Foram encontradas 50 questões.
Considere os segmentos de textos a seguir em relação à coerência.
I- Em um elegante e caro edifício comercial de um bairro nobre de Goiânia, executivos brasileiros e estrangeiros ali reunidos tiveram de interromper suas negociações devido à algazarra da criançada na sala ao lado, que comemorava um aniversário com bexigas, sanduíches, catchup, refrigerantes e música infantil.
II- Naquele dia, Eliana ligou para sua melhor amiga, cumprimentou-a, leu no jornal que sua amiga havia sido aprovada no vestibular para medicina e acordou bem cedo.
III- Adolescentes não têm maturidade para avaliar os malefícios que o álcool e outras drogas lhes poderão causar. Além disso, nessa fase da vida, gostam de novidades e, como muitas vezes são tímidos, valem-se desses produtos para se desinibir, sem pensar nas consequências de seu comportamento. Por isso, os pais devem confiar na responsabilidade dos adolescentes, apostando na capacidade de eles administrarem com cautela esse problema.
Assinale a alternativa que enumera, na ordem, o tipo de coerência que eles violam:
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Quando lemos com atenção um texto bem construído, não nos perdemos por entre os enunciados que o constituem, nem perdemos a noção de conjunto. Com efeito, é possível compreender a conexão existente entre os vários segmentos do texto e compreender que estão todos interligados entre si. (...) Diz-se, pois, que um texto tem coesão quando seus vários enunciados estão organicamente articulados entre si, quando há concatenização entre eles.
A coesão de um texto, isto é, a conexão entre os vários enunciados obviamente não é feito do acaso, mas surge das relações de sentido existente entre eles, manifestadas sobretudo por categorias de palavras chamadas de conectivos ou elementos de coesão e elementos anafóricos (de retomada ou antecipação de termos)
Leia o texto 3 a seguir observando a análise dos conectivos e anafóricos.
Texto 3
Um arriscado esporte nacional
Os leigos sempre se medicaram por conta própria, já que de médico e de louco todos temos um pouco, mas esse problema jamais adquiriu contornos tão preocupantes no Brasil como atualmente. Qualquer farmácia conta hoje com um arsenal de armas de guerra para combater doenças de fazer inveja à própria indústria de material bélico nacional. Cerca de 40% das vendas realizadas pelas farmácias nas metrópoles brasileiras destinam-se a pessoas que se automedicam. A indústria farmacêutica de menor porte retira 80% de seu faturamento da venda “livre” de seus produtos – isto é, das vendas sem receita médica.
Diante desse quadro, o médico tem o dever de alertar a população para os perigos ocultos em cada remédio, sem que, necessariamente, faça junto com essas advertências uma sugestão para que os entusiastas da automedicação passem a gastar mais em consultas médicas. Acredito que a maioria das pessoas se automedicam por sugestão de amigos, leitura, fascinação pelo mundo maravilhoso das drogas “novas” ou simplesmente para tentar manter a juventude. Qualquer que seja a causa, os resultados podem ser danosos.
É comum, por exemplo, que um simples resfriado ou uma gripe banal leve um brasileiro a ingerir doses insuficientes ou inadequadas de antibióticos fortíssimos, reservados para infecções graves e com indicação precisas. Quem age assim está ensinando bactérias a se tornarem resistentes a antibióticos. Um dia, quando realmente precisar do remédio, este não funcionará. E quem não conhece aquele tipo de gripado que chega à farmácia e pede ao rapaz do balcão que lhe indique uma “bomba” para cortar a gripe pela raiz? Com isso poderá receber analgésicos, antitérmicos, glicose, cálcio, vitamina C, produtos aromáticos – tudo isso sem saber dos riscos que corre pela entrada simultânea destes e outros produtos em seu organismo.
(In: PLATÃO; FIORIN. Para entender o texto: leitura e redação)
Analise as afirmativas a seguir sobre os elementos coesivos sublinhados no texto 3 em falsas ou verdadeiras.
I- “Já que” introduz uma consequência do que foi dito na oração anterior.
II- O conectivo “e” liga dois atributos que ocorrem simultaneamente.
III- “Um pouco” orienta no sentido da afirmação da propriedade. Opõe-se a “pouco”. Se se dissesse “de médico e de louco todos temos pouco”, a orientação seria no sentido de restrição da propriedade.
IV- “Que” é um anafórico cujo antecedente é “pessoas”.
V- “Isto é” introduz outra ideia a respeito da venda de remédios.
VI- “Ou” marca uma relação de simultaneidade: todos os elementos podem ocorrer simultaneamente.
VII- “E” introduz uma interrogação retórica que retoma a argumentação desenvolvida anteriormente.
VIII- “Tudo isso” é um anafórico e um afirmador de totalidade universal. Retoma os elementos citados no contexto imediatamente anterior: todos os elementos da “bomba” para cortar a gripe são perigosos.
São verdadeiras:
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Texto 2
A influência dos estrangeirismos na língua portuguesa: um processo de globalização, ideologia e comunicação
(Miguel Ventura Santos Gois)
Compreender a adoção do estrangeirismo como resultado da inserção de elementos culturais por meio das ferramentas do contexto linguístico é considerar que língua e sociedade estão intrinsecamente relacionadas e que não se pode sustentar uma sem a presença da outra. Na verdade, o estrangeirismo não constitui uma realidade isolada. Ele surge inserido nas estruturas frasais da língua portuguesa, muitas vezes hibridamente flexionados. O estrangeirismo participa, pois, dos próprios processos culturais e da convergência de interesses cerceada pela imposição da mídia.
Nesse sentido, quando uma sociedade privilegia a inserção de valores de outra sociedade em seu contexto sóciocultural, a adoção desses valores representa a vontade de tornar tal contexto o mais semelhante possível da ambiência vislumbrada. A evolução histórica do Brasil bem demonstra como essa valorização de elementos pertencentes a outras sociedades está arraigada: o período de colonização supervalorizou o estilo de vida português, indubitavelmente; em seguida, a França passou a ser o modelo a ser seguido. Mais a frente, os Estados Unidos passaram a ser o alvo dessas aspirações.
(...)
Um dos elementos mais constantes nessa adoção de outros valores culturais é a aquisição de empréstimos linguísticos que, se inicialmente representava a necessidade de se utilizar um vocábulo estrangeiro pela falta de equivalente na língua portuguesa, passou a ser empregada como recurso de afirmação de identidade cultural.
Usar o empréstimo linguístico seria, então, uma opção mais por imposição de uma estrutura que por consciência. Se, por um lado, isso representa modificação da linguagem, por outro representa um enriquecimento cultural. De qualquer forma, é interessante ressaltar que não se pode, num mundo cujo funcionamento tem se globalizado e cujas relações se fazem por meios como a televisão e a Internet, isolar completamente uma cultura ou uma língua. Mais importante seria tornar os usuários dessa língua cientes do fenômeno para que essa adoção de estrangeirismos seja uma opção meramente. É preciso ter essa consciência para que se faça melhor uso de tão rica troca.
(http://www.filologia.org.br. Captado em 22/06/2009)
Segundo Bakhtin, “A oração, assim como a palavra, é uma unidade significante da língua, por isso, considerada isoladamente, como, por exemplo, em ‘saiu o sol’, é totalmente inteligível, ou seja, compreendemos sua significação linguística, a eventual função num enunciado.”
(BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1997. p. 306.)
Assinale a alternativa correta, de acordo com as teorizações do Círculo de Bakhtin.
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Texto 2
A influência dos estrangeirismos na língua portuguesa: um processo de globalização, ideologia e comunicação
(Miguel Ventura Santos Gois)
Compreender a adoção do estrangeirismo como resultado da inserção de elementos culturais por meio das ferramentas do contexto linguístico é considerar que língua e sociedade estão intrinsecamente relacionadas e que não se pode sustentar uma sem a presença da outra. Na verdade, o estrangeirismo não constitui uma realidade isolada. Ele surge inserido nas estruturas frasais da língua portuguesa, muitas vezes hibridamente flexionados. O estrangeirismo participa, pois, dos próprios processos culturais e da convergência de interesses cerceada pela imposição da mídia.
Nesse sentido, quando uma sociedade privilegia a inserção de valores de outra sociedade em seu contexto sóciocultural, a adoção desses valores representa a vontade de tornar tal contexto o mais semelhante possível da ambiência vislumbrada. A evolução histórica do Brasil bem demonstra como essa valorização de elementos pertencentes a outras sociedades está arraigada: o período de colonização supervalorizou o estilo de vida português, indubitavelmente; em seguida, a França passou a ser o modelo a ser seguido. Mais a frente, os Estados Unidos passaram a ser o alvo dessas aspirações.
(...)
Um dos elementos mais constantes nessa adoção de outros valores culturais é a aquisição de empréstimos linguísticos que, se inicialmente representava a necessidade de se utilizar um vocábulo estrangeiro pela falta de equivalente na língua portuguesa, passou a ser empregada como recurso de afirmação de identidade cultural.
Usar o empréstimo linguístico seria, então, uma opção mais por imposição de uma estrutura que por consciência. Se, por um lado, isso representa modificação da linguagem, por outro representa um enriquecimento cultural. De qualquer forma, é interessante ressaltar que não se pode, num mundo cujo funcionamento tem se globalizado e cujas relações se fazem por meios como a televisão e a Internet, isolar completamente uma cultura ou uma língua. Mais importante seria tornar os usuários dessa língua cientes do fenômeno para que essa adoção de estrangeirismos seja uma opção meramente. É preciso ter essa consciência para que se faça melhor uso de tão rica troca.
(http://www.filologia.org.br. Captado em 22/06/2009)
Releia o terceiro parágrafo do texto 2 e, sobre as informações nele contidas, assinale a alternativa incorreta:
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Texto 2
A influência dos estrangeirismos na língua portuguesa: um processo de globalização, ideologia e comunicação
(Miguel Ventura Santos Gois)
Compreender a adoção do estrangeirismo como resultado da inserção de elementos culturais por meio das ferramentas do contexto linguístico é considerar que língua e sociedade estão intrinsecamente relacionadas e que não se pode sustentar uma sem a presença da outra. Na verdade, o estrangeirismo não constitui uma realidade isolada. Ele surge inserido nas estruturas frasais da língua portuguesa, muitas vezes hibridamente flexionados. O estrangeirismo participa, pois, dos próprios processos culturais e da convergência de interesses cerceada pela imposição da mídia.
Nesse sentido, quando uma sociedade privilegia a inserção de valores de outra sociedade em seu contexto sóciocultural, a adoção desses valores representa a vontade de tornar tal contexto o mais semelhante possível da ambiência vislumbrada. A evolução histórica do Brasil bem demonstra como essa valorização de elementos pertencentes a outras sociedades está arraigada: o período de colonização supervalorizou o estilo de vida português, indubitavelmente; em seguida, a França passou a ser o modelo a ser seguido. Mais a frente, os Estados Unidos passaram a ser o alvo dessas aspirações.
(...)
Um dos elementos mais constantes nessa adoção de outros valores culturais é a aquisição de empréstimos linguísticos que, se inicialmente representava a necessidade de se utilizar um vocábulo estrangeiro pela falta de equivalente na língua portuguesa, passou a ser empregada como recurso de afirmação de identidade cultural.
Usar o empréstimo linguístico seria, então, uma opção mais por imposição de uma estrutura que por consciência. Se, por um lado, isso representa modificação da linguagem, por outro representa um enriquecimento cultural. De qualquer forma, é interessante ressaltar que não se pode, num mundo cujo funcionamento tem se globalizado e cujas relações se fazem por meios como a televisão e a Internet, isolar completamente uma cultura ou uma língua. Mais importante seria tornar os usuários dessa língua cientes do fenômeno para que essa adoção de estrangeirismos seja uma opção meramente. É preciso ter essa consciência para que se faça melhor uso de tão rica troca.
(http://www.filologia.org.br. Captado em 22/06/2009)
Sobre as ideias contidas no texto 2 e o acréscimo de novas palavras à língua portuguesa, assinale a alternativa incorreta:
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Texto 1
Língua falada e língua escrita: existe prioridade?

A língua natural seja ela falada ou escrita é um sistema simbólico complexo. Na verdade, fala e escrita representam duas modalidades do mesmo sistema linguístico. Em outras palavras, existe um sistema de escrita e um sistema de fala que são reconhecidos como “a mesma língua” (Robins, 1995: 179). No entanto, a gramática da língua escrita difere consideravelmente da gramática da língua falada. De qualquer modo, não há oposição entre língua falada e uma mesma língua escrita porque não existem duas estruturas completamente diferentes para uma mesma língua, o que pressuporia uma situação de bilinguismo.
Além disso, seria muito raro que uma língua escrita se tornasse completamente independente da língua falada da qual ela se origina. Por outro lado, existe oposição entre língua falada e código escrito no nível da realização, a saber: a) a língua falada usa como meio de transmissão a substância sonora ou fônica, enquanto o código escrito usa como meio de transmissão a substância gráfica; e b) ambos ocorrem em situações de comunicação distintas.
O estudo sistemático da linguagem desde suas origens na Grécia clássica focalizou a língua principalmente na sua forma escrita. Pode-se dizer que a escrita é uma forma de expressão muito recente na história da humanidade e tem uma história independente da língua falada. Veremos a seguir que duas concepções opostas sobre a relação entre fala e escrita convivem na atualidade.
Na concepção mais antiga, a da gramática tradicional, há uma tendência para considerar a língua falada como inferior à língua escrita, uma vez que se acredita que a língua falada não tem organização ou regras próprias. Nesta tradição prescritiva, as regras da gramática são ilustradas exclusivamente a partir de textos escritos. De fato, a gramática tradicional defende a prioridade da língua escrita sobre a língua falada tendo como modelo a língua da literatura. Do mesmo modo, na visão diacrônica da linguística histórica, que predominou durante o século XIX, a língua foi vista essencialmente como uma coleção estática de palavras escritas.
Essa concepção começou a mudar no início do século XX com o surgimento da linguística sincrônica que deu prioridade ao discurso oral. Linguistas como F. de Saussure, L. Bloomfield e E. Sapir enfatizaram a primazia da língua falada sobre a língua escrita.
Na linguística moderna, portanto, a língua falada passou a ser vista como mais fundamental ou mais básica do que a língua escrita. Segundo Crystal (1997: 180), a abordagem contemporânea argumenta que se a língua falada é o meio primário de comunicação entre as pessoas ela deve ser o objeto primário de investigação da linguística. Entre os argumentos em geral apresentados para justificar que a língua falada seja mais básica do que a língua escrita, destacam-se os seguintes: a fala é milhares de anos mais antiga do que a escrita; a fala desenvolve-se naturalmente nas crianças (enquanto a escrita deve ser ensinada artificialmente); e sistemas de escrita são derivativos (em sua maioria baseados nos sons da fala). Assim, por ser considerada como mero reflexo da língua falada, a escrita passou a ser de secundária importância para a linguística contemporânea. Uma terceira possibilidade ou meio caminho entre os dois extremos discutidos acima seria reconhecer que nenhum meio de comunicação pode ser considerado como intrinsecamente superior ao outro.
Devido às semelhanças linguísticas entre língua falada e língua escrita não se pode dizer que uma seja mais complexa ou elaborada que outra. Na realidade, o confronto entre aquelas duas perspectivas tem falseado a discussão e prejudicado o ensino da língua materna na escola.
(http://marcobomfoco.blogspot.com/2008/10/1-lnguafalada- e-lngua-escrita. captado em 15/06/2009)
Leia os fragmentos a seguir.
“A fala é uma atividade muito mais central do que a escrita, no dia-a-dia da maioria das pessoas. Contudo, as instituições escolares dão à fala atenção quase inversa à sua centralidade na relação com a escrita.” (Marcuschi)
“Para ele [o falante], a realidade linguística não se apresenta primordialmente como um sistema gramatical abstrato, mas como um mundo de vozes e suas relações de aceitação e recusa, suas convergências e divergências, suas harmonias e seus conflitos, suas intersecções e hibridizações.” (Faraco)
Quanto ao ensino de língua materna na escola, analise as ideias expostas no texto 1 e as citações de Marcuschi e Faraco dadas sobre a fala e assinale a alternativa correta.
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Texto 1
Língua falada e língua escrita: existe prioridade?

A língua natural seja ela falada ou escrita é um sistema simbólico complexo. Na verdade, fala e escrita representam duas modalidades do mesmo sistema linguístico. Em outras palavras, existe um sistema de escrita e um sistema de fala que são reconhecidos como “a mesma língua” (Robins, 1995: 179). No entanto, a gramática da língua escrita difere consideravelmente da gramática da língua falada. De qualquer modo, não há oposição entre língua falada e uma mesma língua escrita porque não existem duas estruturas completamente diferentes para uma mesma língua, o que pressuporia uma situação de bilinguismo.
Além disso, seria muito raro que uma língua escrita se tornasse completamente independente da língua falada da qual ela se origina. Por outro lado, existe oposição entre língua falada e código escrito no nível da realização, a saber: a) a língua falada usa como meio de transmissão a substância sonora ou fônica, enquanto o código escrito usa como meio de transmissão a substância gráfica; e b) ambos ocorrem em situações de comunicação distintas.
O estudo sistemático da linguagem desde suas origens na Grécia clássica focalizou a língua principalmente na sua forma escrita. Pode-se dizer que a escrita é uma forma de expressão muito recente na história da humanidade e tem uma história independente da língua falada. Veremos a seguir que duas concepções opostas sobre a relação entre fala e escrita convivem na atualidade.
Na concepção mais antiga, a da gramática tradicional, há uma tendência para considerar a língua falada como inferior à língua escrita, uma vez que se acredita que a língua falada não tem organização ou regras próprias. Nesta tradição prescritiva, as regras da gramática são ilustradas exclusivamente a partir de textos escritos. De fato, a gramática tradicional defende a prioridade da língua escrita sobre a língua falada tendo como modelo a língua da literatura. Do mesmo modo, na visão diacrônica da linguística histórica, que predominou durante o século XIX, a língua foi vista essencialmente como uma coleção estática de palavras escritas.
Essa concepção começou a mudar no início do século XX com o surgimento da linguística sincrônica que deu prioridade ao discurso oral. Linguistas como F. de Saussure, L. Bloomfield e E. Sapir enfatizaram a primazia da língua falada sobre a língua escrita.
Na linguística moderna, portanto, a língua falada passou a ser vista como mais fundamental ou mais básica do que a língua escrita. Segundo Crystal (1997: 180), a abordagem contemporânea argumenta que se a língua falada é o meio primário de comunicação entre as pessoas ela deve ser o objeto primário de investigação da linguística. Entre os argumentos em geral apresentados para justificar que a língua falada seja mais básica do que a língua escrita, destacam-se os seguintes: a fala é milhares de anos mais antiga do que a escrita; a fala desenvolve-se naturalmente nas crianças (enquanto a escrita deve ser ensinada artificialmente); e sistemas de escrita são derivativos (em sua maioria baseados nos sons da fala). Assim, por ser considerada como mero reflexo da língua falada, a escrita passou a ser de secundária importância para a linguística contemporânea. Uma terceira possibilidade ou meio caminho entre os dois extremos discutidos acima seria reconhecer que nenhum meio de comunicação pode ser considerado como intrinsecamente superior ao outro.
Devido às semelhanças linguísticas entre língua falada e língua escrita não se pode dizer que uma seja mais complexa ou elaborada que outra. Na realidade, o confronto entre aquelas duas perspectivas tem falseado a discussão e prejudicado o ensino da língua materna na escola.
(http://marcobomfoco.blogspot.com/2008/10/1-lnguafalada- e-lngua-escrita. captado em 15/06/2009)
Analise as afirmativas a seguir em falsas ou verdadeiras:
I- Segundo o texto 1, a língua falada não tem organização ou regras próprias.
II- Para a linguística moderna, por preceder a língua escrita, a língua falada deve ser o objeto primário de investigação da linguística.
III- Mesmo sendo mais antiga do que a língua escrita e desenvolver-se naturalmente nas crianças, para a gramática tradicional, a língua falada é inferior à língua escrita.
IV- O texto permite concluir que o confronto entre as duas modalidades (escrita e falada) prejudica o ensino de língua na escola.
V- Desde os primeiros estudos sobre a linguagem, sabe-se que não se pode separar a história da língua escrita da história da língua falada, pois ambas se complementam.
São verdadeiras:
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Texto 1
Língua falada e língua escrita: existe prioridade?

A língua natural seja ela falada ou escrita é um sistema simbólico complexo. Na verdade, fala e escrita representam duas modalidades do mesmo sistema linguístico. Em outras palavras, existe um sistema de escrita e um sistema de fala que são reconhecidos como “a mesma língua” (Robins, 1995: 179). No entanto, a gramática da língua escrita difere consideravelmente da gramática da língua falada. De qualquer modo, não há oposição entre língua falada e uma mesma língua escrita porque não existem duas estruturas completamente diferentes para uma mesma língua, o que pressuporia uma situação de bilinguismo.
Além disso, seria muito raro que uma língua escrita se tornasse completamente independente da língua falada da qual ela se origina. Por outro lado, existe oposição entre língua falada e código escrito no nível da realização, a saber: a) a língua falada usa como meio de transmissão a substância sonora ou fônica, enquanto o código escrito usa como meio de transmissão a substância gráfica; e b) ambos ocorrem em situações de comunicação distintas.
O estudo sistemático da linguagem desde suas origens na Grécia clássica focalizou a língua principalmente na sua forma escrita. Pode-se dizer que a escrita é uma forma de expressão muito recente na história da humanidade e tem uma história independente da língua falada. Veremos a seguir que duas concepções opostas sobre a relação entre fala e escrita convivem na atualidade.
Na concepção mais antiga, a da gramática tradicional, há uma tendência para considerar a língua falada como inferior à língua escrita, uma vez que se acredita que a língua falada não tem organização ou regras próprias. Nesta tradição prescritiva, as regras da gramática são ilustradas exclusivamente a partir de textos escritos. De fato, a gramática tradicional defende a prioridade da língua escrita sobre a língua falada tendo como modelo a língua da literatura. Do mesmo modo, na visão diacrônica da linguística histórica, que predominou durante o século XIX, a língua foi vista essencialmente como uma coleção estática de palavras escritas.
Essa concepção começou a mudar no início do século XX com o surgimento da linguística sincrônica que deu prioridade ao discurso oral. Linguistas como F. de Saussure, L. Bloomfield e E. Sapir enfatizaram a primazia da língua falada sobre a língua escrita.
Na linguística moderna, portanto, a língua falada passou a ser vista como mais fundamental ou mais básica do que a língua escrita. Segundo Crystal (1997: 180), a abordagem contemporânea argumenta que se a língua falada é o meio primário de comunicação entre as pessoas ela deve ser o objeto primário de investigação da linguística. Entre os argumentos em geral apresentados para justificar que a língua falada seja mais básica do que a língua escrita, destacam-se os seguintes: a fala é milhares de anos mais antiga do que a escrita; a fala desenvolve-se naturalmente nas crianças (enquanto a escrita deve ser ensinada artificialmente); e sistemas de escrita são derivativos (em sua maioria baseados nos sons da fala). Assim, por ser considerada como mero reflexo da língua falada, a escrita passou a ser de secundária importância para a linguística contemporânea. Uma terceira possibilidade ou meio caminho entre os dois extremos discutidos acima seria reconhecer que nenhum meio de comunicação pode ser considerado como intrinsecamente superior ao outro.
Devido às semelhanças linguísticas entre língua falada e língua escrita não se pode dizer que uma seja mais complexa ou elaborada que outra. Na realidade, o confronto entre aquelas duas perspectivas tem falseado a discussão e prejudicado o ensino da língua materna na escola.
(http://marcobomfoco.blogspot.com/2008/10/1-lnguafalada- e-lngua-escrita. captado em 15/06/2009)
Sobre língua falada/língua escrita, assinale a alternativa incorreta:
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Assinale a alternativa que apresente o software do Windows XP responsável por restringir as informações que chegam ao seu computador vindas de outros computadores pela internet, evitando que pessoas ou programas não autorizados realizem uma conexão e acessem o seu computador:
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Considerando o BrOffice.org Calc, selecione a alternativa que retorne a média de uma amostra localizada nas células A1, A3 e de B1 a B3:
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