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Sérgio Buarque de Holanda afirma que um traço distintivo da sociedade brasileira consiste em nossa incapacidade para estabelecer formas de convívio impessoais, isentas de emocionalidade.
Em razão desse traço, segundo Holanda, a identidade nacional brasileira assenta-se na/no
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Leia o fragmento abaixo:
“Parece não haver dúvidas de que a ideologia de um Brasil-cadinho começa a se forjar no final do século XIX. Procuramos mostrar como a categoria de mestiço é, para autores como Sílvio Romero, Euclides da Cunha e Nina Rodrigues, uma linguagem que exprime a realidade social deste momento histórico, e que ela corresponde, no nível simbólico, a uma busca da identidade”.
(ORTIZ, Renato. Cultura brasileira e identidade nacional. São Paulo: Brasiliense, 2011 - p. 37.)
A “ideologia de um Brasil-cadinho”, acrescida da abolição da escravidão no final do século XIX, teve como consequência para a cultura brasileira o/a
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Darcy Ribeiro destaca a complexidade e a singularidade da formação do povo brasileiro, que emerge, não sem conflitos, de uma confluência de diferentes matrizes raciais e culturais sob a influência dos colonizadores portugueses. Ele enfatiza que essa mistura resultou na criação de uma “nova etnia”, “fortemente mestiçada”, que não apenas se distanciou das culturas de suas origens, mas também se consolidou como uma identidade nacional própria.
(RIBEIRO, Darcy. O Povo Brasileiro: A Formação e o Sentido do Brasil. Global Editora, 1995, p. 19.)
Considerando a obra de Darcy Ribeiro sobre a formação do povo brasileiro, analise as afirmativas abaixo e classifique V, para as sentenças verdadeiras, e F, para as falsas.
( ) Há um entendimento de que as culturas brasileiras emergem de processos sincréticos, resultando em criações originais e em constante adaptação.
( ) O povo brasileiro se define por uma cultura sincrética, que preservou em solo nacional a cultura de origem dos povos que formaram a nação.
( ) A Nação brasileira é formada por culturas heterogêneas, resultantes de relações simétricas entre diferentes matrizes culturais, como a indígena, a africana e a europeia.
( ) As diferentes matrizes étnico-raciais que compõem a cultura tendem a preservar uma identidade cultural originária, opondo-se às influências externas.
( ) A criatividade do povo brasileiro está em integrar, num mesmo sistema, elementos emprestados de outras culturas, mesmo que profundamente assimétricos e pouco compatíveis entre si.
A sequência correta, de cima para baixo, é
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Leia o texto abaixo:
“O sentimento de uma injustiça coletivamente sofrida provoca nos membros do grupo vítima de uma discriminação um forte sentimento de vinculação à coletividade. Quanto maior for a necessidade da solidariedade de todos na luta pelo reconhecimento, maior será a identificação com a coletividade. O risco é, no entanto, de sair de uma identidade negada ou desacreditada para cair, por sua vez, em uma identidade que seria exclusiva, análoga à identidade dos que pertencem ao grupo dominante, e na qual todo indivíduo considerado como membro do grupo minoritário deveria se reconhecer, sob pena de ser tratado como traidor.”
(CUCHE, Denys. A noção de cultura nas ciências sociais. Bauru, Edusc, 1999, p. 191).
Tendo como referência o texto sobre a formação da identidade cultural coletiva, analise as afirmativas abaixo e classifique V, para as sentenças verdadeiras, e F, para as falsas.
( ) A identidade, nesse caso, opera como um sistema de classificação dinâmico e aberto que possibilita o reconhecimento da alteridade.
( ) A identidade pode acentuar os processos de etnização dos grupos subalternos, fazendo com que suas características culturais sejam essencializadas.
( ) A injustiça coletiva tende a enfraquecer os laços de solidariedade dentro de um grupo discriminado.
( ) A identidade pode resultar em um fechamento que reproduz a exclusão anteriormente sofrida, criando uma nova forma de imposição cultural.
( ) A identidade é usada como instrumento de poder e de luta por reconhecimento tanto por parte de grupos subalternizados quanto por parte de grupos hegemônicos.
( ) O pertencimento a uma identidade originária e exclusiva possibilita que as sociedades estabeleçam trocas interculturais baseadas no reconhecimento das diferenças.
A sequência correta, de cima para baixo, é
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Stuart Hall reflete sobre a questão das identidades nacionais como parte indissociável das discussões acerca da identidade cultural na pós-modernidade.
A partir das reflexões de Hall, analise as afirmativas abaixo e classifique V, para as sentenças verdadeiras, e F, para as falsas.
( ) As identidades nacionais se formam e modificam-se a partir de representações de culturas nacionais.
( ) A existência de uma nação é ontológica, o que torna a identidade nacional um fenômeno estável.
( ) As identidades nacionais são definidas tanto biológica quanto historicamente, com eventuais interpelações por sistemas culturais.
A sequência correta, de cima para baixo, é
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Leia o trecho abaixo:
“Se _________ é o inventor do conceito científico de cultura, _________ será o primeiro antropólogo a fazer pesquisas in situ para observação direta e prolongada das culturas primitivas. Nesse sentido, ele é o inventor da _____________.”
(CUCHE, Denys. A noção de cultura nas ciências sociais. Bauru, Edusc, 1999, p. 39).
As palavras que preenchem corretamente a sentença, completando-a, são:
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A noção de cultura passou por inúmeras transformações ao longo dos séculos, variando conforme as teorias em voga. A partir do século XX, por exemplo, a adoção de um novo entendimento sobre o conceito de cultura possibilitou a diversos países do ocidente a elaboração de políticas públicas voltadas, em maior ou menor grau, para a valorização da diversidade, da inclusão e do reconhecimento de comunidades e grupos sociais antes marginalizados.
Considerando os debates no interior das ciências sociais a respeito da ideia de cultura, apresentados por Denys Cuche (1999), devemos a formulação deste conceito mais ampliado e inclusivo de cultura
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A importância que a dimensão do trabalho adquiriu no contexto da produção industrial do século XIX e do início do XX, levou os três grandes pensadores clássicos da Sociologia, Karl Marx, Emile Durkheim e Max Weber, a tomarem o trabalho como objeto de estudo, ainda que apresentando abordagens e métodos de análise distintos.
Associe as sentenças contendo diferentes perspectivas sobre o mundo do trabalho aos seus respectivos autores, utilizando o código a seguir:
I. Karl Marx.
II. Emile Durkheim.
III. Max Weber.
( ) Quanto mais especializado e dividido é o trabalho, maiores são os laços de dependência e cooperação que se formam entre os indivíduos.
( ) O trabalho assalariado denuncia uma exploração econômica e uma situação alienante em que o indivíduo não se reconhece no seu trabalho mecanizado e repetitivo.
( ) A racionalização do trabalho no capitalismo está intimamente ligada à moral empreendedora e à mentalidade puritana ascética.
A associação correta, de cima para baixo, é
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A crise do modelo de produção caracterizado pelo binômio produtivo taylorismo/fordismo gerou uma série de mudanças no padrão de rentabilidade capitalista, assim como novas relações sociais de produção, dentre elas a
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Ricardo Antunes (2006, p. 09) oferece argumentos que demonstram a fragilidade das “teses que defendiam o fim da centralidade do trabalho no mundo capitalista contemporâneo”. Conforme o autor, a visão de que o trabalho acabou não encontra confirmação empírica e analítica, justamente por desconsiderar as duas dimensões fundamentais do trabalho: a dimensão ontológica e a dimensão estranhada.
(ANTUNES, Ricardo. Adeus ao Trabalho: Ensaio sobre as metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho. 11ª ed. São Paulo: Cortez. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 2006, p. 09).
Tomando como base o texto acima, analise as afirmativas a seguir:
I. As transformações atuais no mundo do trabalho geraram uma nova configuração das relações sociais de produção, caracterizada pela perda de relevância da classe trabalhadora como agente de transformação social.
II. Quando concebemos a forma contemporânea do trabalho, é fundamental considerar o processo de criação de valores de troca, indispensável para a sustentação das relações de produção capitalistas.
III. Há uma diferença muito grande entre conceber, de um lado, o fim do trabalho abstrato que gera valor mercantil e, de outro, o fim do trabalho concreto que cria coisas socialmente úteis.
IV. As novas condições do desenvolvimento capitalista geram uma interação complexa entre o saber científico e o trabalho, de modo que a ciência se torna a principal força de produção do valor.
Considerando o pensamento de Ricardo Antunes, estão corretas as seguintes afirmativas
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