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O Art. 28 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, 9394/96, destaca as adaptações necessárias, pelos sistemas de ensino, na oferta de educação básica para a população rural visando à sua adequação às peculiaridades da vida rural e de cada região, nos seguintes aspectos:
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Em Análise de Sistemas, uma interface fornecida descreve um serviço implementado por uma
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O Art. 4º inciso I da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96 versa que “O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de: educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada da seguinte forma:
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Como as nossas mães
Por que as pessoas repetem os erros de suas famílias?
Por que as pessoas repetem os erros de suas famílias?
Por Ivan Martins
Quando se trata de família, acho que cada um de nós carrega um tipo de software.
Se você cresceu numa família com pais que se gostam e se respeitam, ganhou de brinde um software que ajuda a ficar casado. Se cresceu em meio a berros e a lágrimas, ou se num momento qualquer seus pais cansaram de brigar e se separaram, é provável que traga consigo um software menos útil para a manutenção da família. Como tudo que eu escrevo nesta coluna, essa é apenas uma impressão pessoal sem valor científico. Mas faz algum sentido.
Os valores e atitudes condizentes com a família são produzidos e repassados naturalmente em uma casa feliz – e o inverso acontece com famílias desestruturadas. São duas culturas, dois legados, dois softwares. Algo que a gente recebe, carrega e, frequentemente, reproduz. É sobre isso que eu queria falar.
No fim de semana, vi no cinema um lindo filme brasileiro, Sonhos Roubados. Ele conta a história de três meninas que se prostituem. Elas nasceram pobres, na favela, em famílias precárias. Uma é criada pelo tio que abusa dela sexualmente. Outra é expulsa de casa aos 16 anos. A terceira tem 17 anos e já cuida de uma família. Nenhuma delas tem pai. As três são filhas de mulheres prostituídas. As três repetem o mesmo caminho. O filme baseia-se em personagens reais extraídos do livro-reportagem de Eliane Trindade, As Meninas da Esquina, publicado pela Editora Record. Um livro tocante deu origem a um filme comovente.
A história dessas meninas me fez pensar na questão das famílias – no software que a gente carrega – e na vocação perversa que temos de reproduzir os erros dos nossos pais. A filha da gravidez indesejada deveria fugir como louca da mesma situação, mas nem sempre é isso que acontece. Vale o mesmo para o filho do bêbado e o do bandido, assim como para o do sujeito que abandona a família. O exemplo de sofrimento deveria conduzir as pessoas na direção contrária, mas não é necessariamente assim. As histórias muitas vezes se repetem.
A gente aprende com os pais a ser alguma coisa na vida, parecida com o que eles são. O que eles ensinam com seu exemplo e com seu convívio – ou com a sua ausência – se torna parte do que somos. Inspira-nos ou nos aterroriza, tem de ser abraçado ou combatido, mas, de alguma forma, está lá, como um software no computador.
Hoje em dia virou moda falar mal da psicanálise. É uma pena, porque uma das coisas que Freud ensinou a fazer é identificar nas nossas atitudes e nas nossas palavras o software secreto que nos dá alento ou que nos apavora. Um exemplo pessoal: logo que me separei, corri ao analista achando que minha vida iria acabar. Estava tudo em ordem, mas eu morria de medo. Por quê? Estava morto de culpa pela separação, é obvio. Mas havia outra coisa, que ficou clara com o tempo. Meus pais também se separaram e disso resultou uma distância enorme do meu pai. Quando eu me separei, um pedaço de mim achava que eu fosse também me afastar dos meus filhos. Estava apavorado com a ideia de me distanciar, de não ser um bom pai, de faltar com os meus filhos de alguma forma. Esse era o software da minha família, afinal. Era uma espécie de legado paterno que teve de ser entendido e abandonado.
Quantos de nós têm a chance de fazer isto: confrontar-se com os seus temores (ou com seus desejos) e perceber neles algo que foi herdado, que está nos atrapalhando ou sendo reproduzido de forma impensada na nossa vida?
Um dos momentos mais tristes e reveladores de Sonhos Roubados é, para mim, quando uma das meninas, a que foi expulsa de casa pela mãe prostituta, que nunca teve pai, diz ao namorado bandido que quer ter um filho dele. E o tem. Que coisa maluca é essa de tentar reproduzir (ou resolver) na nossa vida o que deu errado na vida dos nossos pais? Na falta de reposta melhor, eu repito: é software.
Claro, não estamos lidando apenas com as questões da subjetividade. O filme deixa claro que as meninas vivem em total abandono. A escola, que poderia ser um mecanismo de superação da miséria, nunca tem aulas. O Estado, que recolhe impostos e angaria votos, não provê segurança, nem trabalho, nem serviço de saúde. Crianças e velhos não têm o que comer, literalmente. O filme começa com uma panela vazia e termina com três meninas rodando bolsa na rua. Nem precisa de Freud para entender isso.
Disponível em: <revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI136466-15230,00-COMO+AS+NOSSAS+MAES.html> Acesso em: 20 mar. 2015.
Considere as afirmações sobre o emprego vocabular no texto.
I. Os termos destacados, em “Um livro tocante deu origem a um filme comovente.” (4º parágrafo), são equivalentes semanticamente, o que possibilita a permuta de um pelo outro nesse contexto.
II. A palavra destacada, em “Era uma espécie de legado paterno que teve de ser entendido e abandonado.” (7º parágrafo), pode ser substituída por “herança”, sem prejuízo semântico, desde que apenas o adjetivo “paterno” sofra flexão de gênero.
III. A palavra destacada, em “Mas havia outra coisa, que ficou clara com o tempo.” (7º parágrafo), pode ser substituída por “episódio”, sem qualquer prejuízo semântico, desde que mais duas palavras desse período sofram flexão de gênero.
IV. O vocábulo destacado, em “... o software secreto que nos dá alento ou que nos apavora.” (7º parágrafo), não convém ser substituído por “sustento”, por não preservar o sentido proposto no texto.
Está(ão) INCORRETA(S) apenas a(s) afirmativa(s)
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O Decreto nº 5.154/2004 estabelece que a articulação entre a educação profissional técnica de nível médio e o ensino médio dar-se-á de forma:
I. Integrada.
II. Concomitante.
III. Subsequente.
IV. Interdisciplinar.
Estão corretas apenas as afirmativas
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Como as nossas mães
Por que as pessoas repetem os erros de suas famílias?
Por que as pessoas repetem os erros de suas famílias?
Por Ivan Martins
Quando se trata de família, acho que cada um de nós carrega um tipo de software.
Se você cresceu numa família com pais que se gostam e se respeitam, ganhou de brinde um software que ajuda a ficar casado. Se cresceu em meio a berros e a lágrimas, ou se num momento qualquer seus pais cansaram de brigar e se separaram, é provável que traga consigo um software menos útil para a manutenção da família. Como tudo que eu escrevo nesta coluna, essa é apenas uma impressão pessoal sem valor científico. Mas faz algum sentido.
Os valores e atitudes condizentes com a família são produzidos e repassados naturalmente em uma casa feliz – e o inverso acontece com famílias desestruturadas. São duas culturas, dois legados, dois softwares. Algo que a gente recebe, carrega e, frequentemente, reproduz. É sobre isso que eu queria falar.
No fim de semana, vi no cinema um lindo filme brasileiro, Sonhos Roubados. Ele conta a história de três meninas que se prostituem. Elas nasceram pobres, na favela, em famílias precárias. Uma é criada pelo tio que abusa dela sexualmente. Outra é expulsa de casa aos 16 anos. A terceira tem 17 anos e já cuida de uma família. Nenhuma delas tem pai. As três são filhas de mulheres prostituídas. As três repetem o mesmo caminho. O filme baseia-se em personagens reais extraídos do livro-reportagem de Eliane Trindade, As Meninas da Esquina, publicado pela Editora Record. Um livro tocante deu origem a um filme comovente.
A história dessas meninas me fez pensar na questão das famílias – no software que a gente carrega – e na vocação perversa que temos de reproduzir os erros dos nossos pais. A filha da gravidez indesejada deveria fugir como louca da mesma situação, mas nem sempre é isso que acontece. Vale o mesmo para o filho do bêbado e o do bandido, assim como para o do sujeito que abandona a família. O exemplo de sofrimento deveria conduzir as pessoas na direção contrária, mas não é necessariamente assim. As histórias muitas vezes se repetem.
A gente aprende com os pais a ser alguma coisa na vida, parecida com o que eles são. O que eles ensinam com seu exemplo e com seu convívio – ou com a sua ausência – se torna parte do que somos. Inspira-nos ou nos aterroriza, tem de ser abraçado ou combatido, mas, de alguma forma, está lá, como um software no computador.
Hoje em dia virou moda falar mal da psicanálise. É uma pena, porque uma das coisas que Freud ensinou a fazer é identificar nas nossas atitudes e nas nossas palavras o software secreto que nos dá alento ou que nos apavora. Um exemplo pessoal: logo que me separei, corri ao analista achando que minha vida iria acabar. Estava tudo em ordem, mas eu morria de medo. Por quê? Estava morto de culpa pela separação, é obvio. Mas havia outra coisa, que ficou clara com o tempo. Meus pais também se separaram e disso resultou uma distância enorme do meu pai. Quando eu me separei, um pedaço de mim achava que eu fosse também me afastar dos meus filhos. Estava apavorado com a ideia de me distanciar, de não ser um bom pai, de faltar com os meus filhos de alguma forma. Esse era o software da minha família, afinal. Era uma espécie de legado paterno que teve de ser entendido e abandonado.
Quantos de nós têm a chance de fazer isto: confrontar-se com os seus temores (ou com seus desejos) e perceber neles algo que foi herdado, que está nos atrapalhando ou sendo reproduzido de forma impensada na nossa vida?
Um dos momentos mais tristes e reveladores de Sonhos Roubados é, para mim, quando uma das meninas, a que foi expulsa de casa pela mãe prostituta, que nunca teve pai, diz ao namorado bandido que quer ter um filho dele. E o tem. Que coisa maluca é essa de tentar reproduzir (ou resolver) na nossa vida o que deu errado na vida dos nossos pais? Na falta de reposta melhor, eu repito: é software.
Claro, não estamos lidando apenas com as questões da subjetividade. O filme deixa claro que as meninas vivem em total abandono. A escola, que poderia ser um mecanismo de superação da miséria, nunca tem aulas. O Estado, que recolhe impostos e angaria votos, não provê segurança, nem trabalho, nem serviço de saúde. Crianças e velhos não têm o que comer, literalmente. O filme começa com uma panela vazia e termina com três meninas rodando bolsa na rua. Nem precisa de Freud para entender isso.
Disponível em: <revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI136466-15230,00-COMO+AS+NOSSAS+MAES.html> Acesso em: 20 mar. 2015.
Confrontando-se o título “Como as nossas mães” com a temática abordada pelo autor, constata-se que o
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Caça
Martha Medeiros
Por que é importante ler? Pergunta recorrente em qualquer encontro de escritores com estudantes. E a gente acaba desfiando um rosário de respostas prontas, um blá blá blá repetitivo, apesar de necessário. Mas hoje vou dar um exemplo prático. Estava lendo uma revista − nem era um livro − quando me deparei com uma entrevista feita com o chef Philippe Legendre, estrela da gastronomia francesa de quem nunca provei um ovo frito. Ignorante sobre quem era o cara, li. Lá pelas tantas, o repórter: "É verdade que o senhor adora caçar?". O chef: "Eu caço o silêncio. Atiro no barulho."
Bum!
Perdizes, faisões, coelhos, sei lá o que o tal homem caça todo final de semana − e nem me interessa. O importante foi o impacto causado por aquelas duas frasezinhas curtas que pareciam um poema e que empurraram meu pensamento para além daquelas páginas, me puseram a pensar sobre minhas próprias perseguições. Caço o silêncio. Atiro no barulho. Eu idem, monsieur.
Eu caço o sossego. Atiro na tevê.
Eu caço afeto. Atiro em gente rude.
Eu caço liberdade. Atiro na patrulha.
Eu caço amigos. Atiro em fantasmas.
Eu caço o amanhã. Atiro no ontem.
Eu caço prazeres. Atiro no tédio.
Eu caço afeto. Atiro em gente rude.
Eu caço liberdade. Atiro na patrulha.
Eu caço amigos. Atiro em fantasmas.
Eu caço o amanhã. Atiro no ontem.
Eu caço prazeres. Atiro no tédio.
Eu caço o sono. Atiro no sol.
E quando caço o sol, atiro em relógios. Acho que é isto que a leitura faz. Nos solta na floresta com uma arma na mão. Nos dá munição para atirar em tudo o que nos distrai de nós mesmos, no que nos desconcentra. O livro não permite que fiquemos sem nos escutar. A leitura faz eu mirar em mim e acertar no que eu nem sabia que também sentia e pensava. E, por outro lado, me ajuda a matar tudo o que pode haver em mim de limitante: preconceitos, ideias fixas, hipocrisias, solenidades, dores cultuadas.
Lendo, eu caço a mim e atiro em mim.
Disponível em: <http://pensador.uol.com.br/frase/NTIwMDcz/> Acesso em: 2 jun. 2015.
Vocabulário:
Chef - Abreviação do termo francês "chef de cuisine" – chefe de cozinha.
Monsieur - Forma de tratamento francesa equivalente a senhor
Leia o trecho: “ E a gente acaba desfiando um rosário de respostas prontas,...”.
Sobre esse trecho, NÃO é correto afirmar que
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De acordo com a Teoria Psicanalítica, relacione a segunda coluna de acordo com a primeira.
1- Sistema original da personalidade
2- Executivo da personalidade
3- Força moral da personalidade
( ) Instinto
( ) Superego
( ) Id
( ) Ego
A ordem correta, de cima para baixo, é
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Antivírus são softwares de segurança, que oferecem aos usuários prioridade de acesso às máquinas e certa proteção contra elementos invasores. São exemplos de elementos invasores, EXCETO,
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Caça
Martha Medeiros
Por que é importante ler? Pergunta recorrente em qualquer encontro de escritores com estudantes. E a gente acaba desfiando um rosário de respostas prontas, um blá blá blá repetitivo, apesar de necessário. Mas hoje vou dar um exemplo prático. Estava lendo uma revista − nem era um livro − quando me deparei com uma entrevista feita com o chef Philippe Legendre, estrela da gastronomia francesa de quem nunca provei um ovo frito. Ignorante sobre quem era o cara, li. Lá pelas tantas, o repórter: "É verdade que o senhor adora caçar?". O chef: "Eu caço o silêncio. Atiro no barulho."
Bum!
Perdizes, faisões, coelhos, sei lá o que o tal homem caça todo final de semana − e nem me interessa. O importante foi o impacto causado por aquelas duas frasezinhas curtas que pareciam um poema e que empurraram meu pensamento para além daquelas páginas, me puseram a pensar sobre minhas próprias perseguições. Caço o silêncio. Atiro no barulho. Eu idem, monsieur.
Eu caço o sossego. Atiro na tevê.
Eu caço afeto. Atiro em gente rude.
Eu caço liberdade. Atiro na patrulha.
Eu caço amigos. Atiro em fantasmas.
Eu caço o amanhã. Atiro no ontem.
Eu caço prazeres. Atiro no tédio.
Eu caço afeto. Atiro em gente rude.
Eu caço liberdade. Atiro na patrulha.
Eu caço amigos. Atiro em fantasmas.
Eu caço o amanhã. Atiro no ontem.
Eu caço prazeres. Atiro no tédio.
Eu caço o sono. Atiro no sol.
E quando caço o sol, atiro em relógios. Acho que é isto que a leitura faz. Nos solta na floresta com uma arma na mão. Nos dá munição para atirar em tudo o que nos distrai de nós mesmos, no que nos desconcentra. O livro não permite que fiquemos sem nos escutar. A leitura faz eu mirar em mim e acertar no que eu nem sabia que também sentia e pensava. E, por outro lado, me ajuda a matar tudo o que pode haver em mim de limitante: preconceitos, ideias fixas, hipocrisias, solenidades, dores cultuadas.
Lendo, eu caço a mim e atiro em mim.
Disponível em: <http://pensador.uol.com.br/frase/NTIwMDcz/> Acesso em: 2 jun. 2015.
Vocabulário:
Chef - Abreviação do termo francês "chef de cuisine" – chefe de cozinha.
Monsieur - Forma de tratamento francesa equivalente a senhor
Sobre os sinais de pontuação, são feitas as seguintes afirmações:
I. As aspas, em “É verdade que o senhor adora caçar?”, poderiam ser substituídas por um único travessão, o qual antecederia esse período.
II. Os travessões, em “ − nem era um livro − “, poderiam, sem causar prejuízo gramatical e semântico, ser substituídos por vírgulas.
III. Os dois-pontos após a palavra “limitante” antecedem uma enumeração explicativa.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
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