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4114989 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

Leia o texto para responder a questão abaixo.

Walcyr Carrasco

 

Sempre me orgulhei: fui o primeiro de meus amigos a possuir computador pessoal. Haja tempo! Aconteceu há cerca de duas décadas. A máquina era um trambolho com programas complicados. E lentíssima! Nas redações de revistas e jornais usava-se máquina de escrever.

Orgulhoso, eu me considerava adaptado aos novos tempos cibernéticos. Os programas para digitar textos foram se tornando mais fáceis. Ainda me considerava uma sumidade em tecnologia, até ver um garotinho de 8 anos baixar programas de celular. Que vergonha! Eu sou do tipo que quase consegue baixar um programa. Mas no último segundo vem uma pergunta a que não sei responder. Uma vez o celular travou. Muitas, o próprio computador. Mas o menininho teclava como se não tivesse feito outra coisa na vida.

 

Tudo está se tornando complicado demais. Eu me confundo até com o controle remoto da televisão e do DVD. Não é brincadeira: se coloco um filme, vem a imagem, mas não o som. Ou consigo ouvir os diálogos, mas a tela fica preta. No carro, quase enlouqueço se alguém tira da minha estação predileta. Escapei de bater tentando captar música clássica. Já consigo falar no meu celular, mandar torpedos e fotografar. Só me atrapalho para achar um endereço no Google em menos de dez minutos!

 

Entrei com cautela no universo das redes de relacionamento. Logo fiquei fascinado. Há alguns anos era louco pelo Orkut. Criei um grupo de amigos. Todas as noites nos encontrávamos virtualmente. A relação se tornou tão próxima que certa vez convidei dez amigos virtuais para jantar em casa. De sobremesa, servi bolo com uma miniatura de mim mesmo e morcegos de glacê - como só entrava de madrugada, chamavam-me carinhosamente de Morcegão. Algumas dessas pessoas permanecem na minha vida até hoje. Do Orkut, eu me distanciei. Não fui o único. Passei a ouvir com frequência o termo "orkuticídio". Isso acontece quando a pessoa elimina sua página e abandona seus contatos. Isso eu não cheguei a fazer. Já não entro todos os dias.

 

Surgiram novos sites de relacionamento, com mais ferramentas, como o Facebook e o Twitter. O Orkut reagiu: transformou-se, abrindo novas possibilidades de interação. Imagino os milhões de dólares gastos para reprogramar o site. Tentei, mas não consegui me adaptar ao novo Orkut. Voltei ao antigo. Muita gente que conheço fez o mesmo.

Ou abandonou de vez. "Ficou muito complicado" - foi a frase que mais ouvi. Embora, na prática, seu nível de dificuldade tenha se tornado semelhante ao do Facebook, para onde essas pessoas migraram. E o Second Life? Foi uma febret Havia até disputa para "comprar" avenidas, anunciar nas ruas do universo virtual. Imagino que muita gente ainda se divirta com ele, mas não conheço ninguém.

 

Agora o Twitter lançou uma nova versão. Tentei incorporá-la. Duas horas depois, irritado, voltei à anterior.

Muitas pessoas que me seguem também não se adaptaram. Melhor dizendo: assustam-se somente os mais velhos. Crianças e jovens adaptam-se facilmente. A cada complicação, eu me sinto mais excluído. "Ah, eu não sabia" tornou-se uma frase comum no meu vocabulário.

Sou louco pela internet. Como não ficar para trás? Daqui a pouco vou ter de tomar aulas para entender as novidades!

Talvez meu "professor" tenha 8 ou 9 anos de idade! É um mistério: como crianças que mal sabem ler e escrever são capazes de entender programas complexos? É uma nova evolução da espécie, que desembarca no mundo com cérebro cibernético? E eu, sou um dinossauro em extinção?

Disponível em: <<https:/ivejasp.abríl.com.br/cidades/dinossaurona~ lnternet>>. Acesso em: 18 de outubro de 2024,

 

Observe a palavra destacada no fragmento "Ainda me considerava uma sumidade em tecnologia ( ... )" 1" §.

 

Assinale a opção que NÃO apresenta, no contexto, um sinônimo.

 

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4114988 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

Leia o texto para responder a questão abaixo.

Walcyr Carrasco

 

Sempre me orgulhei: fui o primeiro de meus amigos a possuir computador pessoal. Haja tempo! Aconteceu há cerca de duas décadas. A máquina era um trambolho com programas complicados. E lentíssima! Nas redações de revistas e jornais usava-se máquina de escrever.

Orgulhoso, eu me considerava adaptado aos novos tempos cibernéticos. Os programas para digitar textos foram se tornando mais fáceis. Ainda me considerava uma sumidade em tecnologia, até ver um garotinho de 8 anos baixar programas de celular. Que vergonha! Eu sou do tipo que quase consegue baixar um programa. Mas no último segundo vem uma pergunta a que não sei responder. Uma vez o celular travou. Muitas, o próprio computador. Mas o menininho teclava como se não tivesse feito outra coisa na vida.

 

Tudo está se tornando complicado demais. Eu me confundo até com o controle remoto da televisão e do DVD. Não é brincadeira: se coloco um filme, vem a imagem, mas não o som. Ou consigo ouvir os diálogos, mas a tela fica preta. No carro, quase enlouqueço se alguém tira da minha estação predileta. Escapei de bater tentando captar música clássica. Já consigo falar no meu celular, mandar torpedos e fotografar. Só me atrapalho para achar um endereço no Google em menos de dez minutos!

 

Entrei com cautela no universo das redes de relacionamento. Logo fiquei fascinado. Há alguns anos era louco pelo Orkut. Criei um grupo de amigos. Todas as noites nos encontrávamos virtualmente. A relação se tornou tão próxima que certa vez convidei dez amigos virtuais para jantar em casa. De sobremesa, servi bolo com uma miniatura de mim mesmo e morcegos de glacê - como só entrava de madrugada, chamavam-me carinhosamente de Morcegão. Algumas dessas pessoas permanecem na minha vida até hoje. Do Orkut, eu me distanciei. Não fui o único. Passei a ouvir com frequência o termo "orkuticídio". Isso acontece quando a pessoa elimina sua página e abandona seus contatos. Isso eu não cheguei a fazer. Já não entro todos os dias.

 

Surgiram novos sites de relacionamento, com mais ferramentas, como o Facebook e o Twitter. O Orkut reagiu: transformou-se, abrindo novas possibilidades de interação. Imagino os milhões de dólares gastos para reprogramar o site. Tentei, mas não consegui me adaptar ao novo Orkut. Voltei ao antigo. Muita gente que conheço fez o mesmo.

Ou abandonou de vez. "Ficou muito complicado" - foi a frase que mais ouvi. Embora, na prática, seu nível de dificuldade tenha se tornado semelhante ao do Facebook, para onde essas pessoas migraram. E o Second Life? Foi uma febret Havia até disputa para "comprar" avenidas, anunciar nas ruas do universo virtual. Imagino que muita gente ainda se divirta com ele, mas não conheço ninguém.

 

Agora o Twitter lançou uma nova versão. Tentei incorporá-la. Duas horas depois, irritado, voltei à anterior.

Muitas pessoas que me seguem também não se adaptaram. Melhor dizendo: assustam-se somente os mais velhos. Crianças e jovens adaptam-se facilmente. A cada complicação, eu me sinto mais excluído. "Ah, eu não sabia" tornou-se uma frase comum no meu vocabulário.

Sou louco pela internet. Como não ficar para trás? Daqui a pouco vou ter de tomar aulas para entender as novidades!

Talvez meu "professor" tenha 8 ou 9 anos de idade! É um mistério: como crianças que mal sabem ler e escrever são capazes de entender programas complexos? É uma nova evolução da espécie, que desembarca no mundo com cérebro cibernético? E eu, sou um dinossauro em extinção?

Disponível em: <<https:/ivejasp.abríl.com.br/cidades/dinossaurona~ lnternet>>. Acesso em: 18 de outubro de 2024,

 

Observe o trecho "Embora, na prática, seu nível de dificuldade tenha se tornado semelhante ao do Facebook, para onde essas pessoas migraram." 4" §.

 

Nesse trecho, a conjunção destacada introduz ideia de:

 

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4114987 Ano: 2025
Disciplina: Português
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Walcyr Carrasco

 

Sempre me orgulhei: fui o primeiro de meus amigos a possuir computador pessoal.A Haja tempo! Aconteceu há cerca de duas décadas. A máquina era um trambolho com programas complicados. E lentíssima! Nas redações de revistas e jornais usava-se máquina de escrever.

Orgulhoso, eu me considerava adaptado aos novos tempos cibernéticos. Os programas para digitar textos foram se tornando mais fáceis. Ainda me considerava uma sumidade em tecnologia, até ver um garotinho de 8 anos baixar programas de celular. Que vergonha! Eu sou do tipo que quase consegue baixar um programa. Mas no último segundo vem uma pergunta a que não sei responder. Uma vez o celular travou. Muitas, o próprio computador. Mas o menininho teclava como se não tivesse feito outra coisa na vida.

 

Tudo está se tornando complicado demais. Eu me confundo até com o controle remoto da televisão e do DVD. Não é brincadeira: se coloco um filme, vem a imagem, mas não o som. Ou consigo ouvir os diálogos, mas a tela fica preta. No carro, quase enlouqueço se alguém tira da minha estação predileta.B Escapei de bater tentando captar música clássica. Já consigo falar no meu celular, mandar torpedos e fotografar. Só me atrapalho para achar um endereço no Google em menos de dez minutos!

 

Entrei com cautela no universo das redes de relacionamento. Logo fiquei fascinado.C Há alguns anos era louco pelo Orkut. Criei um grupo de amigos. Todas as noites nos encontrávamos virtualmente. A relação se tornou tão próxima que certa vez convidei dez amigos virtuais para jantar em casa.D De sobremesa, servi bolo com uma miniatura de mim mesmo e morcegos de glacê - como só entrava de madrugada, chamavam-me carinhosamente de Morcegão. Algumas dessas pessoas permanecem na minha vida até hoje. Do Orkut, eu me distanciei. Não fui o único. Passei a ouvir com frequência o termo "orkuticídio". Isso acontece quando a pessoa elimina sua página e abandona seus contatos.E Isso eu não cheguei a fazer. Já não entro todos os dias.

 

Surgiram novos sites de relacionamento, com mais ferramentas, como o Facebook e o Twitter. O Orkut reagiu: transformou-se, abrindo novas possibilidades de interação. Imagino os milhões de dólares gastos para reprogramar o site. Tentei, mas não consegui me adaptar ao novo Orkut. Voltei ao antigo. Muita gente que conheço fez o mesmo.

Ou abandonou de vez. "Ficou muito complicado" - foi a frase que mais ouvi. Embora, na prática, seu nível de dificuldade tenha se tornado semelhante ao do Facebook, para onde essas pessoas migraram. E o Second Life? Foi uma febret Havia até disputa para "comprar" avenidas, anunciar nas ruas do universo virtual. Imagino que muita gente ainda se divirta com ele, mas não conheço ninguém.

 

Agora o Twitter lançou uma nova versão. Tentei incorporá-la. Duas horas depois, irritado, voltei à anterior.

Muitas pessoas que me seguem também não se adaptaram. Melhor dizendo: assustam-se somente os mais velhos. Crianças e jovens adaptam-se facilmente. A cada complicação, eu me sinto mais excluído. "Ah, eu não sabia" tornou-se uma frase comum no meu vocabulário.

Sou louco pela internet. Como não ficar para trás? Daqui a pouco vou ter de tomar aulas para entender as novidades!

Talvez meu "professor" tenha 8 ou 9 anos de idade! É um mistério: como crianças que mal sabem ler e escrever são capazes de entender programas complexos? É uma nova evolução da espécie, que desembarca no mundo com cérebro cibernético? E eu, sou um dinossauro em extinção?

Disponível em: <<https:/ivejasp.abríl.com.br/cidades/dinossaurona~ lnternet>>. Acesso em: 18 de outubro de 2024,

 

Assinale a opção em que se identifica relação semântica de causa e consequência, respectivamente.

 

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4114986 Ano: 2025
Disciplina: Português
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Walcyr Carrasco

 

Sempre me orgulhei: fui o primeiro de meus amigos a possuir computador pessoal. Haja tempo! Aconteceu há cerca de duas décadas. A máquina era um trambolho com programas complicados. E lentíssima! Nas redações de revistas e jornais usava-se máquina de escrever.

Orgulhoso, eu me considerava adaptado aos novos tempos cibernéticos. Os programas para digitar textos foram se tornando mais fáceis. Ainda me considerava uma sumidade em tecnologia, até ver um garotinho de 8 anos baixar programas de celular. Que vergonha! Eu sou do tipo que quase consegue baixar um programa. Mas no último segundo vem uma pergunta a que não sei responder. Uma vez o celular travou. Muitas, o próprio computador. Mas o menininho teclava como se não tivesse feito outra coisa na vida.

 

Tudo está se tornando complicado demais. Eu me confundo até com o controle remoto da televisêo e do DVD. Não é brincadeira: se coloco um filme, vem a imagem, mas não o som. Ou consigo ouvir os diálogos, mas a tela fica preta. No carro, quase enlouqueço se alguém tira da minha estação predileta. Escapei de bater tentando captar música clássica. Já consigo falar no meu celular, mandar torpedos e fotografar. Só me atrapalho para achar um endereço no Google em menos de dez minutos!

 

Entrei com cautela no universo das redes de relacionamento. Logo fiquei fascinado. Há alguns anos era louco pelo Orkut. Criei um grupo de amigos. Todas as noites nos encontrávamos virtualmente. A relação se tornou tão próxima que certa vez convidei dez amigos virtuais para jantar em casa. De sobremesa, servi bolo com uma miniatura de mim mesmo e morcegos de glacê - como só entrava de madrugada, chamavam-me carinhosamente de Morcegão. Algumas dessas pessoas permanecem na minha vida até hoje. Do Orkut, eu me distanciei. Não fui o único. Passei a ouvir com frequência o termo "orkuticldio". Isso acontece quando a pessoa elimina sua página e abandona seus contatos. Isso eu não cheguei a fazer. Já não entro todos os dias.

 

Surgiram novos sites de relacionamento, com mais ferramentas, como o Facebook e o Twitter. O Orkut reagiu: transformou-se, abrindo novas possibilidades de interação. Imagino os milhões de dólares gastos para reprogramar o site. Tentei, mas não consegui me adaptar ao novo Orkut. Voltei ao antigo. Muita gente que conheço fez o mesmo.

Ou abandonou de vez. "Ficou muito complicado" - foi a frase que mais ouvi. Embora, na prática, seu nível de dificuldade tenha se tornado semelhante ao do Facebook, para onde essas pessoas migraram. E o Second Life? Foi uma febret Havia até disputa para "comprar" avenidas, anunciar nas ruas do universo virtual. Imagino que muita gente ainda se divirta com ele, mas não conheço ninguém.

 

Agora o Twitter lançou uma nova versêo. Tentei incorporá-la. Duas horas depois, irritado, voltei à anterior.

Muitas pessoas que me seguem também não se adaptaram. Melhor dizendo: assustam-se somente os mais velhos. Crianças e jovens adaptam-se facilmente. A cada complicação, eu me sinto mais excluído. "Ah, eu não sabia" tornou-se uma frase comum no meu vocabulário.

Sou louco pela internet. Como não ficar para trás? Daqui a pouco vou ter de tomar aulas para entender as novidades!

Talvez meu "professor" tenha 8 ou 9 anos de idade! É um mistério: como crianças que mal sabem ler e escrever são capazes de entender programas complexos? É uma nova evolução da espécie, que desembarca no mundo com cérebro cibernético? E eu, sou um dinossauro em extinção?

Disponível em: <<https:/ivejasp.abríl.com.br/cidades/dinossaurona~ lnternet>>. Acesso em: 18 de outubro de 2024,

 

Observe o trecho "Logo fiquei fascinado." 3° §. Assinale a opção em que o vocábulo destacado acima foi substituído sem alteração de sentido.

 

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4114985 Ano: 2025
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Walcyr Carrasco

 

Sempre me orgulhei: fui o primeiro de meus amigos a possuir computador pessoal. Haja tempo! Aconteceu há cerca de duas décadas. A máquina era um trambolho com programas complicados. E lentíssima! Nas redações de revistas e jornais usava-se máquina de escrever.

Orgulhoso, eu me considerava adaptado aos novos tempos cibernéticos. Os programas para digitar textos foram se tornando mais fáceis. Ainda me considerava uma sumidade em tecnologia, até ver um garotinho de 8 anos baixar programas de celular. Que vergonha! Eu sou do tipo que quase consegue baixar um programa. Mas no último segundo vem uma pergunta a que não sei responder. Uma vez o celular travou. Muitas, o próprio computador. Mas o menininho teclava como se não tivesse feito outra coisa na vida.

 

Tudo está se tornando complicado demais. Eu me confundo até com o controle remoto da televisêo e do DVD. Não é brincadeira: se coloco um filme, vem a imagem, mas não o som. Ou consigo ouvir os diálogos, mas a tela fica preta. No carro, quase enlouqueço se alguém tira da minha estação predileta. Escapei de bater tentando captar música clássica. Já consigo falar no meu celular, mandar torpedos e fotografar. Só me atrapalho para achar um endereço no Google em menos de dez minutos!

 

Entrei com cautela no universo das redes de relacionamento. Logo fiquei fascinado. Há alguns anos era louco pelo Orkut. Criei um grupo de amigos. Todas as noites nos encontrávamos virtualmente. A relação se tornou tão próxima que certa vez convidei dez amigos virtuais para jantar em casa. De sobremesa, servi bolo com uma miniatura de mim mesmo e morcegos de glacê - como só entrava de madrugada, chamavam-me carinhosamente de Morcegão. Algumas dessas pessoas permanecem na minha vida até hoje. Do Orkut, eu me distanciei. Não fui o único. Passei a ouvir com frequência o termo "orkuticldio". Isso acontece quando a pessoa elimina sua página e abandona seus contatos. Isso eu não cheguei a fazer. Já não entro todos os dias.

 

Surgiram novos sites de relacionamento, com mais ferramentas, como o Facebook e o Twitter. O Orkut reagiu: transformou-se, abrindo novas possibilidades de interação. Imagino os milhões de dólares gastos para reprogramar o site. Tentei, mas não consegui me adaptar ao novo Orkut. Voltei ao antigo. Muita gente que conheço fez o mesmo.

Ou abandonou de vez. "Ficou muito complicado" - foi a frase que mais ouvi. Embora, na prática, seu nível de dificuldade tenha se tornado semelhante ao do Facebook, para onde essas pessoas migraram. E o Second Life? Foi uma febret Havia até disputa para "comprar" avenidas, anunciar nas ruas do universo virtual. Imagino que muita gente ainda se divirta com ele, mas não conheço ninguém.

 

Agora o Twitter lançou uma nova versêo. Tentei incorporá-la. Duas horas depois, irritado, voltei à anterior.

Muitas pessoas que me seguem também não se adaptaram. Melhor dizendo: assustam-se somente os mais velhos. Crianças e jovens adaptam-se facilmente. A cada complicação, eu me sinto mais excluído. "Ah, eu não sabia" tornou-se uma frase comum no meu vocabulário.

Sou louco pela internet. Como não ficar para trás? Daqui a pouco vou ter de tomar aulas para entender as novidades!

Talvez meu "professor" tenha 8 ou 9 anos de idade! É um mistério: como crianças que mal sabem ler e escrever são capazes de entender programas complexos? É uma nova evolução da espécie, que desembarca no mundo com cérebro cibernético? E eu, sou um dinossauro em extinção?

Disponível em: <<https:/ivejasp.abríl.com.br/cidades/dinossaurona~ lnternet>>. Acesso em: 18 de outubro de 2024,

 

Assinale a opção que apresenta o segmento em que o pronome demonstrativo sublinhado exerce uma função textual diferente da destacada no trecho "( ... ) para onde essas pessoas migraram." 4º §.

 

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4114984 Ano: 2025
Disciplina: Português
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Walcyr Carrasco

 

Sempre me orgulhei: fui o primeiro de meus amigos a possuir computador pessoal. Haja tempo! Aconteceu há cerca de duas décadas. A máquina era um trambolho com programas complicados. E lentíssima! Nas redações de revistas e jornais usava-se máquina de escrever.

Orgulhoso, eu me considerava adaptado aos novos tempos cibernéticos. Os programas para digitar textos foram se tornando mais fáceis. Ainda me considerava uma sumidade em tecnologia, até ver um garotinho de 8 anos baixar programas de celular. Que vergonha! Eu sou do tipo que quase consegue baixar um programa. Mas no último segundo vem uma pergunta a que não sei responder. Uma vez o celular travou. Muitas, o próprio computador. Mas o menininho teclava como se não tivesse feito outra coisa na vida.

 

Tudo está se tornando complicado demais. Eu me confundo até com o controle remoto da televisêo e do DVD. Não é brincadeira: se coloco um filme, vem a imagem, mas não o som. Ou consigo ouvir os diálogos, mas a tela fica preta. No carro, quase enlouqueço se alguém tira da minha estação predileta. Escapei de bater tentando captar música clássica. Já consigo falar no meu celular, mandar torpedos e fotografar. Só me atrapalho para achar um endereço no Google em menos de dez minutos!

 

Entrei com cautela no universo das redes de relacionamento. Logo fiquei fascinado. Há alguns anos era louco pelo Orkut. Criei um grupo de amigos. Todas as noites nos encontrávamos virtualmente. A relação se tornou tão próxima que certa vez convidei dez amigos virtuais para jantar em casa. De sobremesa, servi bolo com uma miniatura de mim mesmo e morcegos de glacê - como só entrava de madrugada, chamavam-me carinhosamente de Morcegão. Algumas dessas pessoas permanecem na minha vida até hoje. Do Orkut, eu me distanciei. Não fui o único. Passei a ouvir com frequência o termo "orkuticldio". Isso acontece quando a pessoa elimina sua página e abandona seus contatos. Isso eu não cheguei a fazer. Já não entro todos os dias.

 

Surgiram novos sites de relacionamento, com mais ferramentas, como o Facebook e o Twitter. O Orkut reagiu: transformou-se, abrindo novas possibilidades de interação. Imagino os milhões de dólares gastos para reprogramar o site. Tentei, mas não consegui me adaptar ao novo Orkut. Voltei ao antigo. Muita gente que conheço fez o mesmo.

Ou abandonou de vez. "Ficou muito complicado" - foi a frase que mais ouvi. Embora, na prática, seu nível de dificuldade tenha se tornado semelhante ao do Facebook, para onde essas pessoas migraram. E o Second Life? Foi uma febret Havia até disputa para "comprar" avenidas, anunciar nas ruas do universo virtual. Imagino que muita gente ainda se divirta com ele, mas não conheço ninguém.

 

Agora o Twitter lançou uma nova versêo. Tentei incorporá-la. Duas horas depois, irritado, voltei à anterior.

Muitas pessoas que me seguem também não se adaptaram. Melhor dizendo: assustam-se somente os mais velhos. Crianças e jovens adaptam-se facilmente. A cada complicação, eu me sinto mais excluído. "Ah, eu não sabia" tornou-se uma frase comum no meu vocabulário.

Sou louco pela internet. Como não ficar para trás? Daqui a pouco vou ter de tomar aulas para entender as novidades!

Talvez meu "professor" tenha 8 ou 9 anos de idade! É um mistério: como crianças que mal sabem ler e escrever são capazes de entender programas complexos? É uma nova evolução da espécie, que desembarca no mundo com cérebro cibernético? E eu, sou um dinossauro em extinção?

Disponível em: <<https:/ivejasp.abríl.com.br/cidades/dinossaurona~ lnternet>>. Acesso em: 18 de outubro de 2024,

 

No inicio do terceiro, do quarto e do quinto parágrafos, constata-se:

 

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Sempre me orgulhei: fui o primeiro de meus amigos a possuir computador pessoal. Haja tempo! Aconteceu há cerca de duas décadas. A máquina era um trambolho com programas complicados. E lentíssima! Nas redações de revistas e jornais usava-se máquina de escrever.

Orgulhoso, eu me considerava adaptado aos novos tempos cibernéticos. Os programas para digitar textos foram se tornando mais fáceis. Ainda me considerava uma sumidade em tecnologia, até ver um garotinho de 8 anos baixar programas de celular. Que vergonha! Eu sou do tipo que quase consegue baixar um programa. Mas no último segundo vem uma pergunta a que não sei responder. Uma vez o celular travou. Muitas, o próprio computador. Mas o menininho teclava como se não tivesse feito outra coisa na vida.

 

Tudo está se tornando complicado demais. Eu me confundo até com o controle remoto da televisêo e do DVD. Não é brincadeira: se coloco um filme, vem a imagem, mas não o som. Ou consigo ouvir os diálogos, mas a tela fica preta. No carro, quase enlouqueço se alguém tira da minha estação predileta. Escapei de bater tentando captar música clássica. Já consigo falar no meu celular, mandar torpedos e fotografar. Só me atrapalho para achar um endereço no Google em menos de dez minutos!

 

Entrei com cautela no universo das redes de relacionamento. Logo fiquei fascinado. Há alguns anos era louco pelo Orkut. Criei um grupo de amigos. Todas as noites nos encontrávamos virtualmente. A relação se tornou tão próxima que certa vez convidei dez amigos virtuais para jantar em casa. De sobremesa, servi bolo com uma miniatura de mim mesmo e morcegos de glacê - como só entrava de madrugada, chamavam-me carinhosamente de Morcegão. Algumas dessas pessoas permanecem na minha vida até hoje. Do Orkut, eu me distanciei. Não fui o único. Passei a ouvir com frequência o termo "orkuticldio". Isso acontece quando a pessoa elimina sua página e abandona seus contatos. Isso eu não cheguei a fazer. Já não entro todos os dias.

 

Surgiram novos sites de relacionamento, com mais ferramentas, como o Facebook e o Twitter. O Orkut reagiu: transformou-se, abrindo novas possibilidades de interação. Imagino os milhões de dólares gastos para reprogramar o site. Tentei, mas não consegui me adaptar ao novo Orkut. Voltei ao antigo. Muita gente que conheço fez o mesmo.

Ou abandonou de vez. "Ficou muito complicado" - foi a frase que mais ouvi. Embora, na prática, seu nível de dificuldade tenha se tornado semelhante ao do Facebook, para onde essas pessoas migraram. E o Second Life? Foi uma febret Havia até disputa para "comprar" avenidas, anunciar nas ruas do universo virtual. Imagino que muita gente ainda se divirta com ele, mas não conheço ninguém.

 

Agora o Twitter lançou uma nova versêo. Tentei incorporá-la. Duas horas depois, irritado, voltei à anterior.

Muitas pessoas que me seguem também não se adaptaram. Melhor dizendo: assustam-se somente os mais velhos. Crianças e jovens adaptam-se facilmente. A cada complicação, eu me sinto mais excluído. "Ah, eu não sabia" tornou-se uma frase comum no meu vocabulário.

Sou louco pela internet. Como não ficar para trás? Daqui a pouco vou ter de tomar aulas para entender as novidades!

Talvez meu "professor" tenha 8 ou 9 anos de idade! É um mistério: como crianças que mal sabem ler e escrever são capazes de entender programas complexos? É uma nova evolução da espécie, que desembarca no mundo com cérebro cibernético? E eu, sou um dinossauro em extinção?

Disponível em: <<https:/ivejasp.abríl.com.br/cidades/dinossaurona~ lnternet>>. Acesso em: 18 de outubro de 2024,

 

Observe os termos destacados nos dois fragmentos abaixo.

 

I- "( .. ) fui o primeiro de meus amigos a possuir computador pessoal." 1° §.

lI- "A máquina era um trambolho com programas complicados." 1º §.

 

Assinale a opção em que as expressões sublinhadas têm a mesma relação lexical observada nos fragmentos acima.

 

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Orgão: Marinha

Leia o texto para responder a questão abaixo.

Walcyr Carrasco

 

Sempre me orgulhei: fui o primeiro de meus amigos a possuir computador pessoal. Haja tempo! Aconteceu há cerca de duas décadas. A máquina era um trambolho com programas complicados. E lentíssima1 Nas redações de revistas e jornais usava-se máquina de escrever.

Orgulhoso, eu me considerava adaptado aos novos tempos cibernéticos. Os programas para digitar textos foram se tornando mais fáceis. Ainda me considerava uma sumidade em tecnologia, até ver um garotinho de 8 anos baixar programas de celular. Que vergonha! Eu sou do tipo que quase consegue baixar um programa. Mas no último segundo vem uma pergunta a que não sei responder. Uma vez o celular travou. Muitas, o próprio computador. Mas o menininho teclava como se não tivesse feito outra coisa na vida.

 

Tudo está se tornando complicado demais. Eu me confundo até com o controle remoto da televisêo e do DVD. Não é brincadeira: se coloco um filme, vem a imagem, mas não o som. Ou consigo ouvir os diálogos, mas a tela fica preta. No carro, quase enlouqueço se alguém tira da minha estação predileta. Escapei de bater tentando captar música clássica. Já consigo falar no meu celular, mandar torpedos e fotografar. Só me atrapalho para achar um endereço no Google em menos de dez minutos!

 

Entrei com cautela no universo das redes de relacionamento. Logo fiquei fascinado. Há alguns anos era louco pelo Orkut. Criei um grupo de amigos. Todas as noites nos encontrávamos virtualmente. A relação se tornou tão próxima que certa vez convidei dez amigos virtuais para jantar em casa. De sobremesa, servi bolo com uma miniatura de mim mesmo e morcegos de glacê - como só entrava de madrugada, chamavam-me carinhosamente de Morcegão. Algumas dessas pessoas permanecem na minha vida até hoje. Do Orkut, eu me distanciei. Não fui o único. Passei a ouvir com frequência o termo "orkuticldio". Isso acontece quando a pessoa elimina sua página e abandona seus contatos. Isso eu não cheguei a fazer. Já não entro todos os dias.

 

Surgiram novos sites de relacionamento, com mais ferramentas, como o Facebook e o Twitter. O Orkut reagiu: transformou-se, abrindo novas possibilidades de interação. Imagino os milhões de dólares gastos para reprogramar o site. Tentei, mas não consegui me adaptar ao novo Orkut. Voltei ao antigo. Muita gente que conheço fez o mesmo.

Ou abandonou de vez. "Ficou muito complicado" - foi a frase que mais ouvi. Embora, na prática, seu nível de dificuldade tenha se tornado semelhante ao do Facebook, para onde essas pessoas migraram. E o Second Life? Foi uma febret Havia até disputa para "comprar" avenidas, anunciar nas ruas do universo virtual. Imagino que muita gente ainda se divirta com ele, mas não conheço ninguém.

 

Agora o Twitter lançou uma nova versêo. Tentei incorporá-la. Duas horas depois, irritado, voltei à anterior.

Muitas pessoas que me seguem também não se adaptaram. Melhor dizendo: assustam-se somente os mais velhos. Crianças e jovens adaptam-se facilmente. A cada complicação, eu me sinto mais excluído. "Ah, eu não sabia" tornou-se uma frase comum no meu vocabulário.

Sou louco pela internet. Como não ficar para trás? Daqui a pouco vou ter de tomar aulas para entender as novidades!

Talvez meu "professor" tenha 8 ou 9 anos de idade! É um mistério: como crianças que mal sabem ler e escrever são capazes de entender programas complexos? É uma nova evolução da espécie, que desembarca no mundo com cérebro cibernético? E eu, sou um dinossauro em extinção?

Disponível em: <<https:/ivejasp.abríl.com.br/cidades/dinossaurona~ lnternet>>. Acesso em: 18 de outubro de 2024,

 

No período: "Tudo está se tornando complicado demais." 2º §, a palavra destacada é um pronome:

 

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4114981 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

Leia o texto para responder a questão abaixo.

Walcyr Carrasco

 

Sempre me orgulhei: fui o primeiro de meus amigos a possuir computador pessoal. Haja tempo! Aconteceu há cerca de duas décadas. A máquina era um trambolho com programas complicados. E lentíssima1 Nas redações de revistas e jornais usava-se máquina de escrever.

Orgulhoso, eu me considerava adaptado aos novos tempos cibernéticos. Os programas para digitar textos foram se tornando mais fáceis. Ainda me considerava uma sumidade em tecnologia, até ver um garotinho de 8 anos baixar programas de celular. Que vergonha! Eu sou do tipo que quase consegue baixar um programa. Mas no último segundo vem uma pergunta a que não sei responder. Uma vez o celular travou. Muitas, o próprio computador. Mas o menininho teclava como se não tivesse feito outra coisa na vida.

 

Tudo está se tornando complicado demais. Eu me confundo até com o controle remoto da televisêo e do DVD. Não é brincadeira: se coloco um filme, vem a imagem, mas não o som. Ou consigo ouvir os diálogos, mas a tela fica preta. No carro, quase enlouqueço se alguém tira da minha estação predileta. Escapei de bater tentando captar música clássica. Já consigo falar no meu celular, mandar torpedos e fotografar. Só me atrapalho para achar um endereço no Google em menos de dez minutos!

 

Entrei com cautela no universo das redes de relacionamento. Logo fiquei fascinado. Há alguns anos era louco pelo Orkut. Criei um grupo de amigos. Todas as noites nos encontrávamos virtualmente. A relação se tornou tão próxima que certa vez convidei dez amigos virtuais para jantar em casa. De sobremesa, servi bolo com uma miniatura de mim mesmo e morcegos de glacê - como só entrava de madrugada, chamavam-me carinhosamente de Morcegão. Algumas dessas pessoas permanecem na minha vida até hoje. Do Orkut, eu me distanciei. Não fui o único. Passei a ouvir com frequência o termo "orkuticldio". Isso acontece quando a pessoa elimina sua página e abandona seus contatos. Isso eu não cheguei a fazer. Já não entro todos os dias.

 

Surgiram novos sites de relacionamento, com mais ferramentas, como o Facebook e o Twitter. O Orkut reagiu: transformou-se, abrindo novas possibilidades de interação. Imagino os milhões de dólares gastos para reprogramar o site. Tentei, mas não consegui me adaptar ao novo Orkut. Voltei ao antigo. Muita gente que conheço fez o mesmo.

Ou abandonou de vez. "Ficou muito complicado" - foi a frase que mais ouvi. Embora, na prática, seu nível de dificuldade tenha se tornado semelhante ao do Facebook, para onde essas pessoas migraram. E o Second Life? Foi uma febret Havia até disputa para "comprar" avenidas, anunciar nas ruas do universo virtual. Imagino que muita gente ainda se divirta com ele, mas não conheço ninguém.

 

Agora o Twitter lançou uma nova versêo. Tentei incorporá-la. Duas horas depois, irritado, voltei à anterior.

Muitas pessoas que me seguem também não se adaptaram. Melhor dizendo: assustam-se somente os mais velhos. Crianças e jovens adaptam-se facilmente. A cada complicação, eu me sinto mais excluído. "Ah, eu não sabia" tornou-se uma frase comum no meu vocabulário.

Sou louco pela internet. Como não ficar para trás? Daqui a pouco vou ter de tomar aulas para entender as novidades!

Talvez meu "professor" tenha 8 ou 9 anos de idade! É um mistério: como crianças que mal sabem ler e escrever são capazes de entender programas complexos? É uma nova evolução da espécie, que desembarca no mundo com cérebro cibernético? E eu, sou um dinossauro em extinção?

Disponível em: <<https:/ivejasp.abríl.com.br/cidades/dinossaurona~ lnternet>>. Acesso em: 18 de outubro de 2024,

 

Assinale a opção que apresenta oração com a mesma classificação sintática que no trecho destacado do fragmento: "Imagino que muita gente ainda se divirta com ele(. .. )" 4° §.

 

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4115020 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

Leia o texto para responder a questão abaixo.

Walcyr Carrasco

 

Sempre me orgulhei: fui o primeiro de meus amigos a possuir computador pessoal. Haja tempo! Aconteceu há cerca de duas décadas. A máquina era um trambolho com programas complicados. E lentíssima1 Nas redações de revistas e jornais usava-se máquina de escrever.

Orgulhoso, eu me considerava adaptado aos novos tempos cibernéticos. Os programas para digitar textos foram se tornando mais fáceis. Ainda me considerava uma sumidade em tecnologia, até ver um garotinho de 8 anos baixar programas de celular. Que vergonha! Eu sou do tipo que quase consegue baixar um programa. Mas no último segundo vem uma pergunta a que não sei responder. Uma vez o celular travou. Muitas, o próprio computador. Mas o menininho teclava como se não tivesse feito outra coisa na vida.

 

Tudo está se tornando complicado demais. Eu me confundo até com o controle remoto da televisêo e do DVD. Não é brincadeira: se coloco um filme, vem a imagem, mas não o som. Ou consigo ouvir os diálogos, mas a tela fica preta. No carro, quase enlouqueço se alguém tira da minha estação predileta. Escapei de bater tentando captar música clássica. Já consigo falar no meu celular, mandar torpedos e fotografar. Só me atrapalho para achar um endereço no Google em menos de dez minutos!

 

Entrei com cautela no universo das redes de relacionamento. Logo fiquei fascinado. Há alguns anos era louco pelo Orkut. Criei um grupo de amigos. Todas as noites nos encontrávamos virtualmente. A relação se tornou tão próxima que certa vez convidei dez amigos virtuais para jantar em casa. De sobremesa, servi bolo com uma miniatura de mim mesmo e morcegos de glacê - como só entrava de madrugada, chamavam-me carinhosamente de Morcegão. Algumas dessas pessoas permanecem na minha vida até hoje. Do Orkut, eu me distanciei. Não fui o único. Passei a ouvir com frequência o termo "orkuticldio". Isso acontece quando a pessoa elimina sua página e abandona seus contatos. Isso eu não cheguei a fazer. Já não entro todos os dias.

 

Surgiram novos sites de relacionamento, com mais ferramentas, como o Facebook e o Twitter. O Orkut reagiu: transformou-se, abrindo novas possibilidades de interação. Imagino os milhões de dólares gastos para reprogramar o site. Tentei, mas não consegui me adaptar ao novo Orkut. Voltei ao antigo. Muita gente que conheço fez o mesmo.

Ou abandonou de vez. "Ficou muito complicado" - foi a frase que mais ouvi. Embora, na prática, seu nível de dificuldade tenha se tornado semelhante ao do Facebook, para onde essas pessoas migraram. E o Second Life? Foi uma febret Havia até disputa para "comprar" avenidas, anunciar nas ruas do universo virtual. Imagino que muita gente ainda se divirta com ele, mas não conheço ninguém.

 

Agora o Twitter lançou uma nova versêo. Tentei incorporá-la. Duas horas depois, irritado, voltei à anterior.

Muitas pessoas que me seguem também não se adaptaram. Melhor dizendo: assustam-se somente os mais velhos. Crianças e jovens adaptam-se facilmente. A cada complicação, eu me sinto mais excluído. "Ah, eu não sabia" tornou-se uma frase comum no meu vocabulário.

Sou louco pela internet. Como não ficar para trás? Daqui a pouco vou ter de tomar aulas para entender as novidades!

Talvez meu "professor" tenha 8 ou 9 anos de idade! É um mistério: como crianças que mal sabem ler e escrever são capazes de entender programas complexos? É uma nova evolução da espécie, que desembarca no mundo com cérebro cibernético? E eu, sou um dinossauro em extinção?

Disponível em: <<https:/ivejasp.abríl.com.br/cidades/dinossaurona~ lnternet>>. Acesso em: 18 de outubro de 2024,

 

O trecho "Todas as noites nos encontrávamos virtualmente." 3º§ não tem sinal indicativo de crase. Assim, quanto a esse sinal, assinale a opção em que o termo sublinhado também está corretamente grafado.

Questão Anulada

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