historiador construir problemas, levantar hipóteses e buscar respostas a partir do estudo das fontes. Para ele, a história não pode ser tratada como uma coleção de fatos ao acaso que vão se juntando e constituindo uma verdade inquestionável. O mesmo princípio pode ser evocado quando fazemos referência ao ensino de História, pois não é possível de fato crer que possa ter algum significado ensinar História sem que se tenha claro quais perguntas nos motivam a debruçar sobre textos e fontes variadas.”
CATELLI JUNIOR, Roberto. Elementos para a
construção de um programa de História para o Ensino Médio. IN: . Temas e linguagens da história: ferramentas para sala de aula no ensino médio. São Paulo, SP: Scipione, 2009.
Segundo o autor, a construção de um programa de História para o ensino médio implica
I. reconhecer o caráter objetivo do conhecimento histórico e seu lugar de produção na escola, resguardando a especificidade da História enquanto disciplina.
II. realizar as relações entre passado e presente de maneira criteriosa, pois, caso contrário, corre-se o risco de cometer anacronismos.
III. considerar diferentes variáveis sobre os estudantes (tais como sua identidade, realidade local) e sobre o estudo da História (debate historiográfico, cronologia, criticidade).
IV. abandonar os velhos fantasmas do ensino de História: a cronologia pela cronologia, a história total, o questionário e a prisão ao texto escrito e aos livros didáticos.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
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Leia o excerto a seguir.
“A especificidade histórica das diversas manifestações inseridas em tão variado painel planetário conferiu, a cada uma delas, uma conotação de ser ponto de chegada ou ponto de partida de processos mais profundos e duradouros. Ainda, a maioria daquelas, constituíram-se em ponto de passagem dos processos maiores. Muitos deles mantêm vitalidade e vigência até hoje, encontrando-se completamente em aberto quanto às possibilidades dos seus desdobramentos. Portanto, 1968 foi um ponto de inflexão, resultado dessa miríade de acontecimentos que desajustaram e tensionaram o espaço social e político planetário.”
HOLZMANN, Lorena; PADRÓS, Enrique Serra (Org.). 1968: contestação e utopia. Porto Alegre, RS: UFRGS, 2003.
Segundo a referência supracitada, 1968 deve ser lido dentro de processos históricos mais largos, a exemplo
I. das tensões provocadas pela política do governo norte-americano, de linha republicana, que visava a absorver e a atender as demandas das minorias (jovens, mulheres, negros, chicanos etc) em contraposição às pressões da extrema direita representada pela KKK.
II. da crise de sociedades que eram caracterizadas por um modo de produção fordista e por uma organização keynesiana da economia sob controle do Estado e que tinham como destaque o consumismo e o bem-estar material.
III. da crise do chamado comunismo de Estado, com o esgotamento das possibilidades de desenvolvimento do revisionismo e com a divisão do bloco soviético em pelo menos três correntes: a russa, a chinesa, a cubana, e mais uma outra, a do socialismo com face humana da Primavera de Praga.
IV. da eclosão do maio parisiense, que foi espontânea e se configurou como um processo revolucionário que terminou saindo-se vencedor, na medida em que a união de estudantes e trabalhadores nas ruas levou à convocação de novas eleições gerais e à vitória do Partido Comunista Francês.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
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Leia o excerto a seguir.
“As origens da Segunda Guerra Mundial produziram uma literatura histórica incomparavelmente menor sobre suas causas do que as da Primeira Guerra, e por um motivo óbvio. Nenhum historiador sério jamais duvidou de que a Alemanha, Japão e (mais hesitante) a Itália foram os agressores.”
HOBSBAWM, Eric. A Era dos Extremos:
o breve século XX (1914-1991). 2ª Ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
De acordo com o autor, a Segunda Guerra foi antecedida por uma sequência de eventos que contribuíram para a sua eclosão, tais como
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